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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rússia, vento, Brendel.... Os desafios de Isaquias e Erlon em busca do ouro


Após prata no C1 1000m e bronze no C1 200m, baiano se junta ao amigo para brigar pelo primeiro lugar e escrever de vez seu nome na história olímpica do Brasil
19/08/2016 18h43 - Atualizado em 19/08/2016 18h43
Por Cahê Mota, Felipe Siqueira, Gabriel Fricke e Marcelo Russio
Rio de Janeiro, RJ

Isaquias Queiroz vai disputar juntamente com Erlon Souza (Foto: Agência Reuters)
A coleção de medalhas do baiano Isaquias Queiroz na Olimpíada de 2016 está crescendo rápido durante essa semana no Estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas, se já conquistou uma de prata no C1000m (canoa para dois atletas em percurso de 1000m), primeira medalha da história da canoagem velocidade para um brasileiro; e uma de bronze no C1 200m, ele quer uma da cor que ainda não conseguiu: a dourada. Diferentemente das outras provas, onde estava em um nível muito parelho ao de seus oponentes, o brasileiro é amplo favorito nessa. Afinal, é o atual campeão mundial e compete juntamente com o conterrâneo Erlon de Souza no C2 1000m no Mundial, em 2015. E, se conseguir o feito, se tornará o único atleta com três medalhas olímpicas numa só edição dos Jogos.
- Temos muita fé que vai vir, porque somos atuais campeões do mundo, somos fortes e vamos batalhar demais para que venha a medalha - falou o confiante Erlon, parceiro de Isaquias.
Confira abaixo os obstáculos de Isaquias Queiroz:
PERIGO ALEMÃO: SEBASTIAN BRENDEL
Aos 28 anos, Sebastian Brendel, da Alemanha, venceu a disputa do C1 1000m com Isaquias Queiroz no início da semana e acabou ficando com o ouro nessa categoria. Além da medalha olímpica no Rio de Janeiro, em 2016, e em Londres, em 2012, ele tem três medalhas em Campeonatos Mundiais: uma prata (no C4 500m) e dois bronzes (C1 1000m, em 2009 e 2010). Tudo bem que o C2 1000m não é sua prova preferida. Mas Brendel é Brendel. Isaquias sabe disso e respeita bastante o adversário, mas, na final da categoria, vai com tudo. O europeu, que tem 92kg, rema com o jovem Jan Vandrey, de 88kg. Ou seja, são 180 kg em um só barco, sendo que Isaquias e Erlon, juntos, pesam 163kg (78kg e 85kg), formando uma parceria mais leve.

Sebastian Brendel canoagem (Foto: Reuters)
RÚSSIA: olho neles
Ilia Shtokalov e Ilya Pervukhin são uma dupla a se observar. Shtokalov, de 29 anos, está no aguardo para saber se comemora a medalha de bronze no C1 1000m na Olimpíada do Rio de Janeiro. Ele ficou em quarto na prova em que Isaquias foi prata, mas o terceiro colocado, Serghei Tarnovschi caiu no antidoping em exame realizado antes dos Jogos, cujo resultado só saiu agora. A Federação Internacional de Canoagem (ICF) inicialmente emitiu um comunicado dizendo que o russo herdaria o pódio de Tarnovschi. Mas, depois, a entidade soltou outra nota oficial dizendo que o resultado conquistado na água segue o mesmo até que todas as instâncias de recursos sejam esgotadas. De qualquer forma, é um atleta experiente que, em Londres 2012, terminou em oitavo na disputa do C1 1000m.

Atleta da Moldávia pode ter de entregar medalha a russo (Foto: Reuters)
Já Ilya Pervukhin, com apenas 25, coleciona várias medalhas e conquistas. Em Londres 2012, foi medalha de bronze justamente no C2 1000m. Levou o ouro no C4 1000m na etapa mundial de Moscou, na Rússia, e a prata no C2 1000m na de Duisburg, na Alemanha. Além disso, tem três ouros a nível europeu e um na Universíade, sendo considerado um dos maiores talento da nova geração do país.
ucrânia: vencedora da copa do mundo na alemanha
Isaquias e Erlon foram campeões nessa modalidade no Mundial de Milão, na Itália, mas acabaram se saindo mal da etapa da Copa do Mundo em Duisburg, na Alemanha, no mês de maio, e ficando na sétima colocação, sem medalhas. Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk, da Ucrânia, levaram a medalha de ouro em terras alemãs e ainda foram bronze na parada na República Tcheca. Eles ainda são os atuais campeões europeus.

