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domingo, 5 de abril de 2015

Novas sacolinhas começam a ser obrigatórias no comércio de SP

Fiscalização e multa acontecem a partir deste domingo na capital paulista.
Há duas cores de sacolinhas, que serão usadas para descarte de lixo.







A fiscalização e as multas das novas sacolinhas plásticas começam a valer neste domingo (5) em São Paulo. Os supermercados só podem, a partir de agora, disponibilizar as sacolinhas em modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
As sacolas verdes devem ser usadas para descartar o lixo reciclável e as cinzas, para resíduos orgânicos e rejeitos. Tanto o comércio pode ser multado por não distribuir as sacolas corretas quanto o consumidor pode ser penalizado caso não faça a reutilização adequadas.
As multas mais altas são para o comércio: vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.
Cobrança pelas sacolinhas
Ao menos quatro redes de supermercados anunciaram que vão cobrar pelas novas sacolinhas plásticas. Os hipermercados Pão de Açúcar, Extra e Bergamoni confirmaram que as lojas localizadas na cidade de São Paulo vão passar a cobrar 8 centavos por embalagem a partir deste domingo. O Sonda Supermercados fixou em 10 centavos o preço por unidade.
Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo. Assim como nós fizemos com as faixas de ônibus, teve um prazo que a gente não multou, a gente advertiu."
Fernando Haddad,
prefeito de São Paulo
No Carrefour, as sacolinhas só serão vendidas a partir desta segunda-feira (6), também a 8 centavos. Segundo a assessoria da rede, no dia 5 os novos modelos serão distribuídos gratuitamente, em caráter educativo.
Já as redes Mambo e Záffari vão distribuir as sacolinhas gratuitamente em suas lojas.
Sem prorrogação
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta quinta-feira (2) que não irá prorrogar o prazo para início da obrigatoriedade da distribuição dos novos tipos de sacolinhas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomecio-SP) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pediram para a Prefeitura um prazo maior para que as novas regras entrassem em vigor.
Haddad lembrou que em duas ocasiões a data já tinha sido adiada. “A multa está valendo, ela pode ser aplicada. Se o fiscal for lá e advertir e voltar uma semana depois e a pessoa não tiver tomado nenhuma providência, ele será multado”, afirmou.
A proibição das sacolinhas plásticas comuns foi regulamentada em 7 de janeiro, quando foram definidos os critérios para aplicar a Lei 15.374, de 2011.
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REÚSO DAS SACOLINHAS
 
VERDE: lixo reciclável
 
- CINZA: resíduos orgânicos e rejeitos
 
Pelas novas determinações, as sacolinhas derivadas de petróleo devem ser trocadas por modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
Segundo Haddad, o objetivo da lei não é multar. “Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo", explicou.
CRONOLOGIA DA LEI DAS SACOLINHAS
2007
Mais de 40 cidades paulistas criaram leis contra sacolinhas. Elas foram declaradas inconstitucionais pela Justiça.
Maio de 2011
Kassab sanciona a lei 15.374, em 18 de maio, que previa fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas. Prefeito não regulamentou a lei, deixando-a sem aplicação.
Fevereiro de 2012
Associação Paulista de Supermercados e o MP firmam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para banir as sacolinhas. Clientes teriam que levar sacolas reutilizáveis ou pagar pelas sacolinhas tradicionais.
20 de junho de 2012
Conselho Superior do Ministério Público (CMSP) decidiu não homologar o TAC.
Junho de 2012
A juíza Cynthia Torres Cristófaro determinou que os supermercados voltassem a distribuir embalagens.
Outubro de 2014
Tribunal de Justiça de São Paulo declara a lei  constitucional.
Novembro de 2014
Haddad regulamenta lei, exigindo fim da sacola tradicional e início da distribuição de embalagens reutilizáveis.
5 de abril
Início da obrigatoriedade da distribuição dos novos modelos no comércio.
"Assim como nós fizemos com as faixas de ônibus, teve um prazo que a gente não multou, a gente advertiu. Nós vamos fazer o mesmo procedimento: advertir, orientar o condomínio, orientar o supermercado, criar uma política de resíduos sólidos”, disse Haddad.
Foco na coleta seletiva
O prefeito ressaltou o impacto que o uso das sacolas verdes exclusivamente para reciclagem deve causar impacto positivo na ampliação da coleta seletiva na cidade.
Haddad lembrou que foram investidos mais de R$ 60 milhões nas centrais mecanizadas de triagem e que a cidade gasta R$ 1 bilhão por ano com a varrição das ruas.
“Há anos, as pessoas reclamam que São Paulo não faz a coleta seletiva, quando fazia não tinha central de triagem e agora que tem não tem resíduo sólido para triar, não faz sentido”, destacou.
“Nós queremos que as pessoas façam suas compras, depois que consumirem o produto que adquiriu depositem na sacola verde. Essa sacola verde ao invés de ir para o aterro vai para a central de triagem, onde os materiais são reaproveitados”, explicou o prefeito.

