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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Aposentados do RJ ficarão sem salários ao menos até segunda-feira

Recurso do estado não será julgado nesta quarta-feira (20).
Aposentados e pensionistas fizeram panelaço no Palácio Guanabara.

Alessandro Ferreira e Daniel SilveiraDo G1 Rio
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, decidiu nesta quarta-feira (20) que a questão sobre o pagamento dos servidores aposentados e pensionistas do estado será decidida na segunda-feira (25).
Após o feriado de Tiradentes, o Órgão Especial do TJRJ, formado por 25 desembargadores, julgará dois pedidos de liminares contra o decreto estadual que adiou para 12 de maio o pagamento de março das aposentadorias e pensões acima de R$ 2 mil. As ações, movidas por deputados, apontam inconstitucionalidade do decreto do governador em exercício, Francisco Dornelles.
Segundo o TJ, a decisão desta quarta tem efeito vinculante sobre todas as demais. Com isso, perde temporariamente o efeito a liminar obtida pela Defensoria Púiblica, que determinava o pagamento dos salários até as 15h30 desta quarta. O governo não cumpriu a decisão e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrou com um recurso, que também só será avaliado após segunda-feira.
De acordo com a liminar obtida pela Defensoria, as contas do governo poderiam ter o arresto de mais de R$ 600 milhões – total do pagamento de 143 mil aposentados e pensionistas – em caso de descumprimento.
Em coletiva no começo da noite desta quarta, os defensores públicos que moveram a ação contra o estado cobrando o pagamento imediato aos aposentados e pensionistas disseram que já esperavam o descumprimento da decisão.
"Nos antecipando, apresentamos ontem uma petição em que além de reiterar o pedido de bloqueio pedimos que fosse requisitado os arquivos para identificação de todas as pessoas que ainda não receberam", disse a defensora Eliza Cruz.
Questionados sobre a possibilidade de não ser encontrado nas contas do estado o montante necessário ao pagamento integral de todos os aposentados e pensionista, os defensores disseram que irão intermediar uma negociação para definir como será o pagamento.
"Se o valor em disponibilidade for insuficiente para o pagamento integral de todas as categorias, a Defensoria vai chamar cada um dessas categorias para discutir como efetuar o pagamento", explicou o defensor Daniel Losaya.
O defensor Fábio Amado enfatizou que o órgão está empenhado em garantir o pagamento integral a todos os pensionistas e aposentados, sem parcelamento dos valores.
"Estas verbas têm natureza alimentar e nada justificaria o atraso ou o não pagamento justamente a essa parcela mais vulnerável da população", declarou.
Já a defensora Livia Cásseres ressaltou a expectativa de que a intervenção judicial para o pagamento dos valores referentes a março viabilize uma mudança na postura do governo para os pagamentos futuros.
"Nós entendemos que apesar dessa ação ser pontual, ela tem uma dimensão política muito importante, porque ela mostra ao estado que não é possível adotar um critério de gestão nessa crise financeira que não respeite a prioridade constitucional dos créditos alimentares, a prioridade constitucional de proteção à pessoa idosa, ao aposentado, a criança e ao adolescente. Então, essa ação em si, já serve como uma mensagem política aos gestores da crise financeira", afirmou a defensora.
Nesta quarta, aposentados fizeram um protesto com panelaço na porta do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras.
"A gente entende que essa espera é dramática, que os aposentados têm muita ansiedade para receber os seus pagamentos, mas é muito difícil para a Defensoria prever um prazo exato de que o recurso caia nas contas dos inativos. Existe uma série de etapas que vão ser cumpridas a partir de hoje. A gente estima que, no mais tardar, até o primeiro dia útil da semana que vem essas diligências tenham sido cumpridas", disse Lívia Cásseres.
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TSE determina nova produção de provas nas ações para cassação da chapa Dilma-Temer

