EMPREENDEDOR DE SUCESSO

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O homem que criou o pior game da história

Fracasso de jogo inspirado em filme de Steven Spielberg é parte da história da falência de fabricante, e motivou lenda urbana desvendada décadas depois.

Richard HooperDo Serviço Mundial da BBC
O programador Howard Scott Warshaw, que criou jogos bem-sucedidos de Atari, reinventou-se profissionalmente como psicólogo (Foto: Arquivo pessoal)O programador Howard Scott Warshaw, que criou jogos bem-sucedidos de Atari, reinventou-se profissionalmente como psicólogo (Foto: Arquivo pessoal)
O jogo eletrônico inspirado no filme E.T (1982), de Steven Spielberg, é considerado o pior de todos os tempos - foi citado até como responsável pelo colapso de sua fabricante, a Atari.
Howard Scott Warshaw, o talentoso programador que criou o jogo, conta como o projeto foi realizado em poucas semanas - e hoje, vivendo na Califórnia, relata suas impressões sobre o epísódio.
Spielberg não ficou impressionado com o jogo.
"Não daria para fazer algo mais como Pac-Man?", ele perguntou.
Era julho de 1982 e a Atari, uma das empresas de tecnologia mais bem-sucedidas à época, havia acabado de pagar US$ 21 milhões pelo direitos de adaptação para videogame do novo sucesso de Spielberg: E.T, o Extraterrestre.
Howard Scott Warshaw foi o programador que recebeu a tarefa de desenvolver o jogo.
"Eu fiquei atordoado", diz Warshaw. "Era Steven Spielberg, um de meus ídolos, sugerindo que eu tinha detonado o jogo. Meu impulso foi dizer: 'Bem, Steven, você não poderia ter feito algo como O Dia em que a Terra Parou (clássico de ficção científica de 1951)?"
O prestígio de Warshaw na Atari era alto. Aos 24 anos, ele havia acabado de finalizar o jogo baseado no filme Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981), de Spielberg. O diretor considerava Warshaw um "gênio".
Prazo apertado
O programador relembra o dia em que recebeu a missão. "Estava no escritório e recebi um telefonema do CEO da Atari. Ele disse: 'Howard, precisamos do jogo do E.T pronto. Você pode fazer?'"
"Eu disse: 'Claro que posso!'"
Jogos para Atari 2600 eram distribuídos em cartuchos que levavam semanas para ficar prontos. Para E.T chegar às prateleiras no Natal, o cronograma era apertado.
O CEO afirmou que o jogo precisava estar pronto em 1º de setembro. "Isso me dava cinco semanas para fazê-lo! Normalmente seriam seis a oito meses para desenvolver um jogo, não cinco semanas", afirma Warshaw.
"Então ele disse: 'Pense numa ideia para o jogo e vá até o aeroporto. Haverá um jatinho te esperando para encontrar Spielberg'."
"Não sei cheio de que eu estava, mas estava transbordando", conta o programador.
Warshaw pegou um jatinho para apresentar a ideia do jogo a Steven Spielberg.
Ele preparou sua ideia e viajou da sede da Atari na Califórnia até Los Angeles. Sua proposta era uma aventura em que o jogador deveria ajudar o E.T a telefonar para casa, coletando partes de um aparelho interplanetário. O jogador teria que driblar agentes do governo e cientistas para completar sua missão.
"Encontrei-me com Spielberg e mostrei todo o desenho do jogo. Disse a ele: 'Acho que é muito importante realizarmos algo inovador. E.T é um filme de impacto e precisamos de um game assim'."
"Eu o convenci a desistir da ideia de algo baseado em Pac-Man. Mas a chave era desenvolver um jogo que pudesse entregar em cinco semanas."
Jogo para Atari impulsionou a maior campanha publicitária da indústria até aquele momento (Foto: Reprodução)Jogo para Atari impulsionou a maior campanha publicitária da indústria até aquele momento (Foto: Reprodução)
Produção 24 horas
A Atari precisava que o jogo fosse um sucesso. As vendas da companhia haviam atingido um pico de US$ 2 bilhões em 1982, mas a empresa estava perdendo mercado para computadores pessoais como o Commodore 64, que tinha mais opções além de jogos.
"Foi o trabalho mais difícil da minha vida", afirma Warshaw, que foi o único programador no projeto. "Comecei trabalhando no escritório, mas depois vi que havia um problema: ainda precisava ir para casa dormir e comer de vez em quando."
"Então trouxemos uma estação de trabalho para minha casa, para que eu ficasse no máximo dois minutos fora da missão, a não ser quando estivesse dirigindo."
Warshaw conta que havia um gerente responsável apenas por garantir que ele estivesse se alimentando. "Quando o processo acabou, eu pensei: 'Uau, eu consegui'."
Jogo era pouco intuitivo e logo desagradou usuários.
