Mangueira foi campeã do Carnaval 2016.
Estácio de Sá foi a última colocada e, em 2017, vai desfilar na Série A.
Foram desfiles memoráveis e que deixaram a marca de um carnaval inesquecível para as milhares de pessoas que assistiram, na Sapucaí, ou ao vivo, aqui, no G1, aos cortejos das escolas de samba do Grupo Especial. No fim, depois da disputa que levou 12 escolas ao Sambódromo, a Mangueira se sagrou campeã do Carnaval 2016.
Enquanto transborda a felicidade na quadra da Mangueira, a tristeza caiu sobre a Estácio que acabou rebaixada e desfilará, em 2017, na Série A. As agremiações foram julgadas em nove quesitos de avaliação: mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, bateria, harmonia, evolução, enredo, samba-enredo, alegorias e adereços, fantasia.
No 1º dia de desfiles do Grupo Especial, se apresentaram Estácio de Sá, União da Ilha do Governador, Beija-Flor de Nilópolis, Acadêmicos do Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca. Beija-Flor, Unidos da Tijuca e Mocidade Independente de Padre Miguel foram as escolas que mais se destacaram.
Confira a íntegra de todos os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial.
1º DIA DE DESFILES DO GRUPO ESPECIAL
ESTÁCIO DE SÁ
Longe da elite do samba há oito anos, a Estácio de Sá foi a primeira escola a pisar na escola com enredo sobre de São Jorge. A comissão de frente trazia bonecos gigantes que deram vida a um cavalo marionete. Ele galopava e saudava o público por meio de cordas puxadas pelos bailarinos. Fantasias com luzes LED chamaram a atenção e a rainha de bateria, Luana Bandeira, representou um dragão. Ela cuspiria fogo, mas não foi autorizada pelos bombeiros e chorou bastante ao saber que não poderia demonstrar o truque.
UNIÃO DA ILHA
Com um sol de LED gigante, a União da Ilha do Governador trouxe cadeirantes acrobatas na comissão de frente e uma "superala" de tipos cariocas, a escola contou como o Rio conquistou os deuses do Olimpo que vieram conhecer a cidade das Olimpíadas 2016. O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima cruzou correndo a Sapucaí antes do desfile.
BEIJA-FLOR
Defendendo o título, a Beija-Flor cantou a história do personagem que dá nome à passarela do samba: o Marquês de Sapucaí. O enredo não foi obstáculo para a escola de Nilópolis apresentar um desfile luxuoso, marcado pela opulência barroca e pelo abuso do dourado, além da tradicional força e empolgação da sua comunidade.
GRANDE RIO
A Grande Rio homenageou a cidade de Santos. Neymar e Pelé foram convidados, mas não puderam ir. Faltaram ícones do Santos, mas sobraram celebridades como Susana Vieira, Thaila Ayala, Paloma Bernardi, Monique Alfradique, Ana Hickmann, Deborah Secco e Daniela Albuquerque, que passaram pela Sapucaí, entre outras famosas.
MOCIDADE
A Mocidade foi a penúltima escola a entrar na Sapucaí no primeiro dia de desfiles do carnaval do Rio amarga 19 anos de jejum de títulos. A cantora Anitta estreou como musa da escola, vestindo uma fantasia sobre a ditadura militar e à frente de um carro em forma de tanque. Claudia Leitte desfilou pelo segundo ano como rainha da bateria.
UNIDOS DA TIJUCA
A Tijuca, última escola a desfilar no 1º dia do Grupo Especial, fez uma homenagem à cidade de Sorriso, no Mato Grosso, conhecida como capital da soja. Ela abordou da criação do homem através do barro ao desenvolvimento da agricultura e vida no campo.
2º DIA DE DESFILES DO GRUPO ESPECIAL
Já no 2º dia, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Salgueiro, São Clemente, Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, Imperatriz Leopoldinense e Estação Primeira de Mangueira levantaram as arquibancadas da Sapucaí. As escolas Portela, Salgueiro e Mangueira foram os destaques da segunda-feira, na Sapucaí.
UNIDOS DE VILA ISABEL
A Vila Isabel abriu os trabalhos com homenagem ao político Miguel Arraes (1916-2005). A apresentação levou para a Sapucaí símbolos de Pernambuco e da cultura do estado como a caatinga, a literatura de cordelo e a arte no barro. O frevo e o bloco Galo da Madrugada também foram lembrados. Sabrina Sato desfilou mais uma vez como rainha da bateria.
SALGUEIRO
Vice-campeã nos dois últimos carnavais, a vermelho e branco fez uma ode à malandragem. O Salgueiro trouxe um desfile caprichado e divertido, empolgando as arquibancadas, mas teve problemas técnicos que podem ser decisivos na briga pelo título.
SÃO CLEMENTE
A única representante da Zona Sul do Rio no Grupo Especial falou dos palhaços. Em seu segundo ano na escola, a carnavalesca Rosa Magalhães abusou das cores e das brincadeiras.
PORTELA
Na estreia do carnavalesco Paulo Barros na escola de Madureira, a azul e branco "viajou" pela Sapucaí com um enredo sobre viagens. Maior ganhadora de títulos (foram 21), a Portela fez um desfile arrasador, repleto de surpresas, que pode por fim a um jejum. A última vez que a escola foi campeã foi em 1984.
IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
Imperatriz Leopoldinense fez uma homenagem à dupla Zezé Di Camargo e Luciano e à música sertaneja. O samba com os versos "É o amor" e "Sou brasileiro, caipira Pirapora" empolgou e chamou a atenção ao ser executado com acordes de sanfona. A escola saiu da Sapucaí ouvindo gritos de "A campeã voltou".
MANGUEIRA
Última escola a desfilar, a Mangueira homenageou Maria Bethânia. Na busca pelo título do Grupo Especial, conquistado pela última vez em 2002, a escola verde e rosa celebrou os 50 anos de carreira da cantora baiana com um desfile de luxo e sofisticação, além da presença de muitos artistas e de uma porta-bandeira "careca" chamada Squel. A homenageada veio no último carro, ao lado de duas afilhadas.
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