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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Aqui elas mandam! Em casa, Martine e Kahena conquistam o ouro na vel


Após ganhar os dois eventos testes, dupla brasileira vence outra competição na Baia de Guanabara e mantém escrita: desde 1996 o Brasil sobe ao pódio no esporte

Por Rio de Janeiro



Não há nada como a casa da gente. Aquele lugar que você conhece cada cantinho, cada atalho, cada detalhe. Imagine então disputar uma edição dos Jogos Olímpicos no seu quintal? E ganhar a medalha de ouro no lugar que você ama? Foi isso que Martine Grael e Kahena Kunzeconseguiram na tarde desta quinta-feira. Na Baía de Guanabara, onde começaram a velejar juntas, a dupla brasileira venceu a regata da medalha da classe 49erFX com o tempo de 21m22s e se tornou campeã olímpica da categoria. Com a família e os amigos na areia, fizeram uma regata que beirou a perfeição: teve emoção, estratégia e ultrapassagem no final. Aos pés do Pão de Açúcar, as meninas de ouro do Brasil mostraram que ali quem manda são elas.

Em uma categoria marcada pelo equilíbrio, com quatro duplas chegando à decisão com chance de título, Martine e Kahena fizeram valer o fator casa. Depois de vencerem os dois eventos-teste que foram realizados na Baía, chegaram ao dia decisivo da classe praticamente empatadas com os barcos da Nova Zelândia, Dinamarca e Espanha. E a vitória do ouro, disputada na raia do Pão de Açúcar, veio por uma diferença de apenas dois segundos. Para celebrar? Mergulho coletivo nas águas criticadas e que geraram apreensão durante todo o ciclo olímpico. A prata ficou com a dupla da Nova Zelândia, Alex Maloney e Molly Meech, o bronze para as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen.
martine grael vela rio 2016 olimpíada (Foto: REUTERS/Benoit Tessier)Martine Grael e Kahena Kunze vencem regata e garante ouro na 49erFX (Foto: REUTERS/Benoit Tessier)


- Se a gente conhecesse tanto assim a Baía, teríamos vencido por antecipação (risos). Aqui é o nosso jardim, começamos a velejar aqui. Mas todos velejaram de igual para igual, nenhuma equipe sabia mais do que a outra. Talvez em algum momento houve alguma vantagem por causa do vento, mas nada decisivo. Ainda não caiu a ficha da medalha. Esperamos estimular outras meninas. Não só na vela, mas em outros esportes. Estou orgulhosa. Sempre sonhei estar na Olimpíada e representar nosso país. E fomos além - disse Martina

A conquista garantiu ao Brasil uma sequência importante na vela: desde 1996 que o país conquista pelo menos uma medalha no esporte. Foi ainda um ouro de duas famílias muito ligadas às águas. Martine é filha de Torben Grael, bicampeão olímpico, dono de cinco medalhas (duas de ouro, uma de prata e duas de bronze) e coordenador técnico da equipe brasileira de vela. Somando os dois bronzes do tio Lars Grael, já são oito medalhas olímpicas em casa. Já o pai de Kahena é Cláudio Kunze, campeão mundial júnior da classe Pinguim.
Ainda não caiu a ficha. Esperamos estimular outras meninas. Não só na vela, mas em outros esportes. Muito orgulho, sempre sonhei estar na Olimpíada e representar nosso país. E fomos além.
Martine Grael
- Aqui é uma caixinha de surpresas. Sempre pode ter uma coisa nova. Você não pode achar que sabe tudo. Quando saímos para a regata, nos abraçamos e falamos: vamos dar o nosso melhor. Chegar entre os quatro já seria um grande resultado. Incrível a força da família, da torcida, energizante - resumiu Kahena.

