EMPREENDEDOR DE SUCESSO

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cinco benefícios de beber água em jejum

Prática do consumo do líquido com o estômago vazio é muito popular no Japão e é conhecida pelos japoneses como "Terapia da Água"; veja como ela funciona

BBC
Dois litros de água por dia é o que a maior parte dos nutricionistas e médico aconselha
Thinkstock/Getty Images
Dois litros de água por dia é o que a maior parte dos nutricionistas e médico aconselha
A maior parte do organismo humano é formada por água, 75% dos músculos é água, por exemplo. Portanto, é importante consumir uma boa quantidade de água diariamente para manter a saúde.
Com a ingestão de água provocamos uma diurese maior, o que favorece a eliminação de toxinas e previne algumas doenças. Os especialistas vão mais longe e insistem na importância do consumo da água em jejum. Mas por que?
Segundo o Instituto Europeu de Hidratação, a água é o solvente que permite muitas das reações químicas vitais do organismo, ajudando a manter as funções corporais.
Confira abaixo uma lista dos benefícios, segundo o instituto.
Cinco benefícios do consumo de água em jejum:
1 - Uma hidratação adequada é importante para o funcionamento correto do cérebro. Quando estamos hidratados adequadamente, as células do cérebro recebem sangue oxigenado e o cérebro permanece alerta.
2 - O consumo adequado de água é essencial para o bom funcionamento dos rins, ajudando-os a eliminar através da urina os resíduos e nutrientes desnecessários.
3 - A água melhora o trato digestivo, já que é necessária na dissolução dos nutrientes para que estes possam ser absorvidos pelo sangue e transportados para as células.
4 - A água também é uma grande aliada da pele, ajudando a manter a elasticidade e a tonicidade.
5 - A água também atua como um lubrificante para os músculos e articulações: ajuda a proteger as articulações e também o melhor funcionamento dos músculos.
>> Conheça os alimentos mais ricos em água:
Abobrinha: 96%. Foto: Getty Images
Alface: 95%. Foto: Getty Images
Chuchu: 95%. Foto: Getty Images
Pepino: 95%. Foto: Getty Images
Rabanete: 95%. Foto: Getty Images
Nabo: 94%. Foto: Getty Images
Tomate: 94%. Foto: Getty Images
Couve-flor: 92%. Foto: Getty Images
Melancia: 92%. Foto: Getty Images
Melão: 90%. Foto: Getty Images
Abacaxi: 87%. Foto: Getty Images
Maçã: 86%. Foto: Getty Images
Cenoura: 86%. Foto: Getty Images
Goiaba: 86%. Foto: Getty Images
Clara de ovo: 75%. Foto: Getty Images
Banana: 74%. Foto: Getty Images
Arroz integral cozido: 70%. Foto: Getty Images
Abobrinha: 96%. Foto: Getty Images
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Carmen García Torrent, nutricionista e licenciada em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, afirmou que o recomendável é tomar de um a dois copos de água em jejum e, em seguida, continuar bebendo o líquido o resto do dia até chegar aos dois litros.
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A nutricionista também afirmou que, depois da ingestão de água, é preciso esperar pelo menos dez minutos antes de fazer alguma refeição para que a água possa atuar sobre o corpo.
Terapia
A prática do consumo de água com o estômago vazio é muito popular no Japão e os japoneses seguem o que se conhece como "Terapia da Água".
Apesar de não haver estudos que verifiquem isto, a Associação Médica do Japão afirma que este tratamento é eficaz para várias doenças, entre elas, problemas cardíacos.
E, abaixo, veja como é esta terapia.
- Ao acordar, beba quatro copos de água, antes até de escovar os dentes.
- Não se pode beber mais nada até 45 minutos depois de beber a água.
- Passado este tempo, a pessoa pode comer e beber normalmente.
- Até duas horas depois do café da manhã também não se pode comer nem beber nada.
- A água deve estar na temperatura ambiente ou morna, preferivelmente. E não deve conter flúor ou outros químicos.
Efeitos negativos
A sede é um reflexo da desidratação e, por isso, é aconselhado não esperar sentir sede para beber água. 
Mas, segundo a nutricionista Carmen García Torrent, ingerir água em excesso também é prejudicial. "Beber mais de três litros de água pode ter efeitos negativos para saúde."
"Ao urinar, a pessoa não elimina apenas água, também perde sais minerais. Se beber muita água, faz os rins trabalharem mais sem necessidade", disse.
De qualquer forma, Carmen afirmou que é muito raro que as pessoas cheguem a beber três litros de água por dia, a não ser nos casos em que a pessoa faça muito exercício e o clima esteja muito quente.
    Leia tudo sobre: Saúde • Minha Saúde • hidratação • água

