EMPREENDEDOR DE SUCESSO

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Governador quer Centro de Convenções no Comércio e anuncia outras ações para revitalizar Centro

Rui Costa divulgou uma série de medidas para atrair empreendimentos para o Centro Antigo de Salvador
Amanda Palma (amanda.palma@redebahia.com.br)
Atualizado em 27/07/2015 18:29:00
  
Um Centro de Convenções no Comércio com direito a teleférico ligando-o ao Santo Antônio Além do Carmo, novas ligações subterrâneas entre estações do metrô e novos empreendimentos são apenas algumas das ações do governo para atrair público local e turistas ao Centro Antigo de Salvador.
Os planos foram anunciados pelo governador Rui Costa nesta segunda-feira (27), durante a assinatura da ordem de serviço da requalificação das ruas da região. “Estamos com essa proposta de trazer o Centro de Convenções para a área dos fuzileiros navais  de frente para o mar, com um teleférico saindo do Centro de Convenções para ir para o Santo Antônio para que as pessoas que estejam nos eventos possam visitar o Centro Antigo”, explicou o governador. 
(Foto: Manu Dias/GOVBA)
O secretário estadual de Turismo (Setur), Nelson Pelegrino, informou que o governo ainda está conversando com a Marinha para tentar viabilizar a obra. “As negociações estão acontecendo com o Comando da Marinha. E temos uma comissão que está montando uma proposta de equação que viabilize o empreendimento por PPP (parceria público-privada) ou concessão”, explicou.
O Centro de Convenções atual está fechado e deve passar por reformas emergenciais. “Está fechado por que vai passar por intervenções emergenciais e parar dar segurança e funcionalidade”, declarou.
A assessoria da Marinha informou que está avaliado o pedido do governador, mas que essa mudança não está definida. "Recebemos a proposta de ceder o terreno e isso está sendo avaliado porque aquela é uma área estratégica. Está sendo avaliado quais implicações teria no cumprimento da missão do 2º Distrito Naval", afirmou o comandante Fábio Almeida.
Segundo ele, a Marinha ainda estuda  onde seria alocado o Grupamento de Fuzileiros Navais, caso aceite o pedido do governador. "Uma possibilidade seria a Base Naval de Aratu, mas isso ainda não foi definido", disse.
Outro empreendimento anunciado pelo governador e que pode mudar de lugar é a reitoria da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Segundo o governador Rui Costa, o governo já conversou com o reitor da universidade, José Bites, para que a direção da instituição seja alocada em alguma construção do Comércio, como o Instituto do Cacau. A assessoria da Uneb não se pronunciou até a publicação desta matéria.
De acordo com o governador, a ideia é atrair mais pessoas e investidores. Costa afirmou, no entanto, que não tem como definir datas para colocar todos os projetos em prática. O governo pretende também ampliar as vagas de estacionamento no centro da cidade, mas o governador não especificou quantas seriam. 
Metrô e VLTSobre o metrô, a ideia é fazer novas ligações entre as estações e também com o VLT (veículo leve sobre trilhos). “O VLT que vai sair do Comércio até Paripe, ajuda a revitalizar o centro. E já pedimos também para ligar o VLT por um túnel para a Lapa, para integrar com o metrô”, disse o governador Rui Costa.
No futuro, a ideia é que as integrações sejam por esteiras rolantes subterrâneas. “Vamos ver quanto custa, e a viabilidade de ligar a estação do Campo da Pólvora a Lapa por um túnel para que a gente bote uma esteira rolante, e as pessoas se desloquem”, disse. Outra esteira também é pensada para ligar a Lapa até o terminal da Barroquinha. 

