Em Lagoa do Alegre, Wi-Fi é novidade, mas só para quem pode pagar R$ 500 por antena. Um lugar que fica muito longe do Brasil superconectado.
No Brasil da jurema-preta, da imburana de cheiro, do angico, do umbuzeiro, do mandacaru, do alastrado, nestas terras do sem fim, tudo tem um limite, até o sinal da internet que viaja pelo ar. Tecnologia de ponta não vinga por lá. Este ainda é o Brasil real do rádio de pilha, da energia fraca onde uma luz se apaga quando a TV clareia. Um lugar que fica muito longe daquele Brasil superconectado.
Em Lagoa do Alegre, no sertão onde a Bahia encontra o Piauí, não tem “cabra” que consiga usar o celular para telefonar. O que é possível é entrar nas redes sociais e aplicativos. O Wi-Fi é novidade. Chegou há menos de cinco meses, mas só para quem pode pagar R$ 500 pela antena que recebe um sinal que vem de longe.
Em Lagoa do Alegre, no sertão onde a Bahia encontra o Piauí, não tem “cabra” que consiga usar o celular para telefonar. O que é possível é entrar nas redes sociais e aplicativos. O Wi-Fi é novidade. Chegou há menos de cinco meses, mas só para quem pode pagar R$ 500 pela antena que recebe um sinal que vem de longe.
Martha dos Reis é professora do povoado. Passa a semana sem poder dar nenhum telefonema. Telefone fixo é raridade porque custa muito caro. Orelhão tem, mas não funciona
Ela encara quase 100 quilômetros de travessia difícil todo final de semana por dois motivos: para estudar uma pós-graduação em psicopedagogia e também para alcançar o sinal do telefone celular em Casa Nova.
No povoado, a luz também acaba cedo. Um gerador fornece energia, mas só funciona das seis da tarde às dez da noite.
A escola do povoado recebe alunos de lugares ainda mais distantes. Não tem internet nem computador para fazer pesquisas. Até para fazer uma cópia fica difícil.
A escola do povoado recebe alunos de lugares ainda mais distantes. Não tem internet nem computador para fazer pesquisas. Até para fazer uma cópia fica difícil.
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