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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Alckmin economizará mais de meio bilhão de reais com pedalada na Nota Paulista

A partir deste semestre, governo diminuiu de 30% para 20% a devolução do ICMS pago pelo contribuinte paulista

Alckmin tem um secretario do PSB, que ameaça retirar o apoio
EDSON LOPES JR
Alckmin tem um secretario do PSB, que ameaça retirar o apoio
O governo de Geraldo Alckmin vai economizar ao menos R$ 630 milhões com as recentes alterações na restituição dos créditos do programa Nota Fiscal Paulista. A partir deste semestre, passa a valer uma nova fórmula de cálculo que diminui de 30% para 20% a devolução do ICMS pago pelo contribuinte.
Nessa lógica, considerando os valores restituídos nos últimos 12 meses (de julho de 2014 a junho de 2015), o desembolso dos cofres estaduais será mais de meio bilhão de reais menor.
Nesse período, os contribuintes pessoas física e jurídica – como hospitais e instituições de caridades – receberam cerca de R$ 2 bilhões em restituição. Ao mudar o percentual de devolução, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo vai economizar um terço disso, mesmo tendo aumentado os valores de prêmios e o números de sorteio. Os dados foram computados a partir de informações publicadas no site da Secretaria da Fazendo do Governo do Estado de São Paulo 
O que mudou na Nota Paulista
No dia 4 de julho, o governo de São Paulo alterou o calendário de restituição de créditos da nota fiscal paulista. Antes, devolvia os créditos acumulados de janeiro a junho em outubro do mesmo ano. O acumulado de julho a dezembro era pago em abril do ano seguinte. Agora a restituição dos créditos do primeiro semestre será feita apenas em abril do ano seguinte. Já os do segundo semestre serão restituídos em outubro do ano subsequente. Além disso, houve ainda a redução no percentual de devolução do ICMS ao contribuinte: caiu de 30% para 20% a partir dos créditos gerados no segundo semestre deste ano, que serão restituídos em outubro de 2016.
Segundo a Secretaria da Fazenda, esse montante será utilizado para aumentar valores dos sorteios e investir em áreas prioritárias. "O objetivo principal com a redução de dez pontos percentuais no montante distribuído aos consumidores pelo programa, aliada à decisão de postergar a liberação de créditos em seis meses, é preservar importantes recursos para investimentos e contribuem para o aumento dos repasses para áreas de atuação prioritária do Estado – como Educação e Saúde."
Essa é uma espécie de "pedalada fiscal" paulista – guardar o dinheiro de despesas em caixa para protelar pagamentos e fechar as contas de um ano com saldo maior, o chamado superávit. No primeiro semestre deste ano houve queda real de 4% na arrecadação de ICMS, principal fonte de arrecadação dos estados brasileiros. A arrecadação anual do tributo no âmbito da Fazenda estadual é de R$ 140 bilhões.
Em nota, a Assessoria de Comunicação da Secretaria da Fazenda informou que: a partir de novembro serão sorteados mensalmente 1.598.310 bilhetes eletrônicos (1.500.000 anteriores) e o valor total da premiação passa de R$ 17 milhões para R$ 19,5 milhões. Os três prêmios principais, de R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil, tiveram seus valores multiplicados por dez - os participantes do programa passam a concorrer todos os meses a prêmios de R$ 500 mil, R$ 300 mil e R$ 200 mil. "Essas alterações valem para todos os participantes do programa Nota Fiscal Paulista: consumidores, condomínios, entidades sem fins lucrativos credenciadas no programa e empresas do Simples Nacional."
Alteração das regras da nota paulista fere princípio da previsibilidade
Marcelo Luiz Alves Fernandez, diretor adjunto da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, explica que tudo está sendo feito dentro da lei. “Tudo é uma questão de ponto de vista. Isso não pode ser considerado ilegal ou irregular. A mudança acontece em momento de crise econômica, de desaceleração da economia, o que não é novidade. A responsabilidade do gestor público é a de preservar recursos, porque quer preservar outras áreas sem elevar a carga tributária.”
Fernandez enfatiza que as alterações nas regras foram feitas três meses antes da liberação dos valores arrecadados no primeiro semestre – e que seriam liberados em outubro –, mas agora só serão liberados em abril de 2016. “Portanto [as mudanças ocorreram] três meses antes, para que as pessoas possam se reprogramar, para que o dinheiro não faça falta em outubro. Os valores acumulados em créditos pelos cidadãos continuam valendo, mas serão disponibilizados no próximo período, sem perdas.”
