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sábado, 25 de julho de 2015

Travessia Salvador-Mar Grande é feita a cada meia hora neste sábado

Linha Salvador-Morro de São Paulo também está sendo bem requisitada e os catamarãs vão zarpar do Terminal Náutico
Redação iBahia
Atualizado em 25/07/2015 10:25:47
  
Foto: Arquivo CORREIO

Os passageiros que desejam fazer a travessia marítima Salvador-Mar Grande encontram embarcações saindo a cada 30 minutos da capital na manhã deste sábado (25), mas sempre que o fluxo de usuários aumenta, ocorrem horários entre uma viagem e outra, reduzindo o tempo de saída para apenas 15 minutos. O movimento de embarque é bom no Terminal Náutico, com muita gente atravessando para passar o final de semana na Ilha de Itaparica. Mas não há fila.

O sistema está com oito embarcações em tráfego, que operam em boas condições de navegação na Baía de Todos os Santos, com  mar calmo e ventos fracos. Neste sábado, a última viagem saindo de Mar Grande será às 18h30 e de Salvador, às 20h. A linha Salvador-Morro de São Paulo também está sendo bem requisitada e os catamarãs vão zarpar do Terminal Náutico com boa ocupação.

Os horários para o Morro são os seguintes: saídas de Salvador - 8h30, 9h, 10h30,  13h e 14h30. Saídas de Morro de São Paulo: 9h, 9h30, 12h30 e 15h.  A viagem dura em média 2h20. Já as escunas vão sair a partir das 9h  com lotação completa, com muitos baianos e turistas aproveitando o sábado de sol para fazerem o tour pelas ilhas da Baía de Todos os Santos, que tem duas paradas: uma na Ilha dos Frades e outra em Itaparica, retornando a Salvador às 17h30. A tarifa é R$ 40.

iBahia.com

Estudantes baianos criam bengala automática de baixo custo para deficientes visuais; entenda

O projeto, que surgiu em um grupo de pesquisa do Ifba, concorre a prêmio na Campus Party. Ideia é comercializar a bengala com preços acessíveis
Louise Lobato* (louise.lobato@redebahia.com.br)
Atualizado em 25/07/2015 14:59:13
  