Ministra aponta algumas provas que estavam pendentes e “cuja produção deve ser feita”, como perícias e oitivas de testemunhas
por Michèlle Canes, da Agência Brasil publicado 20/04/2016 17:36
ASICS/TSE
Thereza de Assis Moura.jpeg
Ministra Thereza: 'Trabalhos devem ser iniciados a partir da segunda metade do próximo mês'
Brasília – A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Thereza de Assis Moura determinou uma nova produção de provas nas ações em que a oposição pede a cassação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. A ministra é relatora de quatro ações que tramitam no TSE sobre o mesmo tema.
No início do despacho, a ministra aponta algumas provas que estavam pendentes e “cuja produção deve ser feita”. Ela cita perícias e oitivas de testemunhas. Na mesma decisão, a ministra cita que foram feitos pedidos à Corte. Os autores da ação pediram que Otávio Marques Azevedo e Flávio David Barra, executivos da Andrade Gutierrez, fossem ouvidos como testemunhas e que a delação premiada dos executivos seja compartilhada com o TSE.

Sobre este pedido, a ministra diz em sua decisão que as delações ainda estão sob sigilo e que é necessário aguardar “a retirada do sigilo do ato pelo Supremo Tribunal Federal, momento em que, aí sim, poderá ser renovado o pedido do compartilhamento da prova para futura apreciação, bem como o de oitiva dos referidos dirigentes como testemunhas”.
A ministra diz ainda que o vice-presidente Michel Temer enviou à Corte um pedido para a separação dos processos dele e da presidenta Dilma Rousseff. Segundo a ministra o pedido será avaliado apenas no momento do julgamento. Thereza de Assis designou  um grupo de peritos do TSE para a realização de perícias contábeis em empresas.
Segundo a ministra, o trabalho deve ser limitado “aos fatos relacionados ou úteis à campanha eleitoral de 2014 de Dilma Rousseff e Michel Temer”. Os trabalhos devem ser iniciados a partir da segunda metade do próximo mês.
A ministra determina também que seja expedido um ofício ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, solicitando documentos entregues à justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava Jato. Ela solicita “documentos apresentados por Augusto Mendonça (listagem das contribuições que teriam sido feitas, com respectivos valores e datas)” e uma tabela “detalhada com as propinas recebidas em cada contrato da Petrobrás que foi preparada por Pedro Barusco, como prova de que o Partido dos Trabalhadores supostamente recebia recursos que decorriam dos contratos da Petrobrás”. A ministra pede também os termos de delações premiadas, como as de Pedro Barusco, Augusto Ribeiro Mendonça, Milton Pascowith e Valmir Pinheiro, entre outros documentos.
No fim da decisão, Thereza de Assis Moura diz que, ao finalizar as perícias indicadas e após a vinda dos documentos, serão definidas as datas de oitivas de testemunhas. Entre os nomes listados, estão Pedro Barusco, Ricardo Pessoa e Júlio Camargo.

Supremo adia julgamento sobre posse do ex-presidente Lula na Casa Civil

Por iG São Paulo  - Atualizada às 
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Ações que contestam a nomeação do petista estavam na pauta da Corte desta quarta-feira (20); ministro Ricardo Lewandowski não anunciou a data para o novo julgamento

