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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Hospitais poderão coletar evidência para investigação de violência sexual

Algumas unidades do SUS já estão treinadas para atendimento médico e legal.
Medida evita que mulher tenha de passar por exames mais de uma vez.

Do G1, em São Paulo
Exames realizados por alguns hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) em vítimas de violência sexual poderão a partir de agora ser usados em investigações policiais. A medida, que elimina a necessidade procedimentos nos IMLs, tem como objetivo evitar que as pessoas que enfrentam o problema tenham de se expor mais de uma vez para atendimento médico e medidas legais.
Segundo o Ministério da Saúde, 52 hospitais da rede já estão preparados para realizar exame físicos, descrição de lesões, registro de informações e coleta de vestígios que são frequentemente requisitados pela polícia.
“A medida reduz a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que as vítimas sejam submetidas a vários procedimentos”, afirmou comunicado do ministério. “Os profissionais serão capacitados para atender vítimas de agressão sexual por meio de força física (estupro), abuso sexual e casos relacionados a abuso sexual envolvendo crianças, dentro ou fora de casa.”
As equipes já treinadas para fazer o atendimento estão orientadas a coletar vestígios como sêmen, secreções vaginal e anal e outros fluidos depositados no corpo, importantes em investigações para identificar agressores.
O procedimento será feito na mesma ocasião em que a vítima recebe atendimento médico para tratamento de eventuais ferimentos, combate a doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. O ministério orienta as vítimas de violência sexual a discarem 180 – Central de Atendimento à Mulher --  para saberem como proceder e onde podem ser atendidas.

BBC 19/10/2 Número de pintas no braço pode sinalizar propensão a câncer de pele, indica pesquisa

Pessoas com mais de 11 pintas tem um risco maior que a média de desenvolver melanomas.

Da BBC
 Presença de determinados tipos de pinta no braço  pode indicar risco de câncer de pele, segundo estudo  (Foto: CDC/ Carl Washington, M.D., Emory Univ. School of Medicine; Mona Saraiya, MD, MPH)Presença de determinados tipos de pinta no braço pode indicar risco de câncer de pele, segundo estudo (Foto: CDC/ Carl Washington, M.D., Emory Univ. School of Medicine; Mona Saraiya, MD, MPH)
Se uma pessoa tem mais de 11 pintas no braço, ela pode ter um risco maior que a média de desenvolver câncer de pele do tipo melanoma, de acordo com um estudo britânico recém-publicado por pesquisadores do King’s College London.
O estudo, publicado no "British Journal of Dermatology", concluiu que as pintas do braço são uma boa amostra do total de pintas do corpo. Quem tem mais de 11 pintas no braço direito tem mais chance de ter mais de 100 pintas no corpo inteiro - e, consequentemente, possui risco maior de desenvolver um melanoma.
Os pesquisadores orientam levar em conta as pintas do braço - circulares, uniformes, de coloração marrom escura -, e não as sardas, que são mais clarinhas e muitas vezes temporárias.
A pesquisa usou dados de 3 mil gêmeos no Reino Unido.
Para os pesquisadores, clínicos gerais poderiam usar essa técnica para identificar pacientes com um risco maior que a média de desenvolver melanoma - tipo de câncer de pele menos comum, porém mais letal que o não-melanoma.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, houve estimados 5,8 mil novos casos de melanoma no Brasil em 2014, e 182 mil de não-melanoma.
Mas a presença de pintas não significa que a pessoa necessariamente terá câncer, apenas que seu risco de desenvolver a doença é maior e que ela deve tomar mais precauções, como usar protetor solar com frequência.
E é bom lembrar que a maioria das pintas é inofensiva. Devemos ficar atentos quando nossas pintas ganham coloração e formas assimétricas, quando elas aumentam de tamanho ou quando elas ficam inflamadas, sangram, formam casquinha ou causam coceira, informa o Sistema Público de Saúde britânico.
Os melanomas geralmente são pontos na pele que começam a se tornar escuros e a crescer. Podem aparecer em um ponto novo da pele ou sobre uma pinta pré-existente, que começa a mudar de forma e cor. Por isso, o risco do melanoma está relacionado ao número de pintas que o paciente tem.
Sardas e pintas
Os pesquisadores do King’s College London estudaram um grande grupo de gêmeas por um período de oito anos, coletando informações como tipo de pele, sardas e pintas.
Após repetirem o teste em um grupo menor de 400 homens e mulheres com melanoma, eles chegaram a essa maneira rápida e fácil para medir as chances de um paciente ter câncer de pele.
Mulheres com mais de sete pintas no braço direito tiveram uma probabilidade nove vezes maior de ter mais de 50 pintas no corpo todo.
Já aquelas com mais de 11 pintas no braço direito tinham uma probabilidade maior de ter maior de 100 pintas no corpo, significando que elas têm um risco maior de ter melanoma.
O principal responsável pelo estudo, o professor Simone Ribero, do departamento que pesquisa gêmeos e epidemiologia genética, disse que "as conclusões podem ter um grande impacto na assistência básica de saúde, permitindo que clínicos gerais estimem de maneira mais precisa o número de pintas de um jeito bastante rápido, em uma parte mais acessível do corpo".
Para a coautora do estudo, Veronique Bataille, contar as pintas do braço pode "acender um alerta" na cabeça do médico e fazer com que ele encaminhe os pacientes a especialistas.
Claire Knight, diretora de informação da organização Cancer Research UK, disse que o estudo é útil, mas salientou que menos da metade dos melanomas se desenvolvem que pintas pré-existentes.
"É importante saber o que é normal para sua pele e informar ao médico eventuais mudanças no tamanho da pinta, ou na cor ou ainda em seu formato", disse. "E não se deve apenas olhar para o braço – melanomas podem surgir em qualquer parte do corpo. São mais comuns no dorso dos homens e nas pernas das mulheres."