Emoção até a última boia
As brasileiras chegaram à última prova dividindo a primeira posição com as as espanholas Tamara Echegoyen e Berta Betanzos, e as dinamarquesas com 46 pontos perdidos. Nos critérios de desempate, apareciam na segunda colocação geral. Mas foi com a dupla da Nova Zelândia, quarta colocada com 47 pontos perdidos e última equipe na disputa pelo ouro, que elas travaram uma disputa acirrada pelo título de campeãs olímpicas.
Martine e Kahena fizeram uma boa largada. Passaram a primeira das cinco boias na terceira posição. O problema é que as neozelandesas estavam em segundo. Seria preciso fazer as escolhas certas, sem margens para erros. Era hora de lembrar quem estava competindo no quintal de casa. Com as espanholas fora da briga (foram mal na regata e terminaram em sétimo), a corrida do Brasil teve duas frentes: ao mesmo tempo que tentavam se livrar das dinamarquesas, as meninas travavam uma verdadeira caça à Maloney e Meech.
A partir da segunda boia, a diferença começou a cair: 21 segundos, 13 segundos, seis segundos. No último contorno, a ultrapassagem levantou o público que acompanhava a decisão na Praia do Flamengo. As brasileiras optaram por um lado da raia, as rivais pelo outro. A estratégia de Martine e Kahena foi perfeita e elas assumiram a liderança. E ao invés de voltarem pelo mesmo lado, resolveram ''marcar'' a dupla adversária (reveja no vídeo acima). O que se viu então foi um final emocionante. Quem vencesse, ficaria com o ouro. E deu Brasil, com apenas dois segundos de diferença. Foi só passar a linha de chegada para elas se jogarem na água para comemorar.

- Na penúltima perna foi bem decisivo, conseguimos cruzar na frente do barco da Nova Zelândia. A partir dali, era fazer o arroz com feijão - disse Kahena. 
A 49erFX fez sua estreia olímpica nos Jogos do Rio. Seu primeiro mundial foi em 2013 e desde então todo ano teve uma campeã diferente. Martine e Kahena venceram em 2014 - o primeiro ouro em um mundial da vela feminina do Brasil - e ganharam o primeiro evento-teste da Olimpíada. No ano seguinte alternaram vitórias e segundos lugares, mas viram as adversárias crescerem. Faturaram o segundo evento-teste e perderam o mundial de 2015 na regata da medalha para as italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich. Este ano ficaram em sexto no mundial vencido pelas espanholas Echegoyen e Betanzos. Em uma categoria tão equilibrada, a Baia de Guanabara fez diferença no final. Nada como se sentir em casa.

Nadador confirma que não houve assalto, diz chefe da Polícia do Rio

Informação foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18).
Responsabilidade de cada atleta dos EUA está sendo analisada.

