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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Limite maior do crédito consignado exige mais cuidado do consumidor

Com mudança na regra pelo governo, trabalhador e aposentado pode comprometer até 35% da renda com dívida

Agência Brasil
Limite maior eleva comprometimento da renda
Thinkstock/Getty Images
Limite maior eleva comprometimento da renda
A ampliação do limite da renda que pode ser comprometida com crédito consignado deve ser vista com cautela, na avaliação de especialistas. Nesta segunda-feira (13), foi publicada no Diário Oficial da União a medida provisória que amplia esse limite da renda do trabalhador ou aposentado de 30% para 35%. Esse percentual a mais (5%) só poderá ser usado para pagamento de compras com o cartão de crédito.
As instituições financeiras oferecem cartão de crédito consignado, com pagamento mínimo da fatura descontado em folha de pagamento. As taxas de juros das modalidades de empréstimo consignado são bem mais baratas que as do cartão de crédito tradicional. Para se ter uma ideia, em maio, os juros do crédito consignado estavam em 27,2% ao ano, enquanto do rotativo do cartão de crédito (quando se paga o mínimo da fatura e financia-se o restante) chegou a 360,6% ao ano.
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Para o diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade, Miguel de Oliveira, o lado positivo da medida é a ampliação de limite de uma linha de crédito que tem taxas de juros mais baixas. Por outro lado, com essa ampliação, sobra menos dinheiro para os consumidores pagarem outras despesas, como água e luz, medicamentos e moradia.
“É uma linha de crédito em que não se pode postergar o pagamento, porque vem descontado do salário. Se estiver com 35% comprometido, sobra 65% para todas as outras despesas. Amplia o endividamento das famílias e pode levar à inadimplência em outras áreas”, disse Oliveira.
O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques ressalta que é preciso fazer um planejamento financeiro, com corte de gastos supérfluos para evitar cair no endividamento e inadimplência. “As pessoas querem gastar mais que a renda permite. Se não fizer um planejamento, nunca vai sair do vermelho”, disse.
Em maio, a presidenta Dilma Rousseff (PT) vetou o aumento do limite de 30% para 40% da renda. Na época, a presidenta entendeu que sem a introdução de contrapartidas que ampliassem a proteção ao tomador do empréstimo, a medida proposta poderia acarretar um comprometimento da renda das famílias para além do desejável e de maneira incompatível com os princípios da atividade econômica.
“O Congresso queria votar 40%. Como não aprovou, o governo deu uma compensação”, disse Marques.
Para Oliveira, a medida do governo é contraditória em um momento em que o Banco Central tem subido os juros para conter a demanda por produtos e serviços e assim, reduzir a inflação. “Por um lado, o Banco Central está subindo os juros para reduzir a demanda, por outro lado, o governo incentiva as pessoas a usarem mais crédito”, disse.
A Medida Provisória nº 681, que passa a valer a partir de hoje, é assinada pelo vice-presidente da República, Michel Temer.
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    Musa do Pan dá a volta por cima e conquista a prata no salto sincronizado

    Ingrid de Oliveira, que caiu de costas na prova individual, na sexta-feira, se reabilitou nas duplas, com Giovanni Pedroso

    Giovanna Pedroso e Ingrid de Oliveira, prata na plataforma de 10 m
    Satiro Sodre/SSPress
    Giovanna Pedroso e Ingrid de Oliveira, prata na plataforma de 10 m
    As brasileiras Ingrid de Oliveira e Giovanni Pedroso conquistaram nesta segunda-feira a medalha de prata nos saltos ornamentais, na prova de salto sincronizado da plataforma de 10m dos Jogos Pan-Americanos. Ingrid, que havia protagonizado um dos momentos mais dramáticos da campanha brasileira em Toronto, caindo de costas em um de seus saltos na disputa individual, na sexta-feira, consagra-se, dando a volta por cima.
    As brasileiras assumiram a liderança da competição no quarto salto, mas não tiveram uma performance suficiente para manter a liderança.
    O ouro ficou com as donas da casa, Meaghan Benfeito e Roseline Filion, que venceram a competição com 316,89 no total contra 291,36 das brasileiras.
    Paola Espinosa e Alejandra Orozco, do México, tradicional força do esporte no continente, abriram brecha para o Brasil ao realizarem um péssimo salto na quarta rodada. Espinoza havia sido ouro no individual e Alejandra ficara com o bronze. Naquela competição, Ingrid ficou em sexto, e sua parceira foi a sétima.
    Giovanna Pedroso e Ingrid de Oliveira, prata na plataforma de 10 m
    Satiro Sodre/SSPress
    Giovanna Pedroso e Ingrid de Oliveira, prata na plataforma de 10 m