Desmoronamento de galeria na 'nova Serra Pelada' deixa ao menos 5 feridos

Desmoronamento ocorreu em galeria na Serra da Borda nesta segunda.
Justiça decretou saída de garimpeiros de jazida em Pontes e Lacerda (MT).

Renê DiózDo G1 MT
Um desmoronamento no garimpo da Serra da Borda (região de Pontes e Lacerda, a 483 km deCuiabá), deixou pelo menos cinco feridos na tarde desta segunda-feira (19). De acordo com o Corpo de Bombeiros, os garimpeiros foram soterrados após o desmoronamento de uma galeria aberta para a extração de ouro.
População se aglomerou em frente à Santa Casa após notícia do desmoronamento. (Foto: Júlio César Ferreira de Souza/Arquivo Pessoal)População se aglomerou na Santa Casa da cidade
(Foto: Júlio César de Souza/Arquivo Pessoal)
Segundo a corporação, pelo menos seis pessoas sofreram o soterramento e a Secretaria de estado de Saúde (SES) informou o número de cinco pessoas encaminhadas com ferimentos leves para a Santa Casa da cidade. Ainda há militares do Corpo de Bombeiros na Serra da Borda para averiguar se existem mais feridos.
Já chamada de "nova Serra Pelada", a jazida de ouro na Serra da Borda tem atraído garimpeiros profissionais e ocasionais há cerca de um mês.
A Justiça Federal já determinou o fechamento do garimpo devido à ausência de autorização por parte do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Os garimpeiros já foram informados da determinação de saídae a Polícia Federal (PF) também já foi notificada para fazer cumprir a decisão.
Desmoronamento
Segundo o Corpo de Bombeiros em Pontes e Lacerda, o desmoronamento ocorreu apenas em uma galeria específica, mas ela é interligada a outras já abertas na Serra da Borda.
Quando os primeiros dois militares chegaram ao local para a emergência, um dos seis garimpeiros que estavam dentro da galeria já havia sido resgatado por colegas que encontravam-se fora da escavação no momento do acidente.
Garimpeiros têm trabalhado na Serra da Borda sem autorização. (Foto: Reprodução / TVCA)Garimpeiros têm trabalhado na Serra da Borda sem autorização (Foto: Reprodução / TVCA)
Em seguida, outros dois garimpeiros conseguiram escapar do soterramento passando por túneis que interligam a galeria a outras na área, de modo que os militares precisaram resgatar apenas três trabalhadores. Eles também foram retirados apenas com escoriações.
Desmoronamento aconteceu em galeria aberta na Serra da Borda, segundo Corpo de Bombeiros. (Foto: Reprodução / TVCA)Desmoronamento aconteceu em galeria aberta na
Serra da Borda (Foto: Reprodução / TVCA)
De acordo com a SES, todos os trabalhadores feridos já receberam o devido atendimento médico e podem receber alta nesta terça-feira, mas o Hospital Regional de Cáceres (cidade a pouco mais de 220 km de Pontes e Lacerda) já está preparado para o caso de mais feridos serem localizados e resgatados eventualmente em pior estado de saúde, conforme nota da SES.
Por sua vez, o prefeito de Pontes e Lacerda, Donizete Barbosa (PSDB), informou que buscou auxílio de prefeituras próximas para o atendimento aos feridos. Segundo ele, foram mobilizadas seis ambulâncias de Nova Lacerda, Conquista d'Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade.
pontes e lacerda, mt
A notícia do volume de ouro extraído da Serra da Borda tem movimentado a cidade de Pontes e Lacerda nos últimos dias e os boatos envolvendo o acidente desta segunda-feira levaram uma multidão para a frente do prédio da Santa Casa da cidade durante a tarde em busca de notícias sobre feridos.
De acordo com a moradora Rafaela Junqueira Alves, que foi averiguar a situação de um conhecido que acabou escapando do soterramento, ele relatou que a galeria onde houve o acidente já havia sido aberta no início da exploração do garimpo e encontrava-se parada desde que os trabalhadores receberam a notícia da decisão judicial pelo fechamento da jazida.
Ainda segundo o relato, outros garimpeiros acabaram entrando nesta galeria e escavado o local de forma que acabou comprometendo a sustentação do local.


