EMPREENDEDOR DE SUCESSO

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Coca-Cola perde processo de plágio contra fábrica do interior; veja rótulos

Decisão da Justiça foi favorável à fábrica Fors, de Franca (SP) sob o argumento de que a cor verde não é de exclusividade da Coca-Cola, assim como a expressão life

Rótulo do refrigerante Fors Cola Life; empresa de Franca pensa em processar a Coca-Cola por danos morais e materiais
Fors/Divulgação
Rótulo do refrigerante Fors Cola Life; empresa de Franca pensa em processar a Coca-Cola por danos morais e materiais
A empresa de refrigerantes e salgadinhos Fors, de Franca (SP), ganhou na Justiça uma ação contra a Coca-Cola, que acusava a marca brasileira de plagiar o rótulo da bebida Fors Cola Life. Segundo Antônio Carlos Franchini Filho, proprietário da Fors, o juiz entendeu que a cor verde é de uso comum, assim como e a expressão life. A Coca-Cola Life foi lançada apenas na Argentina.
A multinacional chegou a ganhar o processo em primeira instância, em julho de 2014, quando a Fors foi obrigada a retirar o produto do mercado e todo o material de divulgação. "Ainda estamos calculando o prejuízo disso, da nossa imagem e de vendas. Estou avaliando com o meu jurídico entrar com um processo contra a Coca-Cola por danos morais e materiais", relata Franchini Filho.
Por meio de nota, a Coca-Cola informou que está estudando as medidas cabíveis. "O registro da marca Coca-Cola Life, incluindo rótulo e logomarca, que compõem o trade dress, foi solicitado ao INPI na época do lançamento do produto na Argentina. O produto do concorrente foi lançado aproximadamente quatro meses após o lançamento da Coca-Cola Life naquele país. Ainda que Coca-Cola Life ainda não tenha sido lançado no Brasil, a marca foi amplamente divulgada na mídia brasileira, quando foi lançada na Argentina e outros países", afirma a Coca-Cola.
Coca-Cola Life
Coca-Cola/Divulgação Argentina
Coca-Cola Life
"O juiz nos deu ganho de causa afirmando que existem diversas formas de diferenciação de um produto em sua embalagem e nos pontos de venda. A Justiça ainda entendeu que a cor verde não é exclusiva da Coca-Cola, assim como a expressão life é comum e bastante utilizada, assim como a palavra light."
Franchini Filho conta ainda que, antes de entrar com o processo, a Coca-Cola enviou uma notificação à Fors, exigindo que a empresa tirasse a Fors Cola Life do mercado. A notificação foi respondida pela brasileira, informando que não retirariam. "Então, eles foram para a Justiça."
A Fors atua majoritariamente em São Paulo e Minas Gerais, além de ter um site de vendas nacional. A empresa tem capacidade produtiva de 8 mil litros por hora, mas não informa o faturamento e número de unidades vendidas.
Veja também: As propagandas polêmicas e de gosto duvidoso de 2015
A marca de picolés Diletto foi alvo de denúncia no Conar em 2014. O personagem em que se baseava a publicidade da marca não existe. Foto: Reprodução
O processo foi arquivado pelo Conar, que orientou que a marca deixe claro que a história sobre a origem do sorvete é uma fantasia. Foto: Reprodução
Seu Francesco, fazendeiro que forneceria as frutas para a fabricação dos sucos Do Bem não existe. O processo no Conar foi arquivado. Foto: Reprodução
Propaganda do Johnnie Walker sobre racismo na véspera do Dia da Consciência Negra causa críticas de internautas. Usuários acusaram empresa de sugerir que o racismo seria culpa dos negros. Foto: Reprodução/Facebook - 22.11.14
Propaganda com quatro meninas loiras segurando bonecas da Disney foi acusada de racismo por não refletir diversidade étnica da sociedade peruana. Foto: BBC Brasil
Da mídia social, polêmica passou a jornais peruanos, que acusaram Falabella de racismo. Foto: BBC Brasil
Campanha da Victoria Secrets relançou polêmica gerada pelo Dove que há anos foi contra-atacada com imagens de mulheres normais, após campanha de mulheres brancas e magras. Foto: Reprodução
Em protesto contra o Corpo Perfeito da Victoria Secrets, movimento lançou campanha o Corpo Perfeito Real, com modelos que representam diversidade de cor de pele e corpo. Foto: Reprodução
Meninas entre seis e 13 anos falando palavrões em vídeo contra o machismo causou polêmica. A produção foi da companhia americana FCKH8, not SCREWH8 or DARNH8. Foto: REPRODUÇÃO / FCKH8.com
Paulistanos ficaram por semanas curiosos sobre cartazes como este espalhados por toda a cidade. A ação #umbrindeavidareal era da marca Smirnoff. Foto: Reprodução
Casal embalado a vácuo em campanha da Condomania Harajuku chamou a atenção na internet. Foto: Reprodução
Campanha de publicidade da Schick contra homens barbudos transformava barbas em animais e chamou a atenção de internautas . Foto: Divulgação/Facebook
Para divulgar a Copa do Mundo no Brasil para estrangeiros, Adidas criou camiseta com estampa com a expressão em inglês 'Lookin' to score', que pode ser traduzido como 'buscando fazer gols' ou como 'querendo pegar garotas'. Foto: Reprodução/adidas.com/us
Cerveja da Brahma era anunciada como feita a partir da cevada plantada, cultivada e colhida na Granja Comary, local de treinamento da seleção brasileira. Conar recebeu denúncia de consumidor que pediu a comprovação da fonte do ingrediente.. Foto: Divulgação
Em uma rede social, a fan page do Bis estampou um anúncio de gosto duvidoso, segundo os internautas. Foto: Reprodução
Luciano Huck lançou camiseta em protesto contra o racismo e foi acusado de querer se promover às custas da ação. Foto: Divulgação
Roberto Carlos apareceu como garoto propaganda do frigorífico Friboi e foi duramente criticado. O motivo: o rei sempre se disse vegetariano.. Foto: Reprodução
A campanha
A marca de picolés Diletto foi alvo de denúncia no Conar em 2014. O personagem em que se baseava a publicidade da marca não existe. Foto: Reprodução
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FONTE:
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    Promessa de internet ilimitada causa prejuízo para consumidores, diz secretária