Energia é restabelecida na Ufba após negociações com a Coelba

Serviço foi regularizado às 14h20 na Politécnica; em Administração, retornou às 16h
Thiago Freire (thiago.freire@redebahia.com.br)
Atualizado em 27/07/2015 20:08:38
  
As escolas Politécnica e de Administração da Universidade Federal da Bahia (Ufba) sofreram corte de energia na manhã desta segunda-feira (27). A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) admite a ação e afirma que foi por falta de pagamento da universidade. Após negociações, o serviço foi normalizado no período da tarde.
Segundo a Ufba, a Coelba foi na universidade, por volta das 10h, com intenção de cortar a energia de quatro unidades. Além das citadas, os prédios da Reitoria e da Residência Universitária da Vitória seriam os alvos.
(Foto: Arquivo CORREIO)
A Ufba admite que havia um atraso de dois meses, cujo valor aproximado era de R$ 2,3 milhões. A instituição justifica o atraso com os cortes do governo federal, revelando que está operando com um contingenciamento de 15 a 20% no orçamento.
A Ufba ainda explica que o recurso para pagar a energia sempre esteve empenhado - já alocado para pagamento. O que faltava era a liberação do dinheiro, que ocorreu após conversa com o Ministério da Educação. Por esse motivo a Coelba suspendeu os cortes. A universidade lamenta a atitude da concessionária de energia, lembrando que a instituição é um importante espaço de educação e pesquisa científica.
PrejuízosA diretora da Escola Politécnica, Tatiana Dumet, lamentou o ocorrido e diz que houve prejuízos. O switch central da internet parou de funcionar, deixando a unidade sem conexão. Além disso, a Escola de Verão, evento internacional em parceria com a Alemanha, teve que ser adiado.
Segundo servidores da unidade, alguns estudantes ficaram presos em um laboratório com fechadura eletrônica. Ao saber que a chave manual não estava no prédio, eles pularam a janela. 
Francisco Teixeira, diretor da Escola de Administração, também reporta um evento que foi prejudicado. Teixeira ainda questiona a truculência do funcionário da Coelba. "Ele disse: você tem cinco minutos para desligar, já passamos uma hora na Politécnica", conta.
Ambos diretores afirmam sentir a diminuição no orçamento deste ano, principalmente em materiais de consumo e bolsas e diárias, que atingem muito a pós-graduação. As contas são centralizadas pela administração da universidade, mas a Coelba não explica a decisão de cortar apenas quatro unidades.
Teixeira sugere que a escolha pode ser estratégica. "Provavelmente o critério é onde causa mais problema", conjectura. Ele lembra, entretanto, que unidades com laboratórios de pesquisa que realizam operações de alta complexidade não foram escolhidas.
Coelba explicaA Coelba afirma que seguiu todos os procedimentos legais. Segundo a concessionária, o aviso prévio de quinze dias - exigido pela lei - foi entregue à Ufba e protocolado, como de praxe. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reguladora do setor, a partir da primeira conta sem pagamento a concessionária já pode suspender o serviço.
A Aneel explica ainda que não há qualquer diferença pelo consumidor ser pessoa jurídica ou realizar operações delicadas. De acordo com informações obtidas no Portal da Transparência, a Ufba já pagou à Coelba R$ 2,6 milhões até maio deste ano. Em 2014, a universidade repassou R$ 10,6 milhões para a concessionária.

Em greve, Uneb divulga datas do vestibular de 2016

Provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 27/07/2015 16:04:16
  
A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) divulgou nesta segunda-feira (27) as datas para as provas do processo seletivo de 2016. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de dezembro de 2015.
Segundo informações da assessoria da Uneb, mais informações serão divulgadas após a publicação do edital do vestibular, que ainda não tem data para ser publicado.
Uneb divulga datas do vestibular de 2016
(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)
GreveProfessores em greve da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) decidiram, na última quinta-feira (23), manter a paralisação, que já passa de dois meses.
Outras universidades, como a Federal da Bahia (Ufba), também fizeram assembleias que votaram pela continuidade da greve.
Assembleia da Adufs
(Foto: Divulgação)
A Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb) informou que a minutra de acordo do governo é um avanço, mas ainda faltam pontos que serão discutidos em reunião esta semana.
A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) informou que a assembleia analisou o acordo apresentado pelos professores, e que apesar deste "contemplar minimamente as reivindicações", ainda precisa de ajustes. O documento, de qualquer forma, é classificado como "um grande conquista" pelos professores. 
Ainda na assembleia, os professores aprovaram uma moção de repúdio ao secretário da Educação, Osvaldo Barreto, e ao governador Rui Costa, por enviar viaturas da Polícia Militar para a Secretaria da Educação, então ocupada pelos docentes. A Adufs diz que o uso da PM foi para "reprimir e criminalizar" o movimento.
A proposta do governo traz a revogação da Lei 7176/97 que, segundo os professores, interfere na autonomia da gestão universitária, direitos trabalhistas como promoções, progressões e mudanças de regime de trabalho, além de devolução de cotas do orçamento retiradas das universidades no primeiro trimestre, e compromisso de que, até o final de 2015, não haverá cortes e contingenciamento no orçamento.

