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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Relação entre escolas de samba e ditaduras é antiga, lembra historiador

Vitória da Beija-Flor com homenagem a regime ditatorial africano gerou polêmica

Jornal do Brasil
A Beija-Flor é a campeã do carnaval carioca deste ano, com enredo em homenagem à cultura africana de Guiné Equatorial, comandada há 35 anos por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, conhecido como um dos ditadores mais cruéis do mundo. Este teria contribuído com milhões de reais para o carnaval da agremiação, que perdeu apenas um décimo. Nas redes sociais, não demoraram a surgir "sugestões" para a escola para o ano que vem, como uma homenagem ao regime da Coreia do Norte ou ao Estado Islâmico. A escola brasileira, contudo, não é a primeira que teria se beneficiado de uma ligação com regimes assassinos. Sua iniciativa deve ser condenada, claro, mas, infelizmente, não foge ao movimento iniciado muitas décadas antes, destaca o historiador Daniel Aarão Reis Filho, em conversa com o JB por telefone.
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"Eu não entendi direito o escândalo que está se fazendo em relação a esse patrocínio, porque a tradição das escolas de samba brasileiras de promiscuidade com regimes ditatoriais é muito grande, muito antiga", explica Aarão, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF). 
Aarão resgata, por exemplo, que o Estado Novo, regime político fundado por Getúlio Vargas em 1937 que durou até 1945, que tinha o assassinato e a tortura como práticas comuns de sua polícia política, de certo modo patrocinou o início dessas escolas. "O Estado Novo torturava como política de Estado, e essas escolas surgiram a sombra dele", completa o professor. Durante a ditadura brasileira, também, várias escolas, incluindo a Beija-Flor, usaram seus enredos para louvar o regime, recebendo benefícios variados em troca.
"A Beija-Flor vencer hoje recebendo essa ajuda infame da Guiné Equatorial é lamentável, mas não lança nada de novo no horizonte. A Beija-Flor não está inaugurando nada, infelizmente", salientou Aarão, completando que muitos que podem agora reclamar já se viram envolvidos nesse tipo de promiscuidade, o que dificulta a sustentação de uma crítica consistente.
A rainha da bateria da escola, Raíssa Oliveira, em entrevista à TV logo após o anúncio da vitória, comentou: "Eu fiz parte disso. Eu e Eliane Lima trouxemos a ideia desse enredo. Nós somos culpadas pelo título". Ela já tinha negado romance com o ditador ou com seu filho, o vice-presidente, Teodoro Nguema Obiang, acusado de lavagem de capitais na França e de crimes financeiros nos Estados Unidos. O presidente da Beija-Flor, Farid Abraão David, admitiu ter recebido uma contribuição do governo da Guiné Equatorial, sem revelar o montante, e afirmou que a sua escola não entra em questões políticas. 
Tags: aarão, beija-flor, escolas de samba, guiné equatorial, patrocínio

HIV: nova proteína pode bloquear a ação do vírus

Estudo publicado na revista Nature pode ser um avanço no combate a doença
Jornal do Brasil
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Uma nova pesquisa divulgada pela revista Nature, nesta quarta-feira, promete ser um avanço para o tratamento da Aids no mundo. Cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps, juntamente com outras instituições, criaram uma molécula sintética capaz de bloquear infecções com o causador da AIDS, o HIV. A descoberta pode levar a criação de uma vacina alternativa para a doença, opção que tem sido buscada por pesquisadores há quase 30 anos, já que o trabalho tem sido cada vez mais difícil para os cientistas, por causa da rapidez na evolução do vírus.

O novo método, divulgado pela Nature, tem uma abordagem semelhante a chamada terapia de transferência genética e usa anticorpos naturais que seis anos atrás se mostraram promissores em experimentos com macacos.

Quando entra no corpo humano, o vírus HIV se acopla a dois receptores celulares. A molécula criada pelos cientistas bloquearia o canal por onde o HIV chega ao corpo humano, impedindo que o vírus entre na célula.