A Atari produziu uma leva inicial de 4 milhões de cartuchos, e orçou US$ 5 milhões para aquela que seria a maior campanha publicitária da indústria de games até então.
"O E.T precisa de ajuda de seu amigo humano - e esse é você!", dizia a propaganda. Anúncios na TV foram veiculados por semanas. O próprio Spielberg apareceu em um vídeo promocional, enquanto Warshaw foi enviado a Londres para a estreia do jogo, e ficou sentado em frente à princesa Diana.
"Os chefes acreditavam que qualquer coisa com o nome E.T venderia milhões e milhões", ele conta.
Problemas
O jogo vendeu bem no início, mas logo começaram a circular comentários sobre algo de errado no game.
"Era um jogo completo, mas certamente não era perfeito", diz Warshaw. "Havia muitas chances de você acabar em uma situação estranha. Isso era difícil e muitas pessoas abandonaram o jogo."
Usuários reclamaram que o personagem do E.T inexplicavelmente caía em armadilhas e ficava preso. Um garoto de 10 anos resumiu a história ao jornal The New York Times: "Não era divertido."
A Atari logo percebeu que o E.T não iria decolar. No começo de dezembro de 1982, anunciou vendas "decepcionantes" no ano, e o valor de sua empresa irmã Warner Communications desabou. Os resultados afetaram outras desenvolvedoras de videogames.
"Depois do Natal começamos a receber devoluções", conta Warshaw. "O jogo vendeu quase 1,5 milhão de unidades, mas ainda é pouco quando você precisa vender 4 milhões."
No segundo trimestre de 1983, a Warner anunciou perdas de US$ 310 milhões.
"As coisas apenas começaram a desandar", afirma Warshaw. "É incrível ser responsabilizado por ter derrubado sozinho uma indústria bilionária, com apenas 8 kb de código. A verdade é um pouco mais complexa."
Jogo era pouco intuitivo e logo desagradou usuários (Foto: Reprodução)Jogo era pouco intuitivo e logo desagradou usuários (Foto: Reprodução)
A queda
Consumidores estavam optando por computadores e o mercado estava saturado por videogames. Numa tentativa de evitar o colapso, preços - e empregos - foram cortados. Mas o esforço foi em vão: a Warner vendeu a Atari em julho de 1984, por US$ 240 milhões.
"Levei tempo para me recuperar", relembra Warshaw. "Fui trabalhar como corretor de imóveis por um tempo e odiei. Cheguei a voltar para a tecnologia, como gerente e diretor em games, mas o encanto havia se perdido."
Sentindo-se frustrado criativamente, Warshaw assumiu projetos de roteiros e produção de TV. "Sabia que não tinha mais a oferecer nessa indústria, mas também não via uma alternativa. Entrei em depressão", relata.
A solução do programador foi "jogar a razão para o alto", e em 2008 ele se formou como psicólogo.
"Talvez uma parte de mim quisesse compensação por todo o trauma e depressão que criei com o jogo E.T", diz. "Mas na verdade era algo que sempre quis fazer."
Hoje Warshaw se apresenta como o "terapeuta do Vale do Silício" e "fluente em inglês e língua nerd". E ele trabalha sua própria história de fracasso com os clientes?
"Às vezes, sim", afirma. "Mas todo terapeuta usa suas experiências com os clientes. Para mim é bem natural. Programadores e terapeutas são todos analistas de sistemas. Eu só passei para um hardware bem mais complexo."
Desenterrando o passado
Em abril de 2014, Warshaw teve a própria chance de encarar o epísódio do fiasco de E.T. Uma produtora estava fazendo um documentário sobre uma lenda que durou 30 anos - a Atari teria enterrado caminhões de cartuchos encalhados de E.T em um deserto no Novo México, nos EUA.
"Achava que era algo absurdo, nunca tinha acreditado naquilo", diz Warshaw.
A cidade de Alamogordo autorizou uma escavação pública em um aterro da cidade, e o programador original foi convidado a acompanhar.
Uma enorme fila de fãs se formou para ver os trabalhos. "Foi estranho estar ali e literalmente ver seu passado sendo desencavado", afirma.
Após horas de trabalho, a escavação confirmou que produtos da Atari de fato haviam sido enterrados no aterro. Warshaw foi filmado no momento em que um cartucho amassado do E.T foi retirado do solo, entre outros jogos.
"Fiquei muito emocionado", ele conta. "Esse joguinho que escrevi em cinco semanas há mais de 30 anos ainda estava gerando excitação. Estava muito grato."
Para ele, provavelmente o jogo não seja o pior de todos os tempos. "Mas a história da decadência da indústria do videogame precisava de um rosto, e era o E.T."
"Eu até prefiro quando pessoas apontam E.T como o pior do mundo, porque eu também fiz Yars Revenge, que é frequentemente citado como um dos melhores. Então, entre os dois, tenho a maior gama de qualquer desenvolvedor na história!"