Isaquias Queiroz e Erlon de Souza após bater a Ucrânia na eliminatória (Foto: Reuters)
Mas, quem viu a prova eliminatória desta quinta-feira, reparou que os dois não entraram tão bem na Olimpíada do Rio 2016. Os brasileiros finalizaram sua bateria com autoridade, em primeiro lugar, se classificando diretamente para a decisão, com o tempo de 3m33s269, enquanto Ianchuk e Mishchuk conseguiram fechar em 3m35s284, marca que, contando também a outra bateria, os deixaria em quarto lugar. Os alemães Brendel/Vandrey finalizaram com 3m33s482, e os cubanos Torres/Jorge, com 3m34s939, na classificatória. Na semifinal 1, a Ucrânia avançou em primeiro, com o tempo de 3m38s384.
VENTO NA LAGOA
Ainda que o vento não seja tão determinante nas provas do C2, pelo fato de haver dois competidores, um remando de cada lado, e a estabilidade ser maior que nas disputas do C1, Isaquias tem comentado muito desse fator da natureza ao sair da água no Rio de Janeiro. Na eliminatória do C2 1000m, por exemplo, disse que gostaria de ter feito uma prova mais limpa e com um tempo melhor, mas explicou que a ventania criou ondas que atrapalharam o barco. A previsão do INMET (Instituto de Meteorologia), é de ventos fracos e moderados no sábado.

Lagoa Rodrigo de Freitas: será que o vento pode atrapalhar? (Foto: Edgard Maciel de Sá)
fadiga por competir três provas no rio
Isaquias Queiroz certamente está preparado para competir em três provas numa só edição olímpica. Mas é um feito que nenhum brasileiro conseguiu antes. Jesús Morlán, seu técnico espanhol, treinou forte com o jovem durante muito tempo em Lagoa Santa, Minas Gerais, para tornar isso possível. Num regime de oito semanas de treinos e uma de folga, o baiano se preparou da melhor forma possível. Mas é claro que disputar três categorias, cada uma com sua característica, em um só torneio, não é fácil. Com muita tranquilidade, contudo, o brasileiro até brinca que o treino de Jesús é mais duro e que o cronograma da competição no Rio ajudou porque prevê períodos de descanso, já que, num dia, são disputadas as eliminatórias e semis e, só no outro, o atleta volta à água para a final.
- A gente falou: vamos nos classificar para a final direto para não pegar uma semifinal forte e correr o risco de competir mal na final - explicou Isaquias em referência à estratégia da eliminatória de sexta-feira.
Confira a programação deste sábado e os rivais de Isaquias:
Horários e provas:
9h - Final B do K1 200m masculino
9h07 - Final A do K1 200m masculino
9h14 - Final B do C2 1000m masculino
9h22 - Final A do C2 1000m masculino
9h40 - Final B do K4 500m feminino
9h47 - Final A do K4 500m feminino
10h04 - Final B do K4 1000m masculino
10h12 - Final A do K4 1000m masculino
Prova de Isaquias/Erlon, C2 1000m final A, veja abaixo:
Raia 1 - Henrik Vasbanya / Robert Mike (HUN)
Raia 2 - Gerasim Kochnev / Serik Mirbekov (UZB)
Raia 3 - Dmytro Ianchuk / Taras Mishchuk (UCR)
Raia 4 - Sebastian Brendel / Jan Vandrey (ALE)
Raia 5 - Isaquias Queiroz / Erlon de Souza (BRA)
Raia 6 - Serguey Torres / Fernando Jorge (CUB)
Raia 7 - Jaroslav Radon / Filip Dvorak (RTC)
Raia 8 - Ilia Shtokalov / Ilya Pervukhin (RUS)
Mais cedo, às 9h14, acontece a final B. Veja os competidores:
Raia 4 - Mateusz Kaminski / Michal Kudla (POL)
Raia 5 - Mussa Chamaune / Joaquim Lobo (MOZ)
Raia 6 - Ferenc Szekszardi / Martin Marinov (AUS)
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Nadador Ryan Lochte pede desculpas após falso relato de assalto


