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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Equipamento de tiro esportivo vira submetralhadora na mão de bandidos

Acessório fabricado principalmente nos EUA é contrabandeado ao Brasil.
Investigadores afirmam que policiais já foram mortos esse tipo de kit.

Um equipamento criado para tiro esportivo dá mais estabilidade ao atirador. Bandidos brasileiros usam o acessório em pistolas de verdade. E fabricam artesanalmente uma outra peça, que faz com que a arma dispare rajadas em vez de uma bala de cada vez. O “kit” transforma a pistola numa submetralhadora. Além de aumentar o poder de fogo dos bandidos, a nova arma é mais barata do que um fuzil. O Fantástico mostrou como os acessórios funcionam e foi ao Paraguai confirmar a facilidade de compra e contrabando do equipamento. Assista a reportagem no vídeo acima.

Três palpites para o tema da Redação Enem 2015 – e como abordá-los

por Andrea Ramal

Três palpites para o tema da Redação Enem 2015 – e como abordá-los


Uma das maiores expectativas de quem vai fazer Enem é o tema da redação. Afinal, esta prova é decisiva para a colocação dos candidatos e o meio milhão de notas zero do ano passado ainda ecoa na cabeça de estudantes e professores.

Antes de tudo, vale levar em conta que não adianta muito ficar adivinhando os temas, pois a possibilidade de acertar “na mosca” é bastante remota. O que importa é dominar a estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, desde o início até o final.

Na introdução, o candidato precisa oferecer um panorama geral do tema, mostrando a sua relevância. No desenvolvimento, o avaliador examinará se o candidato tem visão global, considerando os diversos aspectos da questão explorada, e se articula bem as ideias.

Por fim, cabe ao candidato apresentar uma proposta de intervenção social: como ele julga que esse problema pode ser resolvido ou encaminhado? A proposta deve ser factível e concreta.

Quem domina essa estrutura, é antenado com o que acontece no mundo e tem uma postura crítica certamente terá muito a dizer.

Posto isso, registro aqui, de todos modos, três palpites sobre os possíveis temas para a prova deste ano.

Liberdade de expressão
Minha primeira aposta vai para a liberdade de expressão. Foi uma discussão importante em 2015, sobretudo em face do ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, ocorrido em janeiro deste ano, que resultou na morte de 12 pessoas.

A proposta da redação pode pedir que o candidato analise se a liberdade de expressão deve ter limites ou se é permitido dizer tudo, mesmo ferindo os sentimentos e crenças dos demais. 

A questão tem duas faces. Por um lado, a liberdade de expressão é garantida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e qualquer tipo de censura da informação pode constituir uma ameaça aos valores que estão na base dessa liberdade. 

Em contrapartida, os próprios documentos da ONU mencionam que a liberdade de expressão não dá direito a incitar a guerra, o preconceito ou o ódio. Ora, se não pode haver censura prévia, ao mesmo tempo há responsabilidades posteriores pelo que se diz. Tal fronteira, imposta por limites legais e morais, é decisiva para garantir o respeito pelos outros.

Redução da maioridade
Outro palpite vai para a redução (ou não) da maioridade penal. O que considerar? Sob uma perspectiva histórico-social, há dezenas de razões para não reduzir a maioridade: fixá-la em 18 anos é tendência mundial; os adolescentes infratores representam apenas 0,5% da população jovem do Brasil (e uma exceção não pode pautar uma lei); sem falar que as causas da violência e da desigualdade não se resolverão com a adoção de leis penais – seria tratar o efeito, e não a causa. 

Por outro lado, há quem pondere que, aos 17 anos, o jovem já sabe o que faz e alguns optam conscientemente pela criminalidade. O Enem pode cobrar uma argumentação sobre esta polêmica, que foi uma das mais marcantes do ano no cenário nacional.

Olimpíadas no Brasil 2016
Por fim, correndo por fora, um terceiro tema pode ser o escolhido: as Olimpíadas no Brasil 2016: benefícios e desafios. Como garantir que esse evento deixe um legado real para a população? Para discutir o assunto, é pertinente que o candidato utilize indicadores de países que já tenham realizado um evento desse porte, além de demonstrar entendimento dos avanços concretos que podem reverter para o cidadão brasileiro.

