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domingo, 19 de abril de 2015

Segundo suspeito de matar turista espanhol é preso

  • Reprodução Facebook
    Hugo Blanco, turista espanhiol morto em Itapuã
A polícia prendeu José Alexandre Santos Souza, segundo suspeito de envolvimento na morte do turista espanhol Hugo Calavia Blanco, de 36 anos, no último dia 13, em Itapuã, na capital baiana.
Ele se entregou à polícia neste sábado, 18, na 12ª Delegacia Territorial (DT) de Itapuã. O outro suspeito, um adolescente de 16 anos, foi apreendido na madrugada desta sábado em Serrinha (a 173 quilômetros de Salvador).
O jovem foi ouvido pelo delegado titular da 12ª DT, Antônio Carlos Magalhães Santos, mas a polícia não divulgou mais informações sobre o depoimento do suspeito.
Caso
Hugo Blanco desembarcou em Salvador por volta de 9h30 de segunda-feira, dia 13. Ele veio a convite do amigo e também espanhol Alberto Aroz Calvo, 36, que trabalha há sete meses em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Doze horas após o desembarque, Hugo acabou morrendo em um assalto, que deixou Alberto ferido. O turista planejava passar uma semana na Bahia e falou que queria muito conhecer a Chapada Diamantina.
Os planos, porém, foram interrompidos quando os espanhóis voltavam para o estacionamento do Restaurante Villa Bahiana, na Rua Calazans Neto, em Itapuã, para pegar o Ford Ecosport (PUI 5355). Os amigos foram baleados às 21h, por dois homens, que roubaram o veículo.
Segundo Salete de Aguiar, 28, que disse ser namorada de Alberto, as vítimas foram jantar no local. Ela contou que os bandidos eram adolescentes e efetuaram os disparos depois de receberem a chave do carro.
"Ainda não tive com Alberto, mas um amigo do trabalho que acompanha ele no hospital me falou o que teria acontecido. Para mim, os ladrões atiraram de maldade mesmo", disse Salete.
Conforme o titular da 12ª DT (Itapuã), Hugo foi baleado na testa e morreu no local, enquanto Alberto foi atingido no tórax e no pé e foi socorrido por uma guarnição da 15ª CIPM para o Hospital Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, na região metropolitana.

Para comemorar Dia do Livro Infantil, alunos visitam Biblioteca Pública

18/04/2015 às 18:14


Da redação

Alunos visitam Biblioteca Pública
Foto assessoria
Francisco Beltrão - Nesta sexta-feira pela manhã alunos do quinto ano da Escola Municipal Maria Basso Dellani tiveram uma aula diferente. Aproveitando que neste sábado é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil, a direção da Escola promoveu uma visita à Biblioteca Pública João Paulo I. Os alunos tiveram a oportunidade de fazer carteirinha de sócio e conhecer as centenas de livros de literatura infantil e juvenil disponíveis no espaço. Carlos Henrique Moreira, 10 anos, diz que sempre gostou de ler e com a carteirinha poderá conhecer mais títulos de livros. “Sempre gostei de ler, em casa a gente tem vários e a professora da escola sempre nos incentiva a ler vários livros”, conta o aluno, que diz preferir os gibis da Turma da Mônica.
O colega de Carlos Henrique, Lucas Oliveira, de 09 anos, também diz gostar muito de ler, já que a escola sempre o incentiva a fazer empréstimos de livros. “Gosto de ler gibis e livros de aventura. Nossa escola tem uma grande variedade de livros infantis, então nós temos um grande incentivo à leitura lá na escola”, diz.
A coordenadora, Salete Cenci, destaca que a escola realiza variados programas de incentivo à leitura, integrando, inclusive, os pais dos alunos. Além de levar os alunos para visitar a Biblioteca, ela destaca que todos eles já levam livros da própria escola para casa. Salete afirma que alunos que gostam de ler são diferenciados. “São alunos que aprendem com mais facilidade, se concentram mais nas atividades. A gente sabe que quem lê sabe mais, aprende mais. A leitura é primordial, importantíssima”, descreveu.
A Biblioteca Pública de Francisco Beltrão possui 25 mil livros, destes, uma parte considerável é destinada ao público infantil e juvenil. Para fazer a carteirinha, basta ir até o local com documentos pessoais e comprovante de residência. A Biblioteca se localiza na Rua Vereador Romeu Lauro Werlang, Centro.
O Dia do Livro Infantil, comemorado sábado, dia 18, foi instituído em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, autor de vários títulos infantis, entre eles A Menina do Nariz Arrebitado, Caçadas de Pedrinho e Emília no País da Gramática. O dia 18 é a data de nascimento do escritor.