Segundo o escritório de Advocacia Gandra Martins, a lei dá à Fazenda estadual a liberdade de diminuir o percentual das restituições de crédito. Por isso, o ato administrativo não fere a lei, mas as alterações ferem dois importantes princípios do direito tributário: o da previsibilidade e o da moralidade. Se o contribuinte contava com aquele recurso, ele tinha uma justa expectativa, que será frustrada neste ano. A modificação dos valores e prazos para devolução dos recursos teria de ser feita a posteriori, não retroativamente.
Outro público participante do programa que será prejudicado é o composto por instituições sem fins lucrativos, como hospitais e ONGs, que perderão parte da renda deste ano. Segundo dados da Fazenda de SP, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo arrecadou R$ 11,4 milhões (R$ 1,9 milhão em sorteios), desde o advento do programa, em 2009.
A Fazenda estadual esperou acabar o último mês do primeiro semestre, junho, para divulgar a regra que adia os recursos acumulados exatamente nesse período. O ideal neste caso, aponta o escritório de advocacia, seria que a mudança valesse a partir do início de um novo período programático, neste caso em 2016. Previsibilidade é o componente é essencial para segurança jurídica. 
Já o princípio da moralidade foi ferido porque o cidadão tem de poder confiar no Estado, portanto não pode ser pego de surpresa. Ele determina que o Estado tem de ser ético para que o cidadão também seja. Quando o Estado dá exemplos de não cumprimento daquilo que se compromete, o cidadão recebe aquilo como exemplo e se sente no direito de fazer da mesma forma.
No entendimento de André Félix, advogado tributarista, sócio do Innocenti Advogados Associados e professor de direito tributário, as alterações feitas não ferem a lei. “Não há uma regra institucional de repasse desses créditos. Isso é um benefício que o governo estadual concede no sentido de conscientizar o contribuinte a pedir nota fiscal e o estabelecimento comercial a recolher o imposto. Estamos em tempos de ajustes, de crise, e o Estado não seria nem obrigado a continuar com o benefício. Acho certo que interesse público se sobreponha ao privado.”
Para ex-presidente do Tribunal de Contas de SP, mudança é "calote"
Antonio Roque Citadini, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), classificou como calote as mudanças no programa Nota Fiscal Paulista, determinadas pelo secretário da Fazenda de Geraldo Alckmin, Renato Villela, no calendário de restituição dos créditos. Citadini afirmou que esse assunto deve inclusive ser analisado nas contas do Estado de 2015, que será votada em 2016. 
“Da noite para o dia, o governo anuncia que o prêmio, que era de 30% cai para 20%, que o pagamento para outubro não mais será em outubro e arrasa a credibilidade do programa que ele criou, que ele fez, que foi tão exitoso. Compromete o presente, compromete o futuro", afirmou o conselheiro em sessão plena do tribunal realizada na quarta-feira (22), na sede do TCE-SP.
Citadini informou na sessão que encaminhará ao conselheiro relator das contas do governo esse tema como um ponto importante de discussão no ano que vem, “porque é muito grave”.
"Em termos concretos, o governo está dando um calote. Isso chama calote. O governo ia pagar em outubro e não vai mais pagar em outubro. isso é um calote. É o termo adequado."
Para Citadini, o aperto na economia não justifica a ação do governo estadual. “É certo que vivemos diminuição de receita. Vivemos um período de atividade econômica cada vez menor e com receita cada vez menor. Mas essa mudança é um tiro de canhão no casco do navio, retira toda credibilidade do programa.”
Na sessão, o conselheiro cita exemplos de outros Estados que seguiram a lógica da nota fiscal paulista, mas não conseguiram o êxito. "Aqui havia uma adesão popular. Quem compra cafezinho no bar pede para botar na nota [paulista]. Aí vem o governo e dá um tiro típico de economista, típico de burocrata. Destrói a credibilidade [governo de SP]. O secretário fez o cálculo. Eu vi o cálculo dele, e disse 'tô gastando muito com o prêmio'. Mas é aquele prêmio que juntou milhares de pessoas e agora destrói a credibilidade. Quem é que vai entrar num outro programa do governo, da secretaria, sabendo que no primeiro aperto, o governo tira?", questionou para os outros conselheiros.

