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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Diversificar operação será essencial para empresas superarem a crise

Ampliar rotas, investir em sustentabilidade e ações para redução de risco de roubos além de mais facilidades para quem contrata o serviço são saídas para redes que operam em todos os modais

Amauri Vargas
Com alta do frete, empresas de transporte rodoviário precisam trazer outros benefícios aos clientes
Com alta do frete, empresas de transporte rodoviário precisam trazer outros benefícios aos clientes
Foto: Divulgação/A2 fotografia
São Paulo - Para sair da tradicional operação de levar e trazer, transportadoras investem em diversificação de produtos para crescerem em meio à economia mais fraca. Na 21ª Intermodal South America, que termina amanhã em São Paulo, a caça por novos clientes envolve sustentabilidade, novas rotas, facilidade para contratar serviços e garantia de segurança para cargas valiosas.
"O bom da crise é que as empresas precisam se reinventar para atrair clientes. Apostar em benefícios ao consumidor [mesmo em um cenário de alta do frete] é um diferencial e tanto. As mercadorias precisam chegar de um ponto a outro, independentemente da crise, e ganha quem atrair mais o contratante", explica o especialista em logística e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Sérgio Rodrigues.
Na visão do professor, o setor de rodovias é o que mais precisa se reinventar. "Isso porque a cultura brasileira é apoiada nesse modal, e os empresários do ramo sempre estiveram em situação confortável com o mercado".
Além disso, o transporte de cargas via aérea e marítima têm trazido soluções para fisgar parte dos tradicionais empresários de rodovias. "A cabotagem, por exemplo, quer ganhar espaço, enquanto as aéreas usam o tempo curto para ganhar clientes, ainda mais com a alta no custo do frete rodoviário", disse.
Novas rotas
Presente na Intermodal, a empresa logística Panalpina também trouxe novidades ao mercado: a ampliação da rede de voos próprios com envio de um serviço completo de cargueiro para o Brasil (Brazil Wings) e o LTL (Less-than-Truck-Load), que envolve coleta em todo o Estado de São Paulo, consolidação e entrega de cargas fracionadas no Porto de Santos.
Segundo o vice-presidente Regional de Frete Aéreo para as Américas na Panalpina, Roberto Schiavone a empresa já opera dois voos semanais de Huntsville (EUA) para Viracopos (SP). O serviço, chamado Brazil Wings, faz parte do acordo entre Panalpina e Atlas Air. "O serviço oferece capacidade regular em aeronave cargueira para a América do Sul a partir dos Estados Unidos e um transit time recorde de menos de 40 horas a partir de Hong Kong para São Paulo", explica.
O serviço direto de Huntsville para São Paulo foi projetado para os clientes no Centro-Oeste e partes do Sudeste dos Estados Unidos, e tem como público-alvo a indústria de maquinários e implementos agrícolas, high-tech, healthcare, automotivo, entre outras.
Busca por clientes
Quem também usará a Intermodal para atrair novos clientes é a Log Comercial Properties. Segundo o diretor executivo da empresa, Sérgio Fischer, o objetivo é mostrar ao mercado o potencial de seus condomínios logísticos.
"Não nos restringimos ao eixo Rio-SP. Atuamos onde identificamos demandas altas de consumo, priorizando as facilidades de acesso. Com essa estratégia, somente no ano passado comercializamos mais de 230 mil m² de novos negócios, recorde absoluto de locação."
Para o executivo, apesar de o cenário macroeconômico ser desafiador, os números do último ano mostram que o Brasil está carente de parques industriais. "Percebemos que hoje os clientes são mais cautelosos na tomada de decisão, porém, os contratos estão sendo efetivados", diz.
Mais segurança
Apostando em inovação e redução de até 50% no custo para transporte de cargas de alto valor agregado, a Transvip também está otimista. "Trata-se de uma ótima oportunidade para trocar informações e fazer novos negócios", afirma o diretor-geral da Transvip, Marcos Guilherme Cunha.
O executivo detalha que no caso de transporte especial, a empresa usa carretas blindadas, rastreadas por satélite, e que possuem câmeras de visualização remota. "Todos esses aparatos dispensam a escolta, a contratação de uma gerenciadora de riscos e, muitas vezes, o próprio seguro da carga. Por isso, o serviço custa, em média, metade do valor do transporte convencional."
A maior segurança para cargas também é a filosofia da Prosegur. Voltada às soluções integradas de segurança para portos, a empresa trouxe duas soluções aos visitantes da feira: o Proteus, uma trava para a porta de contêiner equipada com alta tecnologia para monitoramento e rastreamento, e o colete com microcâmera embutido. "O cliente pode contar com as imagens transmitidas ao vivo ou gravar o que acontece durante a ronda do vigilante no seu posto de trabalho", diz o diretor de soluções integradas da Prosegur, José Luis Rodrigues.
Que crise?
Na contramão, a Gocil está olhando a economia pessimista pelo retrovisor. A companhia administra o recebimento de cargas em centros de logística e faturou cerca de R$ 1,08 bilhão em 2014, o que representou 10% de crescimento.
"Em 2015 vamos faturar mais. A receita será 15% mais alta em negócios de maior valor agregado", afirma a gerente de marketing da empresa, Daniella Barbosa. Segundo ela, uma parceria divulgada durante a feira foi fechada com a norte-americana de sistemas 4D Security Solutions, para aumentar a capacidade de processamento das cargas monitoradas. "Escolhemos a 4D por conta do know-how na automatização de aeroportos nos EUA, no canal do Panamá e na cidade inteira de Abu Dhabi."
FONTE:

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