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domingo, 19 de julho de 2015

Veja o gabarito preliminar da primeira fase do XVII Exame da OAB

19/07/2015 20h55 - Atualizado em 19/07/2015 21h07

Veja o gabarito preliminar da primeira fase do XVII Exame da OAB

Prova com 80 questões objetivas foi aplicada neste domingo (19).
Resultado preliminar será divulgado no dia 4 de agosto.

Do G1, em São Paulo
Calendário do XVII Exame da OAB
Realização da 1 ª fase (prova objetiva)
19 de julho
Divulgação do gabarito preliminar da prova objetiva
19 de julho
Resultado preliminar da 1ª fase
4 de agosto
Prazo recursal contra o resultado preliminar da 1ª fase
5 a 8 de agosto
Divulgação do gabarito definitivo da 1ª fase
21 de agosto
Divulgação do resultado final da 1ª fase (prova objetiva)
21 de agosto
Divulgação dos locais de realização da prova (prático–profissional)
4 de setembro
Realização da 2ª fase (prova prático–
profissional)
13 de setembro
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, na noite deste domingo (19), o gabarito oficial preliminar da primeira fase do XVII Exame de Ordem. A prova foi aplicada na tarde deste domingo por todo o Brasil e teve 80 questões objetivas.
Nesta primeira fase são cobrados dos bacharéis conhecimentos de disciplinas profissionalizantes obrigatórias e integrantes do currículo mínimo do curso de direito, além de questões sobre o estatuto da advocacia e da OAB e seu regulamento geral, código de ética e disciplina da OAB, direitos humanos, código do consumidor, estatuto da criança e do adolescente, filosofia do direito, direito ambiental e direito internacional.
Para ser aprovado na prova objetiva, é preciso acertar pelo menos 50% das questões.
O resultado preliminar dos aprovados para a segunda fase sairá no dia 4 de agosto. O resultado final da primeira fase, após análise de recursos, e o gabarito definitivo serão divulgados no dia 21 de agosto.
Segunda fase
A segunda fase será no dia 13 de setembro, com uma prova prático-profissional composta por quatro questões discursivas e uma peça profissional na área do direito em que optaram no momento da inscrição: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito empresarial, direito penal, direito do trabalho ou direito tributário e do seu correspondente direito processual.
A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. Podem participar do Exame de Ordem estudantes do último ano do curso de graduação em direito ou dos dois últimos semestres. Quem passou na primeira fase do último exame mas não foi aprovado na segunda fase, pode solicitar a participação direta na segunda fase desta nova edição.
O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharéis em direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado.

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Cartões clonados, prostituição e pedofilia: crimes escondidos no mundo dos jogos online

Jovem de 21 anos conta que fez strip-tease para ter vantagens em game.
Para comprar crédito, jogadores chegam a usar cartões clonados.