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    Nova legislação contra cyberbulying pode tornar crime divulgar o Evangelho nas redes sociais

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    Nova legislação contra cyberbulying pode tornar crime divulgar o Evangelho nas redes sociais
    Uma nova lei aprovada recentemente para combater o cyberbullyingentre os internautas da Nova Zelândia pode, ao final das contas, limitar a liberdade religiosa e levar à prisão quem compartilhar o Evangelho nas redes sociais.
    A lei prevê que, qualquer pessoa que cause “sofrimento emocional grave” a terceiros, através de redes sociais, como Facebook e Twitter, pode ser considerado como trangressor da lei.
    As mensagens passíveis de punição são as que forem consideradas racistas, sexistas, críticas às diversas orientações sexuais existentes, preconceituosas em relação a deficiências físicas ou intolerantes religiosamente falando.
    No entanto, o perigo à liberdade de expressão de cristãos mora justamente nesse ponto. Qualquer usuário poderá denunciar um post que fale sobre a fé cristã, ou que explique que dentro do cristianismo a homossexualidade é vista como uma ofensa a Deus.
    O critério para definir se a mensagem é ofensiva será o pessoal. Caso alguém fique ofendido com a mensagem, poderá denunciar, e se a denúncia for aceita, o autor estaria sujeito às sanções previstas na lei.
    Segundo informações do Berean Research, os casos que se enquadrem nessa tipificação podem ser resolvidos com mediação judicial, multa de até US$ 134 mil ou prisão. De acordo com a lei, incitações ao suicídio também são passíveis de prisão de até três anos.
    “Muitas vezes, esquerdistas dizem que cristãos incitam jovens com gênero confuso ao suicídio, porque nós representamos a definição bíblica do casamento, que é entre um homem e uma mulher, e que todo o pecado sexual é pecado”, afirmou Amy Spreeman, editora do Berean, ilustrando como a nova lei permite distorções e abusos.
    A alternativa aos editores de sites cristãos seria retirar do ar todo o material considerado ofensivo em até 48 horas após o registro da denúncia, uma forma de censura. “Qualquer pessoa que tenha um site como o nosso, ou qualquer um que compartilhe as Escrituras ou artigos sobre a verdade bíblica, está avisado. Sua liberdade como você conhecia será destruída caso a legislação seja mantida”, concluiu.

    Estelionatário que se passava por juiz federal enganou até namorada

    João Marcelo Pereira Debortoli, de 43 anos, também praticou golpes na Bahia. Ele foi preso em Santa Catarina enquanto tentava iniciar um novo golpe
    Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
    Atualizado em 23/07/2015 08:47:21
      
    Um estelionatário que se passava por juiz federal foi preso, ontem, pela polícia gaúcha. Segundo as investigações, o homem de 43 anos fez fortuna aplicando golpes em vários estados do país. As vítimas eram pessoas que vendiam imóveis ou carros de luxo, que eram atraídas para negócios supostamente vantajosos e acabavam entregando dinheiro ao golpista.
    Falso juiz aplicou golpe em cafeteria
    (Foto: Reprodução/RBS TV)
    Imagens feitas por uma câmera de segurança de uma cafeteria no Centro de Porto Alegre flagraram o falso juiz em ação. No vídeo, ele conversa com um futuro parceiro de negócios e diz que está interessado em alugar imóveis. O homem que se apresenta como juiz, na verdade, é um estelionatário conhecido. 

    A ficha de João Marcelo Pereira Debortoli, de 43 anos, é longa. Praticou golpes em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Bahia. Há dois anos, chegou a ser preso em Maceió, Alagoas. “Sempre bem arrumado, muito educado, com nível social alto, fala de tudo, muito tranquilo e convence. Os argumentos dele convencem. Eu digo que é o perfil típico do estelionatário”, diz o delegado Juliano Ferreira, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

    “Ele fica o tempo todo rente a ti. Não deixa pagar nada. Ele paga tudo, tudo. Uma pessoa, no vestuário, assim, que tu jamais vais desconfiar”, afirma uma vítima, que prefere não se identificar. “Impressiona a conversa dele. Fala em milhões”, conta a vítima. O golpe é simples. 

