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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Suspeita sobre senador do PT indica elo da Lava Jato com governo do PSDB

Delcídio Amaral segue no radar dos investigadores como possível vínculo do esquema na Petrobras com a gestão tucana

O depoimento do principal delator da Operação Lava Jato levantando suspeitas de que a empresa francesa Alstom - envolvida também no escândalo do cartel de trens em São Paulo - pagou propina ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) quando este chefiava a Diretoria de Gás e Energia da Petrobras pode revelar um elo entre os governos do PSDB e do PT no esquema de corrupção desmantelado na Petrobras.
O senador Delcidio do Amaral (PT-MS) (Arquivo)
Facebook/Reprodução
O senador Delcidio do Amaral (PT-MS) (Arquivo)
Delcídio ficou fora da primeira leva de inquéritos abertos pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, no início de março, mas a passagem pela estatal, a ligação com personagens presos na Lava Jato, sua trajetória política e o depoimento do delator Paulo Roberto Costa reforçam a probabilidade de que o esquema de corrupção revelado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter sido, na verdade, continuidade de supostos desvios ocorridos na gestão de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
A pista mais recente está na petição do procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em que ele ressalva que o papel de Delcídio - assim como nos demais casos arquivados - pode ser reanalisado e reproduz os principais trechos do depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Delcídio foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2000 e 2001, período em que Paulo Roberto Costa também trabalhou no setor como gerente-geral de Logística de Gás Natural. Costa não apresenta provas, mas sob o compromisso de abrir o jogo no acordo de delação, fala da negociata em vários trechos do depoimento.
Num deles afirma que “por meio de comentários nesta área de Gás e Energia”, tomou conhecimento que a compra envolveu Delcídio, e os ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, preso atualmente no Paraná, e a Alstom. A negociação teria sido fechada depois de acertado “pagamento de um valor alto como propina para que saísse a compra das turbinas”.
O delator afirmou que a situação de emergência gerada pelo apagão de 2001 - uma mancha na gestão tucana - foi usada para alavancar “um contrato bilionário”, sem licitação, diretamente entre a estatal e a Alstom, cuja decisão foi tomada por Delcídio e executada por Cerveró.
“Era de conhecimento interno da Petrobras, que teria havido um acerto para viabilizar este contrato e que a propina paga pela Alstom teria sido destinada a Nestor Cerveró e Delcídio Amaral”, afirma o delator, acrescentando uma informação que, se verdadeira, extrapola os negócios da política: “Não teria sido este dinheiro, aparentemente, destinado a qualquer campanha política”. Costa e o doleiro Alberto Youssef eram os responsáveis pelo repasse da propina a campanhas e políticos, mas não souberam apontar detalhes sobre a suposta propina ao senador.
O senador Delcídio do Amaral (PR-MS) não é formalmente investigado na Operação Lava Jato, mas informalmente ainda é considerado suspeito. A decisão pelo arquivamento, segundo fontes do Ministério Público Federal, é provisória, o que significa que, se no decorrer das investigações surgirem indícios dando credibilidade ao depoimento do delator, Delcídio se tornará alvo de um novo inquérito.
Procurado pelo iG, o senador não retornou. Quando seu caso foi para o arquivo, no início de março, ele comemorou afirmando que a decisão de Janot era uma prova a seu favor e chegou a afirmar que a denúncia estava “morta e sepultada”. Disse que o episódio, baseado em “por ouvir dizer”, foi usado por seus adversários desde 2002.
Mas não é bem assim. Os procuradores do grupo de trabalho que atua ao lado de Janot estão em busca de outros dados que joguem luzes na gestão de Delcídio e de sua influência na estatal, onde tinha “entrada livre” e notório poder de influência, segundo relatam Costa e o doleiro Alberto Youssef.
Perfil suprapartidário
