Fábio Luiz dos Santos Carmo, 33 anos, foi morto dentro de pizzaria na Ribeira
Fábio Luiz dos Santos Carmo, 33 anos, foi
dentro de pizzaria na Ribeira. (Foto: Reprodução/Facebook) |
O soldado reformado da PM Jorge Antonio Gomes dos Santos, 45 anos, suspeito de matar o técnico em informática Fábio Luiz dos Santos Carmo, 33 anos, dentro de uma pizzaria na Ribeira, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, na tarde desta terça-feira (21).
Segundo informações do delegado Reinaldo Mangabeira, responsável pelo caso, o policial já tinha cometido outro crime similar em 2003, no bairro Mussurunga, e chegou a ser exonerado três anos depois do ocorrido. Em 2010, uma decisão judicial levou à reintegração do PM.
A irmã do técnico, Fernanda Carmo, 27 anos, prestou depoimento na manhã desta terça e aguardou a saída do suspeito.
Jorge Antonio esteve no DHPP e foi liberado por volta das 17h30. Ele saiu escoltado por dois homens, com o rosto coberto e não quis falar com a imprensa. Bastante abalada, Fernanda tentou agredir o suspeito e teve que ser contida por amigos e familiares que estavam no local.
Morte em MussurungaEm 2003, o sargento Jorge Antonio Gomes dos Santos, 45 anos, contratou um homem para realizar serviços de eletricista. O homem, que não teve o nome divulgado, também trabalhava como garçom em um bar no bairro de Sussuarana.
De acordo com informações do delegado Reinaldo Mangabeira, a vítima não completou o serviço pelo qual foi contratada e foi assassinada a tiros em frente ao bar que trabalhava.
Jorge Antonio está respondendo ao crime em liberdade. Não há mais informações sobre o processo, que está na fase de recurso.
Família da vítima lamentaram a morte do técnico.
(Foto: Arquivo CORREIO) |
Arma do crimeJorge Antonio Gomes dos Santos, 45 anos, atirou três vezes contra o técnico em informática Fábio Luiz dos Santos Carmo, 33 anos, após uma discussão em uma pizzaria na Ribeira, na madrugada de sábado (18).
Segundo informações do delegado Reinaldo Mangabeira, um amigo do PM estava fazendo aniversário e eles decidiram comprar uma garrafa de champagne para comemorar.
Fábio também estava na Caravelas Pizza Bar com a namorada, a enfermeira Patrícia Mattias, a sobrinha dela, um amigo, a prima e uma amiga. Eles comemoravam a conquista do novo emprego de Fábio, que começaria no dia 1º de agosto.
Ao abrir a garrafa, respingos da bebida atingiram algumas pessoas que estavam no local, dando início à confusão.
Uma amiga de Fábio que estava no local disse que o técnico chegou a conversar com o trio, mas de forma tranquila.
"Fábio foi lá falar com eles. Mas foi tudo numa boa, eles pediram desculpa e ainda abraçaram ele", lembrou Hanna Moraes.
Depois de um tempo, o mesmo homem voltou a comprar outra garrafa de champanhe e estourá-la, repetindo a chuva de bebida sobre as pessoas que estavam próximas. Pessoas que estavam na mesa de Fábio Luiz se envolveram na discussão e o técnico começou a falar com o PM, que sacou a arma. A vítima recuou, mas Jorge Antonio atirou mesmo assim.
De acordo com o delegado, o tiro provavelmente atingiu a cabeça ou o peito da vítima, pois o técnico já caiu no chão imóvel. Em seguida, o PM se agachou e atirou mais duas vezes contra a vítima.
Após o crime, Jorge Antonio saiu do local, com a arma na cintura, e fugiu do local em um carro. Em depoimento, o suspeito disse que "perdeu" a arma, calibre 38, durante a fuga. O objeto teria sido adiquirido há 10 anos atrás com um amigo do suspeito.
A prisão provisória do policial foi solicitada e ele deve cumprir 30 dias de prisão no Batalhão de Choque da Polícia Militar, localizado em Lauro de Freitas.
CarreiraO sargento Jorge Antonio Gomes dos Santos, 45 anos, entrou na Polícia Militar em 1997. Um ano depois, ele sofreu um acidente de carro ao voltar do trabalho e, por isso, foi reformado em 2001.
Em 2003, o PM assassinou um homem em um bar, no bairro de Sussuarana. Pelo crime, ele foi exonerado três anos depois, mas em 2010, uma decisão judicial levou à reintegração do PM. O delegado afirmou que, apesar de estar reintegrado, o policial não trabalhava.
O sargento trabalhou no 8º Batalhão da Polícia Militar e na 35ª Companhia Independente da Polícia Militar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário