Após morte de dono do veículo, carro ficou 1 ano 'encostado' em garagem.
Reforma transformou clássico nacional em versão contemporânea.
Muitas vezes, o amor por carros é passado de pai para filho, por várias gerações. E, mesmo quando um modelo não está nas melhores condições, ele pode ser admirado por quem ainda nem tem idade para dirigir.
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É o caso do Willys Interlagos 1966 que pertence à família de Luciano Gallo, de Caraguatatuba (SP). O modelo, que foi adquirido pelo sogro de Gallo há mais de 10 anos, em condições deploráveis, para restauração, acabou se tornando motivo de união para a família.
“Meu sogro, ‘Seu’ José Lourenço, comprou o carro com a intenção de deixá-lo em estado de novo, mas acabava não conseguindo, por falta de tempo ou dinheiro”. conta Luciano.
Com o nascimento de Lorenzo, filho de Luciano, a família Gallo ganhou mais um apaixonado por carros. Tanto que, desde pequeno, a criança perguntava ao pai e ao avô sobre o carro, demonstrando interesse. “Meu sogro dizia que iria reformar o carro e deixar para meu filho”, conta.
Tragédia e retomada dos planos
José Lourenço, porém, nunca conseguiu realizar seu sonho. Enquanto fazia reparos em um telhado, acabou caindo de uma altura de mais de quatro metros, e não resistiu aos ferimentos. Com a morte do sogro, Luciano decidiu que levaria o projeto do Interlagos adiante, como forma de homenagem.
José Lourenço, porém, nunca conseguiu realizar seu sonho. Enquanto fazia reparos em um telhado, acabou caindo de uma altura de mais de quatro metros, e não resistiu aos ferimentos. Com a morte do sogro, Luciano decidiu que levaria o projeto do Interlagos adiante, como forma de homenagem.
No ano passado, resolveu tirar o carro da garagem e restaurar o modelo. “A ideia era deixar o carro todo original. Porém, estava complicado encontrar peças originais. Quando achava, tudo saía muito caro”, diz Gallo. A solução foi criar um projeto um pouco diferente.
“Resolvi que faria uma releitura mais moderna para o Interlagos, inspirada nos hot rods (carros que possuem modificações na carroceria, além de pintura diferenciada)”, afirma. Desta forma, foram colocadas rodas de 17 polegadas, suspensão apropriada e para-choques e para-lamas redesenhados. A pintura também foi refeita, assim como toda a parte elétrica. A mecânica utiliza como base o motor 1.6 refrigerado a ar de uma Brasilia.
O carro, que acaba de ser finalizado, é motivo de orgulho para Luciano e toda a família. Ele é usado para passeios em finais de semana, já que, durante a semana, o dono utiliza outro veículo para trabalhar. Lorenzo, que atualmente tem 7 anos de idade, e está longe de poder tirar a carteira de habilitação, adora ver o Interlagos pronto e “dar uma voltinha” no veículo. Ele já sabe que, no futuro, aquele será seu xodó.
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