Através das redes sociais, americano falou sobre o assalto inventado

Da Redação (redacao@redebahia.com.br)
  
O medalhista olímpico norte-americano Ryan Lochte divulgou hoje (19) pelas redes sociais um pedido de desculpas "por não ser mais cuidadoso e sincero" ao explicar o que ocorreu no domingo passado (14) após participar dos Jogos Rio 2016. 
Lochte e mais três nadadores da equipe dos Estados Unidos haviam dito que tinham sofrido um assalto no Rio. Porém, ontem (18), a Polícia Civil informou que os atletas não foram assaltados e se envolveram em uma confusão em um posto de gasolina. 
"Quero me desculpar por meu comportamento na semana passada - por não ter sido mais cuidadoso e sincero - quando descrevi os acontecimentos daquela manhã cedo [domingo, 14] e por meu papel em levar para longe o foco dos muitos atletas que cumpriam os seus sonhos de participar nos Jogos Olímpicos", disse Lochte em um comunicado.
"Eu queria compartilhar esses pensamentos até que ficasse confirmada a situação jurídica e que ficasse claro que os meus companheiros de equipe estariam chegando em casa com segurança." Em seu pedido de desculpas, Ryan Lochte disse que a experiência foi "traumática".
Foto: AFP 
"É traumática por ter acontecido com os seus amigos em um país estrangeiro - inclusive com a barreira da língua - e por ter acontecido em um ponto estranho com uma arma apontada para você e pela exigência de dinheiro para deixá-lo sair. Mas, independentemente do comportamento de qualquer outra pessoa naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável e, por isso, lamento por meus companheiros de equipe, por meus fãs, por meus colegas concorrentes, por meus patrocinadores, e pelos anfitriões deste grande evento ", disse ele no comunicado.
Ryan Lochte também reconheceu que "esta foi uma situação que poderia e deveria ter sido evitada". Ele também falou em sua responsabilidade: "Eu aceito a responsabilidade pelo papel [que exerci] neste incidente e aprendi algumas lições valiosas".
Falso relatoRyan Lochte afirmou no domingo (14), quando estava ainda no Rio de Janeiro, que ele e três outros nadadores - Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen - foram roubados em um táxi de manhã cedo enquanto se dirigiam para a Vila Olímpica, após terem saída de uma festa.
Lochte disse, em entrevista à NBC News, na última quarta-feira (17), que os nadadores tinham usado um banheiro em um posto de gasolina e quando eles voltaram ao seu táxi, o motorista não se mexeu. Então dois homens se aproximaram com armas e distintivos e, segundo Lochte, ordenaram que ele e os demais atletas saíssem do carro.
Mas a história contada por eles foi desmentida ontem (18) pelo delegado brasileiro Fernando Veloso. O delegado declarou, no Rio, que os quatro nadadores dos Estados Unidos não foram roubados. Ao desmentir a história, o delegado disse que um ou mais atletas olímpicos dos Estados Unidos agiram como vândalos no banheiro do posto de gasolina. Os atletas quebraram espelhos e danificaram outros objetos, segundo a polícia.
Os atletas tentaram sair do local, mas os seguranças do posto pediram que eles permanecessem até a chegada da polícia. Outra pessoa que estava no local pediu para interceder em favor de uma tentativa de diálogo entre os atletas e os guardas.
Ryan Lochte e Jame Feigen foram indiciados por falsa comunicação de crime depois que fizeram o registro de ocorrência do roubo que não ocorreu. Feigen teve que pagar R$ 35 mil a uma instituição assistencial para poder deixar o Brasil,  informou hoje (19) a Polícia Civil. 
Ontem, Conger e Bentz prestaram depoimento e desmentiram a versão do colega. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc, sigla em inglês) pediu desculpas ao Rio de Janeiro e aos brasileiros pelo incidente causado pelos nadadores norte-americanos.