A proteína, nomeada como eCD4-IG, foi criada quando os cientistas fundiram elementos dos receptores celulares aos quais o HIV se liga. Os cientistas, então, injetaram o material genético dessa proteína no músculo de quatro macacos rhesus, estimulando assim a produção de novas moléculas.

A partir daí, os macacos, que receberam o material genético da proteína, foram infectados com múltiplas versões híbridas do vírus HIV. Os cientistas chegaram a administrar até quatro vezes a quantidade de vírus que levaram pra infectar o grupo de controle. Mesmo assim, proteína protegeu os macacos por 40 semanas.

A proteína, segundo o estudo, se acopla a dois receptores e bloqueia mais cepas do que os anticorpos utilizados no combate ao HIV. Por causa dessa ação, a proteína seria uma revolução nas pesquisas sobre a cura da AIDS, explicam os pesquisadores a Nature.

Michal Farzab, pesquisador de doenças infecciosas do Instituto de Pesquisa Scripps e principal autor do estudo, afirma que a proteína é “de longe o inbidor mais amplo” e garante que o tratamento se mostrou 100% eficaz.

A nova abordagem passou por testes em quatro macacos rhesus, mas ainda precisa ser testada em seres humanos. Contudo, os cientistas envolvidos com a pesquisa afirmam que o novo método é promissor.

Os macacos chegaram a receber 16 vezes a quantidade de vírus utilizada para infectar o grupo de controle, após a primeira fase dos estudos. Os cientistas esperam agora que os testes com humanos comecem dentro de um ano. Alguns testes com animais deve ser feitos ainda, explicam os cientistas, principalmente para avaliar a capacidade dessa molécula de proteína de manter os níveis do HIV em ordem, em pessoas já contaminadas.

O estudo que levou a esse novo uso da terapia genética no tratamento da Aids, surgiu de um estudo de 2009. Philip Johnson, professor da Universidade da Pensilvânia que liderou essa pesquisa, aponta a nova descoberta como algo promissor e afirma que o estudo dessa nova proteína é uma forma de validadar que é necessário pensar em termos alternativos para combater o HIV.

Tags: aids, ciência, combate, estudo, proteína, tecnologia

Marta diz a Zé que Cora não morreu

Madame afirma que o Comendador ainda terá muitos problemas com a maluca

18/02/15 às 13h50 - Atualizado em 18/02/15 às 14h07
24 comentários
Marta acredita que Cora ainda dará muito trabalho (Foto: Felipe Monteiro/ Gshow)Marta acredita que Cora ainda dará muito trabalho (Foto: Felipe Monteiro/ Gshow)
Todos estão em estado de choque com o que aconteceu com Cora (Marjorie Estiano). (Alexandre Nero) acredita que a maluca salvou sua vida. Mas Marta (Lilia Cabral) garante que ele ainda terá muitos problemas com a maluca.
Marta fala com família sobre situação de Cora (Foto: TV Globo)Marta fala com família sobre situação de Cora
(Foto: TV Globo)
“Ainda não é o fim, Zé, a Cora não está morta. E se ela se recuperar vai ser a mesma de sempre. Nunca vai te deixar em paz”, afirma Marta. Isis (Marina Ruy Barbosa) acredita que Cora ainda vai querer ter uma noite de amor com Zé, mas ele garante que esse dia nunca vai chegar.
Marta não perde a oportunidade de alfinetar Zé: “Sabe qual é o seu problema Zé? É que você tem mulher demais na sua vida”.
Zé fica preocupado após Cora ser baleada (Foto: TV Globo)Zé fica preocupado após Cora ser baleada
(Foto: TV Globo)
Não perca a cena, que vai ao ar nesta quarta-feira, 18 de fevereiro. Saiba mais sobre o capítulo!

Integrantes da Vai-Vai comemoram título na quadra da escola

Na sede da escola, no bairro paulistano da Bela Vista, foliões cantaram sem parar o enredo campeão sobre Elis Regina

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