Um detalhe que tem chamado a atenção dos investigadores é o perfil político polivalente de Delcídio, que foi filiado ao extinto PFL e conseguiu dominar um poderoso setor da Petrobras com o apoio do PT e do PMDB em pleno governo do PSDB. Quando deixou o cargo para disputar, em 2002, uma vaga ao Senado, segundo Costa, em função da parceria na compra das turbinas da Alstom, Delcídio já era conhecido como “padrinho” de Nestor Cerveró.
O ingresso no PT do Mato Grosso do Sul, com o apoio do deputado Vander Loubet (PT-MS) - investigado na Lava Jato a pedido de Janot -, deu ao senador um lustre ideológico numa época que o então governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, era o único interlocutor do partido junto a Fernando Henrique e pavimentou o caminho para a Petrobras.
O trânsito foi fundamental para que Delcídio fosse catapultado da Secretaria de Habitação e Infraestrutura do governo do Mato Grosso do Sul, em 1999, para a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. O perfil híbrido que o liga às duas forças políticas mais importantes o blindaria politicamente, mas o distanciaria do núcleo do PT em 2005, quando presidiu a CPI do mensalão. Internamente era visto um misto de petista tucano.
Veja fotos dos envolvidos na Operação Lava Jato
Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo Lima
O ex-presidente e senador pelo PTB de Alagoas, Fernando Collor, é acusado de ter recebido dinheiro de Yousseff. Foto: Reprodução
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha está entre os que serão investigados na Lava Jato. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Senador pelo PMDB do Maranhão e ex-ministro das Minas e Energia de Dilma, Edison Lobão é investigado em inquérito que envolve a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Foto: CÉLIO AZEVEDO/AGÊNCIA SENADO - 15.5.2007
Senadora pelo PT do Paraná ex-ministra da Casa Civil de Dilma, Gleisi Hoffman foi citada em delação premiada da Lava Jato. Foto: Facebook
Alvo de inqúerito, Antônio Anastasia é senador pelo PSDB de Minas Gerais,  ex-governador do Estado e foi coordenador de campanha de Aécio à Presidência. Foto: daniel de cerqueira - 7.11.2014
Senador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira teve dois inquéritos arquivados, mas é alvo de um terceiro, que envolve outras 36 pessoas. Foto: Agência Brasil
Lindberg Farias, senador pelo PT do RJ, é suspeito de ter pedido dinheiro a Paulo Roberto Costa. Foto: Futura Press
Ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) é citada também no inquérito contra o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Foto: BETO BARATA/AGência ESTADO - 4.1.2011
Deputado pelo PP da Paraíba, Aguinaldo Ribeiro fio ministro das Cidades durante o governo Dilma. Foto: Divulgação
Vilson Covatti foi deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul até janeiro de 2015. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PT de São Paulo e ex-líder do governo Lula, Cândido Vaccarezza teria recebido R$ 400 mil em propina. Foto: Agência Brasil
Alvo de inquérito, Humberto Costa é senador pelo PT de Pernambuco e foi ministro da Saúde durante o governo Lula. Foto: Divulgação
Senador pelo PMDB de Roraima, Romero Jucá foi líder dos governos FHC e Lula. Foto: Agência Senado
Senador pelo PMDB de Rondônia, Valdir Raupp foi governador de Rondônia e líder do partido. Foto: Divulgação
Ex-ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff, Antônio Palocci terá suas condutas investigadas pela Polícia Federal no Paraná, para onde o STF mandou o inquérito. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - 2.1.11
Tesoureiro do PT, João Vaccari Neto é alvo do processo que envolve 37 pessoas. Foto: Agência Brasil
Deputado federal pelo PP de Mato Grosso, Pedro Henry foi condenado no processo do mensalão. Foto: Agência Brasil
Deputado federal pelo PMDB do Ceará, Aníbal Gomes é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação/Governo Municipal de Acaraú
Deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro, Simão Sessim ocupa o cargo desde a década de 1970. Foto: Agência Câmara
Ex-deputado federal pelo PP de Pernambuco, teve seu mandato cassado na esteira do escândalo do mensalão. Foto: Agência Brasil
Deputado federal pelo Solidariedade da Bahia, Luiz Argôlo chegou a ter sua cassação aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara. Foto: Agência Câmara
Deputado federal pelo PP do Paraná, Nelson Meurer é presidente do partido no Estado. Foto: Agência Câmara