Tudo parece uma brincadeira inofensiva: passar de fase, ganhar poderes, ganhar prêmios e, assim, ir cada vez mais longe no jogo. O problema é que tem gente que não consegue parar. A brincadeira vira vício. E esse vício virtual abre portas para crimes sérios e bem reais, como prostituição, clonagem de cartão de crédito e até pedofilia.
Um mundo mágico, personagens fantásticos, superpoderosos, indestrutíveis. E você no controle de tudo. “Perdi praticamente todos os meus amigos, a minha faculdade eu tranquei”, conta um jogador.
“Já cheguei até a 2, 3 dias sem tomar banho”, diz a aposentada Isabel Ferreira.
“Investi mais de R$ 500 mil”, revela o jogador que não ser identificado.
Mas quem são essas pessoas?
“Eles encontram na vida virtual muito mais satisfação social do que eles têm na vida real”, explica o psiquiatra Cristiano Nabuco.
Estamos falando de jogos de internet, que acontecem em ambientes virtuais. O tempo que alguém dedica a esse mundo virtual é o principal sintoma de que algo não vai bem. O dia todo, a noite inteira ali dentro e a vida lá fora deixada de lado. O que começou como uma brincadeira se torna vício e, por trás da relação doentia de milhares de pessoas com os jogos virtuais, tem um lado oculto e bem real: o lado do crime.
“Aí já entra a questão do cartão clonado, pornografia, pedofilia”, afirma um homem que não quis ser identificado.
Em alguns jogos online, para avançar, passar de fases, é preciso cumprir tarefas, conquistar armas e equipamentos, dar experiência aos personagens. Você só consegue isso com muito tempo ou muito dinheiro.
E quem não tem nenhum dos dois?
“Fazer poses, tirar a roupa, coisa erótica, coisa de homem mesmo”, conta uma jovem. Ela não quer mostrar o rosto por vergonha da família. A estudante de 23 anos não se intimidou na hora de tirar a roupa na frente da câmera do computador.
Fantástico: Você fez um strip-tease?
Jovem: Sim, fiz.
Fantástico: Tudo isso pelo jogo?
Jovem: Tudo isso pelo jogo.
Do outro lado da tela estava um jogador que prometia dar diamantes, que valem como moeda num dos jogos online, mas não era um jogador qualquer. Era também o que eles chamam de mediador.
Fantástico: O mediador está no jogo para quê?
Jovem: Mediador ele está lá para te ajudar na verdade.
Fantástico: E ele tem acesso a seus dados?
Jovem: Sim.
Os moderadores são contratados pelas empresas que controlam os jogos, principalmente onde são bem populares, como no Brasil, Turquia e Estados Unidos. Eles devem ajudar os novatos a jogar e são um tipo de fiscal. Por isso, têm acesso a informações de todos os jogadores, inclusive fotos. Aí alguns se aproveitam desse poder para cometer crimes.
Um rapaz foi um desses moderadores e denuncia casos de pedofilia, envolvendo crianças que estavam jogando.
Moderador: No jogo tem um bate-papo, tem um chat, online, instantâneo. Você conversava normal. Pessoas anunciavam no chat, às vezes, que o moderador tinha solicitado foto da fulana X pelada para dar 100 diamantes, 200 diamantes. Então, isso era muito comum acontecer.
Fantástico: Com crianças?
Moderador: Com crianças.
Para se tornar um jogador importante nesses jogos online, parece não haver limites. Ícaro, no mundo real, é um publicitário. No mundo virtual, o primeiro colocado em um desses jogos online. Mas isso teve um preço alto.
Ícaro: Já cheguei a investir mais de R$ 500 mil.
Fantástico: R$ 500 mil?
Ícaro: Sim.
É isso mesmo! Ícaro gastou meio milhão de reais para equipar o personagem e se tornar o número um no jogo. Como prova dos gastos, ele nos mostrou o histórico recente de compras. De família rica e bem de vida, para ele dinheiro não é problema. No dia da entrevista, em apenas três horas, Ícaro tinha gastado R$ 2,5 mil em créditos.
Fantástico: Você é o número um. Você deve ser bem amado nessa comunidade.
Ícaro: Ah, sou bem amado e odiado ao mesmo tempo. Esse é um jogo que mexe com o ego.
Odiado porque revelou mais um crime nesse mundo virtual. Jogadores com bem menos dinheiro do que eles participam de uma fraude na compra dos tais diamantes que valem como moeda.
Ícaro: Cartão de crédito clonado, entre outras coisas.
Fantástico: E você conhece pessoas que fazem isso? Você sabe de pessoas que fazem isso?
Ícaro: Sei, sim.
Fantástico: Então, esse não é um mundo virtual apenas.
Ícaro: Não é. Exatamente.
Os diamantes que valem como créditos nos jogos são vendidos em sites de compra. Dependendo da quantidade, custam entre R$ 10 e R$ 2,1 mil, mas funcionários desses sites oferecem os diamantes pela metade do preço. Como? Os funcionários vendem os diamantes com desconto para os jogadores e ficam com o dinheiro. Depois, pagam às empresas pelo valor total com cartões clonados.