Monteiro Lobato é tema de atividades

Para comemorar o Dia do Livro Infantil, a Biblioteca Infantil de Sorocaba realiza uma agenda de atividades gratuitas, alusivas ao escritor Monteiro Lobato. 

Durante esta semana, dos dias 20 e 27, das 9h às 10h e das 14h às 16h, crianças de 7 a 10 anos podem participar de oficinas de dobraduras, baseadas nas histórias de Lobato, destacando alguns de seus personagens e textos infanto-juvenis. A ideia é que as crianças confeccionem figuras e objetos simples, ouvindo e brincando com histórias do escritor paulista. As vagas são limitadas. 

Outra iniciativa alusiva à data e que pode ser conferida pelo público é a exposição Monteiro Lobato, o escritor de muitas ideias. A mostra aborda a vida e a obra do escritor, bem como suas ideias e polêmicas. 

Monteiro Lobato também é o destaque no Projeto Leituras, que busca despertar o interesse pela leitura por meio de apresentação e leitura de trechos ou na íntegra de obras previamente selecionadas. No dia 22 (quarta-feira), das 15h às 16h, ocorre a leitura dos contos Urupês e Velha Praga, obras também de Lobato. São dois contos nos quais o escritor apresenta o caipira paulista do Vale do Paraíba, ironizando acidamente sua condição. 

A biblioteca fica na rua da Penha, 673, Centro. Mais informações pelo telefone (15) 3231-5723.

Vestido de “E o Vento Levou” é arrematado por US$ 137 mil

19/4/2015 14:16
Por Redação, com Reuters - de Dallas

E o vento levou
Além de vestidos, calças e casacos do traje de Clark Gable estiveram no leilão
Um vestido cinza e negro que vestiu Vivien Leigh em seu papel como Escarlate O’Hara no clássico “E o Vento Levou”, de 1939, foi vendido no sábado por US$ 137 mil em um leilão na Califórnia. O vestido, com apliques negros, foi um dos mais de 150 artigos do filme que a casa de leilões Heritage vendeu em Bervelly Hills, em um condado de Los Angeles.
Todos os artigos formavam parte de uma coleção privada pertencente a James Tumblin, anteriormente em poder do departamento de cabeleireiro e maquiagem da Universal Studios.
Tumblin começou a colecionar trajes e acessórios que ficavam nos bastidores do cinema na década de 60, iniciando uma coleção de mais de 300 mil peças, segundo a Heritage.
Durante uma visita à companhia Western Costume, Tumblin viu o vestido de Escarlate O’Hara no chão negociou e o comprou por US$ 20, de acordo com Heritage.
– Entregou sua vida e seus esforços para promover Holywood e este filme, levando suas peças para todo os Estados Unidos – disse Kathleen Guzman, diretora de Heritage em Nova York, em um comunicado.
Outras peças que alcançaram grandes cifras no leilão foram um chapéu de palha que também vestiu Leigh, vendido por US$ 52.500, calças e casacos do traje de Clark Gable como Rhett Butler, por US$ 55 mil, e um chapéu negro que vestiu tanto Leigh como Olivia de Havilland como Melanie Wiles, que alcançou US$ 30 mil.

Ken humano volta a ser internado em Uberlândia para tratamento

Internação já estava programada desde a alta do paciente, diz HC-UFU.
Modelo trata de câncer na cidade e quer lançar campanha para doação.

Do G1 Triângulo Mineiro
Ken Humano está no 54º dia de tratamento da doença (Foto: Celso Santebañes/Arquivo Pessoal)Ken humano faz tratamento em Uberlândia
(Foto: Celso Santebañes/Arquivo Pessoal)
O modelo Celso Santebañes, conhecido como "Ken humano", voltou a ser internado nesta semana.

Segundo informações divulgadas no começo da tarde desta sexta-feira (17) pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal Uberlândia (HC-UFU), o paciente está no local desde a última quarta-feira (15), de forma programada (eletiva), para dar continuidade ao tratamento.
Celso tem Leucemia Linfóide Aguda Philadelphia positiva, e atualmente está, conforme o hospital, em remissão clínica e medular. Ainda conforme a nota do HC-UFU, o paciente apresenta um bom estado e a previsão é de quatro semanas de internação. Nesse período ele será submetido à sessões de quimioterapia e radioterapia e não há programação de cirurgia. Também será feito a retirada progressiva da traqueostomia.
Alta ocorreu após quase três meses 
Depois de quase três meses, o modelo Celso Santebãnes deixou o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia no dia 1º de abril, mas antes contou ao G1 que apesar da continuação do tratamento, os planos futuros incluem dedicação aos trabalhos de modelo e ator.

