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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sabesp vê risco de ações terroristas e impõe sigilo sobre dados do abastecimento

Por Vitor Sorano - iG São Paulo  - Atualizada às 
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Cadastro da companhia ficará em segredo por 15 anos, o que impede população de saber onde não faltará água no rodízio

A Sabesp, companhia de abastecimento de água controlada pelo governo Alckmin (PSDB), impôs segredo sobre dados que permitiriam à população saber onde haverá abastecimento ininterrupto de água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em caso de rodízio. O argumento é que a divulgação desses dados poderia causar vandalismo e até mesmo, numa "hipótese remota", o "planejamento de ações terroristas", segundo a companhia.
Alckmin mostra construção de reservatório da Sabesp em Itapecerica da Serra, na Grande SP
Du Amorim/A2 FOTOGRAFIA/Governo de SP - 25.5.15
Alckmin mostra construção de reservatório da Sabesp em Itapecerica da Serra, na Grande SP
A decisão foi tomada em maio, durante a crise hídrica, e é usada pela Sabesp para não divulgar a lista de 626 "pontos prioritários"  que não podem sofrer desabastecimento. A companhia tem feito obras para garantir o abastecimento ininterrupto desses locais.
A reportagem do iG pediu a listagem desses locais em 25 de março, por meio do Serviço Estadual de Informações ao Cidadão (SIC), do governo do Estado. A Sabesp se negou a repassar e, em 24 de abril, informou que a lista  - reduzida para 492 locais - "prioriza" áreas de segurança pública e saúde como "hospitais e prontos-socorros, grandes clínicas de hemodiálise, presídios e centros de detenção provisória".
Em 11 de maio, após uma queixa da reportagem à Ouvidoria-Geral do Estado por descumprimento de prazos, a Sabesp enviou um e-mail ao órgão para reiterar que os dados não seriam divulgados a fim de evitar riscos "num cenário hipotético de rodízio drástico".
"A localização exata de cada ponto que teria abastecimento ininterrupto poderia ensejar ações com potencial para absoluto descontrole social, colocando inclusive em risco a vida dos pacientes desses hospitais, clinicas de hemodiálise etc.", justificou a companhia, no documento. "O dano ou a sua ameaça ao sistema de abastecimento público de água traria enorme prejuízo à sociedade, podendo ensejar inclusive depredações e violência contra os órgãos do Estado. O uso de tais informações para planejamento de ações terroristas é uma hipótese remota, porém não pode ser descartada."
Cinco dias depois, a Diretoria Colegiada da Sabesp decretou sigilo de 15 anos sobre todo o Cadastro Técnico e Operacional da companhia. A decisão foi divulgadada no Diário Oficial do Estado em 30 de maio, e livra a Sabesp de prestar qualquer informação sobre "procedimentos e projetos técnicos e operacionais" e "informações técnicas e localização de redes de água e esgoto, equipamentos e instalações de sistemas operacionais".
Presidente da Comissão de Controle Social dos Gastos Públicos da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Jorge Eluf avalia que pode existir justificativa para restringir alguns dados sobre a lista, mas que o argumento de terrorismo não pode ser usado para negar totalmente acesso aos dados.
"Não tem cabimento nenhum. Não consta que nós tenhamos atos de terrorismo [no Brasil]", afirma o advogado.  "Trata-se de justificativa genérica e insustentável, baseada em meras suposições."
Procurada, a Sabesp informou que atualmente há 461 pontos prioritários e que todos são hospitais, prontos-socorros, grandes centros de hemodiálise, presídios ou centros de detenção provisória. 
Sigilo encobre evidências de rodízio informal, diz sindicato
A classificação do Cadastro Técnico e Operacional como secreto também evita que a Sabesp tenha de fornecer, pelos próximos 15 anos, informações sobre os cortes de água relatados pela população e por funcionários da companhia durante a crise hídrica, segundo Rene Vicente dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema).
Segundo técnicos da companhia, embora negue ter implementado um rodízio, a Sabesp realizou cortes de água e não apenas reduziu a pressão durante a crise hídrica, conforme oiG revelou. Esses cortes foram feito por meio do fechamento de registros pelos funcionários, operações conhecidas como manobras.
Veja: Sabesp corta água e não só reduz pressão, denunciam técnicos da empresa
"Os manobristas não fecham uma rede sem uma ordem de serviço. Se você pegar um bairro em que falta água todo dia e olhar a documentação, vai mostrar que é o contrário do que eles estão divulgando."
Segredo sobre imóveis sem coleta de esgoto
A Sabesp alega que o sigilo não se aplica a todo o cadastro técnico e operacional, e se restringe "aos locais que, em um evento extremo, serão estratégicos para manter o abastecimento de água a equipamentos públicos essenciais." 
Mas não é isso que acontece na prática. O sigilo sobre os cadastros ténicos serviu para desobrigar a Sabesp de divulgar à população quais são os locais que não estão conectados ao sistema de coleta de esgotos mesmo onde há rede.
Em resposta a outro pedido de informações feito pela reportagem, a Sabesp inicialmente argumentou que divulgar a listagem desses locais poderia "desrespeitar o direito à intimidade, vida privada, honra e imagem, bem como das liberdades e garantias individuais" dos clientes. Depois, usou a imposição de sigilo para negar o acesso aos dados. A reportagem não pediu informações pessoais dos clientes.
Demitido da Sabesp - segundo ele, por criticar a companhia -, o tecnólogo Marzeni Pereira avalia que a decretação de sigilo sobre o cadastro técnico da Sabesp tem pouca eficácia para evitar atentados contra a rede de abastecimento de água.
"Risco de terrorismo? Se fosse assim, as estações elevatórias [que empurram a água ou esgoto de um local mais baixo para outro mais alto] não teriam identificação, como têm. E haveria vigilantes, como não há", afirma Pereira, integrante do coletivo Água Sim, Lucro Não.
A reportagem solicitou ao governo Alckmin a reavaliação da classificação em 1º de setembro, mas não obteve resposta. Na quinta-feira (8), a gestão tucana revogou o sigilo de 25 anos sobre dados do Metrô, da CPTM e da EMTU, companhias de trens e ônibus metropolitanos respectivamente. A imposição do segredo foi revelada pelo jornal "Folha de S.Paulo".

