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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Grávidas que não se vacinam podem ter danos irreversíveis

Sarampo, coqueluche ou mesmo uma gripe podem levar à morte

iG Minas Gerais | Jane e. brody 
Risco. Bebês nascidos de mães que contraem doenças na gravidez podem desenvolver deficiências graves
LEO FONTES / O TEMPO
Risco. Bebês nascidos de mães que contraem doenças na gravidez podem desenvolver deficiências graves
Nova York, EUA. Em 20 de dezembro de 1968, eu estava em Minnesota para um casamento em família e gripada; o que não veio, para minha surpresa, foi minha menstruação. Com uma febre de 40 graus, fiquei muito doente para comer ou até para ir ao banheiro sem ajuda por dez dias. Quando voltei para Nova York, no domingo do fim de semana de Ano Novo, lutava para respirar e estava muito fraca para andar.
Meu marido me levou ao médico, que rapidamente diagnosticou pneumonia dupla e prescreveu antibiótico e xarope para a tosse à base de codeína. A pneumonia passou, mas foi seguida por duas outras infecções respiratórias que necessitaram de mais tratamento.
  Estava grávida de três meses quando finalmente comecei a me sentir bem. Seis meses depois, dei à luz gêmeos idênticos, milagrosamente saudáveis, na época prevista. Eu tinha escapado. Mas nem todas as grávidas que pegam gripe – ou outro tipo de doença que pode ser evitada – têm tanta sorte. Ela é apenas uma de uma série de infecções, especialmente aquelas acompanhadas de febre alta, que podem causar complicações graves na gravidez, incluindo aborto, defeitos de nascimento, crescimento atrofiado, parto prematuro e até mesmo a morte. Vidas salvas. Citando dados americanos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Mark H. Sawyer, pediatra e especialista em doenças infecciosas na Universidade da Califórnia, em San Diego, diz que, de 1994 até 2013, as vacinas impediram cerca de 730 mil mortes, 21 milhões de hospitalizações e 300 milhões de consultas médicas.   “Proteger as mulheres grávidas é ainda mais importante. Receber a vacina MMR (sarampo, caxumba e rubéola) antes da gravidez e outra contra gripe e a DPT (difteria, tétano e coqueluche) durante a gestação é um benefício que protege tanto as mães quanto os bebês”, afirmou Sonja Rasmussen, especialista em saúde pública e editora do “Morbidity and Mortality Weekly Report”. Os bebês ficam protegidos durante meses após o nascimento graças aos anticorpos das grávidas imunizadas. Com menos de um ano, eles correm maior risco de desenvolver a coqueluche, ou tosse comprida. A vacina contra essa doença é dada aos 2, 4 e 6 meses de idade, o que faz a proteção com os anticorpos das mães essencial para o primeiro semestre de vida.   “É um crime uma criança morrer de coqueluche hoje”, diz Thomas N. Saari, professor de pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin, em Madison.   Baixa adesão. As mulheres devem tomar a vacina DPT durante o terceiro trimestre de cada gravidez, entre a 28ª e a 36ª semana, independentemente de a terem tomado antes, mas apenas cerca de 14% delas o fazem, disse Sonja. Todos os familiares e cuidadores das crianças, incluindo babás e avós, também devem tomá-la, afirma o CDC.    Da mesma forma, devem tomar a vacina da gripe, mas não a que vem em forma de spray nasal, que contém o vírus vivo. Sonja explicou que as mudanças que ocorrem no sistema imunológico, coração e pulmões de uma mulher grávida aumentam o risco de complicações, incluindo a morte, causadas pela gripe.
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