No dia da alta, o HC-UFU enviou um comunicado informando que o Ken humano ainda estava em reabilitação motora e respiratória, que se alimentava normalmente, porém, ainda tinha episódios de dificuldade de deglutição. Por isso, mesmo após a alta ele continua o processo de reabilitação, sob acompanhamento ambulatorial e em uso de quimioterapia oral.

Após a alta, Celso foi para Araxá, cidade onde mora a família e local onde permanece durante o tratamento. O município fica próximo a Uberlândia e o hospital em que ele está em recuperação.
Na época, o comunicado já informada sobre esta possibilidade de nova internação. Consta na nota que Celso “necessita continuar o tratamento quimioterápico de forma ininterrupta, com previsão de nova internação para receber quimioterapia endovenosa nos próximos 15 dias. Ele tem, ainda, indicação de transplante de medula óssea e aguarda identificação de doador.”

Campanha por doador
Dias depois, o Ken Humano disse ao G1 que queria lançar uma campanha para incentivar a doação de medula óssea. Ele revelou que pretende conseguir um doador através desse projeto e que pretende mobilizar as pessoas, mas até então, o nome da campanha ainda não havia sido decidido.
Planos
Quando saiu do hospital, primeiramente Celso contou que foi a melhor notícia dos últimos tempos. "Depois de quase três meses lutando contra o câncer eu vou poder sair às ruas, ver gente e trabalhar. Estou muito feliz. Passei pela morte, mas sobrevivi", afirmou.
Dentre os planos de Santebãnes permanece o lançamento do boneco dele, que seria apresentado no mesmo mês que descobriu o câncer. A previsão, segundo o modelo, é de que ainda este ano ocorra o lançamento.
Celso também disse que em breve deve voltar para São Paulo e continuar trabalhando na mídia. Ele confessou à reportagem que também pensa em atuar em novelas.

O Ken humano aproveitou o momento feliz para agradecer aos fãs e a todos que oraram e torceram pela recuperação dele.
"Nem sei o que dizer a todos os meus fãs que rezaram e torceram por mim o tempo todo. Essa energia foi o melhor remédio que poderia receber. Não sabia que era tão querido pelo Brasil. Nesse tempo internado recebi centenas de cartas e presentes e estes irei guardar para o resto da minha vida. Sou igual uma fênix e vou ressurgir com tudo. Em breve, vem novidades por aí", concluiu. 
Celso Ken Humano (Foto: Reprodução/Facebook)Modelo disse ao G1 que deve lançar boneco ainda este ano (Foto: Reprodução/Facebook)
'Ken humano' e a leucemia
O modelo Celso Santebañes nasceu em Araxá e estava com a família no fim do ano quando passou mal depois de identificar hematomas nas pernas, causados por uma infecção no local onde aplicou hidrogel. Ele foi internado e transferido para Patos de Minas, quando foi identificado que o jovem estava com leucemia.
O tratamento do câncer começou a ser feito em Uberlândia no dia 4 de janeiro e, desde então, ele está internado no hospital escola da UFU.
O jovem ficou conhecido depois de fazer várias cirurgias para ficar parecido com o boneco Ken. Entre os projetos do modelo está o lançamento de um boneco dele, o Celso Dolls, que teve que ser adiado devido aos problemas de saúde.
ken humano Araxá (Foto: Celso Santebañes/Arquivo Pessoal)Ken durante internação em Patos de Minas para tratamento da leucemia
(Foto: Celso Santebañes/Arquivo Pessoal)

Prefeitura não apresenta plano de mobilidade urbana em Araxá

Segundo assessoria, Prefeitura ainda deve criar plano.
Engenheiro de trânsito comentou locais que estão congestionados.

