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Presidente da Câmara dos Deputados reforça que insistirá com colegas para que o PMDB deixe a base do governo; congresso do partido será realizado no próximo mês de setembro
Eduardo Cunha após falar com imprensa sobre rompimento com governo Dilma, na sexta-feira
Oficialmente rompido com o governo e parte integrante da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem muito menos pudor em apontar sua metralhadora retórica na direção do Palácio do Planalto. Pegando carona na pesquisa divulgada pela CNT na manhã desta terça-feira (21), que mostra que Dilma Rousseff bateu o recorde de impopularidade que pertencia a Fernando Henrique Cardoso ao registrar 7,7% de aprovação, Cunha alfinetou.
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“Nunca disse aqui que quero levar todo o partido para a oposição. Disse que vou pregar, minha militância vai pregar, para que a gente deixe a base. Até porque não queremos ficar sócios de 7%”, atacou Cunha. Ele respondeu ao discurso do vice-presidente da República, Michel Temer, a respeito do futuro eleitoral do PMDB com candidatura própria e sobre a implicação disso dentro do Congresso Nacional.
“Quanto à discussão de permanecer ou não permanecer, ela pode ser feita a qualquer tempo, na instância apropriada. Defendo que no congresso que será realizado em setembro seja apreciado (saída da base aliada)”, afirmou Cunha. “A discussão disso, de continuar ou não na base, vai ser, como ele mesmo (Temer) disse, na instância apropriada."
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O presidente da Câmara disse achar muito difícil que o partido não tenha candidatura própria em 2018. O próprio Cunha é apontado como um dos possíveis nomes do partido, ao lado do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
“Não é só pela motivação da candidatura (a discussão sobre permanecer ou não na base). A candidatura é uma coisa que dificilmente o PMDB não terá. A menos que ninguém queira ser candidato, o PMDB a terá”, declarou ele.
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Em entrevista coletiva em 17 de julho, Cunha afirmou: “Tem um bando de aloprados no Planalto que vive desse tipo de circunstância, de criar constrangimento.. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília
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