    "Falta de transparência gera um consumo que foge ao controle do consumidor", diz secretária nacional do Consumidor

    Agência Brasil
    A secretária Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Pereira da Silva, informou nesta quinta-feira (16), durante reunião do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), que as empresas de telecomunicações no País causam prejuízos ao consumidor quando vendem a ideia de internet ilimitada. Ela afirmou que a Senacon, vinculada ao Ministério da Justiça, estuda mudanças na forma de ofertar o serviço.
    Consumidor se atrapalha com a promessa de internet ilimitada e gasta além do que deveria
    Thinkstock
    Consumidor se atrapalha com a promessa de internet ilimitada e gasta além do que deveria
    "Tem de se mostrar o consumo, retirar qualquer insinuação de ilimitada e mostrar o que se paga e como se paga. A falta de transparência gera um consumo que foge ao controle do consumidor", disse. Juliana Pereira sinalizou também para ampliação das ações da secretaria, de modo a convergir pautas com o Marco Regulatório da Internet.
    "Claro que teremos de ampliar a agenda para o caso da neutralidade [da rede] ou o tema da privacidade", explicou. Juliana acrescentou que outros dois planos regulatórios são prioridade para a Senacon. Um trata do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o outro atualizará os serviços de saúde suplementar disponíveis no País.
    Durante a reunião, foi assinado um acordo de cooperação técnica e intercâmbio entre o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal, representado pelo subprocurador-geral da República José Elaeres. "Na prática, oficializaram trabalhos já realizados em parceria", esclareceu a secretária.
    O Portal do Consumidor também foi tema da reunião. Para os participantes, a conscientização dos clientes passa por medidas como a que criou a plataforma virtual, que abriga denúncias contra prestadoras de serviços e aponta soluções para problemas nas relações de consumo.
    "A plataforma provou que os procons devem pensar em formas mais atuais de incentivar o consumidor a fazer as denúncias", ressaltou o procurador-geral de justiça do Distrito Federal e Territórios, Leonardo Bessa.
    Publicidade
    O secretário executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, compartilha da mesma opinião. Segundo ele, esse é o caminho do futuro. "Para que haja inclusão social, tem de ser proporcionado o acesso à Justiça, para que os cidadãos conheçam seus direitos. O portal e o uso dessas plataformas são uma tendência para o futuro", concluiu.
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      Veja por que empresário baixou seu salário para dividi-lo com empregados nos EUA

      Dan Price, dono de empresa de pagamentos, se inspirou em estudo sobre quantia que pessoas precisavam para ser felizes