Sede dos Correios, na Pituba, é embargada por "falta de segurança"

Sucom embarcou local nesta segunda-feira (27)
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 27/07/2015 19:13:46
  
A sede dos Correios, localizada no bairro da Pituba, foi embargada nesta segunda-feira (27) por fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom). Segundo informações da assessoria do órgão, o imóvel "não apresenta condições de habitação e segurança exigidas pela legislação municipal".
Após a vistoria, agentes da Sucom verificaram que o prédio central não possui projeto de segurança para casos de incêndio. De acordo com o órgão, os Correios foram notificados também pela necessidade na recuperação da estrutura do edifício. 
Sede dos Correios, na Pituba, é embargada por "falta de segurança"
(Foto: Arquivo CORREIO)
Mesmo com o embargo, os Correios funcionam normalmente. A empresa tem um prazo de 30 dias para se adequar às soliticações da Sucom. Caso não atenda às exigências relacionadas, a sede deverá ser interditada.
Em nota, os Correios afirmaram que já começaram a tomar providências relacionadas às reformas necessárias no prédio, como a abertura de licitações. Leia abaixo a nota:
"O embargo e a notificação tratam-se de medidas administrativas a respeito da manutenção do prédio sede dos Correios, localizado na Pituba, a qual já está em andamento, ou seja, as providências relativas à respectiva recuperação estrutural já foram adotadas e devidamente informadas em momento anterior à Sucom. Contudo, como se trata de Administração Pública, existem regras legais que condicionam as contratações a um prévio procedimento licitatório".

Decisão que absolveu PMs diz que ouvir testemunhas era "irrelevante" para caso

Juíza afirmou que prova técnica que sobrepõe à testemunhal
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 27/07/2015 17:01:44
  