Deputado pelo PP do Acre, Gladson Cameli é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Agência Câmara
Deputado federal pelo PP de Goiás, Roberto Balestra é investigado no maior inquérito, que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PP de Goiás, Sandes Júnior, é alvo do maior inquérito da Operação, com 37 investigados. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PT do Mato Grosso, Vander Loubet é investigado em inquérito que inclui o deputado Cândido Vaccarezaa (PT-SP). Foto: Divulgação
Senador pelo PP do Piauí, Ciro Nogueira teve dois inquéritos arquivados, mas é alvo de um terceiro, que envolve outras 36 pessoas. Foto: Divulgação
Deputada federal pelo PP de São Paulo, Aline Corrêa consta da lista de 37 investigados de um dos inquéritos da Lava Jato. Foto: Agência Câmara
Senador pelo PP de Alagoas, Benedito de Lira iniciou sua carreira política no extinto Arena, que apoiava a ditadura militar. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PT de São Paulo, José Mentor foi líder estudantil contrário à ditadura militar. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, José Otávio Germano é alvo de dois pedidos de instauração de inquérito. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PP do Ceará, José Linhares Ponte foi padre e usa a experiência de sacerdócio nas campanhas eleitorais. Foto: Reprodução
Deputado federal pelo PP de Pernambuco até janeiro  de 2015, Roberto Teixeira é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PP de Santa Catarina até janeiro de 2015, João Alberto Pizzolatti Junior é alvo do inquérito que envolve outras 36 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP da Bahia até janeiro de 2015, Mário Negromonte foi ministro das Cidades durante o governo Dilma. Foto: Wikimedia
Deputado pelo PP do Maranhão, Waldir Maranhão é investigado no inquérito que envolve outras 36 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Vice-governador da Bahia, comandada por Rui Costa (PT), João Leão foi deputado federal pelo PP do Estado. Foto: Reprodução
Deputado federal pelo PP de Rondônia até janeiro de 2015, Carlos Magno Ramos foi secretário da Casa Civil do ex-governador  e hoje senador Ivo Cassol (PP). Foto: Divulgação
Deputado federal pelo PP da Bahia, Roberto Britto é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Renato Molling é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP do Tocantins, Lázaro Botelho é investigado no inquerito que envolve 37 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP de São Paulo, José Olímpio se apresenta como missionário da Igreja Mundial do Poder de Deus. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP do Rio Grande do Sul, Afonso Hamm é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP, Jerônimo Goergen foi vice-líder da bancada do PP na Câmara dos Deputados. Foto: Facebook/Reprodução
Deputado federal pelo PP do Paraná, Dilceu Sperafico é investigado no inquérito que envolve outras 37 pessoas. Foto: Twitter/Reprodução
Deputado federal pelo PP de Alagoas, Arthur Lira é filho de Benedito de Lira, também investigado na Lava Jato. Foto: Twitter/Reprodução
Deputado pelo PP de Minas Gerais, Luiz Fernando Faria é investigado no inquérito que envolve 37 pessoas. Foto: Reprodução
Deputado federal pelo PP de Pernambuco, Eduardo da Fonte foi segundo vice-presidente da Câmara e líder do PP na Casa. Foto: Divulgação
Antes de aparecer na lista de Janot, Renan Calheiros disse que não conhecia Youssef ou envolvidos na Lava Jato. Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo Lima
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Um dirigente do PT nacional ouvido pelo IG - que pediu para não ser citado - se disse surpreso com as declarações do delator Paulo Roberto Costa e informou que os advogados do partido irão analisar a passagem de Delcídio na Petrobras durante o governo tucano. O PT pode encontrar aí um argumento forte para mostrar que não inventou a corrupção na estatal.
Ligações antigas
Ao vencer a eleição para o Senado, em 2002, o poder de Delcídio aumentou na Petrobras ao ponto de indicar e bancar a nomeação de Cerveró no comando da diretoria Internacional já no início do governo Lula. Isso significa, conforme o delator, que Delcídio apadrinhava Cerveró, que usava o operador Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que faria chegar a propina ao PMDB. 