    EMPREGOS: Quer montar o seu próprio negócio? Veja como se capacitar e formalizar a sua empresa

    Bahia tem mais de 300 mil pequenos empresários. Entre os setores que mais concentram trabalhadores estão vestuário, alimentação e beleza
    Naiana Ribeiro (naiana.ribeiro@redebahia.com.br)
    Atualizado em 17/04/2015 09:46:40
      
    Capacitações, oficinas e eventos que estimulam o desenvolvimento de negócios são um diferencial para os microempreendedores individuais (MEI). Um em cada três MEI na Bahia, segundo levantamento feito pelo  Sebrae a pedido do CORREIO, é do setor de serviços.
    Desses, 11% trabalham na área do comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, 7% são cabeleireiros e 3,3% atuam com serviços ambulantes de alimentação. A 7ª Semana do MEI, que começou no último dia 13 e vai até amanhã (18), por exemplo, tem uma programação que estimula a criação e ampliação de empreendedores autônomos e formalizados.
    A microempreendedora Edna Resch, de 43 anos, comercializa licores artesanais na própria casa há 15 anos
    (Foto: João Alvarez/ASN Bahia)
    No Brasil, os pequenos empresários formalizados pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) já somam quase 5 milhões. Já na Bahia,  são mais de 300 mil. 
    Entre as principais atividades desenvolvidas pelos microempreendedores individuais do estado também se destaca o varejo de cosméticos e de higiene pessoal, além do fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar.
    Serviços de lanchonetes, restaurantes, bares e estabelecimentos especializados em servir bebidas são outras atividades com destaque no estado. 
    “Essas são atividades que envolvem diretamente o consumidor final. Os microempreendedores identificam o comércio e os serviços como atividades interessantes pois vão atender as necessidades específicas do consumidor final”, afirma a gerente da Unidade de Atendimento do Sebrae Bahia, Fernanda Gretz.  
    Necessidades
    Segundo ela, os setores em que se concentram os MEI da Bahia são os mais procuradas pelos clientes no seu dia a dia, sobretudo pela classe C. 
    “Vestuário, alimentação e beleza são três eixos importantes no consumo de modo geral. O MEI vai sempre estar dentro dessas atividades, já que os próprios empresários resolvem suas necessidades através dos seus negócios”, complementa.
    A maioria das atividades desenvolvidas pelos MEI, diz  Fernanda, envolve o trabalho com uma pessoa e mais um funcionário. “Por isso que não é normal ter indústrias como MEI, pois são necessários mais de dois funcionários”, diz.
    Experiência
    Segundo dados do Sebrae, uma das características do MEI brasileiro é que 76% não possuem outra fonte de renda. Além disso, 57% deles têm idade de 30 a 49 anos.
    “Em torno de 33,6% dos MEI têm de 30 a 39 anos. Já 23,8% desses têm de 40 a 49 anos. A maior parte  já atua com alguma atividade própria e já tem experiência anterior, mesmo que informalmente”, explica.
    Segundo ela, 9,9% dos microempreendedores têm de 18 a 24 anos, 15,3% têm de 25 a 29 anos, 15,7% têm de 50 a 64 anos e apenas 1,6% deles possuem 65 anos ou mais. “As pessoas que têm menos idade perceberam que poderiam se dar bem como MEI e ter isso como fonte de renda”, diz.
    É o caso dos estudantes de Engenharia Sanitária Ambiental Daniel Frediani, de 27 anos, e Rafael Brasileiro, 23. Há três anos, eles tiveram a experiência de atuar no Instituto de Permacultura da Bahia, no desenvolvimento de projetos ambientais. Nesse período, os estudantes desenvolviam consultoria ambiental e perceberam que poderiam criar um negócio nesse ramo.
    Empreendedores, Daniel Frediani, Rafael Brasileiro e João Libório possuem uma empresa do setor ambiental (Foto: João Alvarez/ASN Bahia)