Sem mais processos na pauta, mais alta Corte encerrou sessão plenária após adiar julgamento
Rosinei Coutinho/SCO/STF - 14.4.16
Sem mais processos na pauta, mais alta Corte encerrou sessão plenária após adiar julgamento
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu, nesta quarta-feira (20), adiar o julgamento que irá decidir se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assumir a chefia da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.
As ações que contestam a nomeação de Lula serão julgadas em nova sessão destinada também a discutir as arguições de descumprimento de preceito fundamental (ADPFs) sobre o tema, que estão sobre relatoria do ministro Teori Zavascki – autor do pedido para adiar o julgamento desta quarta-feira (20).
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Apesar de informalmente o petista já atuar nos bastidores nas articulações políticas, os ministros da Corte devem discutir se a nomeação de Lula foi contaminada pela tentativa de conceder ao ex-presidente o foro privilegiado, o que pode levar a nomeação a ser considerada um ato com desvio de finalidade, ou se Dilma tem a possibilidade de nomeá-lo para trabalhar no Planalto.
A perspectiva é de que o debate gere uma divisão na Corte. Três dos 11 ministros da composição atual foram indicados por Lula para o Tribunal e outros cinco, por Dilma.
O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, tido como maior crítico ao governo atual dentro da Corte. Há mais de um mês, a posse de Lula na Casa Civil foi suspensa por ele em decisão liminar que atendeu a mandados de segurança propostos pelo PSDB e pelo PPS. Na ocasião, o ministro entendeu que o petista aceitou o cargo para ser detentor de foro privilegiado e, assim, escapar de uma investigação por parte do juiz federal Sérgio Moro, condutor da Operação Lava Jato na primeira instância, o que classificou como uma "obstrução ao progresso das medidas judiciais".
A conversa ao telefone interceptada pela Lava Jato, na qual Dilma diz a Lula que enviaria o termo de posse ao ex-presidente antes da cerimônia para assumir o cargo é usada por Mendes para corroborar a decisão.
Em conversa com Lula, Dilma Rousseff diz que enviaria termo de posse antes da cerimônia
José Cruz/ Agência Brasil
Em conversa com Lula, Dilma Rousseff diz que enviaria termo de posse antes da cerimônia
Até agora, parte dos ministros admite possibilidade de seguir o posicionamento de Mendes no julgamento desta quarta-feira. Há uma corrente no Tribunal, no entanto, que levanta questionamentos sobre a possibilidade de intervenção da Corte no ato político de nomeação de ministro por parte da Presidência da República.
Um dos ministros admite que seria saudável que os magistrados conversassem sobre a questão para evitar ruídos no julgamento. Desde segunda-feira (18), o advogado de Lula fez uma romaria por gabinetes de ministros do STF.
A expectativa de integrantes do Supremo recai sobre o voto do ministro Dias Toffoli, que foi advogado-geral da União no governo Lula até ser indicado pelo petista ao STF. Ele, no entanto, não esconde em conversas reservadas descontentamento com a gestão da presidente Dilma.
O parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é pela anulação do decreto da presidente que deu posse ao seu padrinho. Segundo o PGR, a nomeação do petista é "mais uma iniciativa" praticada com intenção de "tumultuar o andamento das investigações criminais". "Os fatos que antecederam e se seguiram à nomeação e posse de Luiz Inácio Lula da Silva no cargo de ministro-chefe da Casa Civil corroboram a conclusão de desvio de finalidade do ato", escreveu o procurador-geral.
Corte acovardadaQuando os áudios do ex-presidente foram divulgados por Moro, o decano do Tribunal, ministro Celso de Mello, deu uma resposta ao ex-presidente dizendo, em plenário, que a afirmação foi "leviana". Em uma das conversas grampeadas pela Lava Jato, Lula afirma que "temos uma Suprema Corte totalmente acovardada".
"Esse insulto traduz reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme justa, impessoal e isenta de juízes", criticou Celso de Mello na ocasião. Os ministros do Tribunal se incomodaram com as declarações do ex-presidente.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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    terça-feira, 19 de abril de 2016

    Franquia de dados na internet fixa: veja perguntas e respostas

    Empresas passaram a vender banda larga fixa com limite no uso de dados.
    Vivo se juntou em fevereiro a NET e Oi, que fornecem serviço com controle.