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    Escola indeniza famílias de alunos que morreram após professor hipnotizá-los

    Por iG São Paulo  - Atualizada às 
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    Estranho caso aconteceu na Flórida, nos EUA; Jornal relata que mais de 75 pessoas também foram hipnotizadas pelo docente

    Da esquerda para a direita: Brittany Palumbo, Marcus Freeman e Wesley McKinley; Alunos morreram após hipnose
    Huffington Post
    Da esquerda para a direita: Brittany Palumbo, Marcus Freeman e Wesley McKinley; Alunos morreram após hipnose
    A escola de Sarasota, situada no estado americano da Flórida, aceitou pagar US$ 200 mil às famílias de três estudantes que morreram após serem hipnotizados por um professor. As informações são do jornal americano Huffington Post.
    A decisão encerra uma estranha história iniciada em 2011, quando o professor George Kenney admitiu ter hipnotizado o aluno Wesley McKinley, de 16 anos de idade. O jovem cometeu suicídio no dia seguinte.
    Uma investigação posterior confirmou que o professor fez sessões de hipnose com mais de 75 estudantes e funcionários da escola por diversos motivos, de acordo com o jornal americano Herald-Tribune. Nesse grupo estavam Marcus Freeman, de 16 anos, e Brittany Palumbo, de 17. Os dois morreram pouco tempo após a hipnose: Freeman em um acidente de carro e Brittany por suicídio.
    Ainda de acordo com o Herald-Tribune, o professor hipnotizou Marcus Freeman, que era jogador no time de futebol americano do colégio, para ajudá-lo a se concentrar e a não se preocupar com dores durante os jogos. Keeney então teria tentado ensinar o jovem a se auto-hipnotizar.
    No dia 15 de março de 2011, Freeman dirigia ao lado de sua namorada no retorno de uma dolorosa consulta no dentista. A garota afirmou que o jovem estava dirigindo com uma aparência estranha e acabou capotando o veículo em uma rodovia.
    Já o aluno Wesley McKinley foi encontrado morto em seu quarto cerca de um mês antes do acidente qua matou Freeman. O estudante que dividia o cômodo com McKinley disse que o jovem foi hipnotizado pelo professor ao menos três vezes, incluindo no dia anterior ao seu suicídio.
    Não há, no entanto, nenhuma ligação criminosa entre as sessões de hipnose promovidas por Keeney e as mortes dos estudantes. Apesar disso, ele foi preso em 2012 por ter praticado a terapia hipnótica sem licença para tal.
      Leia tudo sobre: EUA • Hipnose • Suicídio • Escola • Estudantes

      Nota do Enem poderá ser usada para garantir vaga em universidades de Portugal

      Por Agência Brasil 

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      Instituto Politécnico de Portalegre, no sul do país europeu, se tornou a sexta instituição de ensino a firmar acordo com Inep

      Agência Brasil
      Candidatos poderão usar notas para ingressar em universidades portuguesas
      Carol Garcia/GOVBA
      Candidatos poderão usar notas para ingressar em universidades portuguesas
      Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão utitlizar suas notas para disputar vagas no Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), em Portugal. O IPP assinou um acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), organizador do exame, para aproveitar os resultados como forma de ingresso de estudantes brasileiros em seus cursos.
      O IPP fica na cidade de Portalegre, na região de Alentejo, sul do país. Está a duas horas da capital, Lisboa, e a quatro de Madri, na Espanha. É a sexta instituição de ensino portuguesa a utilizar o resultados do Enem para ingresso no ensino superior. O processo seletivo do IPP ocorre em junho de cada ano e a instituição poderá receber cerca de 100 estudantes brasileiros.

      O IPP tem escolas de educação, tecnologias e gestão, saúde e agrária. Entre os cursos, estão enfermagem, veterinária e tecnologia de produção de biocombustíveis, além de cursos em áreas pouco exploradas no Brasil, como equinicultura, que forma técnicos na criação e manejo de equinos.
      A inscrição no processo seletivo custa 20 euros. Os estudantes internacionais selecionados pagam por ano cerca de mil euros. Aqueles que desejarem se hospedar no campus podem alugar instalações cujo valor mensal varia de 73 a 110 euros e dispõem de descontos em alimentação.
      Desde 2014, o Inep tem acordo firmado com as universidades portuguesas de Coimbra e Algarve, Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) e o Instituto Politécnico do Porto. Neste ano, o Enem será realizado nos dias 24 e 25 de outubro e cerca de 7,7 milhões de pessoas deverão fazer as provas.
      A nota do Enem é usada para selecionar estudantes para vagas públicas e privadas de ensino superior e ensino técnico pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e pelo Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), respectivamente. Além de ser exigência para financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o programa de intercâmbio acadêmico Ciência sem Fronteiras. O Enem pode ser usado ainda como certificação do ensino médio.
        Leia tudo sobre: Enem 2015 • ensino superior • IPP • Portugal • Inep • mil euros • ProUni •

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