    “O ramo ambiental ainda está pouco desenvolvido na Bahia. A nossa forma de colocar isso em prática foi nos tornando MEI”, diz Frediani. A experiência de terem se formalizado antes de iniciar a empresa ajudou no momento de abrir um outra empresa, A Toca, que trabalha a sustentabilidade dentro do meio urbano. Juntos, os dois e o contador João Lucas Libório, 28, podem emitir notas de até R$ 180 mil por ano, já que cada um pode emitir até R$ 60 mil em notas.
    “Quando prestamos um serviço, um faz a nota fiscal. Depois que esse limite acaba, o outro emite. A maior vantagem de sermos MEI é a parte tributária. A gente precisava dessa baixa tributação para nos estruturar e crescer. Agora já vislumbramos a categoria de microempresa”, revela. 
    Escolaridade
    No quesito escolaridade, os jovens também se encaixam em outra característica bastante comum do MEI brasileiro. Em torno de 44,10% deles possuem nível médio completo.
    “Quanto mais capacitação a pessoa tem há uma tendência dela aumentar a empresa. O MEI é como um estágio inicial, existe uma tendência dessa empresa virar uma microempresa ou uma pequena empresa”, diz Fernanda, do Sebrae.
    No que tange a atuação desses pequenos empresários, 48,6% trabalham na própria residência, 30,2% possuem algum estabelecimento fixo e 10,7% vão até a casa ou empresa do cliente. “Trabalhar em casa é uma característica geral da figura do MEI. Muitos atuam em casa como forma de reduzir custos, pois não têm possibilidade de investir alto”, assegura Fernanda.
    A empresária Edna Resch, 43, por exemplo, comercializa licores artesanais na própria casa há 15 anos. “É como um estabelecimento. Fechei a minha sala e fiz um espaço de atendimento ao cliente”. Ela, que se tornou MEI há menos de um ano, conta ainda que, além das diversas vantagens de se tornar MEI (confira boxes ao lado), teve um aumento de 20% no movimento do seu negócio.
    “Além de emitir nota fiscal e utilizar pagamento em crédito, temos uma série de benefícios como o direito do INSS (aposentadoria)”, fala. Ela, inclusive, faz parte dos 30,6% dos MEI que já atuavam em suas áreas informalmente antes de se formalizarem.
    Segundo o Sebrae, 40,6% dos MEI eram empregados com carteira assinada antes de possuir o próprio negócio. Muitos deles largaram as atividades ou foram demitidos. É o caso da artesã Carolina Leão. Com 41 anos, ela se tornou microempreendedora em 2010, e  abriu mão de seu emprego como educadora artística.
    “Antes, não queria me formalizar, mas agora vejo o quão bom foi. Os clientes querem a nota fiscal, o CNPJ, e assim fica mais fácil para vender”, explica. Ela conta, ainda, que teve um aumento do faturamento em torno de 50% a 80%. “Tenho o INSS e diversas outras vantagens. De R$ 2 mil por mês, passei a ganhar entre R$ 3 mil e  R$ 4 mil”, diz.
    Semana do MEI ainda terá  650 vagas de capacitação gratuitas
    A 7ª Semana do Microempreendedor Individual (MEI), que acontece até amanhã, é uma oportunidade para quem quer melhorar o desempenho nos seus negócios. Em Salvador, o evento ainda vai ofertar 650 vagas de capacitações em oficinas, além de palestras com abordagem de temas diversos de interesse dos microempreendedores.
    No total, serão ofertadas 2.746 capacitações. Na capital baiana, o evento ocorre na Praça Newton Rique, em frente ao Shopping da Bahia, das 8h30 às 17h30, e sábado até 12h. A previsão é realizar 9.153 atendimentos e 2.746 capacitações. Serão oferecidos serviços de impressão de boletos, além do atendimento ao trabalhador formalizado e ao público em geral interessado em mais informações sobre empreendedorismo.