Fecomércio
A Fecomercio alega que os comerciantes ainda não conseguiram se adequar e quer um prazo de mais 120 dias. “A matéria prima da sacolinha é diferente da que se acostumava usar. Alguns estabelecimentos estão com dificuldade de obter a sacola de acordo com a matéria-prima que precisa ser utilizada”, diz Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio-SP.
A entidade não é a única a  pedir um novo prazo. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também quer se reunir com o prefeito Fernando Haddad (PT) para pedir mais tempo até o início da fiscalização.

Confira melhor horário para voltar a SP depois do feriado de Páscoa

Concessionárias esperam grande movimento na tarde deste domingo (5).
Tráfego deve ser intenso no sistema Anchieta-Imigrantes desde as 10h.

Do G1 São Paulo
Lentidão na Imigrantes às 10h28 (Foto: Reprodução/Ecovias)Lentidão na Imigrantes na saída para o feriado de
Páscoa (Foto: Reprodução/Ecovias)
As concessionárias das rodovias que levam ao litoral e ao interior de São Paulo esperam um grande movimento nas estradas para o retorno do feriado de Páscoa, principalmente na tarde deste domingo (5). 
Confira a seguir os horários que devem ser evitados pelos motoristas:
Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto
No retorno a São Paulo, o maior fluxo deve ocorrer entre 15h e 17h deste domingo.
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da Ecopistas através do telefone 0800 777 0070.
Sistema Castello Branco-Raposo Tavares
Na volta para capital, o trânsito deve ficar mais carregado neste domingo, entre 10h e 21h.
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da CCR Via Oeste através do telefone 0800 701 5555.
Sistema Anhanguera-Bandeirantes
A volta da capital deve ter maior fluxo das 13h às 22h deste domingo.
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da CCR Via Oeste através do telefone 0800 055 5550.
Sistema Anchieta-Imigrantes
No domingo, a expectativa é de que o volume de tráfego comece a se intensificar em direção à capital a partir das 10h, horário em que será iniciada a Operação Subida, quando a Imigrantes é destinada exclusivamente no sentido capital (somente no trecho de serra).
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da Ecovias através do telefone 0800 19 78 78.
Rodovia Presidente Dutra
No retorno, o tráfego deve ser maior das 16h às 20h deste domingo.

Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da CCR Nova Dutra através do telefone 0800 017 3536.
Rodovia Fernão Dias
O retorno a São Paulo deve ter maior movimentação das 12h à 0h de segunda.
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da Autopista Fernão Dias através do telefone 0800 283 0381.
Rodovia Régis Bittencourt
O retorno a São Paulo deve ficar mais intenso das 12h às 22h deste domingo.
Em caso de emergência, os usuários devem solicitar o auxílio da Autopista Régis Bittencourt através do telefone 0800 7090 116.

