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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Fugitivos de Alcatraz em 1962 podem estar vivos e no Brasil, diz família

Justiça dos EUA acreditava que presos tinham morrido no mar em fuga. Em documentário, parentes mostram fotos que provariam o contrário.
13/10/2015 17h49 - Atualizado em 13/10/2015 18h50

Do G1, em São Paulo

Imagem mostraria os irmãos Clarence e John Anglin no Brasil em 1975; família diz que eles sobreviveram à fuga e vieram para o país (Foto: Divulgação/History Channel/Arquivos da família Anglin)
Imagem mostrada em documentário que poderia, segundo a famiília, ser dos irmãos Clarence e John Anglin no Brasil, em 1975 (Foto: Divulgação/History Channel/Arquivos da família Anglin)
Três prisioneiros que escaparam da lendária penitenciária de Alcatraz, nos EUA, há mais de 50 anos -- e que todos acreditavam que haviam morrido durante a fuga -- podem estar vivos e morando no Brasil.
É o que alegam familiares dos americanos John Anglin, Clarence Anglin e Frank Morris, que escaparam da antiga prisão localizada em uma ilha de San Francisco em 1962, segundo informações do jornal britânico "Telegraph". Os corpos dos três nunca foram encontrados, mas autoridades atribuíram a eles alguns ossos achados na baía de San Francisco na época.
Acreditava-se que, assim como acontecera com todas as outras pessoas que conseguiram escapar da fortaleza, eles não tinham sobrevivido à fuga nas águas da baía de San Francisco.
Fotos do Departamento de Justiça dos EUA mostram os detentos Frank Morris, Clarence Anglin e John Anglin na época em que fugiram e, abaixo, a reconstituição de como eles estariam hoje (Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA)
Fotos do Departamento de Justiça dos EUA mostram os detentos Frank Morris, Clarence Anglin e John Anglin na época em que fugiram e, abaixo, a reconstituição de como eles estariam hoje (Foto: Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA)
Mas, segundo depoimentos e novas evidências mostradas em um documentário do canal “History” nesta segunda-feira (12), a história pode ter sido diferente. “Alcatraz: Search for the Truth” (Alcatraz: busca pela verdade) mostra depoimentos de familiares dos presos.
Pela primeira vez, eles cooperaram com os investigadores e forneceram gravações de áudio e fotografias inéditas que, segundo eles, provam que os dois homens sobreviveram à fuga e podem estar vivos até hoje, com cerca de 80 anos.
Cartões de Natal e fotografias
A prisão de Alcatraz, em San Francisco (Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP)
A prisão de Alcatraz, em San Francisco (Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP)
Irmãos, John e Clarence Anglin foram encarcerados em Alcatraz por assalto à mão armada. Na prisão, conheceram Frank Morris, com quem planejaram a fuga.
Os três cavaram túneis em suas celas e navegaram até a costa em uma balsa feita com capas de chuva roubadas. Para enganar os guardas, fizeram cabeças em tamanho real de papier-mâché e colocaram nas camas, como se fossem eles dormindo. A história inspirou o filme “Alcatraz – Fuga Impossível” (1979), com Clint Eastwood.
Os presos fizeram cabeças de papier-mâché e as colocaram nas camas para enganar os guardas (Foto: FBI/Divulgação)
Os presos fizeram cabeças de papier-mâché e as colocaram nas camas para enganar os guardas (Foto: FBI/Divulgação)
Segundo a família, a mãe de John e Clarence recebeu por três anos cartões de Natal assinados pelos filhos. A caligrafia foi analisada e acredita-se que seja deles, apesar de a data dos cartões não ter sido comprovada.
A família também afirma que um exame de DNA revelou que os restos mortais achados na área não pertenciam a eles.
Os parentes dos presos mostraram ainda fotografias que mostrariam os três homens bem mais velhos do que quando escaparam. Uma delas mostra os irmãos Anglin em um lugar que seria o Brasil.

Google deve pagar R$ 250 mil a Daniella Cicarelli por vídeo íntimo

Apresentadora havia conseguido parecer favorável no Tribunal de Justiça. STJ julgou que multa diária de R$ 250 mil atingiu 'patamares estratosféricos'.
13/10/2015 18h24 - Atualizado em 13/10/2015 21h03

Do G1, em São Paulo

A modelo Daniela Cicarelli desfila durante a São Paulo Fashion Week em 2005 (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo)
A modelo Daniela Cicarelli desfila durante a São
 Paulo Fashion Week, em 2005
 (Foto: Filipe Araújo/Estadão Conteúdo)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta terça-feira (13) que o Google deve pagar multa de R$ 250 mil reais à apresentadora e modelo Daniella Cicarelli por não impedir que um vídeo íntimo dela fosse publicado no YouTube. O mesmo valor deve ser pago ao empresário Tato Malzoni, que aparece com ela em uma praia na Espanha.
Em 2006, o então casal foi filmado dentro do mar de Cádiz, na Espanha, e o vídeo foi publicado em diversas plataformas, entre elas o YouTube. Ambos pediram a retirada das publicações ao Google, dono do site, e conseguiram decisão favorável no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que determinava que a empresa devia impedir novas divulgações. A multa estabelecida era de R$ 250 mil diários.
A 4ª turma do STJ decidiu que o valor era alta demais, e julgou que o Google deve pagar apenas uma parcela da multa a cada um dos envolvidos. "Mesmo com a multa diária de R$ 250 mil poder-se-ia dizer que o valor para as partes atingiu patamares estratosféricos", afirmou o minuistro Luis Felipe Salomão, que relatou o caso. Segundo seus cálculos, o valor ultrapassaria R$ 160 mihões.
Os advogados, tanto do Google quanto de Cicarelli ou Malzoni, ainda podem entrar com recurso.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