Baixe o G1 Enem, jogo com perguntas, desafio e dicas em vídeo

Três palpites para o tema da Redação Enem 2015 – e como abordá-los

por Andrea Ramal

Três palpites para o tema da Redação Enem 2015 – e como abordá-los


Uma das maiores expectativas de quem vai fazer Enem é o tema da redação. Afinal, esta prova é decisiva para a colocação dos candidatos e o meio milhão de notas zero do ano passado ainda ecoa na cabeça de estudantes e professores.

Antes de tudo, vale levar em conta que não adianta muito ficar adivinhando os temas, pois a possibilidade de acertar “na mosca” é bastante remota. O que importa é dominar a estrutura de um texto dissertativo-argumentativo, desde o início até o final.

Na introdução, o candidato precisa oferecer um panorama geral do tema, mostrando a sua relevância. No desenvolvimento, o avaliador examinará se o candidato tem visão global, considerando os diversos aspectos da questão explorada, e se articula bem as ideias.

Por fim, cabe ao candidato apresentar uma proposta de intervenção social: como ele julga que esse problema pode ser resolvido ou encaminhado? A proposta deve ser factível e concreta.

Quem domina essa estrutura, é antenado com o que acontece no mundo e tem uma postura crítica certamente terá muito a dizer.

Posto isso, registro aqui, de todos modos, três palpites sobre os possíveis temas para a prova deste ano.

Liberdade de expressão
Minha primeira aposta vai para a liberdade de expressão. Foi uma discussão importante em 2015, sobretudo em face do ataque ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, ocorrido em janeiro deste ano, que resultou na morte de 12 pessoas.

A proposta da redação pode pedir que o candidato analise se a liberdade de expressão deve ter limites ou se é permitido dizer tudo, mesmo ferindo os sentimentos e crenças dos demais. 

A questão tem duas faces. Por um lado, a liberdade de expressão é garantida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e qualquer tipo de censura da informação pode constituir uma ameaça aos valores que estão na base dessa liberdade. 

Em contrapartida, os próprios documentos da ONU mencionam que a liberdade de expressão não dá direito a incitar a guerra, o preconceito ou o ódio. Ora, se não pode haver censura prévia, ao mesmo tempo há responsabilidades posteriores pelo que se diz. Tal fronteira, imposta por limites legais e morais, é decisiva para garantir o respeito pelos outros.

Redução da maioridade
Outro palpite vai para a redução (ou não) da maioridade penal. O que considerar? Sob uma perspectiva histórico-social, há dezenas de razões para não reduzir a maioridade: fixá-la em 18 anos é tendência mundial; os adolescentes infratores representam apenas 0,5% da população jovem do Brasil (e uma exceção não pode pautar uma lei); sem falar que as causas da violência e da desigualdade não se resolverão com a adoção de leis penais – seria tratar o efeito, e não a causa. 

Por outro lado, há quem pondere que, aos 17 anos, o jovem já sabe o que faz e alguns optam conscientemente pela criminalidade. O Enem pode cobrar uma argumentação sobre esta polêmica, que foi uma das mais marcantes do ano no cenário nacional.

Olimpíadas no Brasil 2016
Por fim, correndo por fora, um terceiro tema pode ser o escolhido: as Olimpíadas no Brasil 2016: benefícios e desafios. Como garantir que esse evento deixe um legado real para a população? Para discutir o assunto, é pertinente que o candidato utilize indicadores de países que já tenham realizado um evento desse porte, além de demonstrar entendimento dos avanços concretos que podem reverter para o cidadão brasileiro.

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Agência americana vai ajudar a combater tráfico de armas no RJ

DEA vai abrir escritório na cidade a pedido de Beltrame.
Segundo assessoria, ainda não há prazo para a implantação da unidade.

Do G1 Rio
O combate ao tráfico de armas no Rio de Janeiro vai ganhar um reforço de peso. A pedido do secretário de Segurança Pública do Estado (Seseg), José Mariano Beltrame, a agência Drug Enforcement Administration (DEA), de combate ao narcotráfico dos Estados Unidos, vai abrir um escritório no Rio de Janeiro.