Rolling Stones pedem para fãs ‘quebrarem tudo’ no 2º show em SP

Grupo mudou repertório em apresentação de mais de duas horas.
Mick Jagger falou sobre coxinhas e futebol neste sábado (27).

Braulio LorentzDo G1 em São Paulo
show, Rolling Stones, São Paulo, estádio, Morumbi, turnê, olé (Foto: Fábio Tito/G1)Rolling Stones fazem segundo e último show em São Paulo no estádio do Morumbi (Foto: Fábio Tito/G1)
Sabe como é. Show dos Rolling Stones geralmente tem dois resumos: o das brincadeiras em português que Mick Jagger fez. E, claro: quais as canções o grupo inglês escolheu para representar seus 54 anos de carreira.
Neste sábado, no segundo show da Olé Tour em São Paulo, Jagger falou que estava meio parado por conta de umas coxinhas que havia comido. E pediu o coro das torcidas dos quatro times grandes paulistas.
Na parte musical, “Angie” mais uma vez ficou de fora. Por enquanto, no Brasil só foi lembrada no Rio. Os outros sucessos de sempre vieram, como “Start me up”, “Miss you” e “Satisfaction”, essa sempre no final. As quase novidades foram “She’s a rainbow” e “All down the line”.
Começo pontual
Às 21h, as luzes do Estádio do Morumbi se apagaram e a bandeira do Brasil apareceu nos telões. Era a vinheta da turnê, seguida pelo riff de "Jumpin' jack flash", primeira da noite. Sem falarem com a plateia, veio "It's only rock n' roll".
"Olá São Paulo! Olá paulistas! E aí galera?", falou Jagger, no costumeiro português. "Tumbling dice" tem os passeios do cantor pela passarela e pelos dois cantos do palco.
Quebrando tudo
"Hoje é sábado. Vamos quebrar tudo", propôs Jagger, antes de "Out of control". Não fez muito sentido: o crescendo da música foi recebido com mais selfies do que palmas ou quebradeira. Ao que parece, solo de gaita é uma boa trilha para comprar cerveja quente.
"Vocês torcem para São Paulo, Corinthians, Palmeiras ou Santos? É a primeira vez que temos os quatro times no 'Morumbia'", constatou Jagger.
Depois da citação futebolística, uma novidade. "All down the line" foi a primeira música que o cantor anunciou. Era a estreia da música nesta turnê sul-americana.
Então, Jagger pegou o violão para tocarem "She's a rainbow". A música de 1966 foi escolhida por fãs em enquete realizada pela banda.
"Não, não, essa não sabemos", brincou, fazendo charminho. Quem segue a banda sabia que a balada havia sido tocada no Chile, no começo deste mês.
show, Rolling Stones, tour, olé, São Paulo, estádio, Morumbi (Foto: Fábio Tito/G1)Show da turnê dos Rolling Stones no estádio do Morumbi, em São Paulo, no sábado (Foto: Fábio Tito/G1)
Volta aos hits
O show retomou os sucessos com "Wild horses", "Painted in black" e "Honky tonk women". É quando Jagger apresenta a banda.
Antes disso, ele disse estar meio devagar por ter "comido muitas coxinhas" (?). Cada músico é apresentado, incluindo o guitarrista Ron Woods ("O Rogério Ceni do rock") e o baterista Charlie Watts ("A rainha da bossa nova").
Talvez para Jagger se recuperar das coxinhas, o guitarrista Keith Richards assume os vocais em duas músicas.
O cantor retorna gastando a gaita com "Midnight Rambler", em versão estendida com solos, berros e pausas.
show, Rolling Stones, tour, olé, São Paulo, estádio, Morumbi (Foto: Fábio Tito/G1)O superastro Mick Jagger durante o segundo show dos Rolling Stones, em São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)
Após aguentar tanto lenga-lenga roqueiro, a plateia foi recompensada com "Miss you" e "Gimme shelter". A chuva começou no meio dessa música, mas foi fina e durou menos de 10 minutos.
"Start me up" faz valer a empolgação de Jagger no fim: "Bom pra cacetcha".
"Brown sugar" é deixada como última antes do bis, com “You can't always get what you want” e “(I can't get no) Satisfaction”
Show em Porto Alegre
A banda encerra a Olé Tour no Brasil em Porto Alegre, na quarta-feira (2), no estádio Beira Rio, com abertura da Cachorro Grande. As entradas estão esgotadas.