'Não vai ficar assim não', diz mãe de vigilante que levou tiro na cabeça

PM registrou morte de vigilante de 39 anos como atropelamento em SP. Testemunhas dizem que PM atirou durante perseguição na Zona Leste.
13/10/2015 17h35 - Atualizado em 13/10/2015 17h47

Por Tatiana Santiago
Do G1 São Paulo



A mãe do vigilante Alex de Morais, de 39 anos, disse que o filho “não merecia o que fizeram com ele”. O homem foi morto na madrugada deste domingo (11) após ser atingido na cabeça por uma bala perdida em Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo. Os policiais militares que atenderam a ocorrência registraram o caso como atropelamento. “Era um menino com saúde, perfeito, não vai ficar assim, não”, afirmou a aposentada Francelina Veiga de Morais.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que foi instaurado inquérito policial para apurar o caso. A Polícia Militar também instaurou Inquérito Policial Militar sobre o ocorrido (veja a íntegra da nota abaixo).
A mãe pediu punição pelo responsável pela morte do vigilante. "Quero Justiça porque ele não merecia o que fizeram com ele. Um menino bom, educado, trabalhador e ter uma morte dessa, que ele não merecia", disse. "Aquele lá era tudo para mim. Muito educado, brincalhão, ninguém tinha o que falar dele."

O médico falou comigo que meu filho não foi atropelado e, sim, baleado. Ele falou que não quebrou um dedinho dele, não tinha nada, mas tinha um buraco na cabeça"
—  Francelina Veiga de Morais, mãe do vigilante
O caso ocorreu na Rua Edgar Pinto Cesar, por volta das 2h50, após a vítima seguir em direção a sua casa depois de sair do trabalho em uma casa noturna na Zona Oeste da capital paulista. O vigilante tinha acabado de descer do ônibus e andava em direção a sua casa quando foi atingido.
A declaração de óbito diz que a vítima teve traumatismo crânioencefálico após ser atingida por um objeto perfurante contundente na cabeça. No entanto, os PMs contaram na delegacia que encontraram a vítima caída no chão e inconsciente após a passagem de uma motocicleta com dois homens em alta velocidade.
Vizinhos ouviram o barulho de um tiro sendo disparado. Testemunhas relataram ao G1 que os policias perseguiam a motocicleta quando dispararam um tiro que teria atingido acidentalmente o vigilante. Na sequência, um dos policiais desesperado teria declarado que “fez besteira”, de acordo com o relato da vizinhança.
Alex de Morais (ao lado do filho) morreu quando voltava do trabalho (Foto: Arquivo pessoal)
Alex de Morais (ao lado do filho) morreu quando voltava do trabalho (Foto: Arquivo pessoal)
A vítima foi encaminhada ao Hospital Santa Marcelina e morreu horas depois. Francelina contou ao G1 que o médico que atendeu seu filho no hospital disse que ele foi vítima de tiro na nuca e que não tinha nenhuma fratura no corpo ou sinal de atropelamento.
 Francelina conta que estava dormindo quando soube que o filho tinha sido atropelado. "O médico falou comigo que meu filho não foi atropelado e, sim, baleado. Ele falou que não quebrou um dedinho dele, não tinha nada, mas tinha um buraco na cabeça dele."
O boletim de ocorrência feito pelos PMs no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela) não mencionam o ferimento na cabeça da vítima. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa (quando não há intenção) e fuga do local do acidente.
Por esse motivo, a família voltou na delegacia e pediu a modificação no boletim de ocorrência. Como a solicitação não foi atendida, os familiares decidiram registrar o caso no 53º DP (Parque do Carmo) como morte suspeita.
De acordo com Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do movimento Nacional de Direitos Humanos, os policiais envolvidos na ocorrência podem ser investigados por homicídio e fraude processual, já que forneceram uma versão falsa sobre a causa da morte.
Veja íntegra da nota da Polícia Militar:
"A Polícia Militar informa que durante um acompanhamento policial a uma motocicleta, na madrugada de domingo (11), no bairro de Sapopemba, PMs localizaram uma pessoa ferida. A princípio, acreditaram que ela teria sido atropelada e acionaram o resgate, que a socorreu ao Hospital Santa Marcelina. O caso foi então apresentado no 69º Distrito Policial como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Posteriormente, apareceram relatos de que a vítima havia sido baleada, fato confirmado na declaração de óbito. O delegado titular do 70º Distrito Policial, Luiz Eduardo de Aguiar Marturano, que assumiu o caso por ser responsável pela área onde ele ocorreu, informa que há inquérito instaurado. Ele aguarda o laudo do exame necroscópico que confirmará a causa da morte. A investigação segue em andamento. A PM também instaurou Inquérito Policial Militar para apuração dos fatos."
Mãe mostra foto de jovem que morreu com tiro na cabeça na Zona Leste de SP (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Mãe mostra foto de jovem que morreu com tiro na cabeça na Zona Leste de SP (Foto: Tatiana Santiago/G1)