Gabriel Barreira e Nicolás SatrianoDo G1 Rio
Um dos quatro nadadores americanos que teriam sido assaltados no Rio no domingo (14)afirmou à polícia que o crime, na realidade, não aconteceu. O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, disse em entrevista coletiva que os atletas Gunnar Bentz e Jack Conger foram ouvidos pela polícia nesta quinta-feira (18). Um deles – Veloso não soube precisar qual dos dois – confirmou a conclusão da polícia de que não houve assalto, mas uma confusão em um posto de gasolina
Segundo Veloso, as responsabilidades de cada um dos nadadores serão analisadas antes de concluir se eles vão responder criminalmente. O chefe da Polícia Civil disse que ainda não é possível afirmar de que crimes os atletas podem ser acusados e que eles provocaram "atos de vandalismo" no banheiro do posto.
"Em tese, eles podem vir a responder por falsa comunicação de crime e dano ao patrimônio", explicou Veloso. "O carioca viu nome da cidade manchado por essa versão fantasiosa. Seria nobre e digno pedir desculpas. Por hora, não houve [o pedido]".
Confusão em posto
Na confusão ocorrida no posto, o 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte seria o mais exaltado, segundo o depoimento de um dos nadadores.
Veloso, no entanto, ressaltou que seria "prematuro" atribuir ao atleta a invenção da mentira. Lochte é o único dos quatro nadadores envolvidos no caso que já deixou o país, embarcando antes de ter o passaporte retido por decisão da Justiça brasileira.
Gunnar Bentz e Jack Conger eram ouvidos na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), responsável pela investigação, na tarde desta quinta. Na quarta à noite, eles foram retirados de dentro do avião após um mandado judicial.
Para Veloso, não há necessidade de manter Bentz e Conger no Brasil e cabe à Justiça decidir quando os passaportes serão devolvidos aos nadadores. Segundo a polícia, o quarto nadador, James Feigen, já manifestou, por meio de advogados, que vai colaborar com a investigação.
Mentira para namorada
Segundo Veloso, uma das linhas de investigação é de que os nadadores iventaram o assalto para tentar enganar a namorada de um deles. Testemunhas contaram que eles ficaram com meninas na festa onde estavam. Outras hipóteses, no entanto, não estão decartadas.
A polícia deu mais detalhes também sobre o momento da confusão do posto. A polícia confirmou que os seguranças do local sacaram a arma para conter os nadadores e que elas estão legalizadas.
"Se houve arma apontada para eles? Sim. Arma foi empregada para contê-los", disse o chefe da Polícia Civil. "Nada indica que houve excesso do segurança ao usar força", acrescentou. Veloso disse ainda que até o momento não há indícios de que o segurança tenha usado a arma para extorquir dinheiro dos nadadores.
Ele confirmou que os seguranças do posto trabalham para forças de segurança, mas não quis especificar qual delas.O delegado disse ainda que não há elementos até o momento que confirmem a teoria, levantada por um jornalista, de que, por não falarem português, os nadadores podem ter confundido a abordagem do segurança armado com uma tentativa de extorquí-los.
Segundo Veloso, uma das testemunhas ouvidas pela polícia falava inglês e teria tentado intermediar o contato entre os seguranças e funcionários do posto e os nadadores.
Vídeo mostra tumulto
Vídeo obtido pela TV Globo mostra os nadadores saindo do banheiro. Segundo a polícia e funcionários do posto, eles depredaram o local. Por isso, teriam sido impedidos por seguranças de deixar o estabelecimento que fica na Barra da Tijuca, no caminho entre a Lagoa, onde estavam em uma festa, e a Vila Olímpica.
As imagens mostram um dos nadadores levantando as mãos enquanto os segurança os abordam. A Globo teve acesso com exclusividade aos depoimentos dos funcionários do posto, que contaram detalhes do que viram na manhã de domingo.
– Segundo um dos funcionários, os atletas pararam no posto por volta das 6h de táxi para usar o banheiro. Uma das testemunhas reconheceu por foto o nadador Ryan Lochte como sendo um dos homens que chegou no táxi.
– Em determinado momento, o gerente ficou muito nervoso e preocupado, chamou um segurança para ajudar a controlar os nadadores, que faziam "algazarra" nos fundos do posto. O gerente mostrou o banheiro onde homens haviam quebrado saboneteira, papeleira e uma placa de ferro com banner informativo.
– O segurança então ligou para o 190, sendo lhe solicitado que todos esperassem no local até a chegada de uma viatura da Polícia Militar. Os nadadores então entraram no táxi, mas o taxista respeitou a solicitação dos seguranças e permaneceu parado.
– Os nadadores gritaram palavrões várias vezes, desceram do táxi e bateram a porta. Segundo testemunhas, eles estavam muito alterados, agressivos e claramente bêbados.
– Joseph Gunnar Bentz mostrou uma nota de US$ 20, esticando-a com as duas mãos e falando debochadamente em português muito ruim: "Vinde dólares! Sessenta reais". Os seguranças então mostraram suas credenciais e se identificaram como agentes de segurança.
– Ryam Lochte e James Feigen saíram correndo. Um dos seguranças disse que ele e o amigo pararam os outros dois e mostraram a palma da mão (em posição de "pare"), indicando que não aceitariam os US$ 20.
– Lochte e Feigen retornanaram ao posto de gasolina, agressivos. Outro segurança sacou a sua arma e gritou para que todos parassem e sentassem no chão. Com exceção de Ryan Lochte, os demais obdeceram.
– Outro segurança sacou a arma e gritou para que todos parassem. Colocou a mão no peito de Lochte e o empurrou em direção ao chão, e o então o nadador se sentou.
– Um funcionário da Unimed ofereceu ajuda na tradução. Após alguns minutos de conversa, os funcionários do posto receberam os US$ 20 e mais R$ 1000 em razão do dano causado no banheiro. O funcionário da Unimed falou com os estrangeiros que eles podiam ir.
– Por volta das 6h20 ou 6h30, os nadadores deixaram o local de táxi. A viatura da PM não havia chegado ao posto até as 7h.
De acordo com Fernando Veloso, Chefe de Polícia Civil, os atletas devem desculpas aos cariocas. “A única verdade que eles contaram é que eles estavam bêbados”, disse Veloso.
Impedidos de embarcar
Na noite desta quarta-feira (17), os nadadores americanos Gunnar Bentz e Jack Conger foramimpedidos de embarcar em um voo de volta aos EUA pela Polícia Federal (PF). Bentz e Conger foram retirados do avião. Pouco antes, a Justiça havia mandado apreender o passaporte dos dois, para que prestassem depoimento, como testemunhas.
A polícia vai enviar por ofício ao FBI uma relação de perguntas para que Ryan Lochte, 12 vezes medalhista olímpico, responda, dos EUA, por carta precatória.
As duas decisões de proibir a saída dos nadadores foram do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, a pedido da Deat. A Polícia Federal notificou o Consulado dos EUA e o Comitê Olímpico americano para impedir a saída dos nadadores, mas não havia recebido resposta até a noite de quarta.
Em nota, o Comitê Olímpico Americano informou que o time de natação deixou a Vila logo após o fim das competições e que, por questões de segurança, não poderia confirmar a localização de cada atleta.
As imagens mostram um dos nadadores levantando as mãos enquanto os segurança os abordam. (Foto: Reprodução / TV Globo)As imagens mostram os nadadores sentados no chão do posto (Foto: Reprodução/TV Globo)
Instigados a dar mais detalhes do assalto, Feigen e Lochte disseram que não se lembravam porque estavam muito bêbados após deixarem a festa. A polícia ainda procura o taxista que teria levado os nadadores da Lagoa à Vila Olímpica.
Em entrevista à rede de TV norte-americana NBC, já nos EUA, Ryan Lochte deu uma terceira versão para o suposto assalto, diferente da que havia contado em uma outra entrevista no domingo e do que relatou à polícia em depoimento.
Lochte disse também que, ao depor na polícia no Rio, foi tratado com muita cordialidade, que os policiais fizeram poucas perguntas e não pediram que ele ficasse para as investigações. Na entrevista, o nadador reclamou que está sendo tratado como suspeito, quando é vítima.
O nadador americano Ryan Lochte foi assaltado após festa durante a Olimpíada no Rio (Foto: Michael Sohn/AP Photo)Ryan Lochte já deixou o Brasil e deve ser interrogado por carta (Foto: Michael Sohn/AP Photo)

