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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ex-presidente diz que só imbróglio com Fla e Lusa pode salvar Vasco de Série B e que não deixaria partida contra atleticanos ser realizada por falta de segurança.


Se depender de Eurico Miranda, o Vascoterá que se contentar em disputar a Série B do Brasileirão em 2014. Candidato à presidência do clube, o dirigente descartou tentar alguma medida que possa “virar a mesa”. No entanto, sempre polêmico, afirmou que, se ele estivesse no poder, o jogo contra o Atlético-PR, que selou a queda do time carioca, não teria acontecido.
“Em primeiro lugar, a partida nem se realizaria. Porque a partida estava com absoluta falta de segurança. Nem teria começado! Em segundo lugar, sem dúvida nenhuma, se eu sou o presidente o Vasco não continuaria jogando”, afirmou Eurico em entrevista ao iG Esporte.
“Ninguém inicia uma partida com absoluta falta de segurança, com a torcida adversária tendo aconselhado pelo site que mulheres e crianças não deveriam ir ao jogo. É algo mais do que premeditado. E diante daquilo que aconteceu você começa com um primeiro grande culpado, que é aquela que organiza a competição. Era uma partida de alto risco! E a CBF foi conivente, deixou a coisa acontecer”, completou o ex-presidente vascaíno.
Vasco e Atlético-PR se enfrentaram em Joinville na última rodada do campeonato do ano passado. Sem a presença da Polícia Militar dentro do estádio, o jogo foi interrompido ainda no primeiro tempo devido a violenta batalha entre torcedores dos dois clubes. O duelo foi reiniciado uma hora e 13 minutos depois e os atleticanos golearam por 5 a 1, confirmando a ida dos cariocas à Série B.
Mas a realidade do novo rebaixamento é encarada com certo conformismo por parte de Eurico. O dirigente disse que, como torcedor, desejaria a permanência do Vasco na elite, mas que não há espaço para tentar brigar por isso. A salvação, segundo ele, seria a confusão que envolve Portuguesa, Flamengo e Fluminense.
“Sinceramente, eu não vejo por esse lado. Eu vejo é que depois [da briga] aconteceram uma série de outros incidentes, que foram os casos de Portuguesa e Flamengo, que, eu entendo, juridicamente não têm solução. Se quiserem uma solução clara, será política. Agora, não há como o Vasco, depois da atitude que tomou, querer reivindicar alguma coisa no judiciário. Acho que a esperança do Vasco é justamente esse imbróglio que está acontecendo”, disse Miranda.
Briga entre torcedores de Atlético-PR e Vasco na Arena Joinville. Foto: CLEBER YAMAGUCHI/Agência Eleven/Gazeta Press
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“Claro que, pelo lado do torcedor, a coisa que eu mais queria é que o Vasco não caísse para a segunda divisão, né? Qualquer coisa que fosse feita que não tivesse que disputar a segunda divisão, para mim, seria como torcedor do Vasco”, prosseguiu o ex-mandatário.
As criticas de Eurico ficam por conta da forma de agir da atual diretoria vascaína no dia do jogo contra o Atlético-PR. Presente em campo, o presidente Roberto Dinamite permitiu a continuidade do duelo.
“A atuação, em primeiro lugar, foi de absoluto desconhecimento do regulamento da competição e de absoluto desconhecimento da lei. E, depois, de fraqueza, que eu posso até elevar para covardia”, falou Miranda.
O discurso do hoje candidato a voltar à presidência do Vasco se contrapõe à atitude que o próprio Eurico adotou em 2000, na final da Copa João Havelange, contra o São Caetano. Quando o alambrado do então superlotado estádio de São Januário desabou e torcedores passando mal foram jogados em campo, Miranda fez de tudo para que a partida não fosse cancelada.
Confira amanhã a entrevista exclusiva completa de Eurico Miranda ao iG Esporte.
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