    O estelionatário procurava carros e imóveis de luxo em anúncios de jornais. Depois, combinava um encontro com os proprietários. Durante a conversa, se apresentava como juiz e comentava sobre outros negócios. “[Ele] fala que tem possibilidades de compra de imóveis penhorados, sob julgamento dele. Um imóvel que vale R$ 1 milhão, ele diz que com R$ 10 mil é possível comprar o imóvel mais à frente”, explica o delegado.

    Caso a vítima demonstrasse interesse, ele se oferecia para intermediar o negócio. Dizia que o investimento era de 5% ou 10% do valor. Depois de pegar o dinheiro das vítimas, ele desaparecia.  A polícia descobriu que o golpista fazia cerca de 700 ligações telefônicas por dia. Escutas telefônicas revelaram como ele atraia as vítimas e as convencia a fazer um falso negócio. 

    Nem a própria namorada escapava do falso juiz. Ele depositou um cheque sem fundos de R$ 39 milhões na própria conta e mostrou o extrato para a mulher, dizendo que era dinheiro de uma venda de terras no Sul. E a namorada já sonhava com o carro novo. O falso juiz foi preso pela Polícia Civil gaúcha em Santa Catarina enquanto tentava iniciar um novo golpe.

    Homem é linchado após matar menino de 6 anos que tentou impedir estupro da irmã

    Cerca de 300 moradores, armados com pedras e pedaços de pau, avançaram sobre a viatura e retiraram o suspeito de dentro do veículo
    Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
    Atualizado em 23/07/2015 09:13:18
      
    Suspeito já havia sido preso, mas 300 moradores atacaram 
    viatura e lincharam o homem 
    (Foto: Reprodução/Alerta Rondônia)
    Um homem de 33 anos foi linchado por cerca de 300 moradores da Vila de Samuel, em Rondônia, a 50 quilômetros de Porto Velho, após ser preso por homicídio e tentativa de estupro. Segundo a polícia, ele tentou estuprar uma menina de oito anos e matou o irmão dela, de seis anos. 

    De acordo com o boletim de ocorrência, no final da tarde de terça, o suspeito chegou à casa da menina e ofereceu R$ 10 para que ela tivesse relações sexuais com ele. A criança negou e foi atacada pelo homem. A vítima gritou e o irmão dela entrou no cômodo, tentando defendê-la. 

    O suspeito pegou um pedaço de madeira e feriu a cabeça do menino, depois desferiu um golpe de faca no peito do garoto. Quando percebeu a gravidade dos ferimentos, o homem pediu ajuda a um vizinho das vítimas, mas o menino não resistiu. 

    Moradores da vila detiveram o suspeito e acionaram a polícia, que começou a procurar o padrasto das crianças. Quando os agentes faziam a busca, já com o suspeito dentro da viatura, dois caminhões bloquearam a passagem. Neste momento, cerca de 300 moradores, armados com pedras e pedaços de pau, avançaram sobre o veículo para linchar o suspeito.

    Nike dá US$ 30 milhões para funcionário ficar na empresa por cinco anos

    Mark Parker trabalha na empresa desde 1979 e já ganhou bônus de US$ 10.000 em 2015 para celebrar seu 35º ano na companhia
    Redação iBahia
    Atualizado em 23/07/2015 11:19:46
      
    A Nike deu a Mark Parker, CEO da empresa, um prêmio avaliado em US$ 30 milhões, em ações,  sob a condição de que ele não saia do grupo pelos próximos cinco anos. Antes, o CEO de 59 anos tinha recebido prêmios em ações no valor de US$ 3,5 milhões nos três últimos anos fiscais, de acordo com uma empresa divulgada pela empresa.
    Foto: Luis Gene/AFP
    O funcionário é CEO da Nike desde 2006, conta com o apoio de Phil Knight, um dos fundadores da empresa, para sucedê-lo como presidente do conselho no próximo ano, quando Knight se aposentar. Parker terá que ampliar o legado de Knight por conta do crescimento de concorrentes como a Adidas AG. O comitê de compensações da Nike, liderado por Tim Cook, CEO da Apple Inc., analisou o “sólido desempenho do Sr. Parker” e “a importância de retê-lo” para definir o tamanho do prêmio, de acordo com o documento.As ações da empresa subiram 46 por cento nos últimos 12 meses.
    “Ao conceder esse prêmio em ações, Phil Knight e o conselho de diretores da Nike reconhecem a liderança excepcional de Mark Parker e seu papel fundamental na condução da estratégia de crescimento da Nike Inc. durante muitos anos”, disse Greg Rossiter, porta-voz da empresa, em um comunicado enviado por e-mail.