A banda passa ainda por Lima, Bogotá e Cidade do México, em março, na turnê latino-americana. Antes de São Paulo, já passaram por Santiago, La Plata, Montevidéu e Rio.
Após a Olé Tour, o grande projeto da banda para 2016 é a turnê Exhibitionism, que repassa a carreira dos Rolling Stones.
show, Rolling Stones, tour, olé, São Paulo, estádio, Morumbi (Foto: Fábio Tito/G1)Segundo show dos Rolling Stones em São Paulo, no estádio do Morumbi (Foto: Fábio Tito/G1)

Concursos: 10 órgãos abrem prazo para 3,7 mil vagas na segunda-feira

Os salários chegam a R$ 12.275 na Prefeitura de Tonantins (AM).
Somente na Prefeitura de Rio de Verde são 1.200 vagas.

Pâmela KometaniDo G1, em São Paulo
Pelo menos 10 órgãos abrem inscrições, na segunda (29), para 3.781 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de níveis fundamental, médio/ técnico e superior.
Na modalidade de formação de cadastro de reserva, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Os salários chegam a R$ 12.275 na Prefeitura deTonantins (AM). Somente na Prefeitura de Rio de Verde são 1.200 vagas.
Conselho Regional de Serviço Social da 6ª Região
O Conselho Regional de Serviço Social da 6ª Região, em Minas Gerais, vai abrir concurso para 10 vagas em cargos de níveis médio e superior. Os salários variam de R$ 1.173,06 a R$ 3.595,79. As inscrições devem ser feitas pelo site www.iades.com.br de 29 de fevereiro a 11 de março. A prova objetiva está prevista para o dia 24 de abril (veja o edital no site da organizadora).
Prefeitura de Caçu (GO)
A Prefeitura de Caçu (GO) anunciou a abertura de concurso público para 125 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. As remunerações vão de R$ 789 a R$ 4.270,76. As inscrições devem ser feitas de 29 de fevereiro a 18 de março na sede da prefeitura, localizada na Rua Manoel Franco, 659, setor Morada dos Sonhos. A prova objetiva está prevista para o dia 1º de maio (veja o edital no site da prefeitura).
Prefeitura de Carpina (PE)
A Prefeitura de Carpina (PE) vai abrir concurso para 451 vagas em cargos de níveis fundamental, médio/ técnico e superior. Os salários variam de R$ 880 a R$ 6 mil. As inscrições estarão abertas de 29 de fevereiro a 31 de março pelo site www.conpass.com.br. A prova objetiva será aplicada de 15 de maio (veja o edital no site da organizadora).
Prefeitura de Mongaguá (SP)
A Prefeitura de Mongaguá (SP) divulgou edital de concurso para 377 vagas em cargos de níveis fundamental, médio/ técnico e superior. As remunerações chegam a R$ 2.296,87. Os candidatos podem se inscrever de 29 de fevereiro a 18 de março pelo site www.rboconcursos.com.br. As provas objetivas estão previstas para os dias 10 e 17 de abril. O concurso terá validade de 2 anos e poderá ser prorrogaod pelo mesmo período (veja o edital no site da organizadora).
Prefeitura de Oriximiná (PA)