    Os microempreendedores que desejam obter informações e o envio da Declaração Anual de Faturamento, cujo prazo de entrega é 31 de maio, também poderão receber atendimento no local. Para participar das capacitações, basta ligar para o 0800 570 0800.
    No caso de orientação empresarial, o atendimento será realizado por ordem de chegada. No interior, é possível obter mais informações nos pontos de atendimento de cada cidade.
    Gasto para a formalização da atividade é de R$ 46,40/mês
    A formalização do Microempreendedor Individual (MEI) poderá ser feita, de forma gratuita, pelo endereço eletrônico portaldoempreendedor.gov.br. “O cadastramento pode ser feito pela internet ou em um dos postos de atendimento do Sebrae”, conta a gestora do Sebrae, Maria Fernandes.
    “O procedimento é rápido e gratuito. Basta levar a identidade, CPF e um comprovante de residência”, completa. Após se cadastrar, o empreendedor terá como gasto máximo R$ 46,40 por mês e não descontará impostos.
    Desse valor, a contribuição para a Previdência é de R$ 39,40, 5% do salário mínimo; já para o estado, se a atividade for comércio ou indústria, a contribuição é de R$ 1. O valor a ser pago para o município é de R$ 5 ao mês.

    Divórcio aumenta risco de ataque cardíaco, segundo pesquisa.

    Pessoas que são divorciadas têm mais risco de sofrer um ataque cardíaco do que aquelas que permanecem casadas. É o que revelou uma pesquisa da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. As mais afetadas são as mulheres: aquelas que se divorciaram mais de uma vez são 77% mais propensas a ter ataque do coração do que as nunca se separaram.
    De acordo com o estudo publicado na revista científica Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes, mesmo entre as mulheres que se casam novamente o estresse do divórcio mantém elevado o risco de problemas cardíacos.
    — O divórcio é um grande estressor, e a ciência já demonstrou que ele gera más consequências para a saúde. Este é um dos primeiros estudos a analisar os efeitos cumulativos da separação em um longo período e descobrimos que eles são duradouros — disse Matthew Dupre, principal autor da pesquisa.
    Os pesquisadores acompanharam mais de 15 mil pessoas durante 18 anos. No início do estudo, 14% dos homens e 19% das mulheres tinham se divorciado. No fim, mais de um terço das pessoas tinham se separado pelo menos uma vez. Mulheres que se divorciaram uma vez tiveram 24% mais probabilidade de sofrer um ataque cardíaco do que as que continuaram casadas.
    O índice subiu para 77% nas que se divorciaram em mais de uma ocasião. Esse risco é comparável ao de hipertensos e diabéticos, que são, respectivamente, 73% e 81% mais propensos a ter problemas cardíacos.
    Segundo Dupre, os motivos pelos quais o divórcio aumenta o risco de um ataque cardíaco não foraminvestigados. No entanto, outros estudos podem dar pistas: mudanças dramáticas na vida podem impactar a estabilidade financeira e social, causando picos de cortisol (hormônio do stress) e, consequentemente, elevando a pressão arterial, o colesterol e o açúcar no sangue. Esses fatores são prejudiciais à saúde, principalmente do coração.

    Excesso de peso atinge 52,3% da população do Sudeste

    Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que obesidade estabiliza no Brasil, mas índice de pessoas acima do de peso cresce. Por outro lado, o aumento da prática de atividade física e alimentação com menos gordura apontam que a população está buscando hábitos mais saudáveis
     
    O índice de obesidade está estável no país, mas o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. Pesquisa do Ministério da Saúde, Vigitel 2014, alerta que o excesso de peso já atinge 52,5% da população adulta do país. Essa taxa, nove anos atrás, era de 43% - o que representa um crescimento de 23% no período. Na região Sudeste, o índice de pessoas com sobrepeso é de 52,3%. Os quilos a mais na balança são fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.
     
    Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%, embora este percentual não tenha sofrido alteração nos últimos anos. Considerando somente a população da região Sudeste, a proporção é de 17,5%.
     
    Veja aqui a apresentação da coletiva
     
    “O mais importante para o Brasil neste momento é deter o crescimento da obesidade. E nós conseguimos segurar esse aumento. Isso já é um grande ganho para a sociedade brasileira. Em relação ao sobrepeso, não temos o mesmo impacto da obesidade, de estabilização, mas também não temos nenhuma tendência de crescimento disparando”, destaca o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “No Brasil não há tendência de disparos como nos outros países em que o crescimento da obesidade é avassalador. Em comparação com nossos vizinhos conseguimos deter o crescimento, quando é essa a tendência”, reforça. O índice de obesidade do Brasil está abaixo, por exemplo, da Argentina (20,5%), Paraguai (22,8%) e Chile (25,1%).
     
