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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Corregedoria apura se policial fez falso alerta sobre assalto em loja de tapetes

Investigador chamou equipe do GOE após agredir comerciante em SP.
Confusão ocorreu por causa de tapete comprado por estudante de Direito.

Do G1 São Paulo
A Corregedoria da Polícia Civil apura se o investigador José Camilo Leonel fez uma falsa comunicação de crime à uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) após agredir o comerciante iraniano Navid Saysan. O caso ocorreu em 21 de janeiro, em uma loja nos Jardins, área nobre de São Paulo.
Depois de agredir o iraniano com socos e apontar uma arma, Leonel voltou para a viatura e pegou um rádio. A Corregedoria investiga se o policial chamou o GOE comunicando que a loja estava sendo assaltada, informou o SPTV. Todos os 13 agentes do Grupo de Operações Especiais que estiveram no local após o chamado foram ouvidos.
A confusão ocorreu por causa da venda de um tapete na loja de Navid Saysan. A estudante de Direito Iolanda Delce dos Santos, que comprou o produto, decidiu devolvê-lo, mas não conseguiu o dinheiro de volta. O comerciante ofereceu um crédito para a compra de outros itens da loja, mas a universitária não aceitou.
Depois disso, ela acionou o investigador José Camilo Leonel, para auxilia-la. Ele agrediu o iraniano com socos. Toda a agressão foi flagrada por câmeras de segurança. Antes do ocorrido, Iolanda e o policial se encontraram em um restaurante a 250 metros da loja.
Iolanda prestou depoimento à Corregedoria na quinta-feira (25). Ela confirmou que se encontrou com o policial antes de ir à loja para ser orientada sobre os problemas que estava tendo na compra do tapete. Ela negou, no entanto, ter amizade com José Camilo Leonel.
Em entrevista ao Fantástico, a estudante disse que se sente culpada, mas que o dono da loja provocou o policial e, por isso, ele o agrediu. "O comerciante xingou ele. Ele provocou o policial", afirmou a universitária.
José Camilo Leonel responde a um inquérito policial sobre a agressão e um procedimento administrativo disciplinar, que apura desvios de conduta de agentes da corporação. Para o inquérito, a polícia já ouviu pessoas que estiveram na loja de tapetes no dia da agressão, além da estudante e policiais do GOE. A Corregedoria pretende concluir, em 15 dias, essa investigação.
O investigador José Leonel ainda não prestou depoimento para o inquérito e nem para o procedimento administrativo e não há data marcada para ele ser ouvido. A conduta de Iolanda também é investigada. "Eles foram lá para intimidar o comerciante e obrigar a fazer ele algo que não deveria fazer", disse a promotora do Grupo de Ação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) Luciana Frugiuele, que acompanha o caso.
A advogada de defesa do policial civil, Eliana Rasia, disse ao G1 que não vai comentar a investigação.
Investigado
José Camilo Leonel é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil também por sua atuação em uma ocorrência em julho de 2013, na qual duas adolescentes de 13 e 14 anos foram baleadas, segundo o G1 apurou. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, houve troca de tiros entre o carro em que estavam as adolescentes e a viatura de Leonel.
No entanto, a mãe de uma das adolescentes disse ao G1 que as meninas foram baleadas na perna, mesmo sem estarem armadas, e depois de terem descido do carro e informado que não sabiam o que estava ocorrendo. José Camilo Leonel também é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por uma agressão em um posto de combustíveis, em 2015.
Encontro em restaurante e agressão
José Camilo Leonel foi visto em um restaurante com a estudante universitária Iolanda Delce dos Santos, antes de ela o acionar no dia 21 de janeiro para ir à loja do comerciante iraniano. Imagens registradas pelas câmeras do estabelecimento mostram os dois se encontrando (veja no vídeo abaixo).
No vídeo, a mulher está à espera em uma mesa. O policial civil chega e cumprimenta a mulher com um beijo. Eles conversam por mais de 30 minutos. O G1 apurou que o policial e a mulher foram vistos juntos na calçada, em frente ao restaurante, que fica a 250 metros da loja, e que o vídeo está com a polícia.
Depois do encontro, a mulher foi à loja para pedir o dinheiro de volta da compra de um tapete, chamou a polícia e, em seguida, o policial civil chegou e agrediu o comerciante. Em depoimentos à polícia, tanto o policial quanto a jovem negaram que se conheciam antes do ocorrido.
O Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, disse nesta quinta-feira (25) que o policial e a mulher combinaram toda a cena ocorrida na loja do comerciante. "Nós já temos provas robustas que os dois não só se conheciam como se encontraram minutos antes do ocorrido. Temos provas de que combinaram o ocorrido".