Já imaginou se um deficiente visual pudesse andar pela cidade com uma bengala que lhe impedisse de esbarrar em objetos apenas com uma vibração? Um grupo de estudantes do Instituto Federal da Bahia (Ifba) desenvolveu ao longo de oito meses um projeto voltado para ajudar pessoas com necessidades visuais específicas.
A ideia partiu do professor Justino Medeiros que, junto com três integrantes do Grupo de Pesquisa de Sistemas de Automação e Mecatrônica (GSAN), elaborou a Bengala Automatizada para Detecção de Obstáculos. O segundo protótipo da ferramenta foi um dos projetos selecionados para exibição na Campus Future, que faz parte da quarta edição da Campus Party Recife
Eric Pessoa (esquerda), o professor Justino Medeiros, Larissa Assis e Victor Araújo (direita) desenvolveram o projeto (Foto: Divulgação)
O objetivo do evento é exibir ao público em geral projetos inovadores e criativos desenvolvidos nas universidades brasileiras em diversas áreas. O projeto dos estudantes do Ifba também concorre a uma premiação no final da Campus Party, que encerra neste domingo (26).  
A proposta da criação da bengala surgiu a partir da convivência com deficientes visuais no próprio local de estudo. "Nós vimos uma demanda no Ifba", relembra o estudante de engenharia elétrica Victor Ben-Hur Araújo, de 23 anos, em entrevista ao CORREIO durante o segundo dia evento (24). 
"Lá existe um núcleo de deficientes visuais, auditivos e motores que estudam normalmente, assistem aula com a gente. Nós vemos diariamente alguns alunos deficientes visuais trafegando pela instituição e o professor Justino chegou com essa ideia para facilitar o dia-a-dia deles".
Bengala automizada tem três sensores e
 deverá custar cerca de R$ 300 
(Foto: Divulgação)
O grupo, que ainda conta com o estudante de engenharia mecânica Eric Pessoa e Larissa Assis, aluna do curso técnico de automação do Ifba, determinou que a ferramenta contaria com três sensores que alertariam o seu usuário da proximidade e localização de um obstáculo nas imediações.
"Decidimos que a detecção dos objetos se daria através de sensores separados por zonas - a esquerda, a direita, a central e superior", disse Victor. "Essa detecção é feita e processada em uma plataforma chamada Arduino", explica.
Este tipo de plataforma é de hardware livre, ou seja, gratuito, e permite a criação de ferramentas acessíveis, de baixo custo e fáceis de serem utilizadas e customizadas. "O controle é feito ali [no Arduino] e passado para os motores de vibração, que ficam na parte onde a pessoa pega na bengala". 
O objetivo geral do produto, segundo o estudante baiano, é desenvolver um instrumento de baixo custo que seja acessível à população de deficientes visuais. "Queremos dar para eles uma ferramenta a mais, de tecnologia assistiva, que só acrescente aos sentidos que eles já usam. Com a bengala eles terão um acréscimo, um objeto eletrônico que lhe propicie uma segurança maior nas ruas". 
O diferencial da bengala desenvolvida pelos pesquisadores baianos vai além do uso de três sensores - um a mais do que o utilizado por Carlos Solon Guimarães, brasileiro que desenvolveu um protótipo com dois sensores como trabalho de conclusão de curso de uma universidade no Rio Grande do Sul, em 2011. 
O instrumento informa ao usuário em que lado o obstáculo se localiza, e se ele está localizado acima do tronco da pessoa. "A detecção na parte da face, por exemplo, evita o risco de colisões com orelhões ou outros objetos que estejam fora do alcance tátil dele", comenta Victor Araújo.
"O motor da direita informa que o objeto está daquele lado, e na esquerda o oposto. O motor que está localizado na palma corresponde ao centro - ou seja, o obstáculo está na frente da pessoa. E quando ele está na parte superior, todos os motores vão vibrar ao mesmo tempo", exemplificou.
Além da localização, a bengala dos estudantes do Ifba também alerta sobre a proximidades do objeto. Quanto mais próximo o usuário esteja do obstáculo, mais forte será essa vibração. O protótipo atual detecta objetos na região inferior com até 70 cm de distância da pessoa, enquanto objetos na região superior e da cabeça conseguem ser percebidos com até 1,10 metro de distância.
Ainda segundo o estudante de engenharia elétrica, essas percepções podem ser ajustadas de acordo com a necessidade do cliente, que pode escolher diminuir a distância em que os alertas poderão ser feitos. A perspectiva é de que a bengala custe em torno de R$ 300.
O projeto está encerrando a sua primeira fase após oito meses de pesquisas e desenvolvimento. "Já apresentamos a bengala em um fórum mundial, e vamos para outro congresso em Recife para apresentá-la também. Queremos transformar isso em produto e colocá-la no mercado assim que possível", garante Victor.
Os estudantes estão planejando transformar o protótipo em uma startup a partir do próximos mês. Com o lançamento do produto, que está previsto para acontecer até o final deste ano, a rotina dos deficientes visuais pode se tornar ainda mais prática e segura.

*A jornalista viajou a convite da organização do evento.

