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domingo, 31 de maio de 2015

Vício em cigarro é semelhante a alcoolismo, diz ex-fumante

Largar o tabagismo depende de força de vontade e paciência do fumante.
Neste Dia Mundial sem Tabaco, veja histórias de quem se livrou do vício.

Katherine CoutinhoDo G1 PE
Sem fumar há 11 meses, a Juiza Eliane comemora vitória nas redes sociais (Foto: Vitor Tavares / G1)Sem fumar há 11 meses, a Juiza Eliane comemora vitória nas redes sociais (Foto: Vitor Tavares / G1)
Fumar é um vício e deixar o cigarro exige mais que força de vontade algumas vezes. O G1 traz neste domingo (31), Dia Mundial sem Tabaco, a experiência daqueles que pararam de fumar e conseguiram se manter longe do vício, mas também daqueles que acabaram voltando. "Quem é fumante, é semelhante a uma pessoa que tem alcoolismo. Eu não tenho a menor vontade de fumar hoje, mas se colocar na boca, vou voltar", afirma o engenheiro agrônomo Antônio Miranda.
Antônio deixou de fumar há 12 anos, mas antes de parar de vez, já tinha parado e voltado. "Eu passei cinco anos sem fumar, um belo dia resolvi experimentar e voltei a fumar. Passei mais cinco anos fumando até parar de vez", recorda o engenheiro agrônomo, casado há mais de 20 anos com a representante comercial Cleide Mendonça.
Para algumas pessoas, ir diminuindo a quantidade de cigarros por dia é uma alternativa, mas para Miranda a opção foi suspender de uma vez. "Para mim foi assim, as tentativas de diminuir nunca funcionaram. Quando parei mesmo, procurava trabalhar, pensar em outra coisa. Aí você vai esquecendo. Só que nos 15 primeiros dias é muito difícil, é uma briga com o seu organismo. Você tentando esquecer e ele mandando fumar", conta Antônio.
O Dia Mundial sem Tabaco foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, o número de fumantes vem caindo no Brasil. Em 1989, o percentual de pessoas com 18 anos ou mais no país que fumavam era 34,8%, enquanto em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, este número caiu para 14,7%.
Enquanto Antônio conseguiu abadonar o cigaro, sua esposa, Cleide, voltou a fumar após tentativa de parar com o vício (Foto: Vitor Tavares / G1)Enquanto Antônio conseguiu abadonar o cigaro, sua esposa, Cleide, voltou a fumar após tentativa de parar com o vício (Foto: Vitor Tavares / G1)
Dados da OMS apontam que o tabagismo está ligado a 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis, como enfisema e câncer. "Quanto mais cedo parar o tabagismo, menor vai ser o risco de doença ao longo da vida. No entanto, o risco de câncer sempre vai ser mais alto do que em pessoas que nunca fumaram, porém vai ser menor em relação aos que continuam fumando. Isto também acontece com problemas pulmonares. Se o paciente para de fumar antes de ter problemas, o risco de tê-los vai decaindo ao longo do tempo", explica a pneumologista Rita de Cássia Ferreira.
A conscientização que o cigarro não faz bem fez parte do processo da juíza Eliane Ferraz para conseguir parar de fumar após 39 anos com o tabaco. "Quando deixei, eu estava já diminuindo e já tinha tentado duas vezes parar. Tomei até medicação. Eu comecei a colocar na minha cabeça que fazia mal. Pedia a Deus muito que não deixasse acontecer nada, descobrir uma doença para ter que parar", lembra a juíza, que ganhou motivação para parar de fumar após os netos, Maria Eduarda e João Vitor, pedirem diariamente.
A parada de fato aconteceu depois de um momento de estresse. Após fumar três carteiras de cigarro em um dia, Eliane acordou se sentindo indisposta. Acabou conseguindo ficar o dia todo sem fumar. "Então, se eu consegui parar um dia, podia conseguir mais. Falar sobre isso [nas redes sociais] me ajudou muito. A cada mês que fico sem fumar, eu posto como uma vitória. Estou há 11 meses", relata.

Sintomas físicos
Parar de fumar parece apenas uma questão de força de vontade, mas vai além disso. Há casos em que as pessoas chegam a ter sintomas físicos de abstinência. Foi o caso de Cleide, que viu o marido parar de fumar e tentou acompanhá-lo. "Fiquei muito nervosa, eu tremia. Sentia dor de cabeça. É abstinência mesmo, você fica bem ruim mesmo. Nas primeiras tragadas, fiquei até um pouco tonta, mas logo estava normal. Ele me acalma", explica a representante comercial.
Para casos como esse, o acompanhamento médico é essencial, assim como encontrar uma alternativa e evitar os gatilhos que levam a fumar, explica a pneumologista. "Aquelas pessoas que fumam muito às vezes precisam de uma ajuda medicamentosa, além do aconselhamento médico. É importante também a pessoa tentar praticar uma atividade física, como caminhar, por exemplo, manter uma alimentação saudável, tomar bastante líquidos. Na hora da vontade, tomar ou comer alguma coisa, fazer alguma atividade relaxante ajuda", acrescenta Rita de Cássia Ferreira.
Eliane contou com o apoio da água para superar vontade de fumar (Foto: Vitor Tavares / G1)Eliane contou com o apoio da água para superar vontade
de fumar (Foto: Vitor Tavares / G1)
Para Eliane, a água foi a companheira das horas em que a vontade de fumar aparecia. "Cada pessoa encontra um momento próprio para parar de fumar. Não adianta ninguém te dizer que momento é esse e como você vai fazer. Eu troquei o cigarro por água, quando tinha vontade de fumar à noite", explica a magistrada.
Depois de conseguir deixar o cigarro, a alimentação também foi sendo modificada, mas por outro motivo. "Mudei toda a minha alimentação, porque passei a sentir o gosto da comida. Consigo coisas que não conseguia antes, caminho, corro. Isso tudo me deu força para não pensar em voltar", diz Eliane.
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