      "É amor. Simples assim", diz Lili, do vôlei de praia, casada com Larissa

      Jogadora capixaba, que tenta ao lado de Carol Horta o ouro no Pan, falou sobre homossexualidade e vê lado perigoso no ativismo pela causa gay. "A base de tudo é o respeito", diz

      Thiago Rocha/iG
      "Quando comento da Larissa, falo que é minha esposa. Não tem problema", diz Lili

      O tabu que a homossexualidade encara na sociedade parece ser ainda maior no esporte brasileiro. Assumir a preferência por uma relação com alguém do mesmo sexo é postura para poucos, por uma série de motivos: pela discussão que o tema provoca ou por medo de algum tipo de prejuízo, como perda de patrocínio, por exemplo. A capixaba Liliane Maestrini, de 27 anos, é uma das exceções à lei velada do silêncio que ainda impera no país que almeja ser potência olímpica.
      Lili, como é conhecida, tem um relacionamento desde 2010 com Larissa França, de 33 anos, ambas jogadoras de vôlei de praia. revelado publicamente apenas em 2013, com direito a cerimônia de casamento, em Fortaleza. Larissa parou de competir para tentar engravidar, mas perdeu o bebê duas vezes. Apoiada pela parceira, ela deixou o desejo de ser mãe de lado, voltou ao circuito mundial e está bem cotada na briga por vaga nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
      Sem medo de mostrar o afeto mútuo, Lili e Larissa compartilham fotos de viagens e momentos do casal nas redes sociais. Justamente um dos meios em que o preconceito mais se prolifera. A busca dos gays por direitos iguais e respeito à opção sexual move discussões acaloradas, de quem defende ou abomina. Um ativismo que, na opinião de Lili, é nocivo para qualquer lado. "Não tem necessidade de agressão. As pessoas têm de se respeitar da maneira que são e viver do jeito que acham que vão ser felizes", opina a jogadora, que não acha o tema fundamental no esporte.
      Lili está em Toronto, onde faz dupla com Carol Horta para o torneio de vôlei de praia dos Jogos Pan-Americanos, com início nesta segunda-feira - no jogo de estreia, venceram Machado/Rodríguez, da Nicarágua, sem grandes problemas. Discreta em entrevistas, ela conversou com o iG após o treino do último sábado e se posicionou sobre o que pensa da homossexualidade e sobre como ajudou desconhecidos a se assumirem como realmente são.
      iG: Assumir-se homossexual é uma coisa rara no Brasil, e no esporte parece ser um tabu ainda maior. É um assunto que precisa ser discutido no esporte?
      Lili: Para mim é tão natural que não vejo como um assunto a ser discutido, porque é natural. Toda forma de amor é bonita, é válida. Às vezes as pessoas mesmo se colocam no preconceito, entendeu? As pessoas têm preconceito com elas mesmas, não fala do homossexualismo porque tem preconceitos. Eu, não. Para mim, é tão natural que posso falar à vontade. Quando comento da Larissa falo que é minha esposa, não tenho problema com isso.
      iG: Porque é difícil alguém ter a mesma postura que você e ela tiveram...
      Lili: São pouquíssimos que assumem. Acho que as pessoas às vezes têm medo das críticas, medo do que os outros podem pensar. Nunca tive medo disso, nunca me preocupei com o que os outros iam falar, só queria ser feliz. As primeiras pessoas a saberem foram minha mãe, meu pai, minha família, que era o mais importante para mim. Se eles sempre me apoiaram, para mim não fazia diferença o que outras pessoas achariam. Foi até uma surpresa, e muito legal, que todas as pessoas à minha volta sempre me apoiaram. Sempre. Nunca aconteceu de alguma pessoa chegar até mim e fazer uma crítica. Nunca me aconteceu isso. A nossa demonstração, minha e da Larissa, de carinho, de amor e de respeito é tão grande... A gente coloca foto no Facebook, a gente expõe muito isso, e as pessoas dão apoio.
      A cerimônia do casamento de Lili e Larissa
      Reprodução/Facebook
      A cerimônia do casamento de Lili e Larissa

