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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Justiça aceita denúncia contra 5 militares por morte de soldados em treinamento na Grande SP

Dois capitães, tenente, cabo e soldado viraram réus pelo afogamento e morte de três soldados durante um treinamento ocorrido em Barueri, em abril deste ano.

Por G1, São Paulo
 
Bombeiros foram chamados para tentar salvar os soldados do Exército (Foto: TV Globo/Reprodução)Bombeiros foram chamados para tentar salvar os soldados do Exército (Foto: TV Globo/Reprodução)
Bombeiros foram chamados para tentar salvar os soldados do Exército (Foto: TV Globo/Reprodução)
A Justiça Militar Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) e transformou em réus cinco militares do Exército pelo afogamento e morte de três soldados durante um treinamento ocorrido em Barueri, na Grande São Paulo, em 24 de abril deste ano.
Os soldados, que atuavam no 21º Depósito de Suprimentos, se perderam durante uma instrução e entraram em um lado do 20º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, localizado na Estrada de Jandira, onde acabaram se afogando.
Segundo a juíza-auditora Vera Lúcia Conceição, responsável pelo caso, a denúncia foi apresentada com os "requisitos necessários para o legítimo exercício do direito de ação penal, fornecendo as peças do Inquérito Policial Militar, que instrui a denúncia, os elementos indicativos da justa causa para a acusação".
Em setembro, foram denunciados pelo Ministério Público Militar três oficiais e dois praças pelos crimes de homicídio culposo, com a agravante de múltiplas vítimas, e lesão corporal culposa, em concurso material (porque ocorreram todos juntos devido a uma única atividade). Isso porque um soldado que estava no grupo foi socorrido após pedir socorro, de acordo com o MP.
Entre os denunciados está um capitão, que era oficial de prevenção de acidentes na instrução, outro capitão, que era oficial de operações de unidade e responsável pelo exercício, e um tenente, que era responsável pela instrução de orientação da atividade. Um cabo e um soldado, que eram auxiliares do treinamento e participaram diretamente da execução da pista de orientação, feita com bússolas e mapas, também foram acusados pelo MP.
Mãe de Vitor da Costa Ferreira mostra uniforme que o filho usava no Exército (Foto: Vivian Reis/G1)Mãe de Vitor da Costa Ferreira mostra uniforme que o filho usava no Exército (Foto: Vivian Reis/G1)
Mãe de Vitor da Costa Ferreira mostra uniforme que o filho usava no Exército (Foto: Vivian Reis/G1)
No dia 24 de abril, por volta das 18h, Wesley dos Santos, de 18 anos, Jonhatan Cardoso, de 19 anos e Vitor, também de 18 anos, se afogaram e morreram em um lago durante um treinamento de localização na mata. O quartel do Grupo Bandeirante, onde o grupo treinava, foi criado em 1915 e é um dos mais antigos do Exército.
Segundo a promotoria militar, “os denunciados, agindo culposamente, descumprindo seus respectivos deveres objetivos de cuidado, causaram a morte, mediante asfixia mecânica por afogamento, das três vítimas fatais e também culposamente, a integridade corporal do quarto militar”.
Na ocasião, Ademar Gomes, advogado dos parentes dos militares, informou que iria recorrer da denúncia e pedir à Justiça que os militares respondam não pode homicídio culposo, mas por homicídio com dolo eventual (em que se assume o risco de provocar o resultado). O advogado também disse que iria processar a União por danos morais e materiais pelas mortes.

Acidente em Barueri

Os três soldados morreram durante a execução de uma pista de orientação, com mapas e bússolas, por volta das 17h, entrando em uma área alagada, como um lago, localizado dentro da área militar, em que se afogaram.
O Exército abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do acidente. Logo após a tragédia, parentes informaram que os jovens não sabiam nadar.
A família de Vitor da Costa Ferreira, um dos três soldados que morreram afogados em um treinamento, afirmou também que o jovem relatava constantes maus-tratos por parte de seus superiores durante as atividades.
"Ele já tinha relatado episódios de violência dentro do quartel. Meu filho já correu com febre e era obrigado a dividir uma garrafa d'água de dois litros em 45 soldados", contou Sandra da Costa Ferreira, mãe de Vitor, que servia o Exército havia dois meses.
"Ele recebeu um kit com roupas e uma camisa veio repetida. Ao relatar isso para o superior, levou um soco na boca do estômago. Disse também já ter sido chutado e que o caminhão que transportava os meninos para outro treinamento circulava a 120 km/h", continuou.

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