      BBC
      Dan Price um dia se deparou com um estudo que dizia que, para ser feliz, uma pessoa precisaria ganhar ao menos US$ 70 mil (R$ 211 mil) por ano.
      Dan Price é um empresário americano que fundou a Gravity Payments quando tinha apenas 19 anos
      Reprodução/BBC
      Dan Price é um empresário americano que fundou a Gravity Payments quando tinha apenas 19 anos
      Essa pesquisa mexeu tanto com o fundador da empresa de pagamentos com cartão de crédito, Gravity Payments, que nesta semana, ele decidiu anunciar aos seus 120 empregados que esse passaria a ser o salário base de todos eles.
      Para conseguir fazer a mudança, o próprio dono da empresa decidiu diminuir seu salário – de US$ 1 milhão (R$ 3 milhões) – e utilizar os US$ 2,2 milhões (R$ 6,64 milhões) gerados pela empresa no ano passado. "Acredito que isso é o que todo mundo merece", disse ele aos empregados, que ficaram boquiabertos.
      O plano será implementado em três anos e os empregados que recebem menos de US$ 70 mil receberão incrementos anuais, com o objetivo de chegar a essa cifra – ou até superá-la – até dezembro de 2017.
      'Imperativo moral'
      Price fundou a Gravity Payments aos 19 anos de idade, quando era estudante universitário da Seattle Pacific University. E o empresário, de 30 anos, garante que não precisa de US$ 1 milhão para viver.
      Segundo disse ao canal de TV americano ABC News, se ele ganhava tanto, era porque esse era o salário de um presidente executivo, algo que Price agora considera "uma loucura". E por isso, vai ajustar seu próprio salário ao mínimo estabelecido para todos.
      Price reconhece que poderia levar uma vida de luxo, mas que ainda tem o mesmo carro há mais de 12 anos: um Audi que conseguiu em troca da ajuda prestada a um vendedor local de veículos com serviços da sua empresa.
      Ele acredita que "quanto mais se tem, mais complicada se torna sua vida", e considerou que esses aumentos concedidos na sua empresa eram um "imperativo moral".
      O primeiro salário que ofereceu era de US$ 24 mil (R$ 72,4 mil) e não incluía um seguro de saúde. Desde então, garante, tratou de melhorar as condições de seus empregados e finalmente a empresa alcançou um patamar de sucesso em que pode fazer isso.
      Surpresa
      O estudo feito na Universidade de Princeton em 2010 diz que, para serem felizes, as pessoas deveriam ganhar entre US$ 70 mil e US$ 75 mil (R$ 211 mil a R$ 226 mil).
      Para quem ganha menos do que isso, há um impacto emocional grande, porque as pessoas estão preocupadas em suprir suas necessidades. Se ganhar acima disso, o impacto é praticamente nulo, porque você pode até ter acesso a um pouco mais de luxo, mas o importante é que o básico está coberto. A reação dos empregados com a atitude do patrão foi de emoção, surpresa e felicidade.
      "Ouvi gente dizendo que agora podem ter filhos, que agora podem mudar da casa de seus pais…agora podem morar perto do trabalho sem precisar ficar uma hora dependendo de transporte público", contou ele em uma entrevista à CNN Money.
      "Essa é a melhor maneira que encontrei de gastar dinheiro na vida", concluiu.
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        Após publicação sobre sexo oral, companhia aérea se desculpa no Facebook

        Postagem, que tinha como ilustração a imagem de um "peixe-pênis", foi vista por cerca de um milhão de internautas e ficou no ar durante uma hora; empresa se desculpou pelo incidente