Lixo aumenta 5 vezes mais do que população; Nordeste tem maior número de lixões

Pesquisa mostra que 78 milhões de brasileiros continuam sem acesso a serviços de tratamento do lixo e destinação adequada de resíduos
Naiana Ribeiro e Agências (naiana.ribeiro@redebahia.com.br)
Atualizado em 25/07/2015 10:05:50
  
A geração de lixo no Brasil avançou cinco vezes mais em relação ao crescimento populacional de 2010 a 2014, mas 38% dos brasileiros (78 milhões de pessoas) continuam sem acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos. Os  dados  são do novo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que será divulgado na próxima semana, mas foram antecipados ontem pelo jornal O Globo.
Lei obriga que todos os municípios do país aterrem resíduos sólidos, eliminado lixões a céu aberto (Foto: Carol Garcia / Secom)

O Nordeste concentra o maior número absoluto de cidades ainda mandando seus resíduos para lixões (834), número que representa mais da metade dos municípios brasileiros com essa prática. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), no estado, são 343 vazadouros a céu aberto. 

Além dos poucos avanços em gestão de resíduos em relação ao ano anterior, o relatório revela que os lixões a céu aberto ainda desafiam 1.559 cidades, quatro anos após a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Os vazadouros de lixo sem controle ambiental deviam ter sido erradicados do país em agosto de 2014. 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) defende o escalonamento dos prazos para que as prefeituras construam aterros sanitários, considerando as diferentes realidades regionais e o tamanho das populações dos 5.570 municípios brasileiros. Por enquanto, apenas seis estados — Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro , São Paulo e Santa Catarina — concluíram seus planos de resíduos sólidos. O programa ainda está em elaboração na Bahia. 

Bahia 
Em nota enviada ao CORREIO, o coordenador da Sedur, Mateus Almeida Cunha, informou que foi feito um estudo relacionado à gestão de resíduos sólidos e este já orienta o estado a minimizar problemas de gerenciamento do lixo. 

Segundo ele, a Bahia foi selecionada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a elaboração de proposta de três Planos de Resíduos Sólidos: Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Salvador (RMS), com abrangência dos seus 13 municípios, o Plano Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Litoral Sul (LS) e o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. “Os planos estão em fase preliminar ao processo licitatório”.

Responsável pela coleta de resíduos na capital baiana, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) disse que Salvador teve alguns avanços após a implementação da Lei 12.305/2010, dentre eles a substituição do lixão a céu aberto por aterros sanitários, como prevê a lei.

“Hoje, a capital baiana está avançamdo no que tange ao gerenciamento de resíduos. Os resíduos sólidos domiciliares destinam-se ao Aterro Metropolitano Centro, na estrada CIA – Aeroporto, já os resíduos da Construção Civil vão para o Aterro de Inertes, em Águas Claras”, explica a titular da pasta, Rosemma Maluf. 

Atualmente, a coleta  dos resíduos sólidos em Salvador é realizada através de quatro empresas que formam o Consórcio Saneamento Ambiental. De acordo com informações de Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), mensalmente, são colhidas 136 mil toneladas de 
resíduos sólidos, em média. Por dia,  uma média de 5,4 mil toneladas é coletada. Dessas, cerca de 55,77% são domiciliares, 43,13% de construção e demolição, 1,10% vegetais e o restante de animais mortos.

Melhorias
Entre outros avanços previstos pela legislação, Rosemma cita o decreto de janeiro de 2015  - que diz que empresas, indústrias e comércio que produzem mais de 300 litros de lixo por dia são responsáveis pelos seus resíduos. “Publicamos recentemente no Diário Oficial a licitação de uma empresa de consultoria para fazer estudos de uma nova modelagem de gerenciamento de acordo com a Lei. Esperamos licitar o contrato até o início do próximo ano e, a partir da vigência do novo contrato da empresa, em julho de 2016, inovações serão implantadas”, diz Rosemma. 

Ainda como parte das ações previstas na lei, a capital baiana possui atualmente 16 cooperativas de catadores de materiais cadastradas na Limpurb. E foram implementados 200 postos de entrega voluntária para incentivar a população para a coleta seletiva. 

Apesar das melhorias, a secretária acredita que a cidade tem muito a melhorar. “Precisamos avançar, principalmente com relação a reciclagem. Hoje,  a gente coleta  lixo e descarta no aterro, mas não o  aproveitamos”, completa. 