Moraes disse que Iolanda "vai responder por participação em todos os crimes praticados pelo investigador". "Isso vai sem nenhuma dúvida tipificar, no mínimo, além de abuso de autoridade, além das agressões, vai tipificar advocacia administrativa por parte do investigador", afirmou o secretário.
Câmera de segurança do restaurante mostra o policial civil dando um beijo na mulher no encontro antes de ela ir à loja do comerciante (Foto: Reprodução/TV Globo)Câmera de segurança do restaurante mostra o policial civil dando um beijo na mulher no encontro antes de ela ir à loja do comerciante (Foto: Reprodução/TV Globo)
Corregedoria tem o vídeo
A Corregedoria da Polícia Civil teve acesso às imagens do restaurante dias depois do caso ter sido divulgado pelo Fantástico, na edição do dia 14 de fevereiro. A reportagem mostrou imagens de câmeras de segurança da loja do comerciante sendo agredido pelo policial.
O investigador também ameaçou o iraniano e um funcionário com uma arma. Leonel trabalhava na Corregedoria da Polícia Civil e pode responder por abuso de autoridade. Após a divulgação das imagens, o policial foi afastado. O investigador José Camilo Leonel trabalha na Corregedoria e pode responder por abuso de autoridade.
O policial foi afastado preventivamente por 180 dias e teve de entregar distintivo e arma até o final da apuração dos fatos. O afastamento não foi publicado no Diário Oficial e ele segue recebendo seu salário. A advogada de defesa dele, Eliana Rasia, disse ao G1 que não vai comentar a investigação.
VEJA A CRONOLOGIA DO CASO:
21 de janeiro: A universitária Iolanda Delce dos Santos foi à loja do iraniano Navid Saysan tentar recuperar o dinheiro da compra de um tapete. Ela pagou R$ 5 mil pelo produto e queria o dinheiro de volta. Ela saiu da loja dizendo que iria chamar a polícia. O policial civil José Camilo Leonel chegou em seguida e agrediu o comerciante. Ele chamou o reforço do GOE. O iraniano deixou o local algemado.
14 de fevereiro: Reportagem do Fantástico mostra imagens das câmeras de segurança da loja de tapetes que mostram a agressão do policial civil ao comerciante. Após a confusão, os envolvidos foram pra delegacia do consumidor e para a corregedoria, onde foi feito um boletim de ocorrência.
15 de fevereiro: A Secretaria de Segurança Pública diz que o policial civil será afastado até o final da apuração dos fatos e que iria abrir inquérito contra a mulher.
16 de fevereiro: O policial civil é afastado por 180 dias.
18 de fevereiro: O iraniano Navid Saysan presta depoimento na Corregedoria da Polícia Civil e sai sem falar com a imprensa.
19 de fevereiro: Em entrevista ao G1, a advogada do comerciante diz que Iolanda foi vista em viatura da Polícia Civil antes de o policial agredir o iraniano.
22 de fevereiro: Reportagem do G1 revela que o policial civil José Camilo Leonel é sócio de uma empresa de segurança. Ele é um dos donos da Pentalpha Consultoria Técnica de Segurança e Investigação em Fraudes Contra Seguros Ltda., que tem como sócia administradora uma parente do policial, Zenaide Leonel dos Santos. Segundo a SSP, os policiais civis podem ser cotistas ou acionistas de empresas, de acordo com a Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo, mas não podem ser sócios administrativos ou gerentes. No mesmo dia, a secretaria recolhe o distintivo e a arma do policial.
25 de fevereiro: G1 e a TV Globo divulgam vídeo em que a estudante é vista com o policial antes da agressão na loja de tapetes. Durante a tarde, Iolanda Delce dos Santos presta depoimento na Corregedoria e muda a versão sobre seu relacionamento com Leonel. Ela afirma que foi apresentada ao investigador pelo advogado, mas nega ter amizade com Leonel. No dia 25, o G1 também divulga que o José Camilo Leonel também é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil por uma agressão em um posto de combustíveis, em 2015.
26 de fevereiro: Mais três testemunhas prestam depoimento à Corregedoria da Polícia Civil. Uma delas é o advogado que apresentou a estudante ao policial. No mesmo dia, o G1 divulga que José Camilo Leonel também é investigado por sua atuação em uma ocorrência em julho de 2013, na qual duas adolescentes de 13 e 14 anos foram baleadas. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, houve troca de tiros entre o carro em que estavam as adolescentes e a viatura de Leonel.
28 de fevereiro: Em entrevista ao Fantástico, Iolanda Delce dos Santos volta a dizer que conheceu o investigador no dia da agressão. A estudante disse que se sente culpada pelo ocorrido, mas afirmou que iraniano 'xingou' o policial.
Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes nos Jardins, em São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)Estudante universitária conversa com policial civil em frente a loja de tapetes (Foto: Reprodução TV Globo)

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Chuva faz Rio entrar em estágio de atenção

Aeroporto Santos Dumont ficou fechado por mais de duas horas.
Sirenes foram acionadas pouco antes das 17h em comunidades do Leme.