Mega-Sena acumula; previsão para próximo sorteio é de R$ 38 milhões

Veja as dezenas do sorteio 1.692: 11 - 13 - 14 - 27 - 44 - 56.
Quina teve 180 apostas ganhadoras; cada vencedor levará R$ 17.116,48.


Do G1, em São Paulo
Ninguém acertou os seis números do concurso 1.692 da Mega-Sena, sorteado pela Caixa Econômica Federal na noite deste sábado (4), na cidade paulista de Cabreúva. Para o próximo sorteio, que acontece na próxima quarta-feira (8), a estimativa de prêmio é de R$ 38 milhões.
Veja as dezenas sorteadas: 11 - 13 - 14 - 27 - 44 - 56.
A quina teve 180 ganhadores. Cada um receberá R$ 17.116,48. Já a quadra teve 12447 apostas vencedoras, com prêmio de R$ 353,60 para cada.
Para apostar
A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 2,50.
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'Foi emocionante', diz fotógrafo que clicou Lua de Sangue no Acre

Fotógrafo pretendia fazer o clique da Superlua e foi surpreendido.
Registro foi feito entre as 4h30 e 5h30 deste sábado (3).

Do G1 AC
Lua de Sangue foi registrada na madrugada deste sábado (3), às 4h30, no Acre (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)Lua de Sangue foi registrada na madrugada deste sábado (3), às 4h30, no Acre (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)
"Surpreendente". É assim que o jornalista e fotógrafo acreano Marcos Vicentti define o clique feito na madrugada deste sábado (3), do fenômeno conhecido por Lua de Sangue. Foram três horas de espera e uma dose de desconfiança de que o evento astrológico ocorreria "logo no Acre". A Lua de Sangue só pôde ser vista no oeste dos Estados Unidos, em parte da Oceania e da Ásia Oriental. No Brasil, apenas o estado acreano conseguiu contemplar o fenômeno.  Este é o terceiro eclipse lunar total em menos de um ano.
Marcão, como é conhecido, diz que mesmo com as afirmações de que o fenômeno não poderia ser visto no Brasil, resolveu ficar de plantão, durante três horas, no terraço do prédio onde mora, no bairro Manoel Julião,  em Rio Branco. Segundo ele, os registros foram feitos entre 4h30 e 5h30 (horário local).
"Acordei 3 horas da madrugada, fui para o terraço do prédio e fiquei lá esperando para ver se o fenômeno ia acontecer. Muita gente disse que aqui no Acre não teria, eu achava que só ia conseguir tirar foto da superlua, mas consegui flagrar a Lua de Sangue. Quase não acreditei quando fiz o clique", declarou ele que tem 19 anos de profissão.
Fotógrafo diz que foi surpreendido pelo fenômeno (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)Fotógrafo diz que foi surpreendido pelo fenômeno (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)
O fenômeno da Lua de Sangue ocorre quando o satélite natural se posiciona na sombra da Terra em relação ao Sol e ganha um tom avermelhado. No ano passado, Marcão conseguiu registrar o fenômeno da Superlua e da Lua de Sangue em períodos distintos. Este ano, após conseguir fazer o registro duplo ele comemora: "foi emocionante".
Momento em que a Lua de Sangue estava  (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)Momento em que a Lua de Sangue estava se pondo (Foto: Marcos Vicentti/Arquivo Pessoal)

Moradores do Complexo do Alemão pedem paz e segurança.


Rio - Pelo fim da violência, moradores doComplexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, caminharam pelas vias da comunidade na manhã deste sábado (4). A mãe de Eduardo, a diarista Terezinha Maria de Jesus, participou do início do ato, mas teve de ser retirada, ao passar mal em revolta à presença de policiais. "Eles estão matando os inocentes. Esta polícia assassina tirou a vida do meu filho. Esses covardes", protestou. Eduardo morreu com um tiro de fuzil, quando estava sentado na porta de sua casa com um celular na mão.