Foi por conta de suas antigas ligações com o ex-senador Jader Barbalho (PA), desde a construção da Usina de Tucuruí, que Delcídio se aproximou do PMDB para chegar a secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia e, nos últimos cinco meses do governo Itamar Franco, ministro da pasta no período de transição para a gestão de Fernando Henrique.
Costa conta que Cerveró só cairia em desgraça quando surgiram os primeiros questionamentos sobre a desastrada compra da Refinaria de Pasadena - da qual é o principal responsável pelas irregularidades. Ainda assim, graças ao amparo de Delcídio, ele seria deslocado para a Diretoria Financeira da Petrobras Distribuidora, de onde só sairia por cair em contradição com Dilma no depoimento que prestou à antiga CPI da Petrobras e, meses depois, pela prisão.
Logo depois de assumir o mandato no Senado, em 2003, Delcídio enfrentaria a primeira suspeita de recebimento de propina da Alstom. Uma ação aberta na Procuradoria da República do Distrito Federal por abuso de poder econômico na campanha do ano anterior traria a tona a compra de uma das turbinas, a que seria usada na Termo-Rio, em cujo negócio a Petrobras teria sido lesada em US$ 22 milhões.
A denúncia do MPF diz com todas as letras que parte do dinheiro supostamente desviado foi repassado pela empresa francesa a Delcídio e destinado a despesas de sua campanha e de outros políticos de Mato Grosso do Sul. A denúncia foi arquivada por falta de provas.
Onze anos depois, Paulo Roberto Costa forneceu a procuradores e ao juiz Sérgio Moro detalhes que podem ligar os fios. Segundo ele, a demora no uso das turbinas compradas da Alstom “a um custo substancial” e em caráter de emergência chamou sua atenção e de outros funcionários da área técnica porque os equipamentos ficaram longos anos “encostados” no almoxarifado da Petrobras.
Costa diz que o negócio não fazia sentido por causar prejuízos a Petrobras tanto pela depreciação do valor das turbinas quanto pela defasagem tecnológica dos equipamentos. A maior parte das turbinas só seria usada entre 2004 e 2008.
O delator dá, então, sua interpretação ao que estaria por trás de um aparente negócio malfeito: “Pelo contexto dos fatos, chega-se a conclusão de que a Petrobras adquiriu uma quantidade muito maior de turbinas do que o necessário”, diz Costa, afirmando que uma compra feita na emergência do apagão embutia, na verdade, o pagamento de propina ao senador e a Cerveró.
Gestão
O período de Delcídio na Diretoria de Gás e Energia também foi marcado por sérios problemas de gestão. O engenheiro gaúcho Ildo Luís Sauer, atualmente diretor do Instituto de Eletrônica e Energia da Universidade de São Paulo exerceu, entre janeiro de 2003 e setembro de 2007, o mesmo cargo de Delcídio na Petrobras e lá encontrou o que poderia ser chamado, no mínimo, de um descalabro administrativo.
Em apenas três contratos auditados - El Paso, Enro e MPX, esta última do empresário Eike Batista, amigo e financiador da campanha do senador -, a Petrobras sofreria prejuízos da ordem de US$ 2,5 bilhões se Sauer não tivesse encaminhado os casos para análise das comissões de arbitragem da Petrobras. As perdas foram reduzidas, então, para cerca de US$ 1 bilhão. No caso do negócio com a Alstom, a alternativa foi aproveitar os equipamentos para por termoelétricas em funcionamento. Procurado pelo iG, Sauer explicou que seu papel foi exclusivamente de gestão, para reduzir custos à estatal, e que não cabia a ele investigar se havia irregularidades.
Em 2007, depois de uma contenda com o próprio Delcídio - e frustrado com as posições do Palácio do Planalto -, Sauer deixou o cargo. Por coincidência foi exatamente nesse período que a estatal colocou em andamento os grandes investimentos em infraestrutura e PP, PT e PMDB, implantavam um novo estilo de controle político na Petrobras, mais agressivo porque tornava sólido o cartel das empreiteiras que monopolizariam as obras mais importantes da petroleira.
A ordem interna em todas as diretorias era não mexer em contratos fechados na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Se irregularidades fossem encontradas, os tucanos é que se explicassem. A orientação era não repetir erros do governo anterior, o que foi seguido à risca: o novo esquema era bem diferente, mas mais feio.
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    Acesso de caminhões ao Porto de Santos deve continuar restrito até sexta-feira