Maritza BorgesDo G1 Triângulo Mineiro
Av Antonio Carlos é liberada em Araxá (Foto: Reprodução / TV Integração)Av Antonio Carlos está congestionada,
diz engenheiro (Foto: Reprodução / TV Integração)
A Prefeitura de Araxá, no Alto Paranaíba, não apresentou o Plano de Mobilidade Urbana para o Ministério das Cidades. O prazo foi até o dia 12 de abril. De acordo com a Lei da Política de Mobilidade Urbana, os municípios que não tenham apresentado o programa ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana, até que atendam à exigência.
A informação foi confirmada pela a assessoria de comunicação que informou que pela gestão ter assumido o Poder Executivo recentemente, em novembro do ano passado, ainda não teve tempo hábil para elaborar o projeto. Ainda segundo a assessoria, apesar disso, a Prefeitura tem planejamentos, e a intenção é de criar o plano.
G1 entrou em contato com o engenheiro de trânsito e transporte, José Maria Resende Trindade, especializado em segurança do trânsito, que informou que as mudanças eo crescimento ocorridos nos últimos anos deixou a cidade com vários pontos de congestionamento.
A cidade tem uma frota de 60 mil veículos, segundo a Assessoria de Transito e Transportes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a estimativa é que a cidade tenha aproximadamente 101 mil habitantes, o que dá em média, quase dois habitantes por veículo.
José Maria informou que atualmente a cidade está congestionada especialmente no Centro. “Nós temos uma cidade bem truncada, eu poderia dizer que nesse hipercentro, próximo à Igreja Matriz, cemitério, Avenida Costa Sena, Vereador João Sena, estão todas cheias. A mudança que teve na Antônio Carlos interrompeu todo hipercentro da cidade. Teria que ter pensado essa questão central, porque é praticamente no coração do município”, disse.
Ele ressalta que para solucionar os problemas da mobilidade urbana na cidade deve perceber também os entornos. “De nada adianta resolver coisa pontual se não resolver os entornos. Temos problemas na João Paulo II com a Vereador João Sena e também com a Rua Uberaba. Temos um problema sério que é um travamento na Rua Rio Branco, pois ela passou a ser eixo”, comentou.
ARAXÁ AVENIDA ANTÔNIO CARLOS TRÂNSITO TRIÂNGULO MINEIRO (Foto: TV Integração/Reprodução)Retorno de Dom José Gaspar foi aberto para auxiliar
na fluidez (Foto: TV Integração/Reprodução)
Outro ponto citato pelo especialista foi a falta de estacionamento no Centro. “Esqueceram que precisa ter estacionamento. Proporcionalmente Araxá está igual à São Paulo em relação à espaço físico, habitantes e veículos. Esse problema sério, um resultado do número de carros que aumentou”, afirmou.
De acordo com José, uma das opções para desafogar o Centro, na Avenida Antônio Carlos, é ligar as ruas Calimério Guimarães com a Capitão José Porfírio. “Ali, se não tiver esse escape de vazão de veículos vamos continuar com problema de fluidez e segurança no trânsito, pois misturou veículos com pedestres. Na parte de cima, na rua Dom José Gaspar, o mesmo problema. Aquele fechamento não deveria ser feito, agora abriu, mas ainda é necessário uma obra apropriada. Precisa de um estudo e estacionamento. Além disso, por ser uma cidade histórica, as vias são estreitas, tem problemas de geometria", finalizou.

Jovens de Divinópolis desenvolvem aplicativo para bares e restaurantes

Felipe Nunes teve ideia após ser mal atendido em restaurante e lanchonete.
Talles Silva apresenta o produto a clientes e instala sistema do programa.