Do G1 Rio
Um forte temporal deixou o Rio de Janeiro em estágio de atenção às 12h40 desta segunda-feira (29), de acordo com o Centro de Operações Rio. Até as 18h20 ainda chovia em muitos pontos da Região Metropoliana e, com as ruas alagadas, o trânsito ficou muito complicado na volta para a casa (confira a situação do tráfego).
O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
Sirenes de alerta foram acionadas nas comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia, no Leme, com orientação a moradores para saírem de casa se dirigirem aos pontos de apoio, por segurança. A Defesa Civil não foi acionada para ocorrências graves.
O mau tempo atrapalhou o funcionamento dos aeroportos. O Santos Dumont ficou fechado desde 15h54 até as 18h40, e o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) passou a operar por instrumentos. Muitos passageiros foram transferidos para o Galeão.
No Hospital do Fundão, médicos precisaram terminar uma cirurgia porque a água da chuva jorrou do teto do centro cirúrgico. Na semana anterior, o diretor da unidade já tinha dito que precisava de R$ 8 milhões para fazer obras de recuperação após o estrago das últimas chuvas, após cirurgias serem desmarcadas após uma queda de energia que parou os elevadores.
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares disse que o Hospital do Fundão não fez nenhuma solicitação de recursos para essas obras.
Homem faz stand up paddle em Niterói (Foto: Ana Carolina Costa / Arquivo pessoal)Homem faz stand up paddle em Niterói (Foto: Ana Carolina Costa / Arquivo pessoal)
Painel do Santos Dumont indica voos cancelados (Foto: Suelen Bastos / G1)Painel do Santos Dumont indica voos cancelados e atrasados (Foto: Suelen Bastos / G1)
Segundo o Sistema Alerta Rio, as áreas próximas a Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Baía de Guanabara e Zona Sul entraram em estágio de alerta para probabilidade de deslizamento de terra.
Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Estrada Lagoa-Barra, em São Conrado, na Zona Sul (Foto: Perla Rodrigues/ G1)Carro caiu em buraco e ficou enguiçado na
Lagoa-Barra (Foto: Perla Rodrigues/ G1)
Alto da Boa Vista, Urca, Jardim Botânico, Santa Teresa e Rocinha estão entre os locais mais atingidos pela chuva forte, que afetou mais de 20 bairros. Copacabana, Laranjeiras, Saúde, São Cristóvão e Vidigal registraram altos índices de chuva.
SUP em Niterói
O município de Niterói também entrou em estágio de atenção. Em uma via de Icaraí, um homem foi fotografado circulando de stand up paddle (SUP), esporte em que se rema de pé, equilibrado sobre uma prancha semelhante à de surfe.
O Rio Pavuna, na Baixada Fluminense, entrou em alerta máximo para o risco de transbordamento em São João de Meriti. Em Petrópolis, na Região Serrana, o Rio Quitandinha transbordou, segundo o Instituto Nacional do Ambientel (Inea).
Pedestres caminham durante forte chuva na região central do Rio de Janeiro (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)Pedestres caminham em via algada no Centro (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Em Ipanema, uma árvore caiu na Rua Visconde de Pirajá, deixando duas faixas ocupadas na altura da Avenida Henrique Dumont, às 16h30. O tráfego ficou ruim na região até a liberação da pista, por volta das 17h20.
A Rua Martins Ferreira, em Botafogo, também teve queda de árvore, às 17h30, entre as Ruas Voluntários da Pátria e Rua Capistrano de Abreu. O desvio era feito pela Voluntários.
Forte chuva causa alagamento na região central do Rio de Janeiro. A cidade entrou em estado de atenção (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)Rua do Centro do Rio alagada (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Homem faz stand up paddle em Niterói (Foto: Bruno Albernaz / G1)Homem faz stand up paddle na rua alagada em Niterói (Foto: Bruno Albernaz / G1)
Em São Gonçalo, o cruzamento entre as avenidas Roberto Marinho e José Mendonça de Campos ficou alagado (Foto: Miguel Folco/ G1)Em São Gonçalo, o cruzamento entre as avenidas Roberto Marinho e José Mendonça de Campos ficou alagado. Ponto é conhecido pelas enchentes (Foto: Miguel Folco/ G1)
Um carro caiu num buraco e ficou enguiçado durante a chuva forte na Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado (veja na foto acima).
As chuvas de fevereiro fizeram subir o nível dos reservatórios que abastecem a Bacia do Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a situação agora é menos preocupante.
Rotina: calor e temporal
A cidade teve dois dias de calor intenso no fim de semana. De acordo com o Alerta Rio, o Rio registrou 41,4°C no sábado (27), com sensação térmica de 48°C, no dia mais quete do ano. No domingo (28), a cidade teve temperatura máxima de 41,1°C na estação de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, às 11h45. A sensação térmica foi de 47°C. As praias ficaram lotadas de banhistas.
Na última semana, de domingo (21) até quinta (25), caíram cerca de 500 raios na cidade, de acordo com o Centro de Operações Rio, que monitora as descargas elétricas.
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Motociclista se arrista na Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)Motociclista se arrista na Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)
Chuva em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)Chuva em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)
Via alagou e travou o trânsito na Rua do Riachuelo (Foto: Rodrigo Gorosito)Via alagou e travou o trânsito na Rua do Riachuelo (Foto: Rodrigo Gorosito)
Chuva em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)Via alagada em Botafogo (Foto: Leandro Cavalcanti/TV Globo)
Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)Rua do Riachuleo alagada (Foto: Rodrigo Gorosito)
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Avenida Brasil tinha chuva forte no fim da manhã (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)Avenida Brasil tinha chuva forte já no fim da manhã (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Tempo fechado na região do Pechincha, na Zona Oeste (Foto: Viviane Mateus/ G1)Tempo fechado na região do Pechincha (Foto: Viviane Mateus/ G1)
Chuva forma bolsão de água em itanhangá (Foto: Leo Martinez/EGO)Chuva formou bolsão d'água em itanhangá (Foto: Leo Martinez/EGO)
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Por causa da chuva, sirenes foram acionadas (Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Felipe Ferreira)Por causa da chuva, sirenes foram acionadas (Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Felipe Ferreira)
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Ministério passa a ligar a famílias para monitorar assistência à microcefalia