    Incêndio em tanques de combustível começou na quinta-feira (2) e deve ser extinto nesta segunda-feira, segundo prefeitura

    Agência Brasil
    O combate ao incêndio nos tanques de combustíveis da empresa Ultracargo, no Terminal da Alemoa, em Santos, evoluiu no fim de semana, mas as chamas ainda não foram extintas. No entanto, de acordo com a prefeitura de Santos, o incêndio deve ser extinto nesta segunda-feira (6).
    Já a restrição do acesso de caminhões ao Porto de Santos deve continuar pelo menos até sexta-feira (10), por decisão do Gabinete de Integração, que reúne setores da prefeitura e dos governos estadual e federal. A informação é da assessoria de imprensa da prefeitura de Santos. As barreiras de triagem instaladas na altura do km 39 das rodovias Anchieta e Imigrantes serão estendidas para outros pontos como o Rodoanel e as rodovias Anhanguera, Dutra e Ayrton Senna.
    A descida da Serra será permitida apenas para os motoristas de caminhões que vão seguir para a margem esquerda do acesso ao porto, no caminho do Guarujá. Haverá exceção apenas para os que levam carga perecível, mas, para prosseguir viagem, os transportadores serão escoltados.
    No 4º dia do incêndio em Santos, neste domingo (5), fogo foi controlado em um dos tanques; restam três. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
    No 4º dia do incêndio em Santos, neste domingo (5), fogo foi controlado em um dos tanques; restam três. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
    Chamas em tanques de combustível no Porto de Santos, neste sábado (04): incêndio chegou ao 3º dia. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
    Bombeiros trabalham no combate ao fogo na madrugada deste sábado (04), no Porto de Santos. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
    Incêndio no Porto de Santos: quatro tanques em chamas são da empresa Ultracargo. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos. Foto: Corpo de Bombeiros da PMESP
    No 4º dia do incêndio em Santos, neste domingo (5), fogo foi controlado em um dos tanques; restam três. Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
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    O incêndio teve início na última quinta-feira (2): seis tanques foram atingidos. O Corpo de Bombeiros utiliza sete rebocadores, que bombeiam água do mar com espuma para apagar o fogo, e fazem o resfriamento dos tanques ao redor.
    Os bombeiros conseguiram, na tarde de ontem (5), extinguir as chamas de um tanque que continha etanol anidro, mas dois tanques de gasolina ainda estão tomados pelo fogo nesta manhã.
    De acordo com a prefeitura, os bombeiros dispõem de 30 mil litros de espuma em reserva. Os Bombeiros também contam, desde ontem, com o auxílio de uma viatura com visão térmica, que permite identificar o calor nos cilindros, mesmo quando não há chamas. Um aparelho vindo do Exército também vai ajudar na detecção de partículas sólidas e de gás no ar, que podem oferecer perigo à saúde da população de Santos.
    A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) vem medindo a qualidade do ar em vários pontos da região: até ontem, não havia identificado alterações nos índices habituais nas cidades de Santos e Cubatão. As equipes da Cetesb também monitoram uma mortandade de peixes no estuário e no Rio Cubatão, possivelmente pela contaminação da água em razão do incêndio. Os peixes foram recolhidos para análise.
    A prefeitura de Santos informou que o possível impacto ao meio ambiente, de responsabilidade da empresa Ultracargo, poderá gerar multas de até R$ 50 milhões.
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      Esta semana: Pirajá, Itapuã e Paripe recebem Agências Móveis da Coelba