Dezenas de motoqueiros abriram caminho para centenas de pessoas que participaram do ato, nas avenidas Itararé e Itaoca. Segundo informações do 'Jornal do Brasil', o ato contou com a participação do deputado estadual Marcelo Freixo,  presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e do ator Paulo Betti. Na última sexta-feira (3), durante protesto pacífico contra a morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, os moradores foram dispersados com bombas de efeito moral e gás de pimenta.


deputado Marcelo Freixo questionou a política de segurança do governo do estado. "Tem que ter uma solução para isso, porque estamos falando da vida das pessoas. O primeiro passo é ouvir os moradores. Isso nunca aconteceu, nem para construir o teleférico nem para pensar em um modelo de polícia. É preciso parar com o discurso da guerra. Tem que ter diálogo", disse o deputado.

Segundo o líder comunitário Rene Silva, criador do jornal Voz da Comunidade, o aumento da violência como a principal causa do protesto, e destacou a necessidade de alternativas ao reforço do policiamento: "O motivo da manifestação é a insatisfação das pessoas com esta violência, que já está desde o início do ano aqui no Complexo. Estamos há 90 dias sem deixar de ouvir tiroteios. A solução não é reforçar o policiamento. Passa por investimento em outras áreas, que não chegaram com a mesma força que a polícia chegou na comunidade, como as áreas cultural e social".


O presidente da Associação de Moradores da Palmeira, Marcos Valério Alves, conhecido como Marquinho Pepé, fez questão de ressaltar que o ato não era contra a polícia, mas pela paz e pelo respeito mútuo. "O nosso objetivo é pela paz e pela vida. Não somos contra a UPP. Só queremos é policiais comprometidos com a vida. Queremos um comandante que chame a população para conversar. Que haja o diálogo. Nós queremos o nosso direito de ser respeitados. Hoje não existe nem respeito nem tolerância dentro do Alemão", disse Pepé.

PMERJ.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora declarou que respeita qualquer tipo de manifestação pacífica. “Nós trabalhamos para garantir a paz na comunidade do Alemão e nas outras que nós estamos com trabalho de UPP e tem sido muito bom para o Estado do Rio de Janeiro. Eu espero que nós tenhamos também manifestações escrito: ‘fora traficante, fora marginais’”, disse o major Nogueira, assessor da coordenadoria, ao G1.

O policiamento está reforçado na região por policiais das UPPs do Alemão, de outras UPPs e de agentes do Comando de Operações Especiais, que envolve o Batalhão de Ações com Cães (BAC), o Grupamento Aeromóvel, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), além de veículos blindados e helicóptero. A tradicional via sacra, que acontece todos os anos na Sexta-feira da Paixão no Alemão, precisou mudar de trajeto e teve um número bem menor de seguidores este ano.

Relembre o caso.

O menino Eduardo de Jesus Ferreira foi atingido por um tiro de fuzil depois que saiu de sua casa e sentou na escada de acesso a ela, com um celular na mão, na favela da Grota, no Complexo do Alemão. A polícia chegou a alegar que a criança estava armada e não com o aparelho telefônico, mas voltou atrás em sua versão. A família de Eduardo acusa a polícia pelo disparo. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora alegou que uma equipe do Batalhão de Choque patrulhava o local quando entraram em confronto com bandidos.

Os policiais que estavam na operação quando Eduardo foi morto foram afastados do policiamento nas ruas, informou o governo do Rio em nota. Eles respondem a um Inquérito Policial Militar e tiveram suas armas recolhidas para a realização de exame balístico.

Revolta.

A mãe de Eduardo, Terezinha Maria de Jesus, de 40 anos, em entrevista ao G1, alertou que não tem dúvida de que foi um policial militar do Batalhão de Choque que matou seu filho. Ela informou ainda que foi ameaçada pelo mesmo policial ao cobrar o crime. “Eu marquei a cara dele. Eu nunca vou esquecer o rosto do PM que acabou com a minha vida. Quando eu corri para falar com ele, ele apontou a arma para mim. Eu falei ‘pode me matar, você já acabou com a minha vida’.”