    Entre os homens e as mulheres brasileiros, são eles que registram os maiores percentuais. O índice de excesso de peso na população masculina chega a 56,5% contra 49,1% entre elas, embora não exista uma diferença significativa entre os dois sexos quando o assunto é obesidade. Em relação à idade, os jovens (18 a 24 anos) são os que registram as melhores taxas, com 38% pesando acima do ideal, enquanto as pessoas de 45 a 64 anos ultrapassam 61%.
     
    A pesquisa demonstra ainda que as pessoas com menor escolaridade, 0 a 8 anos de estudo, registram a maior índice, 58,9%, enquanto 45% do grupo que estudou 12 anos ou mais está acima do peso. O impacto da escolaridade é ainda maior entre as mulheres, em que o índice entre os mais escolarizados é ainda menor, 36,1%. As mesmas diferenças se repetem com os dados de obesidade. O índice é maior entre os que estudaram por até 8 anos (22,7%) e menor entre os que estudaram 12 anos ou mais (12,3%).
     
    O Vigitel 2014 entrevistou, por inquérito telefônico, entre fevereiro e dezembro de 2014, 40.853 pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais de todos os estados do país e do Distrito Federal. Realizada desde 2006 pelo Ministério da Saúde, a pesquisa, ao medir a prevalência de fatores de risco e proteção para doenças não transmissíveis na população brasileira, serve para subsidiar as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.
     
    “O Brasil tem feito algo inédito no mundo, que é manter esse sistema de monitoramento durante tantos anos. Nós sabemos que a obesidade e o excesso de peso são problemas generalizados no mundo e por essa razão o Vigitel é importante para subsidiar as ações de promoção da saúde e prevenção de doenças”, destacou a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.
     
    Além do avanço do excesso de peso e da obesidade, outros indicadores levantados pelo Vigitel também apontam para o maior risco de doenças crônicas entre os brasileiros. Do total de entrevistados em todo o país, 20% disseram ter diagnóstico médico de colesterol alto. Nesse caso, são as mulheres que registram percentual acima da média nacional, de 22,2%, contra 17,6% entre os homens. Em ambos os sexos, a doença se torna mais comum com o avanço da idade e entre as pessoas de menor escolaridade. Entre os que têm mais de 55 anos o índice ultrapassa 35%. O percentual de colesterol alto no Sudeste do país é 19,2%.
     
    MAIS EXERCÍCIOS – Apesar do avanço de fatores de risco como excesso de peso e colesterol alto, a população brasileira está mais atenta a hábitos saudáveis, com crescimento do número de pessoas que se exercitam regularmente e daquelas que mantém uma alimentação adequada, com maior presença de frutas e hortaliças e menos gordura.
     
    Segundo o Vigitel 2014, o brasileiro está se exercitando mais, com aumento de 18% nos últimos seis anos do percentual de pessoas que praticam atividade física no lazer. Este ano, 35,3% dos entrevistados disseram dedicar pelo menos 150 minutos do seu tempo livre na semana com exercícios, enquanto o índice de 2009 era de 29,9%. Na região Sudeste, o índice é menor que a média nacional, 34%.
     
    Os homens são mais ativos que as mulheres, 41,6% deles praticam o recomendado de atividade física contra 30% entre o público feminino. Os jovens, em ambos os sexos, são os que mais se exercitam, com índice de 50%. Mais uma vez, a escolaridade aparece como um fator importante. Enquanto 47,8% das pessoas que tem 12 anos ou mais de estudo praticam exercícios no tempo livre, entre os de escolaridade menor (até oito anos de estudo) o índice é 22,9%.
     
    Embora o número de pessoas que disseram praticar atividade física é maior que aqueles que não se exercitam, ainda é alto o índice da população fisicamente inativa, ou seja, que afirmam não ter feito nenhuma atividade nos últimos três meses: 15,4% dos entrevistados. Os mais inativos são os idosos com 65 anos ou mais (38,2%), mas 12% dos jovens de 18 a 24 anos disseram também não ter feito esforços físicos. Apesar disso, o hábito de ver televisão cai: o índice de pessoas que passam mais de três horas de frente para a telinha passou de 31% para 25,3% em nove anos.
     
    O sedentarismo está relacionado ao aparecimento de doenças crônicas, como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, 31% dos adultos com 15 anos ou mais não são suficientemente ativos. Esse índice no Brasil, segundo o Vigitel 2014, que soma apenas as pessoas com mais de 18 anos, é de 48,7%. O desafio assumido pelo Ministério da Saúde é reduzir esse percentual a 10% até 2025.
     
    Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes todo ano são atribuídas à atividade física insuficiente e o sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global, responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas.
     
    MENOS SAL E GORDURA – Outro hábito positivo para a saúde do brasileiro é que as frutas e hortaliças estão presentes na rotina da população. Do total de entrevistados, 36,5% disseram consumir esses alimentos cinco ou mais dias da semana. Mas o índice cai para 24,1%, equivalente a um quarto da população, quando se considera a quantidade recomendada pela OMS – cinco ou mais porções diárias, 400 g. As mulheres são as que mais diversificam seus pratos. O consumo recomendado de frutas e hortaliças entre elas sobe para 28,2% enquanto entre os homens cai para 19,3%.
     
    Já o consumo de carnes com excesso de gordura caiu. Entre 2007 e 2014, o percentual de entrevistados que disseram consumir esses alimentos passou de 32,3% para 29,4%. Nesse caso, os homens consomem duas vezes mais, com 38,4%, enquanto entre as mulheres o índice é de 21,7%. Apesar da busca por carnes mais magras, o sal continua bem presente no prato do brasileiro. A frequência de adultos que consideram seu consumo de sal muito alto ou alto foi de 15,6%, sendo maior entre os homens (17,4%). Esse percentual cai com a idade, mas aumenta com os anos de escolaridade.
     
    Segundo o Vigitel 2014, a percepção da população ainda é baixa em relação ao consumo de sal em excesso. O percentual deve ser ainda maior, uma vez que o estudo da POF/IBGE de 2008 mostrou que, naquela época, o consumo de sódio do brasileiro excedia em mais de duas vezes o limite máximo recomendado pela OMS, cinco gramas por dia. A média nacional é de 12 gramas.
     
    O consumo de refrigerantes e doces também está caindo. Dados de 2014 apontam que 20,8% da população toma refrigerante cinco vezes ou mais na semana, menor que o índice de 2007 (30,9%). Já os alimentos doces estão na rotina cinco ou mais dias da semana de 18,1% da população, sendo mais presentes nas refeições das mulheres (20,3%) que dos homens (15,8%). 
     
    A pesquisa mostrou ainda mudanças na alimentação relacionadas às rotinas mais modernas das famílias. Do total, 16,2% da população substitui o almoço ou a janta por lanche sete ou mais vezes na semana. Mesmo assim o consumo do feijão, tão popular no prato do brasileiro, permanece alto: 66% dos adultos consomem feijão cinco ou mais dias na semana.
     
    PROMOÇÃO DA SAÚDE – O acompanhamento desses números orientam as ações do Ministério da Saúde, que tem priorizado a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Uma das metas do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é deter o crescimento da obesidade e excesso de peso no país, bem como incentivar a adoção de hábitos saudáveis entre a população.
     
    As doenças crônicas são responsáveis por 72,4% dos óbitos dos brasileiros. O Ministério quer diminuir em 2% ao ano o número de mortes por estas doenças até 2022. O investimento no Sistema Único de Saúde em Atenção Básica, responsável por resolver até 80% dos problemas de saúde, cresceu 106% em quatro anos, chegando a R$ 20 bilhões em 2014. São quase 40 mil equipes de Saúde da Família, cobrindo 60% da população. As equipes contam com o apoio de profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas e de educação física que ficam nos 3.923 Núcleos de Apoio à Saúde da Família. Também são realizadas ações de promoção à saúde com mais de 18 milhões de alunos do ensino fundamental por meio do Programa Saúde na Escola.
     
    Sobre o incentivo a prática de atividade física destaca-se o Programa Academia da Saúde, que já conta com 1.568 polos com equipamentos e profissionais qualificados. Além disso, o novo Guia Alimentar para a População Brasileira e o livro Alimentos Regionais Brasileiros do Ministério da Saúde orientam as famílias a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação fast food.  
     
    O Ministério da Saúde apresenta também a campanha “Da Saúde se Cuida Todos os Dias”, com foco na Política Nacional de Promoção da Saúde, cujo objetivo é incentivar mudanças individuais e de comportamento da população. As informações serão divulgadas por meio de peças publicitárias e pelo portal www.saude.gov.br/promocaodasaude.

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