A Prefeitura de Oriximiná (PA) fará processo seletivo para 76 vagas em cargos de nível fundamental. O salário é de R$ 1.014. As inscrições devem ser feitas de 29 de fevereiro a 4 de março no Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente - CIACA, localizado na Travessa Santa Luzia, s/nº, das 8h às 14h. A prova objetiva está prevista para o dia 20 de março(veja o edital no site da prefeitura).
Prefeitura de Rio Verde (GO)
A Prefeitura de Rio Verde (GO) vai abrir concurso para 1.200 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. São 400 vagas imediatas e 800 para formação de cadastro de reserva. As remunerações variam de R$ 881,16 a R$ 4.012,91. As inscrições devem ser feitas pelo site www.unirv.edu.br no período de 29 de fevereiro a 21 de março. A prova objetiva será aplicada na data provável de 17 de abril (veja o edital no site da organizadora).
Prefeitura de São Gonçalo (RJ)
A Prefeitura de São Gonçalo (RJ) divulgou dois editais de concurso público para um total de 674 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. As remunerações vão de R$ 598,50 a R$ 1.234,49. As inscrições estarão abertas de 29 de fevereiro a 23 de março pelo site http://concursos.biorio.org.br. As provas objetivas estão previstas para os dias 16 e/ ou 17 de março (veja a matéria completa).
Prefeitura de Sete Lagoas (MG)
A Prefeitura de Sete Lagoas (MG) divulgou edital de concurso público para 128 vagas em cargos de níveis fundamental, médio/ técnico e superior. Os salários vão de R$ 808,49 a R$ 2.128,37. As inscrições devem ser feitas de 29 de fevereiro a 30 de março pelo site www.seapconcursos.com.br. As provas objetivas estão previstas para os dias 7 e 8 de junho (veja o edital no site da organizadora).
Prefeitura de Tonantins (AM)
A Prefeitura de Tonantins (AM) vai reabrir as inscrições do concurso para 721 vagas em cargos de níveis fundamental, médio/ técnico e superior. Os salários vão de R$ 880 a R$ 12.275. As inscrições devem ser feitas pelo site www.concursoscopec.com.br de 29 de fevereiro a 14 de março. A seleção será feita por meio de prova objetiva e de aptidão física, de acordo com o cargo(veja o edital no site da organizadora).
Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Boa Esperança (MG)
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Boa Esperança (MG) fará concurso para 19 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. As remunerações chegam a R$ 2.922,73. As inscrições estarão abertas no período de 29 de fevereiro a 29 de março pelo site www.reisauditores.com.br. A prova será aplicada em 17 de abril. O concurso terá validade de 2 anos e poderá ser prorrogado por igual período (veja o edital no site da organizadora).

Pacote do RJ para sanear finanças enfrenta resistência de parlamentares

Deputados estaduais criticam falta de embasamento das medidas.
Até agora, Alerj autorizou estado a contrair empréstimo de R$ 1 bilhão.