A informação foi publicada pela revista Isto É, neste sábado (16), que destacou que dois agentes da DEA já estariam na cidade providenciando a abertura do escritório. O G1 entrou em contato com a assessoria de Segurança Pública, que informou que apesar de não haver data definida para a instalação do escritório no Rio, pois a mesma será definida pelo governo americano, todos os tramites já foram acertados e está confirmada a abertura do escritório na cidade. O principal objetivo do governo do Rio é fazer um levantamento das rotas pelas quais as armas estrangeiras entram no Brasil e chegam às mãos do tráfico.

No início de setembro, Beltrame entregou sugestões de mudanças no Estatuto do Desarmamento à bancada do Rio de Janeiro, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Entre as principais propostas, estavam medidas para tornar mais severas as punições para quem portar armas de uso restrito, granadas e explosivos.
Fuzil .50 é capaz de derrubar helicóptero e foi apreendido com líderes do tráfico em agosto (Foto: Reprodução / TV Globo)Fuzil .50 é capaz de derrubar helicóptero e foi apreendido com líderes do tráfico em agosto (Foto: Reprodução / TV Globo)
“O Rio não está em guerra para ter fuzil. Estamos apreendendo 1.2 fuzil por dia, não é possível. A pessoa que tem um equipamento desses tem que sentir a força da lei, a força do apenamento, e tem que perceber que não vale a pena ter esse tipo de instrumento consigo, coisa que, no Rio de Janeiro, com o tempo, se banalizou”, afirmou o secretário na época.

Há dois meses, quando a polícia prendeu seis criminosos apontados como líderes da facção criminosa mais perigosa do Estado, a polícia aprendeu na casa onde eles estavam um fuzil calibre .50, capaz de derrubar um helicóptero. No início desse ano, Beltrame afirmou que considerava o fuzil o “inimigo número 1” do combate ao crime no Rio. Os agentes dos EUA também colaborarão no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos 2016.
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Atualizado em 19/10/2015 08h02 'Foi tipo um terremoto', disse sobrevivente da explosão no Rio

Ironildo Soares de Araújo ajudou a retirar moradores.
Pelo menos oito pessoas ficaram feridos.

Do G1 Rio
Um morador da vila de casas no fundo dos imóveis destruídos após a explosão no bairro de São Cristóvão na manhã desta segunda-feira (19) falou em entrevista ao Bom Dia Rio sobre os momentos de tensão dos desabamentos. Segundo ele, a explosão pareceu um terremoto.
"Foi um momento de terror. Muita tensão, muita gente pedindo socorro, muita gente gritando. Muita fumaça. A coisa realmente foi muito feia. Foi um abalo muito grande, começou a cair tudo", contou Ironildo Soares de Araújo, que morava com três amigos num quarto na vila. "Foi tipo um terremoto. Foi da rua para dentro [da vila]. Foi um barulho muito forte, tudo caindo em cima da gente. Não sobrou quase nada", acrescentou o morador, que contou que ajudou a tirar "na unha" vizinhos que tinham ficado soterrados. 
"Tem muita gente boa aí dentro. Estamos pedindo a Deus que saia todo mundo bem", acrescentou.
Defesa Civil procura vítimas com cães farejadores (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Defesa Civil procura vítimas com cães farejadores (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)
A forte explosão no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro, destruiu imóveis comerciais e residenciais na madrugada desta segunda-feira (19), informou a unidade de Benfica do Corpo de Bombeiros.
Bombeiros informaram que ao menos oito feridos foram retirados dos escombros. Quatro deles foram encaminhados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde duas pessoas chegaram desacordadas e duas com ferimentos leves. Entre as vítimas há uma criança. Por volta das 6h20, uma pessoa já havia sido liberada.
A Prefeitura investiga se a explosão foi causada por algum botijão de gás irregular em local fechado. Ainda de acordo com a Prefeitura, os imóveis que explodiram não eram ligados à rede de gás. Segundo um morador de uma vila que fica no fundo dos imóveis destruídos, o susto na hora foi muito grande e as pessoas ficaram apavoradas e muita gente pedia socorro.
“Foi um momento de terror, muita tensão, muita gente pedindo socorro, muita gente gritando, muita fumaça, a coisa realmente foi muita feia. Começou a cair tudo, foro, depois começou a cair tudo. A sorte é que a nossa não começou a cair de hora, mas a tensão primeiro foi sair lá de dentro. Foi tipo terremoto, tipo terremoto. A filha do João pedindo socorro, pois a parede do quarto caiu em cima dele e da esposa. Pessoal foi tirado a unha mesmo", afirmou Ironildo Soares de Araújo, que diz ter perdido quase tudo na explosão, mas afirmou estar aliviado por ter sobrevivido.
Imagem mostra local antes e depois da explosão em São Cristóvão (Foto: Google Street View e Reprodução/TV Globo)Imagem mostra local antes e depois da explosão em São Cristóvão (Foto: Google Street View e Reprodução/TV Globo)

