Esta é a segunda vez no mês que a menina volta ao hospital nos EUA.
Partes da pele da bebê serão colhidas para análise.
A menina Sofia Gonçalves de Lacerda, de um ano e seis meses, voltou a ser internada neste sábado (25) no Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos. A mãe, Patrícia de Lacerda, afirmou que a bebê está com um quadro de alergia severa e vai passar por uma biópsia. Está é a segunda vez que a menina é internada após receber alta devido a um transplante de cinco órgãos do sistema digestivo.
Patrícia relatou que a criança apresenta muito desconforto por conta de uma "severa alergia". “Ela se coça muito e chega a se ferir, ficamos vigiando-a para não se machucar. Ela fica muito irritada”, escreve.
A mãe relata como faz para acalmar a criança quando ela começa a se coçar. “Eu fico agarradinha com ela, abraçando e mantenho ela protegida entre meus braços. Assim, ela fica tranquila e calma”, diz.
A bebê passou por exames e agora irá colher amostras de pele para biópsia. “Tenho fé que logo descobrirão a causa disso tudo. Vamos pedir a Deus para que a nossa bonequinha fique boa logo.”
Segunda vez
Esta é a segunda vez que Sofia é internada desde que teve alta hospitalar. A menina foi submetida ao transplante de cinco órgãos do sistema digestivo no dia 10 de abril, deixou o hospital no início de julho. Porém, segundo a mãe, a menina apresentou uma reação alérgica a fórmula que ela recebe pela veia, que é um tipo de um leite que ajuda a alimenta-lá, seis dias após a alta.
Esta é a segunda vez que Sofia é internada desde que teve alta hospitalar. A menina foi submetida ao transplante de cinco órgãos do sistema digestivo no dia 10 de abril, deixou o hospital no início de julho. Porém, segundo a mãe, a menina apresentou uma reação alérgica a fórmula que ela recebe pela veia, que é um tipo de um leite que ajuda a alimenta-lá, seis dias após a alta.
O tratamento da menina está sendo feito ao estilo homecare, que inclui a visitação diária de enfermeiros para recolher amostras para exames. Sofia continuará recebendo a nova fórmula via veia e sendo também diariamente estimulada a se alimentar pela boca. Além disso, ela irá receber 17 medicamentos pelo sistema intravenoso.
Disputa judicial
O transplante dos cinco órgãos (intestino grosso e delgado [que inclui o duodeno]; fígado; pâncreas e estômago) só foi possível após uma longa disputa judicial para que o governo brasileiro pagasse os custos da cirurgia, estimados em R$ 2 milhões. A alta ocorreu exatamente um ano depois da chegada da família aos Estados Unidos, no dia 2 de julho.
O transplante dos cinco órgãos (intestino grosso e delgado [que inclui o duodeno]; fígado; pâncreas e estômago) só foi possível após uma longa disputa judicial para que o governo brasileiro pagasse os custos da cirurgia, estimados em R$ 2 milhões. A alta ocorreu exatamente um ano depois da chegada da família aos Estados Unidos, no dia 2 de julho.
saiba mais
O transplante foi comandado pelo médico brasileiro Rodrigo Vianna - que trabalha há três anos no hospital de Miami - no dia 10 de abril. A cirurgia durou quase 10 horas. Sofia nasceu com a Síndrome de Berdon, que causa a má-formação dos órgãos do sistema digestivo.
Entenda o caso
Devido à complexidade da síndrome de Berdon, os médicos estimaram, no dia do nascimento de Sofia, que ela não passaria de um ano de vida. Porém, a menina contrariou as expectativas da medicina e comemorou seu primeiro aniversário no dia 24 de dezembro de 2014. "Quando temos fé, o impossível não existe. Quando temos perseverança, o impossível é possível. E a Sofia continua lutando com fé", disse Patrícia ao G1, na época.
Devido à complexidade da síndrome de Berdon, os médicos estimaram, no dia do nascimento de Sofia, que ela não passaria de um ano de vida. Porém, a menina contrariou as expectativas da medicina e comemorou seu primeiro aniversário no dia 24 de dezembro de 2014. "Quando temos fé, o impossível não existe. Quando temos perseverança, o impossível é possível. E a Sofia continua lutando com fé", disse Patrícia ao G1, na época.
Desde que nasceu, no hospital da Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, Sofia nunca esteve na casa dos pais, que moram em Votorantim (SP). Ela passou pelo Hospital Samaritano, em Sorocaba (SP) e pelo Hospital das Clínicas de São Paulo. Neste período, passou por três cirurgias, mas ainda necessitava de atendimento especializado para a síndrome rara e para o transplante multivisceral, que não era realizado no Brasil.
Por isso, uma campanha de iniciativa da própria mãe foi iniciada na internet, com o nome “Ajude a Sofia”, visando arrecar fundos para transferir a menina. Ao todo, a família arrecadou R$ 1,8 milhão. Mas os pais continuaram brigando na Justiça para que o governo brasileiro pagasse o valor da cirurgia.
Após diversas questões judiciais, o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) determinou, em julho do ano passado, a transferência da menina para o Jackson Memorial Hospital, em Miami, nos Estados Unidos, especializado no tipo de procedimento ao qual Sofia precisava ser submetida, o transplante multivisceral.
Com relação ao dinheiro arrecadado através da campanha "Ajude a Sofia", a intenção dos pais era de doar para outras crianças que, como a Sofia, precisavam de um tratamento caro. Mas quando a família chegou aos EUA, ficou sabendo que o governo brasileiro pagou apenas a cirurgia, um pacote de homecare e alguns medicamentos. "A partir daí passamos a precisar utilizar o dinheiro da campanha. A conta é monitorada pela Justiça”, recorda Patrícia.