      Nos locais, os clientes poderão realizar o cadastramento na Tarifa Social de Energia

      06/04/2015 - 16:46
      Três bairros de Salvador recebem a partir de hoje, dia 06, as Agências Móveis da Coelba, veículo especialmente montado para levar até os consumidores os serviços da concessionária. Os beneficiados serão os moradores de Pirajá, Itapuã e Paripe. Nas três localidades, o atendimento será feito até a sexta-feira, dia 10, das 8h30 às 16h30.
      Nos bairros de Pirajá e Itapuã, as unidades de atendimento móveis estão instaladas em frente às Agências bairros da Coelba, na Granjas Rurais Presidente Vargas, s/n; e Rua do Tamarindo, nº 13, respectivamente. Em Paripe, o atendimento é realizado na Praça João Martins.
      Nos locais, os clientes poderão realizar o cadastramento na Tarifa Social de Energia, benefício do Governo Federal que concede descontos de até 65% na conta de luz. Para isso, os interessados devem se apresentar munidos de CPF, identidade, última fatura de energia e Número de Identificação Social (NIS) ou cartão do Bolsa Família ou número do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
      Além do cadastramento na Tarifa Social, estarão disponíveis nas unidades móveis serviços como pedidos de novas ligações, parcelamento de débitos, segunda via de conta de energia, religações, entre outros. A iniciativa tem o objetivo de facilitar a vida dos consumidores, além de aproximar concessionária e comunidade.

      Baralho do Crime tem 2 novas cartas

      Elas são o Três de Paus e o Três de Ouros

      06/04/2015 - 16:49
      Elas são o Três de Paus e o Três de Ouros
      Elas são o Três de Paus e o Três de Ouros
      A ferramenta foi criada pela Secretaria da Segurança Pública para divulgar as  imagens dos bandidos mais procurados do estado e incentivar a população  a denunciá-los.
      A carta Três de Ouros agora é ilustrada pelo homicida José Ribeiro da Silva, o  “Zé Estiva”, que também responde a seis inquéritos por tráfico de drogas e  receptação. Ele substitui Paulo Roberto Gomez Guimarães Filho, o  “Paulinho Mega”, preso, em setembro de 2014, pelo sequestro e morte do  advogado Ricardo Andrade Melo, 37 anos.   
      Já o novo Três de Paus é Jônata Rodrigues Santos, o “Rato”, processado  por estupro, tráfico de drogas e roubos, além de mandante e executor de  diversos homicídios. Rato substitui Élton Magno dos Santos Borges, o  “Titico”, encontrado morto no início do mês.
      Tanto Rato como  Titico atuavam na região de Camaçari (Abrantes) e Lauro de Freitas  (Portão) e adjacências e integram a quadrilha de Cássio dos Santos  Oliveira, o “Cassinho”, o atual Ás de Copas. 

      Giba visita Ilhéus e apresenta projeto na área do turismo nessa quarta

      Iniciativa que tem a frente o ex-jogador de vôlei visa integrar o turismo em cidades brasileiras

      06/04/2015 - 18:14
      Foto: Divulgação
      Nesta quarta-feira, dia 8 de abril, o campeão mundial de Vôlei, Gilberto Amauri de Godoy Filho (Giba) e o empresário Vadis Luiz da Silva, apresentam o Portal Gestour e a Rede Brasil de Municípios Interativos às principais lideranças do setor de turismo de Ilhéus. O evento será realizado, às 16h, no Salão Nobre do Palácio Paranaguá, sede da Prefeitura.
      Durante o encontro, que será aberto aos empreendedores do turismo, de modo geral, também estarão presentes autoridades, profissionais de imprensa e desportistas, além de Moacyr Vianna Júnior, licenciado do município interativo de Ilhéus que proporcionou a inclusão da cidade entre os 30 primeiros destinos do país – e o primeiro da Bahia – presentes neste inovador modelo de desenvolvimento do turismo nacional.
      A cidade de Ilhéus é a primeira, dentre as já licenciadas no portal, a receber Vadis e Giba para apresentação de todos os benefícios que o portal oferece.
      Os sócios da plataforma Gestour Brasil vão percorrer o Brasil em um roadshow para divulgar as facilidades encontradas neste e-marketplace do turismo nacional, que vai integrar prestadores de serviço da área, e fortalecer a integração da Gestour com os principais players do turismo nacional, mostrando um esforço cooperado em que todos os envolvidos saem ganhando.