Alessandro FerreiraDo G1 Rio
Mais de três semanas após o envio à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), pelo governador Luiz Fernando Pezão, de um pacote de projetos que tem como objetivo sanear as contas do estado, apenas duas das oito medidas em pauta foram apreciadas pelos parlamentares, que prometem endurecer o jogo ainda mais, já que entre elas há propostas que afetam a concessão de benefícios de servidores ativos e inativos e alteram a distribuição de recursos do orçamento estadual para os poderes legislativo e judiciário.
Uma delas, que autorizava o Executivo acontrair empréstimo de R$ 1 bilhão para reduzir o rombo nas contas do RioPrevidência, foi aprovada em sessão extraordinária no dia 4 de fevereiro, mesmo com críticas de deputados da oposição de que as condições para a tomada do empréstimo eram desfavoráveis ao caixa do estado. "Só votamos pela aprovação porque era dinheiro para aposentados e pensionistas, que não podem ficar sem receber", afirmou, na ocasião, o deputado Marcelo Freixo (PSOL).
Outra proposta, que previa a extinção de seis fundações e de uma autarquia do estado, foiarquivada na última terça-feira. No início do mês, funcionários dos órgãos que seriam extintos se reuniram com o Colégio de Líderes da Alerj para discutir o projeto, e ouviram do presidente da Casa, deputado Jorge Piccciani, que nada seria votado sem os devidos esclarecimentos. 
Embora Pezão, na abertura do ano legislativo, tenha pedido celeridade na análise dos projetos e afirmado que o governo atravessaria a crise com tranquilidade se todos fossem aprovados, os deputados se queixam de que as propostas trazem poucas informações concretas sobre sua eficácia, dificultando a análise.
"Os projetos estão chegando à Casa com pouco ou nenhum embasamento, como foi o caso da extinção das fundações e autarquias. Primeiro o governo disse que a economia seria de R$ 500 milhões anuais, depois baixou o valor para R$ 130 milhões, e mais recentemente desceu mais ainda, chegando a R$ 88 milhões. Como aprovar esse projeto depois de tantas idas e vindas?", questionou o presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, deputado Pedro Fernandes (SD).
O deputado Luiz Paulo (PSDB) declarou que os projetos não serão aprovados com facilidade, já que o pacote de medidas leva os poderes Legislativo e Judiciário do estado a ficarem muito próximos do limite estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
"O governador deve se lembrar ainda que os recursos do Tesouro estadual não pertencem a este ou a qualquer governo, mas ao estado, que é composto também pelos outros poderes, incluindo Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público", criticou Luiz Paulo, acrescentando que os projetos deveriam ter sido necessariamente negociados com os chefes dos outros poderes, e não impostos pelo Executivo, antes de serem enviados à Alerj.
Cortes continuam
Em nota, o governo do estado informou que, com o arquivamento do projeto que extinguia órgãos da administração direta, seguirá buscando formas de cortar gastos, como o corte de salários do governador e de secretários, a renegociação de contratos de aluguel de imóveis e carros, entre outras medidas. Esses cortes, de acordo com o governo, resultaram na economia de R$ 1,2 bilhão. Sobre os demais projetos, já enviados à Alerj, o governo aguarda a análise dos mesmos pelos deputados.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Assembleia, estão em análise atualmente duas Propostas de Emenda Constitucional (PEC), um Projeto de Lei Complementar (PLC) e três Projetos de Lei (PL), todos à espera de parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para irem a discussão em plenário. Confira as demais medidas enviadas por Pezão à Alerj:
PEC 19/2016: reduz os repasses à Fundação de Amparo à Pesquisa (Faperj) de 2% para 1% da receita tributária anual, até 31 de dezembro de 2018.
PEC 20/2016: flexibiliza a destinação das compensações financeiras recolhidas pelo resultado da exploração de petróleo ou gás natural, definidas por lei federal e incluídas na Constituição do estado, para permitir que os recursos sejam usados em outras áreas que não o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). A regulamentação da proposta está prevista no PL 1365/2016.
PLC 18/2016: determina que toda sobra orçamentária do Legislativo e do Judiciário seja revertida ao Tesouro estadual (hoje, os recursos ficam à disposição dos poderes), cria a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual e redefine como garantidores das obrigações do RioPrevidência, além do Executivo, também os poderes Legislativo e Judiciário, incluindo o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público e a Defensoria Pública. O projeto também eleva as alíquotas de contribuição previdenciária.
PL 1366/2016: Desvincula do percentual do aumento das tarifas intermunicipais o reajuste do valor do Bilhete Único, que passaria a ser definido por decreto. Já o PL 1367/2016 altera a lei que instituiu o Bilhete Único para evitar fraudes no uso do benefício.
Ao discursar na abertura do ano legislativo, no dia 2 de fevereiro, Pezão apresentou 11 medidas visando reduzir o déficit nas contas do estado, das quais algumas foram aglutinadas em um só projeto de lei, como no caso das propostas para o Rioprevidência.
Há ainda outro projeto de autoria do Executivo em análise na Alerj, mas sem relação com a crise financeira: trata-se de uma proposta que retira da Corregedoria Geral Unificada (CGU) a competência para punir desvios de conduta dos integrantes do Corpo de Bombeiros, que passarão a ser processados apenas pela Corregedoria Interna da corporação.










tópicos:

SEJA UM EMPREENDEDOR DIGITAL, NO CONFORTO DO SEU LAR, COM SEU ESCRITÓRIO VIRTUAL

SEJA UM EMPREENDEDOR DIGITAL

  SEJA UM EMPREENDEDOR DIGITAL Tenha sua  Página Lucrativa  Online e Fature Dezenas ,  Centenas  ou  Milhares  de PAGAMENTOS  de  R$ 50,...