G1 pergunta a crianças sobre Olimpíada; veja as respostas

Maioria fez referência à união dos povos por meio do esporte; assista.
Pequenos do Parque olímpico também opinaram sobre o que é competição.

Do G1 Rio
A maioria das crianças talvez desconheça que os primeiros Jogos Olímpicos aconteceram na Grécia antiga. Sequer devem saber que eles foram realizados na cidade de Olímpia, daí originando o nome do maior evento esportivo mundial. Sabem, no entanto, que Olimpíada representa a união dos povos, embora se trate de uma competição. Foi o que constatou o G1ao entrevistar os pequenos no Parque Olímpico. Veja no vídeo acima.

Houve criança que afirmasse ser a Olimpíada “um espírito que nasce em alguns jogadores”. Outras destacaram a intensa programação esportiva que ela representa. A maioria apontou a grandiosidade do evento e o poder de união entre as nações.
As crianças opinaram ainda sobre o que é competição, apontaram seus esportes e esportistas prediletos e destacaram qual medalha gostariam de ganhar.

'Ólumpos'
Conforme explicou Sérgio Nogueira, consultor de português do Grupo Globo, o termo “olimpíada” vem do grego “Ólumpos” e do latim “Olympus”. Em português, Olimpo é a morada dos deuses. Segundo a mitologia, o monte Olimpo era onde habitavam as divindades greco-romanas.
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