Mulher que atropelou e matou dois responderá em liberdade em SP

Em audiência de custódia, Justiça determinou fiança de 20 salários.
Motorista também deverá entregar carteira de habilitação.

Do G1 São Paulo
A motorista Juliana Cristina da Silva, de 28 anos, responsável pelo atropelamento de dois funcionários que pintavam uma ciclofaixa na madrugada deste domingo (18), em São Paulo, responderá ao processo em liberdade.
A decisão é do juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais, e foi tomada em audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (19), no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.
Para responder ao processo em liberdade, Juliana terá de pagar uma fiança de 20 salários mínimos – pouco mais de R$ 15 mil – e comparecer ao fórum a cada dois meses. Além disso, ela entregará a carteira de habilitação e deverá comunicar à Justiça caso fique ausente da cidade por mais de 30 dias.
Juliana passará a noite desta segunda-feira na carceragem do 89º Distrito Policial e, com o pagamento da fiança, sairá nesta terça-feira (20).
G1 não conseguiu localizar os advogados da jovem. O SPTV conversou com os parentes de Juliana. Eles não quiseram gravar entrevista e disseram que a mãe dela chora o tempo todo. Para eles, o acidente foi uma fatalidade.
Embriaguez
Na ocasião do acidente, Juliana foi submetida ao exame de etilometria pela polícia e apresentou resultado de 0,85 miligrama por litro de ar – quase três vezes o limite para se configurar o crime de embriaguez ao volante, que é de 0,34 mg/l.
José Airton de Andrade e Raimundo Barbosa dos Santos morreram após serem atropelados quando pintavam a ciclovia (Foto: TV Globo/Reprodução)José Airton de Andrade e Raimundo Barbosa dos Santos morreram após serem atropelados quando pintavam a ciclovia (Foto: TV Globo/Reprodução)
Nesta segunda-feira, a Justiça chegou a decretar a prisão preventiva da motorista, mas ainda aguardava a audiência de custódia para determinação de onde ela aguardaria o julgamento.
Segundo a Globonews, Juliana perguntou a um carcereiro se o caso tinha dado muita repercussão e se continuaria presa. Diante das respostas afirmativas, começou a chorar.
Crimes
Juliana foi autuada em flagrante por homicídio culposo, lesão corporal e fuga sem prestar socorro.
Após a confirmação da morte da segunda vítima, houve a comunicação de óbito e um novo boletim de ocorrência foi registrado.
Caio Gois trabalha em um bar em frente ao local do atropelamento e viu tudo o que aconteceu. "Foi bem complicado, foi uma cena bem chocante. Foi assustador na realidade, né?", disse.
Sila Cavalcante de Souza, viúva de Raimundo Barbosa dos Santos (Foto: TV Globo/Reprodução)Sila Cavalcante de Souza, viúva de Raimundo
Barbosa dos Santos (Foto: TV Globo/Reprodução)
Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.
Vítimas
Raimundo Barbosa dos Santos, de 38 anos, chegou a São Paulo há 19 anos em busca de uma vida melhor. Ele vivia na Brasilândia, na Zona Norte, com a mulher e quatro filhos.
"Tudo de um pai bom, maravilhoso, ele é. E foi acontecer essa tragédia hoje de madrugada, com essa bêbada. Acabou com a minha vida e com os meus filhos", disse a viúva de Raimundo, Sila Cavalcante de Souza.
José Airton morava em Francisco Morato, na Grande São Paulo, e tinha dois filhos. Um vizinho do operário mostrou indignação com a morte. "Eu quero que esta pessoa seja punida no rigor da lei para isso não voltar a acontecer com outros pais de famílias", disse Carlos Eduardo Cajaraville.
Motorista que matou 2 em ciclofaixa bebeu acima do limite permitido (Foto: Reprodução/ TV Globo)Motorista que matou 2 em ciclofaixa bebeu acima do limite permitido (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Acidente
O acidente aconteceu na madrugada de domingo (18). José Airton e Raimuno Barbosa pintavam uma ciclofaixa em Santana, na Zona Norte, quando foram atropelados.
José morreu na hora, e Raimundo chegou a ser socorrido à Santa Casa, mas também não resistiu aos ferimentos.
A motorista fugiu do local, mas foi parada por testemunhas depois de percorrer cerca de 3 km. A Polícia Militar foi acionada, e ela acabou levada ao 73º DP (Jaçanã).

Os atropelamentos aconteceram por volta de 1h30, na Avenida Luiz Dumont Villares. Duas faixas foram interditadas até por volta das 4h30, quando houve a liberação por parte da perícia.
Juliana Cristina da Silva deixa o 89º D.P. para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda (Foto: Luiz Cláudio Barbosa/Código 161/Estadão Conteúdo)Juliana Cristina da Silva deixa o 89º D.P. para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda (Foto: Luiz Cláudio Barbosa/Código 161/Estadão Conteúdo)

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