        Após comentários negativos, empresa excluiu a publicação e se desculpou nas redes sociais
        Reprodução/Facebook
        Após comentários negativos, empresa excluiu a publicação e se desculpou nas redes sociais
        A Delta Airlines recebeu críticas nas redes sociais após a companhia aérea ter publicado um conteúdo sobre sexo oral no Facebook.
        A postagem, que foi vista por cerca de um milhão de internautas e ficou no ar durante uma hora, tinha como ilustração a imagem de vermes marinhos, porém mais conhecidos como "peixe-pênis", e que normalmente consumidos na Coreia do Sul.
        Leia também:
        Depois de muitos comentários negativos, a empresa excluiu a publicação e se desculpou tanto no Facebook quanto no Twitter.
        O caso aconteceu em fevereiro deste ano e a companhia ainda analisa se o incidente foi ocasiado por um hacker ou algum funcionário.
        Veja também: Campanhas publicitárias inusitadas ou de gosto duvidoso
        American Apparel tem anúncio banido por
        Nos Estados Unidos, a rede de fast food Carl's Jr lançou uma campanha publicitária de gosto duvidoso para vender hambúrgueres durante os intervalos do Super Bowl (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        O comercial da rede de fast food Carl's Jr mostra uma modelo nua que se delicia com um hambúrguer natural (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        Em um anúncio da GoDaddy para o Super Bowl um filhote de cachorro cai de uma caminhonete e enfrenta vários obstáculos para voltar para a casa (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        O retorno do cachorro para a casa é comemorada pelos seus donos porque eles já haviam vendido o filhote em um site hospedado no GoDaddy (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        O sexy shop alemão Eis divulgou em vídeo um novo vibrador; o tema da campanha são as fantasias sexuais, como uma mulher montada em um hot dog gigante (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        No comercial do Eis, sexy shop alemão, casal tem fantasias sexuais depois que recebe em casa o vibrador comprado pela internet (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        Mulheres em poses sensuais estampam calendário da Tecate, fabricante mexicana de cerveja (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        A Tecate, marca mexicana de cerveja, lançou para 2015 um calendário com mulheres sensuais (janeiro de 2015). Foto: Reprodução
        American Apparel tem anúncio banido por "sexualizar" imagem de modelo jovem. Foto: Reprodução
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          Família italiana descobre tesouro arqueológico durante reforma de banheiro

          Ao consertar o encanamento e a fossa em sua casa em Lecce, Luciano Faggiano e seus filhos se depararam com os vestígios

          BBC
          "Em Lecce, aqui no sul da Itália, em qualquer lugar que você escava, pode encontrar um pedaço de história."
          Faggiano encontrou essas peças durante uma reforma no banheiro de sua casa e montou nela um museu
          Reprodução/BBC
          Faggiano encontrou essas peças durante uma reforma no banheiro de sua casa e montou nela um museu
          A frase é de Andrea Faggiano, um dos proprietários do museu Faggiano, que reúne descobertas arqueológicas encontradas por sua família durante os últimos dez anos. Ele a repetiu várias vezes durante a entrevista à BBC.
          As descobertas da família não foram resultado de profundos estudos acadêmicos. Pelo contrário, elas aconteceram da maneira mais comum e improvável possível: na reforma de um banheiro.
          Os donos se viram obrigados a virar encanadores e começaram a quebrar pisos e azulejos na propriedade, localizada no centro histórico de Lecce.
          Sob os azulejos, eles se depararam com muito mais do que canos quebrados: uma coleção de vasos e pinturas que datam da época pré-Romana da cidade.
          "Nos últimos anos, retiramos mais de 5 mil peças de cerâmica que pertencem a várias épocas históricas. E tudo isso foi tirado por mim, meu pai, Luciano, e meus irmãos, com nossas próprias mãos", contou Faggiano.
          E tudo começou quando os antigos inquilinos da propriedade, onde agora funciona o museu, começaram a reclamar da umidade da casa.
          Trattoria
          "Meu pai era dono de um restaurante e tinha uma casa alugada. Mas depois viver ali por 20 anos, as pessoas que alugavam nos disseram que a casa tinha muitos problemas de umidade e decidiram sair", disse Faggiano.
          Era o ano de 2000. Com o lugar vazio, Luciano pensou que a melhor maneira de aproveitá-lo seria adaptar o espaço e transformá-lo em uma trattoria, um típico restaurante italiano.
          Luciano sabia que era fundamental que o banheiro funcionasse de forma adequada e para isso teria de resolver um problema com os canos que estavam atrás das paredes do primeiro andar.
          Mas não poderia fazer isso sozinho, e então pediu ajuda da mão de obra mais barata que tinha a seu alcance: seus três filhos.
          "Assim que começamos a quebrar as paredes daquela casa, nos demos conta que havia algo estranho e pronto, deixamos de nos preocupar com os canos para começar a escavar e encontrar mais coisas", contou.
          O que eles ainda não sabiam é que a casa tinha sido construída sobre vestígios deixados ali pelos messápios, habitantes daquela região italiana cerca de 500 anos antes de os romanos chegarem a Lecce.
          Era um conjunto de lugares que incluíam ossários, esconderijos, tanques, quartos e despensas, tudo decorado com desenhos que foram feitos há 2.500 anos.
          "Foi aqui que nosso pai nos disse, enquanto nós descíamos a fossa de 15 metros de profundidade com cordas, que não era para dizer nada à nossa mãe, para ela não ficar nervosa", conta Luciano.
          Mas pela roupa suja dos filhos, que na época eram adolescentes, ela não demorou até perceber o que estava acontecendo – primeiro a mãe, depois alguns vizinhos.
          Prefeitura
          Até que a fofoca de que "estavam tirando relíquias históricas dos encanamentos de uma casa" chegou aos ouvidos da prefeitura de Lecce.
          "Isso foi em 2001 e sabíamos que era algo importante, mas a prefeitura decidiu fechar a escavação até encontrar alguém capacitado para fazer isso", relatou Andrea Faggiano.
          Um ano havia se passado, no entanto, e o local continuava fechado. Luciano, o pai da família, preocupado com o fato de não estar ganhando nada com a propriedade, decidiu fazer uma proposta ousada à prefeitura: a própria família continuaria a escavação.
          "Eles aceitaram, claro, e houve controle de vários arqueólogos. Ficamos mais de seis anos dedicados a isso, desenterrando objetos daquele lugar todos os dias."
          Museu
          Em vez de abrir a trattoria, Luciano pensou que, com todos aqueles registros históricos, a melhor ideia era abrir um museu. Em 2008, enquanto continuavam com os estudos sobre as peças encontradas, eles inauguraram o Museu Faggiano.
          Giovanni Giangreco, um dos seus funcionários encarregados da supervisão dos processos, disse ao jornal americano New York Times que a casa trtaz bem mais atrativos do que meros objetos de culturas primitivas.
          "A casa Faggiano tem coisas que representam quase todos os períodos históricos da cidade, desde os messápios até os romanos, passando pelos medievais e bizantinos", ressaltou.
          E no ano passado, a família Faggiano conseguiu que completar os processos de análise arqueológica das peças e agora espera que o museu se torne um dos mais populares de Lecce.
          "Para mim, é como uma herança que fazemos com nossas próprias mãos. Algo que vai ficar para sempre e que nos custou muito esforço. E sim, isso começou quando estávamos no banheiro", concluiu Andrea.
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            Lei proíbe lavagem de calçada em SP, mas ninguém sabe como será fiscalização