    Do G1, em São Paulo
    A oferta de internet fixa, que passou a ser oferecida com franquias de dados por algumas empresas, fez com que alguns usuários brasileiros reclamassem nas redes sociais. A insatisfação começou após a Vivo adotar esse modelo em fevereiro, apesar de a NET já vender planos de banda larga fixa nesses moldes desde 2004 (veja acima reportagem exibida no Bom Dia Brasil).
    As condições de serviço estavam previstas em sua regulamentação, mas mesmo assim a Anatel anunciou que as operadoras não podem mais restringir a banda larga fixa após fim da franquia.
    Essa medida vale até que as operadoras implementem ferramentas para o cliente acompanhar seu consumo. Entre as restrições listadas pela Anatel estão a redução da velocidade, suspensão do serviço e qualquer cobrança extra. Segundo a Anatel, as operadoras de internet "falham" na comunicação com o cliente.
    Veja perguntas e respostas sobre o caso:
    1) Como funciona a franquia de dados na banda larga fixa?
    A franquia estabelece um limite de dados a serem consumidos da internet. Todo o conteúdo consumido pela internet chega a tablets, smartphones, computadores e a quaisquer aparelhos conectados por meio de dados. Com a nova configuração de planos de banda larga fixas, alguns deles passam a colocar um teto mensal de uso, a partir do qual a velocidade é reduzida. Ou a conexão é congelada.
    2) O que muda para planos sem franquia?
    Como o teto da franquia pode interferir nos hábitos de consumo, os clientes terão que observar o limite do tráfego de cada pacote, além da velocidade de download e upload oferecidas.
    3) Todas as operadoras oferecem internet com franquia de dados?
    Não. Telecom Americas (NET/Claro/Embratel), Vivo e Oi são as que oferecem os pacotes limitados. Juntas, atendem 85,5% dos 25,5 milhões de clientes de banda larga fixa no Brasil. Isso não quer dizer que todos eles estão submetidos a esse regime de contratação. A Vivo, por exemplo, adotou a franquia em fevereiro apenas para novos clientes. Os 8,1 milhões de clientes da Telecom American estão submetidos a esse regime.
    4) Isso é permitido pelas regras da Anatel?
    A Anatel informa que as franquias para pacotes de dados estão previstas na regulamentação, mas devem seguir regras. Para oferecer pacotes com a limitação de dados, "as operadoras devem: a) disponibilizar página na internet de acesso reservada ao consumidor; b) criar e fornecer ferramenta de acompanhamento de consumo e c) informar ao consumidor que sua franquia se aproxima do limite contratado.”
    Ainda assim, a Anatel suspendeu, em caráter cautelar, nesta segunda-feira (18) as limitações aplicadas por operadoras quando o pacote de dados chega ao fim. As operadoras não poderão diminuir a velocidade, congelar o serviço ou cobrar até que disponibilizem ao consumidor ferramentas para que consegam controlar seu consumo de dados.
    Esses recursos deverão permitir ao cliente acompanhar o consumo, identificar seu perfil de consumo, obter o histórico detalhado de uso, receber avisos quando próximo de esgotar a franquia e poder comparar preços. Esse conjunto de ferramentas deve ser apresentado à Anatel e aprovado pela agência antes de as empresas serem autorizadas a adotar práticas para limitar a banda larga fixa ao fim das franquias.
    5) Quem é contra?
    Grupos de usuários se manifestam nas redes sociais contra o avanço desses novos pacotes de banda larga fixa. No Facebook, o “Movimento Internet Sem Limites” já conta com mais de 200 mil assinaturas. O abaixo-assinado online “Contra o Limite na Franquia de Dados na Banda Larga Fixa” pretende reunir 1,6 milhão de mil assinaturas – até a publicação de uma atualização desse texto, contava com quase 1,5 milhão. O documento será encaminhado à Vivo, GVT, Oi, NET, Claro, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Ministérios Público Federal.
    Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Procons e procuradores do Ministério Público participam de um grupo de trabalho que analisa a questão desde o fim do ano passado. Para o Idec, cancelar a conexão de quem ultrapassa um limite de franquia vai contra o Marco Civil da Internet e o Código de Defesa do Consumidor. Os textos determinam que aumentar o preço de um serviço sem justa causa é prática abusiva. Também apontam que só é possível desconectar um usuário caso ele esteja com as contas em atraso.
    6) A franquia de dados na internet fixa é exatamente igual à da telefonia móvel?
    Não. Apesar de na banda larga fixa e na telefonia móvel as franquias estipularem um limite no consumo de dados, há diferença na oferta da internet quando os consumidores excederem esses valores. No celular, quando o pacote de dados acaba, as operadoras deixam de fornecer a conexão ou derrubam a velocidade de internet. Na banda larga fixa, a questão ainda não está clara. A NET, por exemplo, reduz a velocidade da internet para o menor valor oferecido, de 2 Mbps.
    7) Haverá limitação de acesso a determinados serviços?
    Não. Os contratos não discriminam que determinados serviços, como Netflix e YouTube, grandes consumidores de dados, tenham acesso restrito. Os pacotes estipulam uma franquia de dados que, caso seja ultrapassada, implica em restrições aos usuários.
    8) Desde quando esse serviço é oferecido?
    Isso ocorre pelo menos desde 2004, data de quando a NET começou a oferecer pacotes de internet fixa com franquia. A Vivo adotou essa prática para novos clientes em fevereiro, mas vai permitir o consumo irrestrito de dados até janeiro de 2017, quando a limitação começará.
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