A decisão da Justiça que absolveu os nove policiais militares envolvidos na morte de 12 pessoas no Cabula, em fevereiro deste ano, foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Eletrônico de Justiça. Em "julgamento sumário", os nove PMs foram absolvidos, por terem agido em "legítima defesa" durante o curso de uma ação policial normal, diz a decisão.  O Ministério Público já informou que pretende recorrer da decisão.
A juíza substituta Marivalda Almeida Moutinho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, relata a denúncia do Ministério Público da Bahia, que afirmou ter se tratado de uma execução por parte dos PMs, e justificou o julgamento antecipado, citando previsão do artigo 3º do Código de Processo Penal.
"Cabível a antecipação do julgamento, quando estes elementos não se fizeram presentes (indícios de autoria e da prova da materialidade), impossibilitando, até mesmo o oferecimento da denúncia". 
Reconstituição da ação foi realizada pelo DPT no dia 29 de maio
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
As testemunhas do caso não foram ouvidas em juízo. Para a juíza, as provas e inquéritos anexados apresentam-se "extremamente convincentes (...) Não soa plausível que a produção de prova testemunhal sobreponha a prova técnica". Ela classifica a "prova técnica" como "superior às demais, especiais". Para a juíza, ouvir testemunhas neste caso se mostra "irrelevante, impertinente e protelatória".
A decisão cita que embora as vítimas não tivessem antecedentes criminais "não estão isentas de terem envolvimentos" com prática de crimes, pois estavam com armas de fogo e drogas, além de explosivos. Cita ainda que as vítimas tinham sinais de disparos de arma de fogo nas mãos. 
"Tratou-se de um confronto armado, em que as vítimas ao portarem arma de fogo e estarem camufladas, preparadas para práticas de ação delitiva, também estariam para o caso de serem surpreendidas na preparação da execução", argumenta. 
Para ela, a versão apresentada pelos PMs foi corroborada pelo inquérito policial, mostrando-se "coerente" com as prova periciais. "Todos os acusados agiram sob o manto da excludente de ilicitude prevista no artigo 25 do Código Penal Brasileiro, em legítima defesa", diz o texto, afirmando que os PMs acusados foram "agredidos moral e fisicamente", vendo-se na necessidade de se defender.
"Atropelo"O promotor Davi Gallo voltou a criticar a decisão judicial e informou que irá recorrer assim que o Ministério Público for intimado. "Esse é um processo que ela fez, ela e polícia. Ela ignorou completamente o Ministério Público. Para ela só vale o que é do inquérito", afirmou.  Ele criticou o uso do julgamento antecipado lide, um procedimento mais rápido. "Não existe isso em um processo penal. Ela fez uma miscelânea de códigos civil e penal. O que essa senhora fez é uma aberração jurídica. Ela sequer ouviu as vítimas que sobreviveram, que inquérito é esse?".
A inclusão do caso do soldado Luciano Santos de Oliveira, que não tem nenhuma ligação com o crime que aconteceu no Cabula, também foi criticada mais uma vez. "Esse caso não tem nada a ver, nada a ver. Nós colocamos como exemplo e ela incluiu e inocentou, de tanta vontade que estava", afirma o promotor. "A legítima defesa no processo, ela tem que estar sem dúvidas. Mas para ela simplesmente valeu ela e o inquérito policial, ignorou completamente o Ministério Público".
No final de semana, o promotor  disse que a decisão “atropela todas as regras processuais”. “Ela cometeu a maior insanidade do mundo, que foi pegar o Código de Processo Civil para julgar. Ela tinha que instruir o Código Penal, mas desprezou o artigo 415 dele”, afirmou, referindo-se ao artigo que dispõe sobre absolvições.
O artigo 415 do Código de Processo Penal prevê absolvição sem os procedimentos usuais apenas nos seguintes casos: quando provada a inexistência do fato; quando provado que o acusado não é autor ou partícipe do crime; quando o fato não constituir crime, ou quando for demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime. "No processo penal, não se pode fazer isso (decisão), antes de instruir o processo, das audiências. Tem que ouvir as partes e instruir o processo", afirmou no final de semana Gallo.
Casas vizinhas ao local onde aconteceu a ação foram atingidas pelos disparos
(Foto: Marina Silva/CORREIO)
Decisão criticada e defendida
O diretor executivo da Anistia Internacional, Átila Roque, classificou a decisão como parcial. “Indignação com a recorrente parcialidade da justiça no Brasil, onde as vítimas de homicídios cometidos pela polícia são sempre tratadas antes de qualquer investigação e a absolvição dos policiais é sempre rápida. Cabula é a cara do Brasil”, escreveu, ontem, em uma rede social.
Também pelas redes sociais, o presidente da ONG Reaja ou Será Morto(a), Hamilton Borges, compartilhou a mesma indignação e afirmou que continuará acompanhando o caso. “Não vamos parar. Vamos seguir lutando”, declarou.
Já o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB), Eduardo Rodrigues, disse que vai aguardar a publicação da sentença e espera que o MP recorra da decisão favorável aos PMs, que alegaram legítima defesa. “A OAB aguarda que a sentença seja publicada para termos uma ideia real disso”, resumiu.
Justiça absolveu PMs envolvidos na morte de 12 pessoas no Cabula
(Foto: Evandro Veiga/CORREIO)
Enquanto as entidades repudiavam a sentença, os advogados de defesa que representam os acusados e também advogam em outros processos envolvendo policiais – como o Caso Geovane, denunciado pelo CORREIO – comemoraram a decisão judicial e ainda classificaram os policiais como heróis.
“Desde o início, quando conversamos com nossos clientes, tínhamos certeza da inocência deles. Quem tem que comemorar a decisão da juíza é a sociedade baiana, porque os policiais que estavam lá no Cabula arriscaram suas vidas no exercício da sua profissão”, afirmou o advogado Dinoemerson Nascimento.
Ainda segundo ele, a “decisão mostra que o Judiciário baiano está sensível à atividade do policial militar”. Para o advogado Mateus Medeiros, a sentença não foi rápida, já que o prazo dado pela Justiça para o parecer do caso era de 81 dias e a magistrada levou mais de 60 para concluí-lo. “É uma juíza séria e imparcial. Inclusive, já condenou outros clientes meus”, salientou Medeiros.