      iG: Existe, por exemplo, orientações do COI (Comitê Olimpico Internacional) de não misturar questões políticas com o esporte. Por isso talvez que não se fala tanto de homossexualidade neste ambiente? Acha ruim essa restrição?
      Lili: Não tem uma pessoa que fala para não comentar, a própria pessoa se esconde por medo, não sei se é por medo ou por que é. Muita gente pensa: o que o meu patrocinador vai pensar? Gente... Você vai viver a sua vida, e quem gostar de você vai estar ao seu lado. Se é sua parceria, seu técnico, seu amigo, quem gosta de você vai estar do seu lado. Seu patrocinador, se ele gosta realmente do seu trabalho, vai estar do seu lado, não vai ligar para o que você faz em sua vida pessoal, a não ser que você fique saindo para a balada, para beber, para chutar o balde. Não! Você está tendo seu relacionamento com outra pessoa do mesmo sexo e está simplesmente vivendo feliz. Entendeu? Eu não tenho em meu círculo de amigos pessoas preconceituosas, em relação a isso, a raça, a qualquer coisa. O preconceito é indiferente para mim. Na minha família também. No nosso ciclo de amigos também, a gente não tem pessoas preconceituosas, graças a Deus, porque fico longe de qualquer tipo de preconceito.
      iG: Você se interessa pela parte política deste assunto?
      Lili: Eu acho superlegal, você vê que a pessoa pode se assumir e ser feliz com isso. Muita gente se esconde, tem medo de falar, então cada vez que acontecem coisas desse tipo as pessoas ficam mais relaxadas. Deve ser horrível viver se escondendo do mundo, da sua família. Poxa, não pode falar nada para a sua mãe, que está ali do seu lado, ter medo do que a mãe vai pensar... Poxa, deve ser a pior sensação do mundo. Sou assim, sou feliz assim, então vou falar com a minha família. As pessoas tinham de fazer isso, sabe? Para mim é uma coisa tão normal. É amor. Simples assim.
      iG: Algum ou alguma atleta já procurou você para se aconselhar depois da revelação de seu relacionamento com Larissa?
      Lili: Atleta, não. Mas muita gente. Já tiveram uns cinco casamentos que me chamaram para ser madrinha, só que eu não pude por causa dessa correria. E as pessoas falando: poxa, vi a felicidade de vocês e a gente resolveu fazer também. Teve gente perguntando: pô, como falo com a minha mãe? No Facebook era assim... E eu respondi todo mundo. É legal você tentar, independentemente do que seja, tentar ajudar as pessoas, dar um caminho. Se você pode fazer isso, por quê não? Já recebi mais de 50 mensagens, tanto de homens quanto de mulheres, perguntando como falei com os meus pais ou como lido em relação a isso com a sociedade, os meus medos, em relação a tudo. E várias vezes já ajudei as pessoas e depois elas vieram dizer: falei com a minha mãe, ela está tranquila comigo e não sei o quê... Eu me senti muito bem com isso.
      Larissa e Lili
      Ahe!
      Larissa e Lili