Os bombeiros procuram por possíveis vítimas soterradas nas ruinas, trabalhando com máquinas pesadas, retroescavadeiras e serras elétricas. Devido à forte explosão, o estrondo foi ouvido a quilômetros de distância.
A maioria dos imóveis vizinhos foram atingidos em função do forte deslocamento de ar. Portas foram arrancadas, janelas quebradas e destroços foram arremessados a uma grande distância. Apartamentos em edifícios que ficam a cerca de 400 metros de distância dos imóveis que explodiram, ficaram com as janelas quebradas. Segundo pessoas que estão no local da explosão, o cheiro de gás está muito forte.
Imagem da destruição após explosão na Zona Norte do Rio (Foto: Reprodução / TV Globo)Imagem da destruição após explosão na Zona Norte do Rio (Foto: Reprodução / TV Globo)
No local funcionariam dois restaurantes e uma farmácia. Esses estabelecimentos estariam totalmente destruídos. Há grandes danos ainda em outros 20 imóveis em uma vila anexa à área comercial.
Segundo bombeiros, a explosão considerada forte ocorreu por volta de 3h e foi ouvida no quartel a 2 km de distância. A força do deslocamento de ar chegou a quebrar vidros de muitos imóveis vizinhos.
A maior parte dos imóveis atingidos fica na Rua São Luiz Gonzaga, onde há pedaços de concreto, entulho e muito vidro espalhados pela via.
Bombeiros procuram por vítimas soterradas  (Foto: Reprodução / TV Globo)Bombeiros procuram por vítimas soterradas (Foto: Reprodução / TV Globo)
Ainda não há informações oficiais sobre as causas da explosão, mas bombeiros suspeitam de vazamento de gás como causa. Há focos de incêndio e fumaça na área destruída.
A explosão levou centenas de moradores da região a deixarem seus imóveis, com medo de novas explosões ou desabamentos.
Interdição
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que interditou trecho da Rua São Luiz Gonzaga, entre o Campo de São Cristóvão e o Largo da Cancela, para o trabalho dos bombeiros. Há interdição também na Avenida do Exército, entre a Rua João Ricardo e o Campo de São Cristóvão. Há desvios e agentes de trânsito orientando motoristas na região.
Rua São Luiz Gonzaga se transformou em uma área de entulho, vidros e pedaços de concreto (Foto: Reprodução / TV Globo)Rua São Luiz Gonzaga se transformou em uma área de entulho, vidros e pedaços de concreto (Foto: Reprodução / TV Globo)

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Veja imagens antes e depois da explosão em São Cristóvão, no Rio

Imóveis ficaram totalmente destruídos após a explosão.
Sete pessoas que ficaram entre os escombros foram hospitalizadas.

