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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

EX-ALUNO DA USP QUE INVADIO CAMPUS A TIROS DEIXA A PRISÃO APÓIS 1 DIA.


Ex-aluno da USP se entrega 14 dias após atirar em alojamento

 Disparo atingiu janelas de alojamento no campus da USP em São Carlos


O ex-aluno de ciências exatas da Universidade de São Paulo (USP) de 23 anos, que agrediu um estudante e fez quatro disparos em um alojamento do campus São Carlos (SP) no dia 28 de agosto, se entregou à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (11). A prisão temporária de Alexandre José Coutinho da Rocha Lima foi decretada pela Justiça no último dia 2 e, até então, ele estava foragido. Ele disse ao G1 que o bullying que sofria na universidade motivou o ataque.
O rapaz compareceu ao 3º Distrito Policial, que investiga o caso, acompanhado de um advogado. Ele entregou a arma usada para efetuar os disparos, que na ocasião não atingiram ninguém.
Após prestar depoimento, ele foi levado para o Centro de Triagem de São Carlos. O período da prisão temporária é de cinco dias e pode ser prorrogado por mais 30 dias. O advogado de Lima não foi encontrado para comentar a prisão. A Polícia Civil ainda não se pronunciou.
Em uma das entrevistas que concedeu ao G1 no início deste mês, o ex-aluno já havia manifestado a intenção de se entregar. Ele disse ter conversado com algumas pessoas e até com o próprio advogado, que apontaram essa como a melhor alternativa. “Disseram que é melhor do que eu ficar foragido. Eu quero voltar à minha vida normal e acho que se me entregar e pagar pelo que fiz que vai ficar mais fácil recomeçar. Pretendo colaborar com a polícia”, disse na ocasião.
O caso
No dia 28 de agosto, o ex-aluno invadiu o alojamento do campus com uma arma, agrediu um estudante com coronhadas e fez vários disparos. Ninguém foi atingido pelos tiros. O suspeito é o rapaz que denunciou ter sido vítima de um suposto abuso sexual durante um trote com veteranos, em março.
Segundo testemunhas, o ex-aluno ainda fez disparos que acertaram as paredes e as janelas do alojamento. Alguns alunos disseram que ele dizia que queria vingança. Em entrevista exclusiva ao G1 no dia 29 de agosto, o ex-aluno do curso de Ciências Exatas disse que sofre bullying dos estudantes na universidade e na internet há pelo menos seis meses, desde que denunciou o abuso no trote. Ele afirmou que foi armado à universidade porque estava com raiva. "Eu estava totalmente desequilibrado", disse na ocasião.
As aulas da graduação foram suspensas no dia seguinte ao ocorrido e a ação do ex-calouro deixou muitos estudantes com medo. “Pensei que fosse morrer, porque ele estava armado e era fácil pegar a gente”, disse um dos estudantes que estava no alojamento e não quis se identificar.
Os estudantes retornaram ao campus na sexta-feira (30), mas relataram que a sensação ainda era de insegurança. Desde o ataque, uma viatura da guarda universitária fica de plantão em frente ao alojamento onde tudo aconteceu. A universidade reforçou a segurança com a ajuda da Polícia Militar.
Depressão
O ex-aluno do curso de ciências exatas trancou a matrícula alegando que sofre bullying, desde a denúncia do assédio, supostamente ocorrido em março. Ele disse que estava depressivo pelo fato de ter abandonado a faculdade. “Praticamente, eu me entreguei mesmo. Eu não fazia mais nada, absolutamente nada. Acordava, dormia e não saía da cama Ficava ali o dia inteiro. Pedi ajuda várias vezes para a universidade. Pedi para passar com um médico. Pedi para trocar a minha receita, porque a médica da outra vez receitou antidepressivo e tudo. Eu pedi para que eu tivesse esse tipo de suporte, mas eles negaram. Eu estava totalmente abalado e descontrolado, acabei entrando e fazendo aquilo”, contou.
Disparo atingiu janelas de alojamento no campus da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)Disparo atingiu janelas de alojamento no campus
da USP em São Carlos (Foto: Maurício Duch)
Universidade
O estudante acusa a USP de ter sido negligente na apuração do suposto abuso sexual. “A universidade deveria ter tomado alguma providência, afastado essas pessoas pelo menos enquanto ocorria a sindicância. E não foi feito absolutamente nada”, declarou.

A assessoria da USP informou que a universidade ofereceu ao ex-aluno atendimento psicológico e também os auxílios que dispõe para garantir a permanência dele no curso, mas, mesmo assim, ele optou por sair da USP.
Ainda de acordo com a assessoria, a sindicância aberta para apurar o caso da suposta agressão sexual foi concluída e deu origem a um processo administrativo que está em trâmite na universidade.


Um dia após se entregar à polícia, o ex-aluno da Universidade de São Paulo  (USP) Alexandre José Coutinho da Rocha Lima deixou o Centro de Triagem de São Carlos na quinta-feira, beneficiado por um alvará de soltura expedido pela Justiça paulista. Alexandre teve a prisão temporária decretada no dia 3 de setembro, após invadir o campus de São Carlos da USP e ferir três pessoas ao efetuar disparos com uma arma de fogo, em agosto.
Alexandre invadiu o alojamento de estudantes da USP em São Carlos no dia 28 de agosto e agrediu com coronhadas um dos alunos que estava no local. Após a agressão, ele efetuou três disparos, que não acertaram ninguém. No momento dos tiros, outros dois alunos que estavam no alojamento saíram correndo e acabaram se machucando com vidros quebrados durante a fuga.
No dia 4 de março, o estudante envolvido na agressão teria sido vítima de abuso sexual durante o trote da universidade. Na ocasião, a USP informou que o aluno fez a denúncia à universidade e que "todas as ações e procedimentos pertinentes foram realizados pelos profissionais do setor, respeitando o sigilo próprio da atividade".
Ainda por comunicado, a instituição alegou que, "com o registro do Boletim de Ocorrência e a verificação de algumas incongruências dos relatos, o Presidente do Conselho Gestor do Campus acionou (no dia 14 de março) os setores competentes da Universidade para as providências cabíveis ao caso, tendo como decorrência, em primeira instância, a instauração de uma sindicância".
Em entrevista ao Jornal EPTV, o agressor afirmou que efetuou os disparos porque sofria bullying e ameaças de outros alunos da USP. "A violência lá dentro da universidade é uma coisa bastante descarada lá, bastante vulgar. A universidade, ela tem conhecimento disso e não toma providência, (é) bastante negligente e (esse) foi um dos motivos que me fez desistir da universidade. Foi o bullying e ameaças", afirmou o estudante.
O jovem afirmou ainda que era vítima de brincadeiras "sem graça" após a denúncia do suposto abuso. "Eu dei minha opinião lá sobre determinado assunto, e me disseram assim: 'estupra mas não mata', né? Foi por isso que eu fui me revoltando, né?"
Ainda segundo o estudante, os disparos foram efetuados acidentalmente. "Quando eu fui eu não pensei em atirar, eles que se movimentaram lá de uma forma que me assustou, eu peguei... Era muita gente, tinha umas quatro, cinco pessoas, então eu me assustei. (...) Fui dar uma coronhada para me defender e acabou da forma que eu bati, eu apertei e atirou, né?", relatou.

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