“Ele estava sentado no sofá comigo. Foi questão de segundos. Ele saiu e sentou no batente da porta. Teve um estrondo e, quando olhei, parte do crânio do meu filho estava na sala e ele caído lá embaixo morto”, contou Terezinha.

Terezinha também declarou que quer sair do Alemão e voltar para o Piauí. "Quero justiça e depois eu vou embora para a minha terra [o Piauí]. Não quero ficar nesse lugar maldito, eu vou sair daqui", disse à Folha de S. Paulo.

Vídeos com imagens de Eduardo morto no chão circulam nas redes sociais e mobilizam a sociedade contra a violência com os moradores de comunidades. Um protesto foi convocado para a próxima quarta-feira (8), do Largo do Machado até o Palácio da Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro, contra as mortes e pelo fim da guerra na periferia da cidade. O coletivo Papo Reto também organiza um ato para este sábado (4), às 10h, em favor das vítimas da violência, na entrada da Grota.

Autoridades.

A presidente Dilma Rousseff se pronunciou sobre a tragédia nesta sexta-feira (3), pedindo investigação e punição. "Quero expressar minha solidariedade e sentimentos de respeito neste momento de dor a Terezinha Maria de Jesus, que perdeu o filho Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, no Complexo do Alemão. Espero que as circunstâncias dessa morte sejam esclarecidas e os responsáveis, julgados e punidos."

O governador Luiz Fernando Pezão divulgou uma nota lamentando os episódios de violência e disse que o estado não vai recuar. "As nossas forças de segurança vão continuar enfrentando a criminalidade. E o Estado também, se preciso, vai continuar cortando na própria carne para perseguir esse objetivo. Não vamos recuar diante da covardia de criminosos. Determinei empenho máximo à polícia nas investigações para que os culpados sejam punidos."

Mais tarde, o governador anunciou que as despesas com o enterro de Eduardo no Piauí seriam custeadas pelo governo, inclusive as passagens dos pais até o estado. “Estou profundamente consternado. Conversei com o seu José e me coloquei à disposição da família para ajudar a abrandar a dor no coração dele e da mãe. Determinei a funcionários do Estado todo o empenho no auxílio à família que vive uma dor inimaginável. Pedi também o máximo de rigor e celeridade nessa investigação. A morte do Eduardo não ficará impune. Não podemos perder nossas crianças de maneira brutal”, comentou Pezão.

Repercussão.

Chegaram a circular nas redes sociais e no Whatsapp fotos falsas de Eduardo, que apresentam um outro garoto supostamente armado. O deputado federal Jean Wyllys(Psol) comentou sobre o uso do caso: "As imagens apresentam um garoto supostamente armado (não tem como saber as circunstâncias em que a fotos foram tiradas) que não é Eduardo, numa tentativa desonesta e perversa de justificar sua morte e, ao mesmo tempo, fortalecer os discursos demagógicos e irresponsáveis que defendem a redução da maioridade penal. O cinismo, a perversidade e a má fé é tão grande que são capazes de difamar uma criança morta, de apenas 10 anos de idade".

Investigação.

De acordo com informações do Coletivo Papo Reto, depois que a perícia foi feita no local do crime, o corpo de Eduardo foi levado em um carro da polícia com bombeiros debruçados sobre ele, em vez de ser transportado em uma ambulância. Na noite de quinta-feira, moradores também foram às ruas protestar contra a violência e os abusos cometidos por policias militares nas comunidades.

Delegacia de Homicídios da capital fluminense instaurou inquérito na manhã desta sexta-feira (3) para apurar as circunstâncias da morte de Eduardo. Foi realizada perícia no local e os familiares do menor foram ouvidos. Os agentes também investigam a morte de Elisabete Alves de Moura Francisco, baleada dentro de casa na tarde de quarta-feira (1º), assim como a filha, que ficou levemente ferida. Policiais militares foram chamados para prestar depoimento e tiveram as armas apreendidas para confronto balístico. 

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