Fantástico: Mas cartão de quem?
Mediador: Ai que está, de quem que são os cartões? Os cartões são de várias pessoas, cartões clonados mesmo. São daquelas pessoas que, às vezes, abasteceu em um posto e sem querer o frentista foi lá e clonou o cartão.
O mediador negociou uma compra e guardou todos os e-mails que trocou com o funcionário do site de compra. As compras também são chamadas de recargas. O funcionário escreve: "Basta você fazer o pedido como se fosse comprar diamantes normalmente, mas por boleto ou depósito. Vai pagar direto na conta que te mandar". Preocupado, ele pede aos clientes que sejam discretos: "Peço a todos que aguardem as recargas para não gerar transtorno e desconfiança entre os jogadores".
As autoridades dizem que nem sempre podem agir, porque os crimes não são denunciados. “A internet não é uma terra sem lei. As pessoas têm que acabar com esse mito de que na internet elas não são identificadas. São identificadas e devem ser punidas se praticarem crimes. O importante é denunciar”, afirma a procuradora regional da República Neide de Oliveira.
É só um jogo. É virtual. Um clique e tudo desaparece. Desaparece? Não é simples assim. O chamado "transtorno por jogos de internet" entrou oficialmente no manual usado por psiquiatras do mundo todo para o diagnóstico de doenças mentais. E por um motivo simples: nada é real, mas as consequências do vício são. “Esses jogos são montados de uma maneira em que, nas fases iniciais, você consegue ganhar pontos de uma maneira muito fácil e rápida, exatamente, para mexer com a sua autoestima”, explica o psicólogo Cristiano Nabuco.
Foi o que aconteceu com uma jovem de 19 anos. Ela tinha acabado de ser aprovada para uma universidade federal. Entre o vestibular e o início das aulas, seis meses de espera. O jogo seria um passatempo, mas passou tempo demais. Por causa do vício, desistiu da faculdade. “É como se fosse uma droga. É um vício muito grande e as pessoas, infelizmente, não têm ideia, acham que é idiotice, acham que é bobagem, que é fase, mas não é”, diz.
Ela se isolou no quarto com o computador. Vida social, contato com amigos e com os próprios pais... “Eu perdi tudo. Eu perdi tudo. Eu tinha uma vida, ela parou. Parei minha vida por causa disso”, conta a jovem.
O caminho para vencer o vício é duro. É o que conta Isabel Ferreira, que precisou ser internada. Ela jogou por quatro anos sem parar. “Foram quatro anos de perda de tempo. Foram quatro anos de ilusão, de fuga da realidade”, relembra Isabel Ferreira.
Depois de brigar com a família e desenvolver problemas de saúde graves, Isabel procurou ajuda em uma clínica em Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo. Na semana passada, teve alta depois de oito meses de tratamento. Os passos seguidos por Isabel para se livrar do vício são os mesmos usados por grupos como Alcoólicos Anônimos. “Eu poderia ter resolvido apenas com sentar com a minha família ou conversar com a minha filha ao invés de fugir da realidade, dos problemas”, diz Isabel.
Psiquiatras dizem que esse tipo de jogo seduz ainda mais quem está com a autoestima baixa. “A vida virtual se tornou uma vida tão interessante, ele é tão bem sucedido, tão querido, tão valorizado, que a realidade concreta se torna uma realidade sem graça”, explica o psiquiatra Cristiano Nabuco.
Enquanto isso, a indústria de games cresce, e rápido.
Uma consultoria estima que o mercado de jogos movimente US$ 91 bilhões no mundo inteiro apenas neste ano. No Brasil, o mercado de games vai na contramão da economia e cresceu entre 9% e 15% nos últimos cinco anos. São milhões de brasileiros conectados e jogando online todos os dias.
“A dica qual é: seu filho quer fazer parte de um jogo? Ele quer utilizar o videogame pela internet? Não tem problema, você pode, pode até jogar com ele se for o caso. A questão fundamental é: estabeleça um horário e um tempo de duração”, aponta Nabuco.
Nesse mundo mágico de personagens fantásticos e indestrutíveis, o importante é manter o controle para ser só uma diversão, porque, sem controle, a pior das batalhas é ser sair do jogo.
Fantástico: Você não vai voltar a jogar?
Jovem de 19 anos: Não, não vou. Não quero, não vou e não tem quem faça.
Fantástico: Quanto tempo você já está sem jogar?
Jovem de 19 anos: Já tem uns quatro, cinco meses.
Fantástico: Isso aqui acabou, pode fechar?
Jovem de 19 anos: Pode fechar.
Fantástico: Tem certeza?
Jovem de 19 anos: Absoluta.

