Biólogos
do Kew Gardens, o jardim botânico de Londres, estão testando um
microtransmissor projetado para monitorizar o comportamento das abelhas.
O dispositivo usa uma tecnologia
simples baseada no equipamento usado para rastrear paletes em armazéns,
disse o criador, Mark O’Neill.
O dispositivo tem um alcance de até 2,5 m, face aos 1 cm de modelos anteriores.
O rastreador é composto de um chip
identificador por radiofrequência tradicional (RFID) e uma antena
especialmente projetada, criada por O’Neill para ser mais fina e mais
leve que outros modelos usados para rastrear pequenos insetos, o que
permite o aumento do alcance.
O engenheiro, que é director técnico da empresa de tecnologia Tumbling Dice, de Newcastle, está a tentar patentear a invenção.
“A primeira etapa foi fazer etiquetas de pré-produção usando componentes que eu poderia comprar facilmente”, disse.
“Quero fazer componentes aéreos optimizados que sejam muito menores… Fiz cerca de 50 até agora.”
A ideia é ter receptores-leitores
espalhados no caminho entre uma colmeia e uma flor a fim de rastrear os
sinais de como as abelhas se movem livremente na natureza.
Para Sarah Barlow, bióloga do Kew
Gardens especializada em restauração de ecossistemas danificados, a nova
tecnologia “abrirá possibilidades para cientistas rastrearem abelhas na
natureza”.
“Esta peça do quebra-cabeças, o
comportamento das abelhas, é absolutamente vital se quisermos entender
melhor por que as nossas abelhas estão a lutar (pela sobrevivência) e
como podemos reverter o seu declínio.”
Os minúsculos rastreadores, que têm
apenas 8 mm de altura e 4,8 mm de largura, estão presos às abelhas com
supercola num processo que leva entre cinco a 10 minutos. As abelhas são
refrigeradas primeiro para que fiquem mais dóceis.
“Elas fazem um barulho infernal”, disse O’Neill.
O investigador disse à BBC esperar que
os rastreadores – que pesam menos do que uma abelha e estão unidos ao
seu centro de gravidade para que não afectem o voo dos insectos –
permaneçam anexados por três meses, a vida útil estimada.
Os aparelhos só foram instalados em abelhas operárias, que não acasalam.
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