Manuela Picq mora há oito anos em Quito e trabalha para a Al Jazeera.
Ela disse à imprensa que foi golpeada ao tentar proteger o marido.
A jornalista franco-brasileira Manuela Picq foi detida na noite de quinta-feira (13) pelas autoridades do Equador quando, segundo relato dela à imprensa local, tentava ajudar seu marido, Carlos Pérez Guartambel, presidente de uma confederação indigena, durante os protestos contra o presidente Rafael Correa.
Ela disse a uma rádio que foi golpeada e levada ao Ministério do Interior. Depois, foi levada a diferentes hospitais. Uma foto do jornal "El Comercio" mostra como ela é transportada de maca. "Tenho fortes hematomas na cabeça", disse, segundo o site "La República". No Facebook, ela publicou mensagem na tarde desta sexta dizendo que está bem de saúde.
A chancelaria equatoriana cancelou o visto de Manuela, que agora está sob custódia da autoridade migratória e obrigada a se hospedar num hotel para pessoas que estão no Equador sem visto, à espera de que o processo de deportação seja resolvido, informa o mesmo site.
O "La República" informa ainda que Manuela vive há oito anos no Equador. Ela trabalha como professora na Universidade de San Francisco, em Quito, e como correspondente da rede Al Jazeera, do Qatar. Ela é citada como francesa por parte da imprensa equatoriana, mas o documento de cancelamento do visto reproduzido por "La República" mostra que ela estava no país com passaporte brasileiro.
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