'Não planejei, não mandei matar', diz acusada de mandar matar o marido

Eliana é acusada de ter planejado, com o amante, o assassinato do marido. Na entrevista, ela é contraditória ao falar como soube da morte do marido.

O Fantástico traz uma entrevista exclusiva com a professora Eliana Barreto, acusada de ter planejado o assassinato do marido junto com o amante. Câmeras de segurança registraram o crime, em uma das áreas mais nobres de São Paulo, no começo do mês passado.
Eliana, que está presa, nega envolvimento com a morte do marido, bota a culpa no amante e diz que seu erro foi ter se apaixonado pela pessoa errada.  
Há 45 dias, Eliana Barreto trocou a vida tranquila como professora de português e mãe de dois adolescentes por uma cela em uma delegacia. A acusação: ter planejado a morte do marido, o empresário Luiz Eduardo de Almeida Barreto, com quem foi casada por 24 anos.
Fantástico: Hoje você está aqui em uma cela na delegacia acusada de um crime grave. 
Eliana Barreto, professora: Eu não planejei matar ninguém. Eu não mandei matar ninguém. A única coisa que eu queria, era que eu pudesse me separar do meu marido e queria ficar com ele. Queria casar com ele.
“Ele” é o amante de Eliana: Marcos Fábio Zeitunsian, inspetor de segurança, que também está preso acusado de participar do assassinato. O relacionamento de Eliana e Marcos começou há 12 anos, em São Paulo, quando a professora já era casada.
“Eu falei para o Marcos que não queria mais e fui embora. Para dar uma chance para mim, uma chance para as crianças. Uma chance para meu marido. Para o meu casamento”, afirma Eliana.

Reencontrou o antigo amante em rede social
Eliana, o marido e os filhos se mudaram para Aparecida, interior de São Paulo, perto dos familiares. Mas há cerca de dois anos, ela reencontrou o antigo amante em uma rede social.
Fantástico: Você bancava as viagens dele para ele.
Eliana: Sim, senhor. Hoje eu vejo que ele se fazia. Mas, na época, eu acreditava que ele falava que ficava aborrecido, chateado, que ia pegar dinheiro da futura esposa. E eu dava dinheiro de coração.
Eliana: Eu, infeliz, burra, acreditei que ele gostava de mim, que queria de verdade casar comigo.
Fantástico: Você chegou a falar com seu marido que queria se separar?
Eliana: Não.
Fantástico: Mas você pretendia falar.
Eliana: Eu queria falar com meu marido. Eu queria falar.
Mas isso nunca aconteceu. 1º de junho: Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, área nobre de São Paulo. O marido de Eliana trabalhava na região e estava voltando do almoço com um amigo. A câmera de segurança de uma padaria mostra o momento em que um homem atira três vezes contra Luiz Eduardo. Ele morreu na hora.
Momentos depois do crime, a polícia prendeu o assassino, Eliezer Aragão da Silva. Na delegacia, ele disse que foi contratado por Marcos, o amante de Eliana, para simular um assalto e matar o empresário. Dois dias depois, Marcos foi preso e, em depoimento à polícia, apontou Eliana como cúmplice do crime.
Delegado: A ideia foi sua ou foi dela?
Marcos: A ideia foi em conjunto.
Fantástico: Você tem alguma participação efetivamente na morte do seu marido?
Eliana: Não tenho. O meu único erro foi ter conhecido o Marcos e colocado o Marcos dentro da minha vida e destruir a minha vida, a vida da minha família.
Fantástico: Como que o Marcos afirma que você participou diretamente do planejamento da morte do seu marido?
Eliana: Eu não sei, eu não posso dizer uma coisa que eu não sei.
Defesa da professora contesta confissão

