G1 obtém informação pela Lei de Acesso; veja quais serão as armas. Compra fará país ter melhor força aérea da América Latina, diz especialista.
09/08/2015 10h54 - Atualizado em 09/08/2015 10h54
Por Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo
A Força Aérea Brasileira pagará US$ 245.325 milhões (cerca de R$ 869 milhões) por 70 mísseis e bombas israelenses de alta tecnologia, e 14 unidades de sistemas táticos de captação de informações de reconhecimento para aeronaves, que serão empregados nos novos caças Gripen, de acordo com documentos obtidos pelo G1 através da Lei de Acesso à Informação
Ao G1, a Aeronáutica diz que não divulga os tipos e a quantidade de armas compradas para o Gripen por considerar o dado uma informação "estratégica".
Nesta quarta-feira (5), o Senado aprovou o financiamento da compra dos 36 jatos suecos pelo país: além do valor do armamento, o empréstimo engloba mais SEK (coroas suecas) 39.882.335.471 (cerca de R$ 15,9 bilhões), que serão pagos pelas aeronaves de combate, segundo a mensagem da presidente Dilma Rousseff ao Congresso.
Uma das bombas compradas pelo Brasil para o Gripen, conforme os documentos obtidos pelo G1, é a potente Spice, desenvolvida por Israel e com capacidade de atingir vários alvos simultaneamente com precisão a até 100 km de distância.
Conforme o professor de relações internacionais Marco Tulio Freitas, especialista em terrorismo e em Israel, as Spice são consideradas "o estado da arte, o que há de melhor em bombas".
"Se a compra das armas for efetuada, a FAB será considerada a melhor força aérea da América Latina. E, sobretudo, ganharemos a capacidade de lançar mísseis muito além do alcance da visão, com muita distância, podendo atacar alvos em terra, como instalações militares e civis. Teremos alto poder de incursão em áreas muito bem guardadas", afirma o professor Marco Túlio Freitas.
Os dados obtidos pela reportagem sobre o tipo de armamento adquirido pelo Brasil (veja tabela abaixo) constam em um inquérito do Ministério Público Federal que apura o valor pago pelo Brasil pelos jatos Gripen NG, que ainda estão em desenvolvimento. A previsão é de que as aeronaves comecem a chegar ao país a partir de 2019, junto com o armamento.
Míssil A-Darter (Foto: FAB)
vale este arte Gripen do Brasil (Foto: Arte G1)
Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.
Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.
O Brasil comprou ainda mísseis alemães IRIS-T ar-ar, que possuem capacidade de aniquilar medidas eletrônicas do inimigo para impedir que a bomba acerte o alvo, explica o professor. Todas as bombas e mísseis terão a validade inicial estendida de 5 anos, conforme o documento da FAB obtido pelo G1.
Ataque por trás
A Aeronáutica encomendou ainda 10 unidades operacionais e 8 de treinamento do míssil A-Darter, que o Brasil está desenvolvendo de forma conjunta com a África do Sul e que poderá atingir até aeronaves que estejam se aproximando por trás do avião lançador.
Segundo a Aeronáutica, R$ 300 milhões já foram investidos no projeto, que teve início em 2006.
Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter será guiado pelo calor e fará manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade, com alcance máximo de 12 quilômetros.
Treinamentos
Um brigadeiro da reserva da FAB, especialista em combate aéreo e que pediu para não ser identificado, diz que se justifica a compra de pequena quantidade de munição devido ao uso ser raro e a validade, pequena.
Os treinamentos atuais de lançamentos de mísseis de jatos ocorrem geralmente de forma simulada e em ambientes virtuais, em que o computador informa a possibilidade de real de acerto do alvo. São poucos, diz o brigadeiro, os oficiais que já tiveram a oportunidade de lançar uma bomba real no Brasil.
Próximo ao vencimento, a munição comprada é usada em treinamentos reais em em alto mar, em áreas controladas e com aviso antecipado, para impedir que embarcações passem pela região, informa o oficial.
Durante o período de validade, as armas passam por manutenção contínua no ambiente de estocagem, com verificaçação de vários fatores, como umidade, qualdiade dos sensores, etc.
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Francisco Silva
há 2 horas
Espero que um avião destes ao passar por Brasilia apresente uma pane no sistema e dispare um míssil no palácio do planalto e o que o mesmo esteja lotado, inclusive com toda quadrilha do PT.
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Luciane Fialho
há uma hora
Espero que a Dilma compareça neste dia kkkkkk
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Luiz Felippe
há 8 minutos
O Sarney, sua filha, Benedita e Garotinho estarão nesse evento.
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Eduardo
há 12 minutos
Nosso pobre e saqueado Brasil não possui saúde, educação, infraestrutura, saneamento, segurança, emprego, etc e os caras estão torrando US$ BILHÕES em armas e aeronaves para que? Nem viatura policial para prender bandidos temos, mas,teremos jatos?
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Fala 30
há 18 minutos
OLHA O QUE TEM DE ASSESSOR TRABALHANDO HOJE? ESSE DINHEIRO DAVA PARA AJUDAR MUITA GENTE, DIAS DOS PAIS E ESSES COXINHAS AQUI, CAMBADA DE COME E DORME. EM 2018 LULA VAI VOLTAR SEUS COXINHAS. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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Uma das bombas compradas pelo Brasil para o Gripen, conforme os documentos obtidos pelo G1, é a potente Spice, desenvolvida por Israel e com capacidade de atingir vários alvos simultaneamente com precisão a até 100 km de distância.
Conforme o professor de relações internacionais Marco Tulio Freitas, especialista em terrorismo e em Israel, as Spice são consideradas "o estado da arte, o que há de melhor em bombas".
"Se a compra das armas for efetuada, a FAB será considerada a melhor força aérea da América Latina. E, sobretudo, ganharemos a capacidade de lançar mísseis muito além do alcance da visão, com muita distância, podendo atacar alvos em terra, como instalações militares e civis. Teremos alto poder de incursão em áreas muito bem guardadas", afirma o professor Marco Túlio Freitas.
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Míssil A-Darter (Foto: FAB)
vale este arte Gripen do Brasil (Foto: Arte G1)
Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.
Segundo o professor Freitas, para se ter uma ideia da potência das bombas israelenses Spice, adquiridas pela FAB para o Gripen, elas poderiam ser usadas por caças F-35 ou F-16 em uma eventual incursão de Israel no Irã.
O Brasil comprou ainda mísseis alemães IRIS-T ar-ar, que possuem capacidade de aniquilar medidas eletrônicas do inimigo para impedir que a bomba acerte o alvo, explica o professor. Todas as bombas e mísseis terão a validade inicial estendida de 5 anos, conforme o documento da FAB obtido pelo G1.
Ataque por trás
A Aeronáutica encomendou ainda 10 unidades operacionais e 8 de treinamento do míssil A-Darter, que o Brasil está desenvolvendo de forma conjunta com a África do Sul e que poderá atingir até aeronaves que estejam se aproximando por trás do avião lançador.
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Com 2,98 metros de comprimento e 90 kg de peso, o A-Darter será guiado pelo calor e fará manobras que o levam a sofrer até 100 vezes a força da gravidade, com alcance máximo de 12 quilômetros.
Treinamentos
Um brigadeiro da reserva da FAB, especialista em combate aéreo e que pediu para não ser identificado, diz que se justifica a compra de pequena quantidade de munição devido ao uso ser raro e a validade, pequena.
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