      Internacional decide negociar Fabrício: "Não tem condições"

      Presidente do clube diz que clubes já demonstraram interesse no lateral

      Fernanda Meneghetti - Goal | 06/04/2015 - 18:42
      Foto: Divulgação/Alexandre Lops/SC Internacional
      O presidente do Internacional, Vitorio Piffero, avisou que Fabrício não jogará mais com a camisa do clube por conta do ocorrido na partida contra o Ypiranga. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira, o mandatário ressaltou que o lateral-esquerdo está livre para negociar com outro clube.  
      "Conversamos longamente com o empresário do Fabrício. Ele relata que está profundamente arrependido e se manifestará oportunamente. Não teve condições de voltar a Porto Alegre. Fabrício é patrimônio do Inter, temos 50% dos direitos dele e não vamos rasgar este patrimônio. A partir de agora, o empresário está autorizado a negociar o jogador, seja por empréstimo, seja para compra", comentou. 
      "Não tem condições. É inviável. É um símbolo do clube (a camisa que Fabrício atirou no chão). Em termos de futebol, não é a melhor decisão para o time, mas é para o clube. E respeitando também o jogador, que prestou excelentes serviços, mas que teve um dia de raiva e feriu demais o clube", explicou. 
      Segundo o cartola, alguns times já manifestaram interesse em contar com Fabrício. Piffero espera que a situação do atleta seja definida ainda nesta semana. 
      Aos 28 anos, Fabrício tem contrato com o Colorado até julho de 2017. Contratado em abril de 2011, o jogador soma 183 jogos e 16 gols pelo clube.