Eliana foi presa no mesmo dia que o amante. A polícia diz que ela confessou, em depoimento, a participação no crime. Mas, nesta semana, a defesa da professora contestou na Justiça essa confissão e afirmou que Eliana é inocente.
Fantástico: A polícia diz que você participou diretamente do plano para executar o seu marido, inclusive teria dado R$ 7 mil para o Marcos, para ele contratar um pistoleiro.
Eliana: Eu dei os R$ 7 mil para ele, porque ele falou para mim que os R$ 7 mil eram para contratar um detetive, porque ele queria provar para mim que meu marido tinha amante em São Paulo.
Fantástico: E seu marido tinha amante, você achava?
Eliana: Eu acho que não. Mas o Marcos sempre falava isso para mim.
Fantástico: Você acusa o Marcos de ter tramado a morte do seu marido?
Eliana: Acuso, porque eu nunca falei para ele, vai lá e mata o meu marido. Nunca.
Eliana diz que ela e o amante se falaram por telefone momentos depois do assassinato.
Fantástico: Logo depois que seu marido foi assassinado, o Marcos ligou para você.
Eliana: Ligou.
Valmir: Para falar o quê?
Eliana: Que o apartamento tinha sido vendido.
Para a polícia, a expressão ‘o apartamento foi vendido’ era um código dos amantes para confirmar o assassinato. Mas, segundo Eliana, isso queria dizer outra coisa. Ela diz que Marcos tinha feito uma promessa: vender o apartamento dele na Zona Norte de São Paulo. Com o dinheiro, ela poderia se separar e os dois viveriam juntos.
Fantástico: Essa não seria uma senha entre vocês para dizer que seu marido estava morto?
Eliana: Não.
Eliana é contraditória ao afirmar como soube da morte do marido

Mas, na entrevista, Eliana é contraditória. Ela afirma que soube da morte primeiro pelo amante. Mas, depois, diz que só se deu conta após ser avisada pelos irmãos de que o marido tinha sido assassinado.
Fantástico: O seu marido foi morto por volta de 14 horas. Ele (amante) ligou em seguida para você?
Eliana: Não lembro a hora que ele ligou.
Fantástico: Mas ele ligou dizendo, seu marido está morto.
Eliana: É.
Fantástico: Como é que ele falou para você?
Eliana: Ele falou: o apartamento foi vendido.
Fantástico: Ele falou para você o apartamento foi vendido e seu marido está morto?
Eliana: Não. Não usou a palavra marido em nenhuma hora.
Fantástico: Então como você ligou um fato ao outro?
Eliana: Ele não. Eu não liguei um fato ao outro. Eu perguntei, ‘tem certeza?’ E depois, quando meus irmãos chegaram, que meus irmãos me contaram o que tinha acontecido. Depois que caiu a minha ficha que ele estava falando da morte do meu marido.
Fantástico: E quando você soube que o Marcos era o mandante do crime?
Eliana: Sei lá, fiquei mal. Fiquei triste.
Fantástico: A palavra só triste você não acha que é pouco diante de uma tragédia dessa que você está pagando, por um crime que você está dizendo que não cometeu?
Eliana: Indignação. Raiva. Ódio.
Fantástico: Ódio de quem?
Eliana: Do Marcos. Arrependimento. De ter conhecido e me envolvido com um lixo desses.
O Fantástico procurou o advogado de Marcos, mas ele não quis se manifestar sobre as acusações de Eliana.
Professora diz que não sabia sobre seguro de vida do marido

A Justiça aceitou a denúncia contra a professora, o amante e o pistoleiro. Os três são réus pelo crime de homicídio. Para os investigadores, Eliana e Marcos planejaram o crime para ficar com o seguro de vida do marido dela, no valor de R$ 500 mil. Ela nega.
Fantástico: O seu marido tinha um seguro de vida, você sabia?
Eliana: Isso é mentira. Eu não sabia isso, que meu marido tinha seguro no meu nome. Eu nunca soube nada de coisa de dinheiro do meu marido.
Enquanto espera o julgamento, Eliana vai continuar presa longe das salas de aula. Também vai continuar longe dos filhos: um jovem de 17 anos e uma menina de 14.
Fantástico: Depois que você foi presa, depois que você veio para cá.
Eliana: Nunca mais vi meus filhos. Não, nunca mais vi. A minha filha manda cartinha para mim e meu filho ainda está triste comigo. Ele está triste por eu ter traído o pai dele. Porque eu tenho certeza e ele sabe que eu não mandei matar o pai dele e que eu não gostava do pai dele como homem, como marido e mulher. Mas eu nunca matei, nunca fiz nada. Nunca desejei mal para o meu marido. Nunca.
Fantástico: E como é que vai ser sua vida daqui para frente?
Eliana: Não sei. Eu não sei. Perdi a pessoa que eu achei que gostasse de mim, que eu amava. Perdi o meu marido. Perdi tudo.

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