Em Guarulhos já foram confirmados 1.247 casos da doença.
Governo vai reforçar a prevenção e o atendimento nas cidades mais críticas.
Mas nem sempre é assim. O supervisor do Centro de Zoonoses de Guarulhos, Elias Pereira Lima, explica que para o trabalho específico há necessidade da pessoa ficar meia hora do lado de fora e, muitas vezes, elas não querem.
Em Guarulhos, os agentes de saúde vão para rua diariamente, o problema é o jeito que eles têm sido recebidos. Segundo a prefeitura, de cada 10 visitas, sete não passam da porta porque muitos moradores não deixam os agentes entrar e fazer a fiscalização. Enquanto isso, a preocupação com a dengue só aumenta. Ao todo, 1.247 casos da doença foram confirmados em Guarulhos.
A professora Regina Fernandes Dias e o filho João Pedro, de três anos, entraram nas estatísticas. Ela acbou de voltar ao trabalho, depois de se recuperar da dengue. “Muita dor de cabeça, febre, dores no corpo, mal estar, enjoo também e vômito”, conta.
E o perigo pode estar ao lado. Em uma construção vizinha é possível ver água acumulada. A obra está parada há mais de cinco anos, enquanto isso, oito casos de dengue foram confirmados no entorno esse ano.
O vigia da construção, Sérgio dos Santos, diz que recebeu a visita dos agentes de saúde no começo do mês e que ali não há problema.
Os números da dengue no estado já indicam 100 municípios com epidemia da doença. Só na capital, os números do governo confirmam um surto, mas a Secretaria Municipal de Saúde contesta. Segundo o orgão, o surto é localizado em três bairros da Zona Norte.
A Secretaria Estadual da Saúde anunciou uma ação emergencial de apoio aos municípios que registraram maior número de casos. O número de agentes que atuam na prevenção vai dobrar: de 500 para mil e 30 médicos da Polícia Militar vão reforçar o atendimento à população.
Nenhum comentário:
Postar um comentário