Tratamento de resíduos sólidos avançou pouco no Brasil 
Divulgados com antecedência pelo jornal O Globo, os dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram discrepâncias entre regiões brasileiras. Enquanto o Sudeste lidera a quantidade per capita de lixo - cada morador gera 1,23 quilo por dia -, o Sul tem o menor percentual do Brasil: 0,77 quilo por habitante, uma queda de 11,5% desde 2010. 

O Nordeste, por sua vez, concentra o maior número absoluto de cidades ainda mandando seus resíduos para lixões (834). Já o Sudeste tem 820 cidades enviando seus resíduos para aterros sanitários adequados, liderando nesse quesito. 

Os 1.668 municípios dos quatro estados do Sudeste geraram, no ano passado, 105.431 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos, das quais  97,3% foram coletadas. Realidade muito diferente no Nordeste, onde os 1.794 municípios dos nove estados geraram, em 2014, 55.177 toneladas/dia resíduos, das quais 78,5% foram coletadas.

Embora 64,8% dos municípios tenham apresentado iniciativa de coleta seletiva em 2014 - eram 57,6% em 2010 -, os índices de reciclagem de materiais como alumínio, ferro, plástico, vidro, papel e papelão permanecem estagnado. Diretor-executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho atribui o descompasso entre crescimento populacional (6%) e geração de lixo (29%)  à evolução econômica do país. “A geração de resíduos está atrelada ao crescimento econômico. O aumento do lixo é reflexo de anos de bonança na economia”.

Especialistas criticam a falta de foco do governo em ações sustentáveis
O atraso  por parte das prefeituras na adaptação à Política Nacional de Resíduos Sólidos gera críticas de Gustavo Souto Maior, professor do Núcleo de Estudos Ambientais da UnB. “A política nacional é investir em obras visíveis, como estradas, e desprezar o tratamento de resíduos”, argumenta.

Já o professor de Engenharia Civil da PUC-Rio José Araruna avalia que a crise fez despencar o valor das commodities e os processos de reciclagem de diversos produtos. “As indústrias do alumínio e do plástico estão se retraindo, o que diminui a atratividade de investimentos em reciclagem”.

PMs são presos depois de atirar em dois colegas na Ilha de São João

Segundo a PM, os dois policias confundiram os colegas com bandidos e acabaram atirando
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 25/07/2015 15:22:44
  
Dois soldados da Polícia Militar foram baleados na noite desta sexta-feira (24) depois de terem sido confundidos com bandidos pelos próprios colegas.  O caso aconteceu na Ilha de São João, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Segundo a Central de Polícia, a dupla estava em um bar na região quando avistou um grupo de quatro homens um carro, Fiat Palio, na Praça da Copa 03. Segundo a Polícia Militar, acreditando se tratar de bandidos, os policiais atiraram na direção dos colegas e os dois deles foram atingidos pelos disparos.

O soldado Caio Cesar Santos Alves, lotado na 18ª CIMP/Periperi, e o soldado Luiz Alberto Rebelo Junior, lotado na 23ª CIPM/Tancredo Neves foram socorridos para o Hospital do Subúrbio. O estado de saúde deles não foi divulgado.

Os dois policiais que efetuaram os disparos foram autuados em flagrante e estão presos no Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os nomes deles não foram divulgados. Em nota, a PM informou que vai instaurar um Processo Administrativo para o apurar o caso.