      Em Salvador, moradores passam sufoco por um balde de água

      Prazo para fim das obras está previsto para hoje

      Yuri Abreu | 06/04/2015 - 08:08
      Foto: Romildo de Jesus
      Eles vêm de todas as partes e do jeito que dá. Seja a pé, ao lado de parentes e vizinhos, ou de carro, eles vêm munidos com baldes, garrafas, galões e até tonéis para estocar o líquido cada vez mais precioso. O objetivo deles é um só: levar para casa, a água que não chega às torneiras e chuveiros desde o rompimento de uma adutora de água tratada da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) danificada pelas obras no metrô de Salvador, na última quarta-feira, dia 1º.
      Próximo ao Largo do Retiro, na capital baiana, moradores de diferentes bairros chegavam aos montes no desejo de encontrar água para manter as necessidades mais básicas. “Estou sem água desde quarta da semana passada. Tomar banho, cozinhar e fazer a limpeza da casa está sendo difícil”, disse a dona de casa Jucilene Santos. “Nós ficamos sabendo que tinha água aqui através dos vizinhos, já que a que estávamos pegando em um colégio lá no bairro acabou”, contou a aposentada Celina de Jesus, que veio do bairro da Fazenda Grande.
      A preocupação e o desespero de muitos era tão grande em busca do líquido precioso que muitos até saíam encharcados dos locais onde ainda havia disponibilidade. A falta de notícias quanto o restabelecimento do fornecimento também levou muitos a buscar água potável onde existisse. Alguns metros mais frente, na localidade do Arraial de Baixo, era praticamente possível ver um formigueiro humano se formando próximo a outra adutora rompida. Teve gente que até aproveitou mais este desperdício para tomar banho.
      Muitos chegaram ao local em picapes. No fundo, vários tonéis de plástico prontos para estocar água. “É para garantir o nosso da semana, já que não sabemos quando vamos ter nas torneiras em casa”, falou um morador que não quis se identificar. “Nós já pagamos caro por ela e agora temos que vir aqui buscar e carregar até em casa para levar até parentes que estão necessitando”, reclamou a dona de casa Linalva da Silva.
      “Essa é a quarta viagem que estamos dando apenas no dia de hoje. Tem gente que está vindo do bairro de São Caetano só para buscar água aqui no local”, comentou a garçonete Bárbara Nacassio. De acordo com os moradores, se a situação não fosse resolvida logo, eles iriam fazer uma manifestação nesta segunda-feira, fechando a BR-324, para cobrar uma solução quanto o fornecimento de água por parte da Embasa.
      Outra queixa deles é com relação ao preço cobrado, por parte de comerciantes da região, pelo galão de 20 litros de água. “Tem gente que está cobrando até R$ 60. Isso é exploração”, bradou Linalva. “A procura aqui está muita, são mais de 200 galões que vendemos por dia.  Muitos vêm de longe comprar aqui por que no seu bairro ou não encontram mais ou acha o preço salgado”, contou Antônio Santos, funcionário de um posto que fica na Sete Portas, onde o galão é vendido a R$ 8.
      Unidades de saúde
      Além dos moradores que vivem na periferia de Salvador sofrerem com a falta de água, o desabastecimento também já chegou a Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. No 16º Centro de Saúde, no Pau Miúdo, o atendimento foi suspenso. Já no posto da Avenida San Martin, um grupo de moradores tentou invadir o local para retirar água das torneiras, mas logo foram contidos pela Polícia Militar. A unidade do bairro de Itapuã também teve o atendimento comprometido na última sexta-feira. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde, a quantidade de água fornecida pelos carros pipa foi insuficiente para a demanda das unidades.
      Prazo para fim das obras está previsto para hoje
      No local para vistoriar o andamento das obras na manhã de ontem, o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, explicou o motivo de as intervenções não terem ficado prontas. “A gente definiu duas frentes de serviço aqui. Uma era a recuperação da adutora. Mas, no último sábado, a gente teve um acidente aqui com um carregamento de um talude e passamos a ter uma situação de risco muito grande. Tínhamos quase 14 metros de desnível e esse trabalho, que era o mais rápido e mais ágil acabou ficando inviabilizado de ser executado”, comentou. 
      Segundo Cedraz, paralela a esta adutora, desde o inicio do serviço, técnicos e operários vem construindo uma nova, de cerca de 500 metros de extensão e 1,5 metro de diâmetro, além de reforçar a estrutura. No local estão cinco frentes trabalhando para restabelecer o abastecimento de água no prazo mais curto possível. “A expectativa nossa é que o prazo de conclusão das obras se estenda até meados desta segunda-feira. Mas, estamos trabalhando para minimizar este prazo o máximo possível. A principio, teríamos até amanhã como prazo para conclusão deste serviço”, explicou.
      Caso as obras sejam concluídas ainda nesta segunda, a expectativa do presidente da Embasa é de que o sistema já comece a normalizar gradativamente. “Depois disso, a gente sabe que tem aquele tempo gradativo de recuperação. Com relação às zonas mais baixas e de mais fácil atendimento, elas amanhã mesmo já serão abastecidas. Quanto ao restante, acredito que até a próxima quarta-feira deverá ser regularizado”, garantiu.
      Em nota, a Embasa informou que além de ter reforçado a produção de água da estação de tratamento da Bolandeira, no dia de ontem foi ampliada a frota de carros-pipa de forma emergencial, dando prioridade para hospitais e postos de saúde. Até o restabelecimento do serviço, a empresa orientou a população a economizar água. Além dos bairros periféricos, outros nobres, como a Barra, já sofrem com o desabastecimento.
      Com a interrupção da adutora, o sistema teve uma redução na vazão de água tratada distribuída e está afetando o fornecimento de água em cerca de 60% da cidade. Ela é uma das principais tubulações que alimentam o sistema da capital, aduzindo água da Estação de Tratamento Principal, em Candeias até o Centro de Reservação do Cabula, o maior do município.

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