Governo de SP prevê aumento de 360 escolas com ciclo único em 2016


Do UOL, em São Paulo  13/10/2015 - 13h33 

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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo prevê mais 360 escolas de segmento único em 2016, um aumento de 25% -- atualmente há 1.443 escolas desse tipo. A pasta divulgou a informação por meio de nota na última sexta-feira (9).
Isso significa que essas escolas passarão a ter alunos de apenas uma das três etapas: ensino fundamental 1, fundamental 2 ou médio.
Ainda segundo a nota, "estudo preliminar da secretaria indica que um terço dos municípios paulistas serão contemplados com as mudanças já em 2016".
Ao final da reestruturação, 1 milhão de alunos serão atingidos -- no total, a rede tem cerca de 5,3 mil escolas e mais de 4 milhões de alunos segundo o site da instituição.
O objetivo das mudanças é "diminuir a quantidade de segmentos nas escolas e, quando possível, colocar alunos da mesma faixa etária estudando na mesma unidade".
Calendário
O governo do Estado de São Paulo enviou às 91 diretorias de ensino sua proposta de reorganização das escolas -- estas, por sua vez, têm até o final do mês para fazer uma contraproposta. Alunos saberão se vão mudar de escolas - ou não -- no dia 14 de novembro.
Segundo a secretaria, os alunos que mudarem de escola serão transferidos dentro do limite de 1,5 km de distância entre a escola atual e a nova unidade. Ainda segundo a pasta, "o mesmo vale para professores e servidores da rede estadual que atuam nas escolas reorganizadas".
Protestos
Após a notícia de que o governo do Estado de São Paulo pretende reorganizar escolas por ciclo único, estudantes, pais e professores passaram a se preocupar com a transferência para unidades que fiquem mais distantes de suas casas, com a realocação para salas de aulas lotadas e, até, o fechamento de algumas instituições.
Alunos ouvidos pelo UOL durante a manifestação da manhã do dia 9 de outubro na avenida Paulista afirmaram que não estão sendo consultados sobre a mudança. Eles ficaram sabendo do possível fechamento das escolas pelos diretores e pelos professores informalmente. Desde o dia 1 de outubro, houve pelo menos três protestos na capital paulista - uma manifestação no dia 1, outra no dia 6 reunindo 56 escolas e mais uma, na avenida Paulista no último dia 9 quando quatro pessoas foram detidas.
Há um novo protesto marcado para o dia 15 de outubro, às 10h, no Palácio dos Bandeirantes.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Salário Mínimo - Período 2000 a 2015

Salário Mínimo - Período 2000 a 2015

VIGÊNCIAVALOR MENSALVALOR DIÁRIOVALOR HORANORMA LEGALD.O.U.
01.01.2015R$ 788,00R$ 26,27R$ 3,58Decreto 8.381/201429.12.2014
01.01.2014R$ 724,00R$ 24,13R$ 3,29Decreto 8.166/201324.12.2013
01.01.2013R$ 678,00R$ 22,60R$ 3,08Decreto 7.872/201226.12.2012
01.01.2012R$ 622,00R$ 20,73R$ 2,83Decreto 7.655/201126.12.2011
01.03.2011R$ 545,00R$ 18,17R$ 2,48Lei 12.382/201128.02.2011
01.01.2011R$ 540,00R$ 18,00R$ 2,45MP 516/201031.12.2010
01.01.2010R$ 510,00R$ 17,00R$ 2,32Lei 12.255/201016.06.2010
01.02.2009R$ 465,00R$ 15,50R$ 2,11Lei 11.944/200929.05.2009
01.03.2008R$ 415,00R$ 13,83R$ 1,89Lei 11.709/200820.06.2008
01.04.2007R$ 380,00R$ 12,67R$ 1,73Lei 11.498/200729.06.2007
01.04.2006R$ 350,00R$ 11,67R$ 1,59MP 288/200631.03.2006
01.05.2005R$ 300,00R$ 10,00R$ 1,36Lei 11.164/200522.04.2005
01.05.2004R$ 260,00R$ 8,67R$ 1,18MP 182/200430.04.2004
01.04.2003R$ 240,00R$ 8,00R$ 1,09MP 116/200303.04.2003
01.04.2002R$ 200,00R$ 6,67R$ 0,91MP 35/200228.03.2002
01.04.2001R$ 180,00R$ 6,00R$ 0,82MP 2.142/2001 (atual 2.194-5)30.03.2001
03.04.2000R$ 151,00R$ 5,03R$ 0,69Lei 9.971/200024.03.2000

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