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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Rodoviários param ônibus na Estação Pirajá em mobilização por cobrador ferido


O protesto começou por volta das 15h e os ônibus, que estão parados em fila, já alcançam o viaduto

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 03/04/2015 18:19:19
  
Cobrador ferido foi encaminhado ao HGE
(Foto: Reprodução)
Dezenas de rodoviários fazem uma paralisação dentro da Estação Pirajá na tarde desta sexta-feira (3). De acordo com informações da polícia, a paralisação se deve ao incêndio criminoso de um ônibus da empresa Praia Grande que deixou o cobrador ferido hoje pela manhã.
O protesto que começou por volta das 15h e os ônibus, que estão parados em fila, já alcançam o viaduto que fica próximo à Estação Pirajá. De acordo com informações da 17º Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Uruguai), os ônibus da empresa Praia Grande que circulam pela Cidade Baixa pararam de atender a localidade após o ocorrido. Outras empresas, no entanto, atendem a região normalmente.
O incêndio aconteceu por volta das 12h30, no Largo do Papagaio, próximo ao supermercado Bompreço. Um grupo de seis homens distribuídos em uma moto e um veículo invadiram o coletivo, que estava com poucos passageiros, e depois jogaram um coquetel molotov dentro do veículo. As chamas atingiram o cobrador, identificado com Everaldo de Oliveira Santos, 62 anos, que foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE). Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.
O motorista do ônibus foi ouvido logo após o crime na 3ª Delegacia Territorial (DT/Bonfim). Os suspeitos conseguiram fugir e ainda não foram identificados. Ainda não há informações sobre a motivação do crime.
De acordo com testemunhas, os homens que atearam fogo ao veículo estavam vestidos com camisas com a foto do garçom e porteiro Fabiano Santos Souza, 28 anos, encontrado embaixo de um viaduto na Baixa do Fiscal no início da manhã de quinta-feira (2). O corpo dele foi sepultado na manhã de hoje, no Cemitério Campo Santo.
Tortura e morte
Fabiano Santos Souza, 28 anos, foi levado por quatro homens encapuzados enquanto dormia em sua casa, localizada na rua Catende, na localidade da Mangueira, na Ribeira.
Fabiano, que dormia com a esposa, grávida de sete meses, foi arrancado do quarto e levado até a sala, onde foi torturado por três dos suspeitos. Enquanto isso, a mulher, identificada como Scheila, ficou trancada no banheiro, sob a mira da arma de um deles. 
Depois, por volta das 7h30 da manhã, o corpo de Fabiano foi encontrado embaixo de um viaduto na Baixa do Fiscal. Segundo a Polícia Civil, o garçom vestia apenas uma cueca e tinha as mãos amarradas. “Eles ainda disseram para a esposa dele não ir atrás, porque ela tentou correr quando eles foram embora. Mas, quando eles saíram, ela correu chorando e foi socorrida pelo pessoal daqui”, contou uma moradora. 
Fabiano trabalhava como porteiro em um condomínio e, aos finais de semana, era um garçom “chefe” em um serviço de bufê. Segundo a Central de Polícia, na quarta-feira, ele havia recebido um dinheiro para fazer um pagamento aos outros garçons da empresa onde trabalhava. Apesar de nem a polícia, nem a família, ter confirmado o valor, amigos falam em R$ 10 mil.
ProtestosÀs 9h30 de quinta-feira (2), 200 pessoas fecharam a Avenida Porto dos Mastros em protesto pela morte de Fabiano. “Não é a primeira vez que algo assim acontece aqui. Não vivemos tranquilos”, afirmou uma mulher que participou da manifestação. 
Segundo manifestantes, as pessoas que atravessaram e apedrejaram os ônibus não estavam no protesto. “Foi gente que se aproveitou do momento para fazer isso”. O subtenente da 17ª CIPM (Uruguai), Joildo Souza, coordenador da área, confirma. “Alguns marginais se aproveitaram do protesto para roubar celulares de pedestres”. 
(Foto: Internauta iBahia)
O motorista de um  coletivo que teve a chave roubada relatou que um grupo de jovens e adolescentes subiu no ônibus e ordenou que ele atravessasse o veículo na rua. “A gente fica tenso, porque não sabe o que vai acontecer. Eles não pareciam estar armados, mas nunca se sabe”. 
Através da assessoria, a Polícia Civil informou que Fabiano tinha duas passagens pela polícia: uma, em 2009, por tráfico de drogas, e outra por agressão à esposa, em 2013. Já a PM orientou os familiares de Fabiano a registrar uma denúncia na sede da Corregedoria da Corporação, na  Pituba, com relação aos homens estarem vestidos de farda. 
Busca por autores de incêndioA Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) busca os responsáveis pelo crime. Além da Superintendência de Inteligência da SSP-BA, que atua em campo, todo o efetivo da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Bonfim) está fazendo rondas pela área, além de "ponto base", com viaturas paradas em pontos estratégicos.
Em nota, a secretaria esclarece ainda que outras unidades da PM, como o Esquadrão Águia, a Operação Gêmeos, a Rondesp/BTS e o Batalhão de Choque estão a postos para incursões na localidade. Qualquer pista ou identificação dos autores desse crime podem ser passadas para o Disque-Denúncia (3235-0000).
*Com informações do repórter Gil Santos

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