Isaquias Queiroz e Erlon Souza garantem vaga na final da canoagem e disputam medalha sábado (20)


Nessa Olimpíada, Isaquias já conquistou duas medalhas: prata e bronze. Agora, ele tenta a sua terceira conquista

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 19/08/2016 09:43:47
  
Os canoístas baianos Isaquias Queiroz e Erlon Souza conquistaram na manhã dessa sexta-feira (19) vaga na final da prova de canoagem de duplas C2 1000m. Os baianos fizeram uma boa prova semifinal e venceram a bateria. Com o resultado, eles já garantiram a vaga direto para a disputa de medalha que acontece nesse sábado (20) pela manhã com o tempo de 3m33s269.  A final do C2 1000m acontece neste sábado, às 9h34m, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. 
Isaquias e Erlon são os atuais campeões mundiais na categoria e prometem um bom desempenho na final. "Sabemos do nosso potencial. Treinamos bastante e estamos preparados. Sermos atuais campeões mundiais é bom para botarmos uma pressãozinha neles, mas eles também estão se preparando bem", afirmou Isaquias em entrevista ao canal SportV depois de garantir a classificação. Nessa Olimpíada, Isaquias já conquistou duas medalhas: prata e bronze. Agora, ele tenta a sua terceira conquista para se tornar o maior medalhista brasileiro em uma única edição de jogos olímpicos. 
Erlon, que competiu em Londres com outro parceiro mas não conseguiu vaga na final, disse que já sentiu que parte da missão está realizada nos jogos do Rio. "Missão cumprida já na primeira parte. A gente ficou fora da final por menos de um décimo. Hoje a gente conseguiu se classificar e amanhã vai estra com todo vapor aqui".
O alemão Sebastian Brendel, que conquistou o ouro na prova que Isaquias foi prata, também conseguiu se classificar para a final desse sábado ao lado do compatriota Jan Vandrey.  A dupla alemã fez o segundo melhor tempo geral, ficando apenas atrás dos brasileiros. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Jornalista é indiciada por crimes contra assessor de Feliciano

Ela é suspeita de caluniar e extorquir dinheiro de Talma Bauer.
Jovem acusa deputado Marco Feliciano de tentar estuprá-la no DF.

Do G1 São Paulo
A jornalista Patrícia Lelis, o deputado federal Marco Feliciano e o assesor dele, Talmo Bauer (Foto: Reprodução/GloboNews, Nilson Bastian/Câmara dos Deputados e Reprodução/TV Globo)A jornalista Patrícia Lelis, o deputado federal Marco Feliciano e o assesor dele, Talma Bauer (Foto: Reprodução/GloboNews, Nilson Bastian/Câmara dos Deputados e Reprodução/TV Globo)
A jornalista e estudante de direito Patrícia Lelis, de 22 anos, foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por denunciação caluniosa e extorsão, de acordo com o delegado Luiz Roberto Hellmeister, titular do 3º Distrito Policial (DP), Santa Ifigênia.
A investigação que agora mira Patrícia começou após ela acusar o assessor parlamentar do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, de tê-la sequestrado, mantido em cárcere privado e a ameaçado. Segundo Patrícia, a ação de Bauer ocorreu após ela divulgar que o deputado Marco Feliciano tentou estrupá-la em Brasília.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, além da suspeita de denunciação caluniosa e extorsão, Patrícia é investigada por ameaça depois de aparecer numa gravação, obtida pela polícia, ordenando que Bauer matasse um amigo dela. O assessor, que é chefe de gabinete de Feliciano, também é policial civil aposentado, e se recusou a obedecer Patrícia.

As investigações começaram a partir de denúncia feita inicialmente por Patrícia. No dia 5 de agosto, a jornalista registrou boletim de ocorrência na delegacia contra Bauer, que chegou a ser detido e liberado após negar as acusações.

Se somadas, as penas dos crimes de denunciação caluniosa e extorsão podem variar de seis a 20 anos de prisão. A reportagem não conseguiu localizar a jornalista e Bauer para comentarem o assunto.