Ricardo WelbertDo G1 Centro-Oeste de Minas
Talles Silva e Felipe Nunes mostram aplicativo desenvolvido para uso em bares e restaurantes (Foto: Fast Delivery/Divulgação)Talles Silva e Felipe Nunes são sócios no negócio
(Foto: Fast Delivery/Divulgação)
Entrar em um restaurante, fazer o pedido e fechar a conta sem precisar esperar pela atenção do garçom. Essa é a proposta de um aplicativo para celulares desenvolvido por dois jovens em Divinópolis. O "Fast Delivery" já é usado em dois estabelecimentos e já registrou 145 downloads. A meta é multiplicar por 15 até o fim do ano.
A ideia surgiu em 2013, quando o profissional de computação Felipe Nunes entrou em um restaurante no Centro para pedir um lanche. Mas, a presença dele só foi percebida pelo garçom 50 minutos depois. "Fui embora, à procura de outro lugar para comer", explicou.
O outro local escolhido foi uma lanchonete no Bairro Bom Pastor. "Depois que eu me sentei, demorei mais 40 minutos para ser atendido. Mais uma vez, resolvi ir embora. Constrangido, inclusive, porque fiquei levantando o braço para atendimento, em vão".
No caminho para casa, uma mistura de fome e revolta tomou conta de Felipe. Ele não conseguia entender o motivo do mau atendimento que recebeu nos dois estabelecimentos. "Passei alguns meses pensando em uma forma de resolver esse problema. Foi quando percebi que a resposta poderia estar na palma da mão, no celular", comentou.
Depois de criar um esboço do recurso, Felipe Nunes conversou com o empresário Rodrigo Bernardo Batista, mais conhecido como Nando Rosa, dono de um bar no Bairro Bom Pastor. "Perguntei o que ele achava da ideia e se tinha interesse em participar do projeto piloto sem qualquer custo, apenas com a vantagem de aprender a agregar valor ao atendimento por meio de um software", explicou.
Tela de confirmação de pedido por meio do aplicativo (Foto: Fast Delivery/Divulgação)Tela de confirmação de pedido no aplicativo
(Foto: Fast Delivery/Divulgação)
A resposta positiva foi imediata, porque o dono do bar também já estava cansado de escutar reclamações de clientes sobre a qualidade do atendimento. "Naquela época eu já tinha emprego fixo. Era analista em tecnologia da informação em uma empresa e não poderia abrir mão do cargo para me dedicar exclusivamente ao projeto do aplicativo. Passei a trabalhar no desenvolvimento do programa depois do expediente", lembrou.
O criador do aplicativo detectou algumas falhas no projeto original, que serviram de alerta para correções. "Fiz as alterações necessárias e o aplicativo ficou bem melhor. Depois de um breve período de teste, começamos a receber contatos de outros estabelecimentos interessados no uso da tecnologia".
"O aplicativo ficou muito bom. Ele permite que o cliente acesse todo o nosso cardápio por meio do celular. Quando ele fecha o pedido, a solicitação já cai direto na cozinha. O garçom só precisa levar os produtos à mesa. Além disso, o suporte técnico oferecido pelos garotos é muito bom", avaliou o empresário Nando Rosa.
Hoje, Felipe Nunes tem dois clientes. Esse no Bairro Bom Pastor e outro no Bairro Interlagos. "Estamos com previsão para chegar a 15 novos clientes até o fim de 2015", comentou.
Parceria
Para fazer com que o aplicativo conquiste cada vez mais espaço, Felipe convidou um amigo para a empreitada. Talles Silva, estudante de ciências da computação, conversa com clientes e ensina o funcionamento do aplicativo. "Tenho feito contato direto com nosso público. Já tenho algumas apresentações marcadas com possíveis clientes, para apresentar o programa. Atuo na parte de suporte, inclusive no fim de semana. Instalo, nos computadores dos estabelecimentos, o programa que faz a comunicação entre os celulares e o computador do estabelecimento, onde estão os cardápios. Se alguém tem algum problema na rede que prejudica o uso do aplicativo, compareço para verificar. Já temos crachás e uniformes que nos identificam como representantes da marca Fast Delivery", explicou Talles.
Clientes usam aplicativo em restaurante (Foto: Fast Delivery/Divulgação)Clientes usam aplicativo em restaurante (Foto: Fast Delivery/Divulgação)

O lucro da dupla é gerado por meio de assinaturas mensais, que os donos dos bares e restaurantes pagam para usar o aplicativo. "Temos consciência de que ainda estamos começando neste ramo e não queremos dar um passo maior que as pernas. Nossa meta é fazer sempre um trabalho de qualidade. Conversamos com os clientes pessoalmente, damos toda atenção e deixamos o sistema pronto para funcionar", acrescentou Felipe.
Um levantamento interno mostrou que o aplicativo tem tido audiência maior com o público que tem de 15 a 35 anos de idade. "O pessoal acima de 35 ainda tem certo receio de baixar e usar. Querem explicações sobre o funcionamento, a vantagem e segurança do produto. Por isso buscamos estar sempre à disposição, para explicar e ensinar a usar", pontuou Talles.
Nova versão
Uma nova versão do aplicativo deverá ser lançada até o próximo dia 20. Uma das novidades é um chat que permitirá que os ocupantes das mesas conversem entre si. “Quem estiver na mesa 12 poderá mandar mensagem para a mesa 20, por exemplo, se ambas estiverem usando o aplicativo. Também já estamos avaliando propostas de levar o aplicativo a estabelecimentos de outras cidades”, acrescentou Talles.
Se depender dos sócios, os clientes de bateres e restaurantes nunca mais sentirão a frustração de querer matar a fome e não ser prontamente atendido.

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