Rosa
Ex-deputado e ex-ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso, Padilha disse que estava “à disposição” do governo, mas nada foi fechado ali. A cúpula do PMDB começou a discutir a troca de cadeiras na noite de ontem, em jantar no Palácio do Jaburu. Dilma vai reunir hoje os líderes aliados na Câmara e no Senado, além dos presidentes de partidos da base, para pedir ajuda na aprovação do pacote. Hoje, PMDB e PT são os que mais têm feito críticas às medidas.
O novo formato do “núcleo duro” foi planejado pela presidente para acalmar um grupo do PMDB e não mexer no ministro do Turismo, Vinícius Lages, afilhado político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Desde que Dilma aceitou indicar o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para o Turismo, Renan ampliou as retaliações ao governo no Congresso.
A nomeação de Alves para a cadeira de Lages já estava acertada. Agradou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas contrariou Renan, que não quer o afilhado fora da pasta. Agora, se Padilha aceitar tocar a Secretaria de Relações Institucionais, Dilma calcula que terá um problema a menos, pois poderia indicar Alves para a Aviação Civil e não mexeria com Lages – o que, em tese, deixaria Renan sem motivos para se queixar da mudança no ministério. Outra hipótese seria Lages na Aviação Civil e Alves no Turismo. Ambas, porém, ainda dependem de acordo com Renan.
Lula. A mudança na articulação política do Planalto foi sugerida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos dias, preocupado com as novas manifestações contra o governo, previstas para domingo, Lula intensificou a cobrança e disse que, se Dilma não mexer agora nos interlocutores com o Congresso, trilhará umcaminho sem volta.
Na avaliação de Lula, o Senado e a Câmara se transformaram em uma trincheira contra o governo após a Operação Lava Jato. Renan e Cunha acusaram o governo de interferência para que seus nomes constassem da lista de políticos investigados pelo Supremo por suspeita de participação no esquema de desvio de recursos da Petrobrás.
Um auxiliar de Dilma disse ao Estado, em conversa reservada, que ninguém do Planalto entende a cabeça de Renan porque “em público ele defende a redução de ministérios e, nos bastidores, sempre quer todos os cargos”.
Estadão /Vera Rosa
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