            Petista deve sancionar lei nesta sexta, mas Prefeitura e Sabesp ainda não discutiram como aplicar a penalidade de R$ 250

            Haddad (à dir.) e Alckmin: prefeito deve sancionar lei de lavagem de calçada nesta sexta
            Divulgação/Prefeitura de São Paulo - 13.2.15
            Haddad (à dir.) e Alckmin: prefeito deve sancionar lei de lavagem de calçada nesta sexta
            O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), deve sancionar nesta sexta-feira (17) a lei que prevê multa de R$ 250 para quem lavar calçada com água da Sabesp, atendendo a um pedido do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Mas ainda não se sabe como é que a regra vai ser aplicada, e há dúvidas sobre se será possível, de fato, punir alguém.
            Com o agravamento da crise hídrica no ano passado, o goveno estadual propôs às prefeituras da região atendidas pela Sabesp que proibissem a lavagem de calçadas com água da companhia. Em março, após quatro meses de tramitação e disputas, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a medida, com multa de R$ 250 ante os R$ 1 mil inicialmente previstos.
            O texto apovado, de autoria do vereador Covas Neto (PSDB), prevê que a Prefeitura e a Sabesp definam "de comum acordo" a forma como serão feitas a fiscalização, a punição e a cobrança das multas, numa tentativa de dividir o ônus político de aplicar multas a consumidores que também são eleitores.
            Mas, até agora, Prefeitura e a Sabesp não sentaram para conversar oficialmente. Mesmo quando representantes das duas partes estiveram juntos na última reunião do Comitê da Crise Hídrica, há cerca de duas semanas, o tema passou batido.
            "Eu desconheço qualquer proposta da Prefeitura", diz uma fonte da Sabesp, que pediu anonimato por não estar autorizada a falar sobre o assunto.
            A fonte alega que a companhia legalmente está impedida de aplicar multas, e que a competência para tanto é da Prefeitura. Segundo o jornal "O Estado de São Paulo," no início de março Haddad afirmou que as subprefeituras assumiriam a fiscalização.
            Mas, consultada nesta semana, uma fonte da administração petista indicou que a forma como isso será feito não está definida. O texto do projeto dá até 60 dias para Haddad regulamentar a lei. 
            "Nós recebemos um projeto que foi pedido pelo governador. A Câmara discutiu, aprovou e enviou para nós", disse um integrante da gestão Haddad (PT), também ouvido sob condição de anonimato. "A fiscalização é outro problema."
            O tucano Covas Neto diz que a proposta de regulamentação conjunta da fiscalização - Sabesp e Prefeitura - foi feita pela bancada do PT.
            "Eu não me surpreendo com nada com esse prefeito. Apesar de achar uma coisa de muito pouca reponsabilidade pública, eu não estranharia que isso foi uma manobra para que a lei não seja aplicada", disse o vereador. 