Fantástico revela detalhes da fuga de 31 presos pelo esgoto há 2 anos no RJ

Fantástico teve acesso ao relatório da investigação da fuga que aconteceu há dois anos e meio. Falhas na segurança são impressionantes.

Você vai ver, em primeira mão, os detalhes de uma fuga que parece coisa de cinema. Como é que 31 presos conseguiram cavar túneis para escapar pelo esgoto, em um lugar exposto, aberto, que qualquer um poderia ver. E ninguém percebeu nada?
As falhas na segurança são ainda mais impressionantes, e por isso, dois anos e meio depois da fuga, as autoridades querem reabrir as investigações.
Domingo, dia de visita em um presídio do Rio de Janeiro. Desde as primeiras horas da manhã, 31 bandidos vão sumindo por um bueiro. Alguns, muito perigosos.
Entre os foragidos está Claudino dos Santos Coelho, um dos condenados pela morte do jornalista Tim Lopes.
Túneis são descobertos. Foram cavados com ferramentas do próprio presídio. Os detentos tinham autorização para entrar e trabalhar nas tubulações por onde fugiram. Só quatro são recapturados. Os outros 27 conseguem escapar. Falhas na fiscalização e no controle dos presos.
Ninguém foi indiciado e apenas um demitido, um novato que trabalhava em outro presídio.
O Fantástico mostra, com exclusividade, por que as autoridades querem reabrir a investigação dessa fuga. No Instituto Penal Vicente Piragibe, estão 3 mil presos. Todos pertencem à maior facção criminosa do Rio de Janeiro. O Fantástico entrou no presídio para mostrar como 31 detentos, entre eles os principais líderes do tráfico no estado, conseguiram fugir.
Depois da fuga, em fevereiro de 2013, esta é a primeira vez que uma equipe de televisão entra no presídio, que não é de segurança máxima. Nele ficam os presos que conseguiram a progressão da pena. Eles estão no regime semiaberto, mas não receberam autorização do juiz para deixar a cadeia. Por isso, entre 8h e 17h eles ficam soltos no pátio.
O Fantástico foi até o chamado ‘Parquinho’. Onde os filhos dos presos brincavam nos dias de visita. E também foi o local onde a fuga começou, por um bueiro. O Instituto Vicente Piragibe é um dos 24 presídios que compõem o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Um mapa mostra o caminho subterrâneo da fuga. A partir do bueiro do parquinho eles chegaram à tubulação e tiveram que dar a volta em um ponto estreito da galeria pluvial.
O Fantástico teve acesso ao relatório final das investigações. Um fugitivo que foi recapturado diz que a fuga começou às 8h. A primeira leva tinha 12 presos, e eles precisaram de uma hora até sair pelo valão.
Ao todo, são quase 500 metros de canos. O fim da linha fica debaixo da guarita de um presídio vizinho. Foi o inspetor que estava em uma das guaritas que acabou sendo o único punido com demissão.
Fantástico: O inspetor que estava na guarita naquele dia foi apontado como responsável. Ele foi de fato o responsável?
Sauler Antônio Sakalen: Olha, o principal foco de visão dele tem que ser o interior da cadeia.
Hoje, o que se vê, na saída do cano, é um valão. E no dia da fuga, dava para ver o quê? Quem conta é o próprio funcionário que foi punido. No domingo da fuga, era o primeiro dia dele no emprego. “Não dava para ver nada ali. Não dava para ver nem que tinha um valão ali, não dava para ver. Aí depois que roçaram, que fizeram tudinho, eu vi que era um valão”, diz Rubens Jerônimo da Silva, ex-inspetor penitenciário. 
Quatro depoimentos confirmaram essa versão. Mas as imagens, que mostram o mato cortado depois da fuga, foram usadas na acusação contra Rubens. Uma grade foi colocada também depois da fuga.
