Casal foi detido logo após reconhecer corpo e prestar depoimento. Garoto foi encontrado morto em rio na manhã deste domingo.
Mãe e padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, tiveram prisão temporária decretada na noite deste domingo (10) em Ribeirão Preto (SP). Os dois são os principais suspeitos pela morte do garoto, que teve o corpo encontrado na manhã de ontem no rio Pardo, zona rural de Barretos (SP). Eles devem permanecer presos por pelo menos 30 dias.
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Após a confirmação, policiais mantiveram um cerco preventivo em frente à casa da família de Joaquim, no bairro Jardim Independência, zona norte de Ribeirão Preto, para evitar reações de populares contra a mãe e o padrasto do garoto. Por motivos de segurança, o presídio em que estão localizados não foi divulgado.
Investigação
Joaquim estava desaparecido desde terça-feira
(05). De acordo com exames preliminares no IML (Instituto Médico Legal)
de Barretos, não havia água nos pulmões da criança, o que indica que o
menino teria morrido antes de ser jogado no rio.
Policiais aguardam o laudo que vai apontar o
que matou o garoto, mas já trabalham com a tese de agressão ou outro
tipo de violência ou ainda envenenamento. "A hipótese de que ele teria
sido morto e jogado no rio foi confirmada, mas ainda é preciso saber o
que o matou", disse o delegado João Osinski Júnior, diretor do Deinter-3
(Departamento de Polícia Judiciária do Interior).
O local onde o corpo foi encontrado fica a
cerca de 150 quilômetros de Ribeirão Preto. O corpo estava com o pijama
que o menino usava para dormir no dia que sumiu e foi reconhecido pela
mãe, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, e pelo pai, Arthur Paes.
Uma das possibilidades é que Joaquim tenha sido jogado no
córrego Tanquinho, que passa perto de sua casa e que vai desaguar no
rio Pardo. Como choveu muito durante a semana, o corpo teria sido levado
pelas águas até Barretos.A localização do corpo ocorreu por volta das 11h30 e pouco tempo depois policiais militares se deslocaram para a casa do menino, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto. O objetivo foi fazer um cerco preventivo para evitar que a mãe e o padrasto pudessem deixar o local.
Desde o início das buscas a Polícia Civil vinha apostando suas fichas que o menino estaria no rio. A suspeita aumentou após um cão farejador da polícia apontar que o menino teria ido de sua casa até o córrego na companhia do padrasto, Guilherme Longo. Ele, por sua vez, se defendeu dizendo que sempre ia ao córrego com o garoto e que, por isso, a descoberta não queria dizer nada.
Histórico
O menino Joaquim Ponte Marques, 3, estava desaparecido desde a última terça-feira, 5, em Ribeirão Preto (SP). A polícia e o Ministério Público veem indícios da participação da mãe e do padrasto no sumiço, mas ambos negam. Ele sumiu de madrugada e todos os dois dizem que estavam dormindo naquele momento.
No dia seguinte ao desaparecimento, a polícia pediu a prisão temporária do casal, mas a Justiça negou o pedido, sob a alegação de que eles estavam colaborando na investigação. O desaparecimento do garoto gerou comoção na cidade e uma campanha feita nas redes sociais por celebridades como a apresentadora Angélica, a atriz Carolina Dieckman e a cantora Ivete Sangalo.
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