Pasta anunciou novo serviço de mapeamento de assistência nesta segunda.
Objetivo é verificar que exames já foram feitos e como bebê é acompanhado.

Do G1, em São Paulo e do G1 DF
  Diagnosticado com microcefalia, bebê Guilherme Soares Amorim, de 2 meses, tem a cabeça medida por sua mãe, Germana Soares, em sua casa em Ipojuca, em Pernambuco  (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)Diagnosticado com microcefalia, bebê Guilherme Soares Amorim, de 2 meses, tem a cabeça medida por sua mãe, Germana Soares, em sua casa em Ipojuca, em Pernambuco (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (29), que está fazendo, desde o dia 22 de fevereiro, um mapeamento das condições de atendimento de bebês nascidos com microcefalia no Brasil.
O serviço consiste em telefonar aos familiares de cada criança com suspeita de microcefalia notificada nos últimos meses para verificar quais exames já foram realizados e quais faltam realizar, que tipo de acompanhamento o bebê está tendo nas redes de atenção básica e especializada e se já teve início a estimulação precoce e a reabilitação.
Entre os exames previstos para o bebê com suspeita de microcefalia estão os de ultrassonografia e tomografia, além dos testes do pezinho, orelhinha e olhinho.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo do novo serviço é obter um panorama de como está a assistência a essas crianças para poder organizar os fluxos de atendimento e oferecer apoio aos estados e municípios.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse aoG1 que a medida vai permitir ao governo fazer uma "busca ativa". As ligações vão indicar vão reforçar às famílias de crianças com suspeita de microcefalia que podem procurar a rede pública para fazer os exames necessários, e assim descartar ou confirmar a microcefalia.
"Como o número [de crianças que passaram por exames, em comparação com número de casos suspeitos] não está evoluindo da forma que gostaríamos, estamos fazendo essa busca ativa", afirmou Castro.
OMS recomendou exames de imagem
Em 25 de fevereiro, a OMS divulgou um documento no qual recomendou que bebês com casos mais extremos de microcefalia nas áreas afetadas pela zika passem or diagnósticos de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada.
Esses exames, segundo as novas diretrizes, são necessários para buscar possíveis anormalidades cerebrais, que vão além do pequeno diâmetro da cabeça em si.
Pelos novos parâmetros, casos de microcefalia passam a ser divididos em três tipos: "microcefalia", "microcefalia severa" e "microcefalia severa com anormalidade cerebral".

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