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      Óbvio que vão ter casos que a pessoa vai se frustrar porque a família às vezes não vai apoiar e tudo, mas é questão da comunicação, como vai falar, como vai expor o que sente. Não adianta você querer dar uma voadora, né... Se você sabe que seu pai ou sua mãe tem algum tipo de preconceito, tem de ir devagar, explicar o que você quer, o que você sente. Não acredito que tenha algum pai ou mãe que queira a infelicidade do filho. Eles vão acabar vendo que se o filho é feliz daquela maneira é o melhor caminho.
      iG: Falta no Brasil alguém que levante essa bandeira no esporte, talvez um ativista?
      Lili: Na verdade, acho que não tem necessidade. Sabe por quê? Se você fala em ativista é porque esse assunto é incomum, que choca, entendeu? Para mim não choca. É a mesma coisa de um cara levantar bandeira hétero. Cada um vive da maneira que quer. Eu não vou forçar uma pessoa a pensar da mesma maneira do que eu. Nunca! Respeito o pensamento de cada um, e também quero que respeitem o meu. Entendeu? Se as pessoas se respeitassem mais... A base de tudo é isso, é o respeito.
      iG: Parece que o ativismo deixa as pessoas mais agressivas.
      Lili: Justamente, e dos dois lados. Não tem muita necessidade de ter essa agressão. As pessoas têm simplesmente de se respeitar da maneira que elas são e viver do jeito que acham que vão ser felizes.
      iG: A dupla Larissa/Talita é uma das candidatas a ir aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Você e Carol Horta também estão neste ranking. Como é essa briga por vaga olímpica dentro de casa?
      Lili: Eu torço muito! Ela está numa fase excelente, é uma pessoa que merece muito estar nessa Olimpíada, voltou depois de um tempo parada e voltou com toda vontade. É uma pessoa muito boa, de coração, que ajuda todo mundo, e mais do que ninguém merece estar lá em 2016. Eu não estando lá vou torcer a cada segundo, vou estar do lado dela apoiando, dando força sempre.
      iG: O Pan de Toronto não conta pontos para o ranking mundial. É de alguma forma um prejuízo na busca pela vaga olímpica em 2016?
      Lili: A vaga olímpica ficou mais difícil para a gente com a vinda para o Pan porque a gente perde dois Grand Slam, mas tenho certeza de que o Pan vai trazer para a gente uma bagagem gigantesca, é um torneio sensacional. É responsabilidade grande e a gente sente que as pessoas confiam na gente. A sensação de estar aqui representando o Brasil é incrível e vamos dar 100%, jogar com alegria, vibração. A gente é um time novo, mas já tivemos bons resultados.
      Relembre atletas que foram a público e assumiram o homossexualismo:
      O americano Bruce Jenner, ouro no decatlo nos Jogos Olímpicos de Montreal-1976, resolveu trocar de sexo e mudar o nome para Caitlyn. Foto: Reprodução
      A ex-ginasta Laís Souza afirmou em entrevista que matinha relacionamento com outra mulher. Foto: Daniel Ramalho/ Agif/Gazeta Press
      A ex-tenista Martina Navratilova foi uma das primeiras estrelas do esporte ao assumir se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Foto: Getty Images
      A ex-tenista francesa Amelie Mauresmo é assumidamente gay desde o tempo em que estava em atividade no circuito mundial. Foto: Getty Images
      O britânico Tom Daley, atleta dos saltos ornamentais, revelou ser gay em 2013. Foto: Getty Images
      Thomas Hitzlsperger jogou na seleção da Alemanha e assumiu que é gay. Foto: Getty
       Matt Llano, corredor profissional de longa distância, saiu do armário em setembro, em um video produzido pelo seu clube, o Northern Arizona Elite. Foto: Reprodução
      Michael ganhou as manchetes ao assumir a homossexualidade. Foto: Vipcomm
       O jogador de futebol britânico Liam Davis contou que ele é gay, casado e cheio de orgulho. . Foto: Reprodução
      O nadador Tom Luchsinger estava estressado de viver uma vida no armário e contou que tinha crises de ansiedade. Foto: Reprodução
      Gareth Thomas é recordista de partidas na seleção de rúgbi de País de Gales. Assumiu a homossexualidade em 2009. Foto: Getty Images
      Em 2012, o nadador australiano Ian Thorpe negou ser gay. Dois anos depois, assumiu essa opção sexual em entrevista. Foto: Reprodução
      Anton Hysen assumiu ser gay. Foto: Reprodução
      Michael Sam, jogador de futebol americano. Foto: Getty Images
      Fashanu foi o 1º jogador de futebol inglês gay a se assumir. Foto: Getty Images
      Greg Louganis ganhou cinco medalhas olímpicas nos saltos ornamentais. Assumiu ser gay e que contraiu o vírus HIV na década de 90. Foto: Getty Images
      Kevin Grayson admitiu a homossexualidade em entrevista para a CBS. Foto: Reprodução
      Capa da revista Sports Illutrated, que traz foto do pivô Jason Collins, que assumiu ser gay. Foto: Reprodução/Sports Illustrated
      David Testo (23) disse que seus colegas de time já sabiam que ele era homossexual. Foto: Getty Images
      Marcus Urban foi o primeiro jogador alemão de futebol que assumiu ser gay, em 2007. Ele atuou até o início dos anos 90. Foto: Divulgação
      O americano Bruce Jenner, ouro no decatlo nos Jogos Olímpicos de Montreal-1976, resolveu trocar de sexo e mudar o nome para Caitlyn. Foto: Reprodução
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