Tá na hora de Deus falar com você! - Vídeo recebido no Whatsapp

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Novo boletim confirma mais três casos de Guillain-Barré na Bahia

Para enfrentar o número crescente da doença, a Sesab montou uma estratégia que envolve diversos profissionais
Agência Brasil
Atualizado em 24/07/2015 20:55:37
  
O número de casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) na Bahia subiu para 53 casos. A informação está no boletim da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) desta sexta-feira (24). Em relação ao boletim anterior, divulgado na terça-feira (21), são três casos novos. Para enfrentar o número crescente da doença, a Sesab montou uma estratégia que envolve diversos profissionais. Entre as ações, está a definição de 12 hospitais de referência, a reserva de 16 leitos nas unidades da capital e do interior e o início de uma investigação epidemiológica.
Até essa sexta, foram notificados na Bahia 115 casos da síndrome. Desses, 53 foram confirmados, sendo que 49 tinham histórico de doença exantemática e quatro não. Desses confirmados, os municípios com o maior número de casos são Salvador (38), Feira de Santana (3) e Valença (2).
Como a Síndrome de Guillain-Barré não é de notificação compulsória, não há informações exatas sobre a quantidade de casos confirmados da doença em anos anteriores. No entanto, pelo cenário que se desenhou este ano, os profissionais dos hospitais dizem que o número de atendimentos de casos é muito maior do que em outros anos, relata a superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Bahia, Ita de Cácia. Ela informa ainda que a Sesab faz estudo retrospectivo para levantar números anteriores da doença no estado.
O Ministério da Saúde auxilia a Bahia com o envio de imunoglobulina, utilizada no tratamento da SGB. Em junho, foram enviadas 300 unidades e, conforme Ita, o estado deve receber, em breve, mais 1.000 ampolas do medicamento.
A síndrome é considerada uma doença neurológica rara. Ela provoca fraqueza muscular e pode gerar paralisia em membros do corpo. De acordo com a superintendente, as constatações da investigação epidemiológica da síndrome levam os profissionais da saúde a relacioná-la a doenças causadas por vírus, especialmente dengue, chikungunya e Zika vírus.
"Estamos enfrentando atualmente uma tríplice epidemia", disse ela, e explicou que normalmente, quando há tantas pessoas submetidas a um processo infeccioso, o desenvolvimento de um sintoma neurológico nelas fica mais propício, por causa da baixa imunidade. A Guillain-Barré é um desses sintomas, acrescentou a superintendente.
O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há estudos que façam relação entre essas doenças e a SGB, mas o boletim da Sesab constata que dos 53 casos confirmados, 49 ocorreram em pessoas que já tiveram alguma doença exantemática (que causa vermelhidão na pele, a exemplo das três transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti).
Além da Bahia, pelo menos outros três estados do Nordeste confirmaram casos da síndrome. No Ceará, são dez casos confirmados até o mês de abril. A Secretaria da Saúde (Sesa) explica, por meio de nota, que "não há variação significativa de casos", comparando com anos anteriores. Em 2014, foram 38 casos e, em 2013, 32. Assim como a Sesab, a Sesa também instituiu a notificação e o detalhamento das ocorrências atendidas nas unidades de Saúde.
No Maranhão, há 14 casos de SGB confirmados, com três mortes. Segundo nota da Secretaria de Estado da Saúde (SES), dentre os 14, oito confirmaram ter tido alguma virose antes. O secretário da Saúde, Marcos Pacheco, considera que essa relação do paciente, que teve doença causada por vírus e depois desenvolveu a síndrome, é "meramente temporal". Segundo ele, "houve incremento de casos agora, logo depois desses surtos [de dengue, chikungunya e Zika vírus], mas essa relação é presumida. É uma coincidência que leva qualquer autoridade sanitária a ficar pensando nessa relação".
Por conta dessa possibilidade, os gestores da Bahia e do Maranhão reafirmam a importância do combate ao Aedes aegypti. Ambos explicam que a preocupação primária é com o controle das epidemias causadas pelas doenças transmitidas pelo mosquito. "É importante a gente pensar nessa hipótese, porque faz com que nós possamos reforçar nossos cuidados com o vetor. É fundamental que a gente fique responsavelmente antenado nessa possível relação", ressalta o secretário da Saúde do Maranhão.