    Parker entrou na Nike como designer de sapatos em 1979 e já ocupou cargos de marketing e design. A empresa concedeu-lhe um bônus de US$ 10.000 no ano fiscal de 2015 para celebrar seu 35º ano na companhia, como mostra o documento divulgado. As informações são da Exame.
    iBahia.com

    Pílula do dia seguinte antiaids começa a ser distribuída hoje

    A profilaxia pós-exposição, como o tratamento é chamado, é indicado para todos que tiveram risco de contato com o vírus causador da aids
    Estadão Conteúdo
    Atualizado em 23/07/2015 09:48:07
      
    Pílula do dia seguinte antiaids começa a ser distribuída hoje
    O uso unificado da "pílula do dia seguinte" para aids começa a valer a partir desta quinta-feira (24). Com a publicação no Diário Oficial da União do novo protocolo de diretrizes terapêuticas, todas as pessoas que tiverem enfrentado uma situação de risco para o vírus HIV passam a ter acesso aos medicamentos antiaids em qualquer serviço especializado.
    A profilaxia pós-exposição, como o tratamento é chamado, é indicado para todos que tiveram risco de contato com o vírus causador da aids. Isso pode acontecer tanto num acidente ocupacional, como médicos ou enfermeiros que tiveram contato com sangue de paciente, quanto com vítimas de violência sexual ou pessoas que tiveram relação sexual desprotegida. Para ter eficácia, no entanto, o tratamento, feito ao longo de 28 dias, tem de ter início no máximo até 72 horas após a exposição ao vírus. O ideal é que o ele seja iniciado nas primeiras duas horas após a exposição.
    O objetivo da nova estratégia é facilitar o acesso e, principalmente, evitar a recusa de alguns serviços de fornecer a terapia, eficaz para prevenção da doença. "Antes da mudança, havia o entendimento incorreto de que um serviço especializado poderia atender apenas a um grupo determinado", afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
    Com isso, serviços que prestam atendimentos a vítimas de violência, por exemplo, alegavam que só poderiam fornecer remédios às mulheres ali atendidas. "A maior parte das recusas ocorria para pessoas que recorriam ao serviços depois de manter relações sexuais desprotegidas", completou Mesquita.
    O Ministério da Saúde não tem estimativa de qual será o impacto da mudança. Para facilitar o acesso aos serviços, o Ministério vai lançar um aplicativo em dezembro com orientações sobre os postos mais próximos de distribuição. Além de centros de serviços especializados em DST-Aids, em algumas cidades antirretrovirais são fornecidos também em unidades de emergência. "Nos casos de serviços 24 horas, a distribuição de medicamentos não é feita para 28 dias. Os serviços dão o suficiente para três ou quatro dias de terapia e pedem que o paciente retorne, num segundo momento, para pegar o restante."
    A terapia começou a ser ofertada no Sistema Único de Saúde nos anos 90, inicialmente para profissionais de saúde que tiveram contato com materiais contaminados ou sob risco de contaminação. Em 1998, a terapia foi estendida para vítimas de violência sexual e, em 2011, passou a ser ofertada também a todos os que tiveram uma relação sexual desprotegida.
    Conferência
    Mesquita, que está na Conferência Internacional de Aids, em Vancouver, no Canadá, contou que neste ano o Brasil definirá a estratégia para outra forma de prevenção à doença: o uso dos antiaids antes da relação sexual desprotegida. Neste caso, em vez de "pílula do dia seguinte", os remédios agiriam como uma "vacina".
    Hoje, dois estudos estão em andamento, para verificar a adesão de voluntários. "A eficácia da terapia pré-exposição está comprovada. O que observamos é o comportamento de pacientes voluntários, se eles mantêm o uso de remédios, se aprovam a estratégia", contou. Resultados de estudo conduzido na Fiocruz foram animadores. A ideia é definir se a estratégia pode ser incluída no programa brasileiro a partir de 2016.
    Estadão Conteúdo

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