Segundo o delegado, Bauer admitiu em depoimento que pagou R$ 20 mil a um amigo de Patrícia para que, em troca, ela parasse de acusar o deputado de ter tentado estupra-la em Brasília. Essa versão foi confirmada à polícia pelo rapaz que recebeu o dinheiro, que foi apreendido. O 3º DP apura a suspeita de que a jornalista teria cobrado R$ 300 mil para ficar em silêncio.

Em nota, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) disse nesta quinta-feira que o indiciamento da estudante Patrícia Lélis pela prática dos crimes de extorsão e denunciação caluniosa pela polícia do estado de São Paulo, reafirma sua plena confiança na lisura das instituições públicas e da Justiça. "Boatos são boatos e nunca serão verdades! Seguimos confiantes de até o término das investigações", diz a nota.

Brasília
A denúncia da suposta tentativa de estupro cometida pelo parlamentar contra Patrícia havia sido divulgada primeiro na coluna Esplanada, do UOL, no dia 2. No dia 7, a jornalista registrou boletim de ocorrência no Distrito Federal por abuso sexual contra o político, que também é pastor evangélico.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Asa Sul. O assédio sexual teria sido cometido pelo deputado no dia 15 de junho no apartamento funcional dele na capital federal. Patrícia ainda relatou que o parlamentar a agrediu e manteve em cárcere, lhe oferecendo R$ 15 mil mensais para ser sua amante. Proposta que a jornalista disse ter recusado.
São Paulo
Ainda, de acordo com Hellmaister, Patrícia mentiu ao acusar Bauer de tê-la sequestrado e mantido em cárcere num hotel em São Paulo, no fim de julho e início de agosto, sob a ameaça de uma arma para gravar um vídeo em que desmente as acusações de assédio sexual contra Feliciano.

Além de depoimentos, gravações do hotel obtidas pela polícia também levaram a investigação a não acreditar na versão da jornalista de que foi sequestrada. O primeiro vídeo, registrado no fim da tarde de 30 de julho, mostra Bauer, e a Patrícia no lobby do hotel. Eles se abraçam na recepção. Nas outras imagens, feitas em 4 de agosto, a jovem aparece abraçada a um amigo no sofá na área comum do estabelecimento. Ao lado deles está o assessor de Feliciano falando ao celular.

“Como alguém que diz ter sido sequestrada aparece em momentos de descontração com seu suposto sequestrador no mesmo hotel?”, indagou o delegado, que disse estar convicto de que Patrícia mentiu. “Se ela estava mesmo sendo sequestrada, por que gastou R$ 700 em maquiagem num shopping para gravar um vídeo desmentindo o que havia dito contra Feliciano?”
Patrícia acusa assessor de parlamentar de tê-la sequestrado em São Paulo. Para delegado, ela mentiu sobre acusação (Foto: Reprodução / TV Globo)Patrícia acusa assessor de parlamentar de tê-la sequestrado em São Paulo. Para delegado, ela mentiu sobre acusação (Foto: Reprodução / TV Globo)
Ameaça
De acordo com Hellmaister, a jornalista ainda aparece numa gravação mandando o assessor matar um cara do Rio de Janeiro que teria vindo a São Paulo fazer contato com Bauer para levar dinheiro para Patrícia.

O delegado e sua equipe tentam localizar o rapaz, que seria amigo de Patrícia, mas não teve o nome divulgado para não atrapalhar as investigações. “Queremos ouvi-lo, saber se ele pegou esse dinheiro era o da extorsão e se ele foi ameaçado diretamente por ela”, disse.

Assessor e deputado
Tanto Bauer quanto Feliciano negam as acusações de Patrícia. As declarações do assessor, que é policial civil aposentado e chefe de gabinete do deputado, foram dadas à polícia paulista.

O político se manifestou nas redes sociais, num vídeo ao lado da mulher. Feliciano chamou a acusação de assédio que Patrícia fez contra ele de "falsa comunicação".