Jogos Especiais: Brasil tem 38 atletas com deficiência intelectual

por Agência Brasil — publicado 24/07/2015 16h29, última modificação 24/07/2015 17h34
A diretora executiva da Fundação Special Olympics Brasil reclama do baixo número de atletas brasileiros e diz que o potencial do Brasil é grande, mas pouco aproveitado
Divulgação
O nadador fluminense Douglas Martinet de Oliveira, de 24 anos, é o primeiro representante brasileiro na modalidade natação em água abertas dos Jogos Mundiais Olímpicos Especiais de Verão, que este ano será em Los Angeles, nos Estados Unidos. Confiante na conquista da medalha de ouro, Douglas está apreensivo apenas com a viagem. “Nunca entrei em um avião, estou com um pouco de medo. Mas muito feliz”, disse. Ele venceu a prova classificatória dos 1.500 metros na praia da Boca da Barra, Rio das Ostras (RJ), em setembro passado.
Douglas é um dos 38 atletas da delegação brasileira com deficiência intelectual que embarcou na segunda-feira 20 rumo à Califórnia para participar dos jogos, cuja cerimônia de abertura será no sábado 25 e o encerramento em 3 de agosto. Cerca de 7 mil atletas de 165 países devem participar do evento, organizado pela Fundação Special Olympics. Os atletas brasileiros vão disputar medalhas nas modalidades: futsal feminino, atletismo, ginástica rítmica, natação, tênis, judô, bocha e patinação em velocidade.  A delegação conta ainda com 12 técnicos, três delegados e quatro dirigentes.
O judoca Breno Viola ficou mais conhecido por seu papel no filme Colegas, que conta a trajetória de três jovens com síndrome de Down embarcando em uma viagem em busca de seus sonhos. Mas é no tatame que o faixa-preta brilha. Terminou em 4º lugar na edição dos Jogos em Atenas (Grécia), em 2011, e é bicampeão mundial em sua categoria. Para ele, esse será o evento mais significativo de sua carreira. “Já tive vários títulos, mas esse será o mais importante, pois terei minha primeira medalha olímpica. Estou muito emocionado. Mas não importa qual a cor da medalha, vamos vencer”, declarou.
O custo da viagem e dos uniformes foi patrocinado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio (R$148 mil) e pelo Ministério do Esporte (340 mil). O secretário Marcos Braz destaco a parceria entre as duas esferas de governo para viabilizar a participação desses atletas. “Em 2016, teremos a maior competição do mundo e não poderíamos estar fora desse processo de inclusão por meio do esporte”, comentou ele, que garantiu continuar o apoio a esses grupos durante sua gestão.
Para a diretora executiva da Fundação Special Olympics Brasil, Ana Paula Soares, o potencial do Brasil é muito grande, mas ainda pouco aproveitado em competições. “Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que cerca de 10% da população tem algum tipo de deficiência. Dentro desse Brasil gigante, 38 atletas é um número muito pequeno”, comentou ela. “Foi muito triste ver nos Jogos de Atenas, por exemplo, a delegação da Costa Rica, que é um país bem menor que o nosso, com quase 200 pessoas e a nossa com 40”, disse. Ana Paula acredita que parte do problema se deve ao preconceito.
“Muita gente acha que os deficientes intelectuais não são capazes de fazer muitas coisas, mas isso está mudando aos poucos. Uma das nossas missões é fazer com que esse público acredite no seu potencial e mostre do que são capazes. Além disso, o esporte faz bem para qualquer indivíduo”.
Os Jogos Olímpicos Mundiais Especiais ocorrem a cada dois anos, no verão e no inverno alternadamente. Foi criado pela organização internacional sem fins lucrativos Special Olympics. O primeiro evento mundial foi realizado pela instituição em 1968, em Chicago, nos Estados Unidos. O último ocorreu em Pyeong Chang, Coreia do Sul, em 2013.

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