            Falha no Metrô de SP divide trem ao meio e afeta volta para casa

            Passageiros precisaram descer nos trilhos e caminhar até estação Brás, na Linha Vermelha; de acordo com sindicato, veículo que falhou recebeu o apelido de "trem problema"

            Uma falha em um trem da Linha-3 Vermelha do Metrô prejudicou o fluxo em todas as estações da empresa e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), nesta quinta-feira (16), em São Paulo.
            Usuários caminham em direção à estação Brás após falha em trem, nesta quinta-feira
            Arquivo pessoal
            Usuários caminham em direção à estação Brás após falha em trem, nesta quinta-feira
            O Metrô afirma que, por volta das 17h30, o cabo responsável por unir um vagão ao outro de um trem que seguia em direção à estação Corinthians-Itaquera quebrou, impedindo o veículo de se mover.
            A falha ocorreu próximo à estação Brás, quando os vagões estavam cheios. Passageiros precisaram descer do veículo e caminhar sobre os trilhos para evacuar o local, já que o trem ficou impossibilitado de seguir adiante. 
            Apesar de ninguém ter ficado ferido, a falha gerou um efeito cascata em toda a malha ferroviária da cidade. Estações da linha Vermelha ficaram abarrotadas de pessoas tentando embarcar, já que o Metrô precisou fazer uma manobra entre as estações Brás e Pedro II para todos os trens circularem em via única compartilhada, afetando a velocidade das viagens.
            Devido ao fato de o vagão afetado estar localizado bem na parte central trem, foram necessários dois veículos, um de cada lado, para rebocá-lo do local, o que só ocorreu por volta das 19h45, segundo o Metrô.
            A situação só começou a se normalizar após esse horário, tornando a volta do paulistano para casa em pleno horário de pico longa e desgastante. As estações da CPTM também acabaram afetadas, já que houve grande fluxo de passageiros do Metrô em direção a elas.
            “Trem problema”
            O Metrô não confirma qual é a identificação trem que falhou nesta quinta-feira, mas, de acordo com fontes ouvidas pelo iG, foi o K24, conhecido entre os operadores da empresa como o “trem problema”.
            Imagem mostra falha em junção de vagões que levou trem a se dividir ao meio
            Arquivo pessoal
            Imagem mostra falha em junção de vagões que levou trem a se dividir ao meio
            “O K24 é um trem famoso. Até brincamos com esse apelido de trem-problema, porque as falhas nele não são novidade para nós”, afirma Altino dos Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo. “Os trens são compostos por seis carros, divididos em três blocos. E foi justamente o pedaço de ferro que dividia o bloco do meio que quebrou, desassociando-o do outro vagão. É uma situação grave.”
            Vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Metrô (Cipa), Alex Santana afirma que, apesar de a ocorrência não ter registrado nenhum ferido, ela poderia ter resultados "catastróficos". “Não foi só um cabo que quebrou, como diz a empresa. O engate é composto por dois ferros acoplados a uma estrutura que tem de aguentar toneladas. O trem ficou, literalmente, em duas partes”, afirma ele. “Caso isso acontecesse em uma curva, o carro poderia até ter descarrilado.”
            De acordo com Santana, não há registro de casos semelhantes na história do Metrô de São Paulo. No entanto, o histórico negativo da Frota K, que transita pela Linha 3-Vermelha, a mais movimentada da capital paulista, é bastante conhecido. Foi nela que, em agosto de 2013, um trem descarrilou. E os casos não pararam por aí.
            Em setembro do ano passado, o sindicato denunciou a ocorrência de quatro incêndios em trens da frota em um curto espaço de 15 dias. Em novembro, a Cipa afirmou que um trem da mesma frota precisou ser rebocado e recolhido devido a trepidações violentas, responsáveis por prejudicar usuários e funcionários. À época, os casos foram negados pelo Metrô.
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