Como você viu antes, a fuga começou em uma casa onde ficava o parquinho. Hoje o bueiro está lá dentro. Na época da fuga, as paredes não existiam. O bueiro ficava em uma varanda como mostram as fotos do relatório. Dava para os inspetores verem muito bem a movimentação dos fugitivos no bueiro que dá acesso ao esgoto.
“Um labirinto de esgoto para lá, para cá. Então o cara demoraria eu acho que uns 10 dias para achar”, diz Rubens Jerônimo da Silva.
Naquele dia, o presídio tinha dez inspetores. Apenas quatro estavam na área de visitação. O controle da entrada das visitas era feito pelos próprios presos. E o presídio só tinha câmera de segurança na entrada.
Fantástico: As imagens das câmeras não tinham que ter sido investigadas para saber realmente se tinha alguma informação ali?
Erir Ribeiro Costa Filho: Isso aí, com certeza. Inclusive as imagens da parte externa. E no processo, que eu pude verificar, não está constando essas imagens. 
Até hoje, dois anos e meio depois, não se sabe se todos os bandidos usaram apenas os canos para fugir. “Nós temos que verificar todas as hipóteses possíveis, tanto pode ser pelo túnel, pela porta da frente, ter pulado o muro”, afirma o secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro Costa Filho.
Os presos fazem uma parte da manutenção do presídio. Trabalham com ferramentas como foice, enxada e marreta. Adivinhe o que eles usaram para cavar os túneis?
O então diretor contou à comissão de sindicância que os presos ajudaram em uma obra para aumentar a drenagem da água da chuva e do esgoto. Perguntado pelos investigadores se a tubulação do parquinho era vistoriada com frequência, o responsável pelas obras de manutenção disse que, por questões técnicas, a verificação detalhada não era necessária.
Fantástico: Não tem ninguém que fiscalize o bueiro?
Sauler Antônio Sakalen: Bom, a direção, ela normalmente, ela diz quem é responsável por fiscalizar os bueiros da unidade prisional.
Fantástico: Isso tem que ser feito todo dia.
Sauler Antônio Sakalen: Diariamente.
“Se ele não tem condições de fiscalizar, tem que se pedir apoio. Porque nós temos grupamentos que podem dar apoio em qualquer cadeia do estado”, diz o secretário de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro Costa Filho.
No ano anterior à fuga, foram apreendidos no presídio celulares, chips, radiotransmissores e mais de 2 mil sacolés de cocaína e quase 800 cigarros de maconha. Dos 31 fugitivos, quatro foram presos no mesmo dia. Outros 19 foram recapturados depois. E outros seis morreram, inclusive Claudino dos Santos Coelho, um dos condenados pelo assassinato de Tim Lopes.
Hoje, dois bandidos continuam foragidos. Um deles é Robson Aguiar de Oliveira, o Binho do Engenho, que assumiu o tráfico no Complexo do Chapadão, uma das áreas mais violentas da cidade.
A Polícia Civil não indiciou ninguém. Já o Ministério Público continua investigando a fuga e não quis se manifestar. Os responsáveis pelo presídio, na época da fuga, cumpriram medida administrativa, com suspensão de até 120 dias. Todos reassumiram os cargos.
O ex-secretário de administração penal, César Rubens de Carvalho, não quis gravar entrevista. Por email, ele afirma que “todos os funcionários envolvidos foram punidos dentro do que foi apurado nos autos”. E diz também que o então inspetor Rubens poderia ter ao menos interrompido a fuga.
Fantástico: O senhor acha que alguém deve ser responsável por essa fuga, e não apenas um funcionário no primeiro dia de trabalho?
Erir Ribeiro Costa Filho: Claro que tem. Claro. Tem muitas perguntas, muitas dúvidas.

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