Do G1 Rio
Imagens mostram o local da explosão em São Cristóvão antes e depois da explosão (Foto: Reprodução/GoogleStreetView e GloboNews)Imagens mostram o local da explosão em São Cristóvão antes e depois da explosão (Foto: Reprodução/GoogleStreetView e GloboNews)
Imagens mostram como ficou o local da explosão que afetou imóveis comerciais e residenciais em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira (19). Fotos do Google Street View mostram era a fachada dos imóveis da Rua São Luiz Gonzaga antes da explosão e como ficou após a explosão. Uma farmácia e uma drogaria ficaram completamente destruídas.
Segundo o corpo de bombeiros, ao menos oito feridos foram retirados dos escombros e sete deles foram levados para o Hospital Municipal. Um deles foi atendido e liberado no próprio local. Outras sete foram encaminhadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde duas chegaram desacordadas. Entre as vítimas há uma criança de nove anos.
Bombeiros observam local de explosão em São Cristóvão (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Bombeiros observam local de explosão em São Cristóvão (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)
Não há informações sobre feridos na explosão (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)Não há informações sobre feridos na explosão (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)
Embalagens de pizza foram parar no teto de imóveis (Foto: Reprodução/TV Globo)Embalagens de pizza foram parar no teto de imóveis (Foto: Reprodução/TV Globo)
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Farol Econômico: Governo anuncia renovação de Aratu

Donaldson Gomes (donaldson.gomes@redebahia.com.br)
  
O governo do estado vai anunciar sexta-feira (23) um importante conjunto de investimentos na área portuária, que serão realizados na região de Aratu. Tratado reservadamente com autoridades federais e com importantes grupos empresariais, o projeto tem tudo para, enfim, começar a modificar a realidade no mais importante porto baiano, em movimentação de cargas.  É lá a principal porta de entrada e de saída dos produtos fabricados nos complexos industriais instalados na Região Metropolitana de Salvador. O primeiro passo é o anúncio de um conjunto de investimentos que serão feitos em parceria com a petroquímica Braskem, com a construção de um novo terminal e a ampliação na área de armazenagem. Os investimentos são da ordem dos R$ 400 milhões. Quem lê o Farol Econômico sabe que, no último mês de junho, a Braskem solicitou a renovação da licença prévia para a implantação do terminal.  A implantação e operação do projeto vão gerar 400 empregos diretos e 3 mil indiretos.  A previsão é que o terminal deve começar a operar no segundo semestre de 2017.
Mordida menor
Está longe de ser a solução ideal. Mas os integrantes do Sistema S – que engloba entidades como o Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sebrae, Senar, entre outras – estão bem perto de conseguir reduzir o tamanho da mordida que o governo federal quer dar nas contribuições do setor produtivo. Após algumas rodadas de negociações com a Casa Civil, reduziu-se a pedida de Brasília de R$ 8 bilhões para R$ 5 bilhões. Além disso, foi feito um apelo para que, no lugar de tirar recursos, que o governo mantenha o orçamento e transfira um volume de serviços correspondentes. O raciocínio é que para o setor, de reconhecida eficiência, é mais fácil absorver mais serviços, pelo prazo de um ano, que perder receitas. A coisa só não foi sacramentada ainda por conta da mudança recente no comando da Casa Civil, agora com o ex-governador baiano, Jaques Wagner.
Na indústria
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Ricardo Alban, diz que as negociações do Sistema S com a Casa Civil estão bastante avançadas. “Estamos retomando as discussões em relação a detalhes. Mas tudo caminha para que o setor produtivo absorva mais serviços”, afirma. O presidente da Fieb faz questão de ressaltar que o setor produtivo encara o acordo como “mais um sacrifício pelo país”. O “sacrifício” da Indústria brasileira deve ficar em R$ 1,8 bilhão. Se for proporcional à participação da Bahia nos repasses do setor, 4% vem para cá.
No Comércio
Não fosse a mudança no comando da Casa Civil, a expectativa do comércio brasileiro era de que o acordo entre o governo e o Sistema S tivesse sido firmado na última sexta-feira, diz o presidente da Federação do Comércio e Serviços da Bahia, Carlos Andrade. O empresário diz que a expetativa agora é pela retomada das negociações. “Chegamos a um meio termo em relação ao sacrifício. Agora é esperar a retomada das negociações”, afirma. A Bahia, diz, é o destino de 15% dos repasses ao Comércio. Proporcionalmente, pode ter que “bancar” R$ 270 milhões do ajuste.
No horizonte
* O presidente da Ford para América do Sul, Steven Amrstrong, estará amanhã em Camaçari para  anunciar projeto social da montadora que vai beneficiar jovens que participarão de cursos técnicos e comportamentais com foco no  mercado de trabalho.
Leia mais no blog www.correio24horas.com.br/blogs/farol-economico

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