Apesar disso, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que é procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao Ministério Público (MP) do Distrito Federal pedindo investigação sobre o deputado pela suposta tentativa de estupro. O PSC também criou uma comissão interna para apurar o caso.
Talma Bauer saiu do 3 DP na madrugada deste sábado (6) (Foto: Reprodução/TV Globo)Talma Bauer saiu da delegacia durante a madrugada afirmando que o relato da jovem parecia ser 'perseguição política' contra Feliciano (Foto: Reprodução/TV Globo)
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Em vídeo, Feliciano nega acusações de assédio sexual contra militante do PSC (Foto: Reprodução/YouTube)Em vídeo, Feliciano nega acusações de assédio sexual contra militante do PSC (Foto: Reprodução/YouTube)

Menino é resgatado sob escombros de prédio após bombardeio na Síria

Imagem mostra garoto sujo de sangue enquanto aguardava atendimento.
Bombardeios em Aleppo deixaram 33 civis e 19 rebeldes mortos.

Do G1, em São Paulo
Menino foi resgatado com vida sob os escombros de edifício após bombardeio em Aleppo (Foto: Aleppo Media Center/AP)Menino foi resgatado com vida sob os escombros de edifício após bombardeio em Aleppo (Foto: Aleppo Media Center/AP)
Um menino de 5 anos foi resgatado com vida na quarta-feira (17) sob os escombros de um edifício alvo de um bombardeio aéreo em Aleppo, no norte da Síria. Pelo menos 33 civis e 19 rebeldes morreram nos ataques, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A imagem que mostra Omran Daqneesh, de shorts, sujo de sangue e completamente coberto de poeira foi muito compartilhado e causou comoção nas redes sociais. Em estado de choque, o menino aguarda atendimento em uma ambulância.
A imagem, feita pelo grupo opositor sírio Aleppo Media Center (AMC), foi divulgada pela agência Associated Press. A BBC informou que os pais e os três irmãos do garoto teriam sobrevivido ao bombardeio, mas a identidade deles não foi divulgada.
No vídeo divulgado pelos ativistas, a criança passa pelos braços de vários socorristas sem chorar ou falar nada. Sentado em uma cadeira laranja, ele coloca a mão no rosto machucado e com o sangue.
Catástrofe humanitária sem precedentes
Aleppo vive uma catástrofe humanitária sem precedentes, segundo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A luta pelo controle da cidade, dividida entre o oeste controlado pelo governo e o leste comandado pelos rebeldes, intensificou-se nas últimas semanas provocando centenas de mortes e impedindo o acesso de muitos civis a produtos básicos, luz e água.
A comissão das Nações Unidas, que investiga os crimes praticados em mais de cinco anos de guerra na Síria, afirmou que cerca de 100 mil crianças na região leste de Aleppo podem ser as próximas vítimas da estratégia "render-se ou morrer".
A maioria dos civis (24) que morreu nesta quinta estava nos distritos de Al Sajur e Tariq Al Bab, no leste de Aleppo, que são controlados pela oposição armada, onde dezenas de pessoas também ficaram feridas.
Idlib
Na quarta-feira, pelo menos 25 pessoas morreram, entre elas cinco crianças, em bombardeios em bairros da cidade de Idlib, no noroeste da Síria e controlada pelas facções opositoras, informou nesta quinta-feira o OSDH.
Entre os mortos estão também duas mulheres e dez combatentes rebeldes, acrescentou o OSDH.
Os ataques tiveram como alvo os "grupos terroristas" Movimento dos Livres de Sham, Jund al-Aqsa e Ashnad al-Sham.
Quase toda a província de Idlib está em mãos da Frente da Conquista do Levante (antigo Frente al Nusra) e de outras facções aliadas.

Ajuda humanitária
O enviado especial da Organização das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, disse nesta quinta que nenhum comboio de ajuda alcançou áreas sitiadas da Síria no mês passado, segundo a Reuters. A força-tarefa humanitária foi suspensa até a próxima semana como sinal para grandes potências.

De Mistura disse que uma pausa de 48 horas em confrontos na cidade síria de Aleppo será o principal tópico de um encontro nesta quinta-feira de um grupo de países que trabalham para a cessação das hostilidades.

"Eu insisto, em nome do secretário-geral [da ONU]: para se ter uma pausa de 48 horas em Aleppo, para começar, irá requerer um grande esforço não só da Rússia e dos Estados Unidos, mas também daqueles que possuem influência em solo", disse Mistura a repórteres em Genebra.
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